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porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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11
Dez16

Voar

alex

Nunca foi um problema para mim. Voei pela primeira vez quando tinha seis anos. Nem me lembro. Foi um voo de mais ou menos oito horas até Cuba. Lembro-me vagamente de não conseguir dormir e ver o filme dos 101 dálmatas com a minha mãe. É tudo.

A segunda vez que voei foi no dia 6 de Agosto de 2015, quando vim para Londres. Depois disso, já viajei umas quatro vezes mais, todas ida e volta para Portugal. Até ter viajado em Setembro deste ano para a Coreia do Sul.

Nunca tive medo de voar até agora. Para mim voar até era algo satisfatório. A ideia de que uma coisa enorme como é o avião consegue levar uma quantidade imensa de pessoas dentro de si e voar pelos oceanos a tantos quilométricos à hora, sempre me fascinou.

Isto até ter apanhado um belo de um susto. E não, não me refiro a turbulência ou algo do género. O susto aconteceu quando ainda nem sequer tínhamos levantado voo. Já mencionei aqui o episódio, pelo que não o farei de novo, mas a verdade é que vou voar outra vez para Portugal daqui a menos de duas semanas e só de pensar em entrar naquele avião, dá-se me os calores.

Nem sequer as notícias me afectavam como o que se passou me afectou. Acho que sou mesmo daquelas pessoas que, até me acontecer a mim, não me afecta muito.

Não quero voltar a sentir aquilo que senti naquele avião, nunca mais. Mas a possibilidade de tal acontecer existe. E se desta vez não são criminosos a serem deportados e forem mesmo terroristas?

É esse o pensamento que não me sai da cabeça. Este mundo anda doido e eu como testemunhei isso em primeira mão, em doida ando a dar...

07
Ago14

Voar

alex

Eu sou uma contradição andante. Não suporto pássaros - não gosto do piar deles, não gosto dos seus bicos afiados que já me deram muitas mazelas ao longo dos anos, não gosto do facto de para os ter como animais de estimação, eles terem de estar fechados em gaiolas como se fossem bichos selvagens. Não gosto de pássaros. Acho-os irritantes e não muito amigáveis. 

Dou-vos exemplos: um dos meus primos tem uma caturra - é feia como tudo. É amarela e verde e branca e tem dois olhos pretos do tamanho de uma caganita de rato e um bico que me assusta. A criatura é irritante. Quando lá vou a casa, anda sempre a picar-me as pernas e os pés (se eles tiverem à mostra). E quando se mete em cima da porta da sala e decide que o chão é o sítio ideal para ela se aliviar? E quando ela se lembra de vir para cima do sofá, vir de mansinho para o pé de mim, e começar a morder-me a orelha? Eu não gosto cá dessas coisas! Às vezes até salto quando ela enche o peito, solta uns sons estranhos e começa a bater as asas. 

Tive um pássaro quando era miúda - morreu quando eu tinha três anos, por isso não me lembro dele. Mas segundo os meus pais, eu não ia nada com a cara do Vip (acho que o nome era engraçado, dou-lhe isso ao menos). Era eu sempre a chorar cada vez que o pássaro abria o bico para cantar - "Ele canta mal!" - dizia eu, segundo a minha mãe. Houve um dia que tentei abrir a porta da gaiola e soltá-lo - levei-o escondido no bolso e ia soltá-lo na varanda quando o meu pai o ouviu a piar e me o arrancou das mãos. "O Vip quer voar na rua pai!" - Disse-me o meu pai que foi o que eu lhe disse quando ele me perguntou o que é que eu estava a fazer.

O desgraçado do Vip morreu de ataque cardíaco um dia, quando eu e os meus pais tínhamos ido às compras, e chegámos a casa para nos depararmos com um monte amarelo no chão da gaiola. A minha mãe diz que eu até me ri quando ela me disse que o Vip ia ficar a dormir por 100 anos, como a Bela Adormecida (a minha princesa favorita naquela altura). Portanto, fiquei muito devastada.... (notar o sarcasmo).

Outro exemplo: andava eu no nono ano e estava  ir para a paragem com uma amiga minha. Tinhamos acabado de ter educação física e eu, com o cabelo bem oleoso e muito cheiroso, levei com uma cagadela de pássaro em cima.

Senti uma coisa a cair-me na cabeça e quando levei a mão ao escalpe para ver o que era - quase me vomitei ali. 

Como podem ver, eu e os pássaros não somos os melhores amigos. Mas há algo que invejo neles - a sua habilidade de voar. Adorava poder voar. Quero voar. É por isso que sempre me fascinaram os aviões - pássaros grandes, estranhos e mecânicos. É por isso que sempre quis aprender a voar numa vassoura - imitava o Harry, com a vassoura da minha avó, mas a dela não levantava voo como a do Harry (e só eu sei o desgosto que tive na altura).

Acho que é por isso que quero tanto fazer paraquedismo, bungee jumping e outras coisas do género. Porque deve ser uma sensação incrível - de liberdade, de adrenalina, de felicidade! É por isso que, quando me perguntam se eu pudesse escolher ser um animal - um qualquer, eu respondo que gostava de ser um pássaro ou uma ave de qualquer espécie.

Porque apesar de não gostar nada delas, quero ser capaz de fazer aquilo que elas fazem tão bem e melhor do que ninguém:

Voar.

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