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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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21
Ago14

Devagar se vai ao longe

alex

Ultimamente não tenho andado muito virada para a escrita. Ou para a leitura, a não ser que sejam anúncios no Sapo empregos. Tenho fases...todos temos, acho eu. E esta fase não tem sido muito...criativa para mim. Andei a semana toda de um lado para o outro, entrevista aqui, entregar currículo ali e no final, gasto dinheiro que não tenho. Esta semana decidi oferecer um pequeno mimo a mim mesma e deixei-me ir ao cinema com uns quantos amigos - mas agora não há mais mimos para ninguém. 

Eu já sabia que era difícil entrar neste mundo a que chamamos mundo do trabalho, com a pouca ou até mesmo nenhuma experiência que tenho. Sabia que ia receber olhares do género: "Coitada...volta mas é para a escolinha amor!". Sabia que ia ser difícil - vivi com um "difícil" durante um ano e meio aqui em casa, de quase 50 anos, à procura de um emprego. Mas lá está a diferença - ele precisava de um emprego, eu só preciso de um trabalho. E não me estou a queixar - porque sinceramente, não vale a pena fazê-lo e porque me parece que não tenho direito a isso, segundo certas pessoas - mas só quero dizer, a todos aqueles que como eu andam à caça de um trabalho ou de que como o meu pai, à caça de um emprego:

Não desistam, não vacilem e não se incomodem com os olhares que possam receber ou com os abanares de cabeça que vos dêem, ao olharem para vocês ou para o vosso (pequeno) currículo. Devagar se vai ao longe... E se passado um ano e meio o meu pai arranjou finalmente o emprego que procurava, eu também hei-de encontrar um trabalho - seja ele qual for, o que for.

É preciso é persistir e ter paciência (não sou muito boa na última, mas há sempre arestas nossas que precisamos de limar...)

 

16
Ago14

As metas da Vida

alex

Por vezes é complicado guardar dentro de mim toda esta emoção. Excitação. Expectativa. Medo. Receio. Principalmente medo e receio. 

Cada vez que penso naquilo que quero para mim - o que quero fazer e onde quero estar daqui a um ano, o meu coração começa a bater mais depressa, não consigo esconder o sorriso que me cresce nos lábios e tenho de fazer um esforço enorme para me manter quieta no meu lugar.

E parece que cada vez que tento falar disto com alguém é como se... se não entendessem. Como se olhassem para mim e pensassem que eu sou completamente desvairada da cabeça (o que até não está muito longe da verdade, mas mesmo assim...). Não entendem que é isto com que eu sempre sonhei. Há quem sonhe em crescer, casar, ter filhos - eu sempre sonhei em poder conhecer o mundo, viver noutro país, estudar noutro lugar que não aquele onde cresci, arriscar e ser feliz com os riscos que tomo. Há muita coisa que ninguém sabe sobre mim - segredos profundos, sonhos enterrados, amores perdidos... mas eu escrevo sobre isto agora porque estou cansada de o esconder; de o guardar para mim.

É isto que eu quero - e que eu sempre quis. E assusta-me o facto de o futuro ser imprevisível e de tudo poder acontecer e de este meu sonho nunca se vir a concretizar. Mas só de pensar que é possível, sorrio como raramente sorrio. E isso só pode ser um sinal de que eu quero mesmo isto e de que acredito que consigo. Mas fico triste quando vejo tudo e todos à minha volta a duvidar de mim e do meu potencial futuro. Magoa-me que todos os que me rodeiam tenham dúvidas, quando eu só tenho é certezas.

Eu tenho a certeza de que é isto que quero. Tenho a certeza de que se me esforçar, consigo lá chegar. Mas a cada dia de passa me sinto mais confusa e insegura - será que fiz a escolha certa? Será que devia ter ido para a faculdade e não andar à pesca de emprego? Será que sou mesmo capaz de arranjar um trabalho que me permita poupar dinheiro para conseguir fazer o que quero fazer? Porque é que eu seria capaz? Porque é que eu, de toda a boa gente que existe neste mundo, haveria de conseguir seguir o meu sonho? Porquê ter tanta certeza quando todos os outros estão repletos de dúvidas?

"Deixa ver como as coisas se desenrolam e depois logo pensas nisso." - Desculpem, mas não consigo. Isto é tudo aquilo em que eu consigo pensar agora - é o meu único objectivo e é como se fosse a bóia de salvação a que nos agarramos com toda a força em pleno alto mar, como se a nossa Vida dependesse disso. Não consigo acreditar em algo que não seja o "Eu vou conseguir, dê por onde der - nem que tenha de lavar chãos e escadas, não me importo, desde que seja trabalho humilde e que me permita ganhar dinheiro para o poder poupar."

O ser humano move-se por objectivos, metas que estabelece a si mesmo todos os dias. É como as minhas corridas - esta semana começo com 4km, segundas, quartas e sextas. Para a semana adiciono um km e faço 5 e depois 6 e depois 7, até conseguir chegar aos 8km em menos de uma hora como fiz o ano passado. O ser humano corre para alcançar metas - não necessariamente para chegar em primeiro lugar (para mim) mas apenas para se sentir orgulhoso e satisfeito consigo mesmo quando a alcançar. E depois de alcançar essa primeira meta, estabelece outra e trabalha para a alcançar também. A vida é uma corrida com muitas metas para alcançar - e eu vou sempre correr de cabeça erguida, música no coração, vento a fustigar os meus curtos caracóis, a contemplar a paisagem à minha volta mas nunca me esquecendo da meta que me espera.

E eu corro sozinha porque quem corria comigo, a toda a velocidade, desistiu da corrida. Mas não faz mal. Eu vou conseguir na mesma... apesar de ainda haver quem duvide de mim.

Eu não duvido e isso é o mais importante.

04
Mai14

Tenho os meus momentos

alex

Nem o bom tempo tem ajudado. Nem os momentos em família ou com os amigos. Ando cansada, saturada, sem vontade nenhuma de nada. Estou a chegar aquela altura do ano em que tudo acumula. O cansaço, o stress, as inseguranças, os medos, as dores...tudo. Ponho uma cara feliz e tento afastar estes sentimentos de mim, porque só eu sei o quanto me deixo consumir por eles. Mas há alturas em que ainda não consigo. Não consigo afastar-me do meu "eu" antigo e não ser pessimista ou pensar no pior. Há alturas em que falho e escolho a infelicidade. Mas é só nestes momentos. Depois lembro-me de que isto não é nada. Que há quem esteja pior. Que ainda estou viva, que tenho um tecto, bens essenciais, família, amigos e uma educação. Lembro-me de dizer em voz alta, antes de ir dormir, cinco coisas pelas quais estou grata.

E a coisa melhora. Não é nenhuma cura, mas ajuda. A felicidade não é um destino. É um caminho que todos podemos escolher percorrer. E há dias em que me sinto a desviar desse caminho. Mas há sempre algo que me puxa de volta. E por isso, e só por isso, sei que sou uma sortuda.

15
Mar14

É assim...

alex

Esta semana foi complicada. Muito mesmo. Muita coisa para fazer, tudo ao mesmo tempo e fazê-lo com um coração partido, tornou tudo muito mais difícil. E sinceramente tirou-me a vontade de escrever. Um dia, um acontecimento, pode muito bem lixar a nossa semana. 

Mas o Sol brilha e espero que tenha vindo para ficar, hoje fui caminhar de manhã para ver se volto às minhas corridas (amanhã espero ir correr, vamos lá ver se me levanto da cama cedo...) e entretanto, ainda há muita coisa para fazer. Vamos rezar todos juntos para que eu não desfaleça entretanto.

Vou dando notícias!

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