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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

01
Abr16

Tuga Land

alex

Foi estranho. Voltar. Regressar. Foi como se os últimos 8 meses tivessem sido um sonho e eu tivesse ficado em Portugal este tempo todo.

Foi como se, no dia 6 de Agosto de 2015 eu tivesse adormecido, sonhando com a minha vida em Londres durante 8 meses e ter acordado no passado dia 23 de Março de 2016.

Foi uma semana que passou demasiado rápido. Andei de um lado para o outro, em casa deste, em casa daquele, a comer, a falar, a rir, a comer mais um bocado... Acho que engordei uns cinco quilos nesta semana que passei em terras lusas.

É sempre bom chegar a nossa casa, passado tanto tempo, e sentir que nada mudou. Principalmente, que as pessoas que por lá ficaram, permaneceram iguais e fieis a si.

É sempre bom não ter de me preocupar em ir trabalhar oito horas e ainda ter de fazer o jantar, lavar a roupa ou arrumar a casa. É sempre bom voltar a ser apenas uma jovem de 19 anos. É sempre bom voltar a ser apenas filha, irmã, neta, sobrinha e amiga.

Porque a verdade é que aqui, na minha vida em Londres, sou mais do que isso. Por vezes, até sou demais do que isso, se é que esta frase faz sentido gramaticalmente. Aqui não sou tanto uma jovem de 19 anos, não sou tanto filha, irmã, neta, sobrinha, amiga. Aqui sou mais adulta, mais presa, mais carrancuda, mais preocupada. Mais adulta.

Foi uma semaninha que deu para matar as saudades - das pessoas, dos sítios e da comida. Mas foi curta. Queria mais e assim queriam os que lá deixei, mais uma vez.

É sempre difícil dizer adeus. Mas não custou tanto como há oito meses atrás. Talvez porque agora tenho a minha vida aqui em Londres. Tenho uma casa para onde voltar, um emprego estável, a minha segunda família... na altura não tinha nada, vinha meio que desamparada da vida. Não tinha aqui nada que me aguardasse a não ser o desconhecido.

Agora não foi bem assim. Claro que doeu, dizer adeus mais uma vez à minha família. Mas não doeu assim tanto porque daqui a três meses já os vejo outra vez e até lá, a vida encarregar-se-à de me distrair, de me trazer novos desafios e novas coisas com que ocupar a cabeça e o tempo ... até ao próximo regresso a terras lusas.

 

 

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14
Abr14

Sobre as viagens de finalistas

alex

Sim, este ano sou finalista. Não, não fui à minha viagem de finalistas. A viagem de finalistas organizada pela associação de estudantes da escola é sempre igual. O destino é sempre o mesmo, o objectivo da viagem é sempre o mesmo, as pessoas são sempre as mesmas.

Em poucas palavras: não me interessava.

Não me interessava dar 300 euros para passar cinco ou sete dias em Espanha rodeada por adolescentes bêbados. Já passei por essa experiência (não em Espanha) e é um ambiente do qual já não quero fazer parte. Não me estimula passar horas e horas a dançar numa discoteca, a beber, a fumar, a esfregar-me em tudo quanto se move. Não me cativa sabem?

Se o meu "eu" de há um ano e meio atrás lesse isto, não acreditaria que iria ser ela a escrevê-lo, passado um ano e meio. Porque eu era assim. Eu fazia aquilo que os jovens fazem nestas viagens de finalistas, a única diferença é que não precisava de uma para as fazer. Felizmente, e como eu gosto de dizer, acordei para a vida a tempo. Não me acho superior aos que (ainda) gostam de levar este estilo de vida. Não, isso nunca. Mas são escolhas. E eu acredito piamente que fiz a escolha certa ao desistir deste estilo de vida em que beber, fumar, etc, é algo que entendemos como uma necessidade. Seja para nos sentirmos inseridos num determinado grupo, seja porque (como eu na altura) estamos fartos de ser aquela pessoa que todos esperam que nós sejamos, seja só e apenas porque sim. Ora, com isto não quero também insinuar que sou contra as pessoas que bebem e fumam. Não sou. Cada um sabe de si, e eu acredito com todo o meu coração, que a altura de cada um vai chegar. A altura em que vão dar um passo atrás, reflectir nas suas acções e fazerem a pergunta que eu fiz a mim mesma: "O que é que eu estou a fazer?".

Bom, voltando ao assunto principal deste texto, para mim estava fora de questão ir para Espanha. Felizmente, não era a única com esta opinião. O grupo de pessoas com quem me dou, os meus amigos digamos assim, todos eles concordaram em como Espanha não era o destino ou a viagem de finalistas ideal para nós. Vai daí começamos a pensar em Londres, visto que somos todos uns fanáticos pela cidade. Mas claro está, teria de ser todo um processo independente, completamente planeado e financiado por nós.

Daí eu também não ter ido para Londres, apesar de o querer mais do que qualquer outra coisa. Eu explico porquê, pois é uma explicação muito simples e básica: desde pequena que os meus destinos de sonho são dois - Londres e Roma. Isto tem uma história, obviamente, a qual deixarei para contar noutro dia. Mas sim, Londres é um dos meus destinos de sonho e quando todos nós acordamos em como seria esse o destino da nossa viagem, eu admito - delirei. Deixei-me convencer seriamente de que podia ir. Mas os dias foram passando, o orçamento começou a ser construído e cheguei à conclusão de que para ir, das duas uma, ou roubava um banco ou ia à socapa enfiada na mala de alguém.

Posso-vos dizer que ao todo, Hostel, avião, bagagem, passe de metro, bilhetes para isto e para aquilo, a viagem não ficou abaixo dos 500 euros (por pessoa obviamente), fora o dinheiro extra que tiveram de levar para lá para comida, compras e outros gastos pessoais. 

Ora eu não tenho pais ricos. Não trabalho (ainda) e as minhas poupanças cobriam metade do preço final, se tanto. Por isso não fui.

Se dói ver as fotos deles no Instagram ou os Snaps que me mandam? Não vou mentir. Dói. Até porque é o meu grupo de amigos mais próximos, que estão numa das minhas cidades favoritas, todos juntos, sem mim. Mas já fiz as pazes com o facto de ser finalista e não ter ido à viagem de finalistas e já não deixo que isso me pese no coração como pesava no inicio deste ano.

Á bocadinho no telejornal estava a dar uma reportagem sobre as viagens de finalistas na marina d'or e ouvi um rapaz dizer para o jornalista: "Viagem de finalistas há só uma!"

Mentira. Primeiro porque, nem todas as pessoas que estão agora no 12º ano vão ser finalistas ou acabar o secundário (infelizmente) e vão na mesma à viagem de finalistas e se for preciso no ano a seguir vão novamente. E segundo, okay tal pode ser verdade para a maioria mas, eu vejo as coisas assim: a vida é só uma, mas as oportunidades que surgem ao longo dela, são muitas. O meu pai respondeu ao rapaz: "Olha eu fui a muitas viagens de finalistas e nem finalista fui". É verdade, o meu pai não fez o secundário, não teve uma viagem de finalistas por assim dizer. Mas fez imensas viagens com os amigos. Umas para o Algarve, outras para Espanha. Aproveitou enquanto pôde e foi viajando. Porque no fundo, e a meu ver, é isso que é uma viagem de finalistas. Um grupo de amigos, num sítio onde todos se sentem no seu elemento, felizes e confortáveis, a explorar uma nova cidade, um recanto do mundo para eles desconhecido.

E é por isso que eu já fiz as pazes com o facto de não ter podido ir para Londres. Porque eu sei, eu acredito com todo o meu coração que daqui a um ou dois anos, eu vou lá estar. Eu vou conseguir lá chegar. Pode não ser hoje ou amanhã ou daqui a 3 meses, mas se há coisa em que acredito é que vou conseguir cumprir este meu sonho de ir a Londres, de estudar lá, de viver lá durante uns tempos.

Acredito também que ao longo da minha vida hei-de ter muitas "viagens de finalistas". Porque acredito que a minha escola vai ser o mundo. Vou viajar e aprender e vou viver. E tudo isto sem ter de desmaiar por ter bebido um copo a mais ou de matar um pulmão porque fumo dois maços de tabaco por dia. 

Para mim ainda hão-de haver muitas viagens e esteja eu sozinha ou bem acompanhada a essas, as que importam, eu não vou faltar.

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