Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

Something New

12
Dez14

Manter o (bom) espirito

alex

De volta aos dias em que o telemóvel está colado à mão, em que os currículos que mando são mais do que as vezes em que pisco os olhos (esta parte é exagerada mas não seria eu se assim não fosse) e em que o botão F5 é mais gasto que o meu único par de botas de Inverno, vou mantendo o sorriso nos lábios e a boa disposição porque se houve algo que esta experiência que tive estes dois meses me ensinou foi que tenho uns pais que irão até ao fim do mundo para me ajudarem e apoiarem e amigos que estão sempre presentes para me ajudarem a levantar depois de uma queda.

E também porque daqui a 12 dias é Natal.

28
Jul14

Montanha-russa

alex

O dia de hoje tem sido uma autêntica montanha russa de emoções. Acordei entusiasmada por ir passar três dias fora, com a melhor amiga, ir à praia... Fui à escola de manhã para ir buscar o meu certificado de habilitações, não o trouxe. Tinha havido um problema e só está pronto amanhã ou na quarta. Não deixei que isso estragasse o meu bom humor. Apesar de ter acordado a sentir-me um pouco estranha, não liguei.  Depois, estava à espera do autocarro quando me liga o senhor meu pai a dar-me notícias bombásticas: finalmente arranjou emprego, numa boa empresa a fazer aquilo que ele melhor sabe fazer. Comecei aos saltos no meio da rua, sem me importar com as pessoas que me olhavam como se eu tivesse três cabeças. Depois, cheguei a casa e senti-me maldisposta. Essa má indisposição tinha uma razão de ser - a mesma que me fez adiar estes três dias fora (ser gaja e ser eu, tem destas coisas...)

O meu humor caiu um bocadinho. Apesar de continuar em êxtase pelo meu pai, estava então um pouco triste por ter de adiar algo pelo qual estava muito entusiasmada para fazer. Mas a vida é assim mesmo: planeamos, fazemos planos e depois, acontecem imprevistos que dão a volta à coisas e os planos deixem de correr como planeado. 

Mas depois recebi um telefonema, do programa de ocupação de tempos livres, a dizerem-me que a partir da próxima Segunda-feira vou começar a trabalhar, das 14h às 18h durante as duas primeiras semanas de Agosto. E pronto, voltei ao estado eufórico e feliz.

Agora, estou aqui com o Magalhães na cama, a tentar acalmar este meu coração e estes meus nervos traiçoeiros.

Este dia foi o dia mais esquisito que tive nos últimos tempos... Mas apesar de tudo, apesar de ter tido de cancelar planos, apesar de estar aqui de cama a tentar não pensar muito em nada (porque só o acto de pensar a mim faz-me mal, ainda por cima nesta altura...), não consigo apagar da cara o sorriso que aqui se instalou.

Fogo, já não era sem tempo de a sorte nos vir bater à porta! Estou tão feliz e contente pelo meu pai (e por mim também) que não sei como tanta felicidade me cabe no peito!

O dia de hoje foi uma monta russa de emoções...mas toda eu sou uma montanha russa de emoções - assim como é a Vida.

E A VIDA É BOA QUANDO QUER, não se esqueçam...se por acaso estiverem a passar por uma má fase na vossa Vida, ou se estiverem a ter um mau dia, lembrem-se que a Vida é como uma montanha russa: existem altos e baixos. A subida é vagarosa; quase que penosa e ansiamos por chegar ao topo. Depois, a queda, é bem mais rápida e acontece num abrir e fechar de olhos, deixando-nos a pedir por mais. Há também as voltas e voltas que ela dá - os loops da montanha russa. Mas durante esta viagem louca, nada é eterno. Tudo muda e quando nós menos esperamos, é quando a Vida nos sorri e nos surpreende.

Existe uma quote que é a seguinte: "Every day may not be good, but there's something good in every day". Não que este dia tenha sido mau, muito pelo contrário, mas o que esta frase transmite é que, apesar de todos nós termos dias menos bons, péssimos até, fases más na nossa Vida, há sempre algo bom ao qual nos podemos agarrar, quer esse algo seja a família, os amigos, os namorados ou namoradas, os nossos animais, o facto de estarmos vivos e de termos uma casa, uma cama onde dormir, uma vida que muitos cobiçariam, por muito que nós às vezes lhe tiremos crédito. Há sempre algo bom ao qual nos podemos agarrar durante as fases menos boas, para depois podermos celebrar quando as coisas começam a acontecer e a sorte nos vem bater à porta.

Finalmente, ela bateu à minha - à nossa. E eu, obviamente, deixei-a entrar e recebi-a de braços abertos.

21
Jul14

As cartas que não envio #3

alex

Estava um caco. Tinha chovido a potes nesse dia e eu não tinha levado o chapéu de chuva. Eu, sem chapéu de chuva em pleno Dezembro, consegues imaginar?

Estavas doente em casa, com febre, e o plano original era ir ter contigo depois das aulas para te fazer companhia e cuidar de ti. Mas os planos mudam. Quando cheguei à porta de tua casa (e só eu sei o que me custou a lá chegar, com aquela chuva toda!), já eu não sabia onde começavam as minhas lágrimas e onde acabavam as gotas de chuva que ainda escorriam pela minha cara.

Tinha sido um daqueles dias de cão sabes? Onde deixei os meus fantasmas levarem a melhor de mim. Quando abriste a porta, envergando umas calças de pijama azuis e uma t-shirt branca que trouxeste de uma das tuas visitas ao Brasil, as tuas bochechas rosadas da febre e o teu cabelo castanho claro um desalinho, foi como se me tivessem finalmente lançado a bóia que me iria ajudar a manter à tona quando as minhas forças para continuar a nadar cessassem.

Olhaste-me de alto a baixo e deves ter achado aquilo que todos acharam quando passei por eles a caminho da tua casa: Esta gaja é maluca. E vai apanhar uma pneumonia daquelas...

Só hoje, ao recordar aquele momento, é que me apercebo que me olhavas com nada mais do que amor estampado nos olhos.

Não me bombardeaste com perguntas. Agarras-te na minha mão fria e molhada e o teu toque quente quase que fez desaparecer o frio que se apoderara do meu corpo. Quase...

Não disseste nada enquanto me levaste para o teu quarto, enquanto me estendeste uma toalha para eu me secar, enquanto me deste umas calças de treino pretas tuas que faziam parecer que eu tinha uma fralda e me deste a tua sweatshirt favorita. Fechaste a porta do quarto depois de saíres, ainda sem uma palavra, para eu me poder trocar à vontade. Nesse aspecto, sempre foste um cavalheiro.

Quando fui ter contigo à sala, o meu cabelo curto, húmido e frisado apanhado no alto da cabeça, estavas a ver Friends. Quando me sentei, sorris-te.

Encostei a cabeça ao teu ombro e chorei. Chorei tanto que me doía a cara, a certo ponto. Chorei tanto que acho que os teus vizinhos acharam que me estavas a fazer mal. Chorei tanto que, a certa altura, tomaste a minha cara nas tua mãos, olhaste-me nos olhos e, por fim, falas-te:

-Pára. - A tua voz saiu rouca, por estares doente. A minha saiu fraca, por estar a chorar.

-Não consigo. - Mais lágrimas.

-Consegues sim. Estás esquecida de quem és?

-Acho que é por isso que n ão consigo parar de chorar. Acho que já não sei quem sou.

Agarraste nas minhas mãos e aqueceste-as nas tuas enquanto me dizias aquilo que eu precisava de ouvir e não necessariamente o que eu queria ouvir.

-Eu não sei o que desencadeou isto - Mais uma vez, olhaste-me de alto a baixo - mas eu sei quem tu és. TU és a rapariga que goza com as raparigas que vão ter com os namorados a chorar. És a rapariga que em vez de andar sem chapéu-de-chuva em pleno Dezembro, até no verão anda com ele, só para o caso. És a rapariga que dá saltinhos de alegria de cada vez que vê a série Friends a dar na TV. És a rapariga que não chora até deixar uma marca do tamanha da sua cara na minha t-shirt favorita.

Funguei. "Que atractivo", pensei eu depois do barulho esquisito que fiz.

-Talvez eu já não seja essa rapariga. Ou talvez eu nunca tenha sido e tenho andado este tempo todo a fingir. Eu já não sei. Não sei nada... - As lágrimas teimavam em não desaparecer.

-Bom, então ainda bem que eu sei. Pára de chorar, acalma-te e conta-me o que aconteceu.

Com alguma dificuldade em fazer a 1ª coisa e com alguma relutância em fazer a 2ª, lá o fiz. Ias tossindo e assoando-te pelo meio e às tantas já estava tão enervada com a tua tosse seca e com o teu ranho constante, que te preguei um estalo no braço. Já não chorava; já não tinha vontade de o fazer.

Tu riste-te e esfregaste o braço.

-Tu és esta rapariga. A que chora que nem uma Maria Madalena arrependida num momento e que no outro me está a bater porque a minha constipação a está a incomodar. És complexa, dramática, bruta e irritadiça.

-Obrigada! - Respondi em tom de sarcasmo.

- Cala-te que ainda não acabei. - Cruzei os braços e sacudi os lenços de papel (meus e teus) de cima do sofá para o chão. Depois, mais tarde, iria deitá-los no lixo. Abanas-te a cabeça de um lado para o outro com, um sorriso nos lábios, e continuas-te.

-És a rapariga que faz com que um nó se forme no meu estômago quando me apareces à porta de casa encharcada e a chorar. És a rapariga que fica nua no meu quarto sem eu lá estar. - Ri-me - És tu que fazes com que 39º de febre sejam nada. És tu a rapariga que eu não me importo de ter a manchar a minha t-shirt favorita. Mas és tu também que fazes a malta rir; que abraça e apoia os chorões; que grita e se revolta por coisas pelas quais mais ninguém grita ou se revolta; que chora mas que rapidamente limpa as lágrimas, levanta a cabeça e sorri. Está bem? Sorri. Levanta a cabeça e sorri. Nunca te esqueças que por muita merda que te possa cair em cima num dia, tens sempre motivos para sorrir. Só precisas de parar de chorar tempo o suficiente para pensar neles.

-Tenho um dees aqui mesmo à minha frente. - Digo, com um sorriso a espreitar-me nos lábios.

-É, eu sou o motivo do sorriso de muita gente. - Um sorriso matreiro e um olhar convencido.

-Quem disse que eu estava a falar de ti? - Funguei pela última vez - Estava a falar da minha série favorita, que está agora a dar na TV. - Um sorriso matreiro, desta vez, meu.

-Ah-ah! - A gargalhada era falsa, mas o sorriso não. Puxaste-me para ti, o teu braço sob o meu ombro, e apertaste-me contra ti, como se quisesses fundir os nossos corpos.

-Vamos lá pôr-te a sorrir então. - Carregaste no play e de repente, oiço a voz do Chandler a sair das colunas da televisão.

-Já puseste. - Sorri e olhei para cima, para encontrar os teus olhos castanhos. Depositas-te um leve beijo nos meus lábios e o frio que sentia esvaneceu-se por completo.

Assim como as lágrimas, a dor e a incerteza.

Agora aqui, a escrever-te, vejo-me a cair de novo na mesma incerteza que me levou a procurar conforto em ti nesse dia. Já parei de chorar e agora penso nos motivos para sorrir.

Só tu me vens à mente.

As lágrimas regressam. Afinal o teu conselho tem um defeito.

Tu.

Naquele dia, foste tu que acabas-te a cuidar de mim e não eu de ti, como tinha planeado.

Os planos mudam.

E os motivos que nos fazem sorrir também.

Levanto a cabeça e sorrio. Não interessa se tu já não és o motivo desse sorriso.

Ainda tenho razões para sorrir.

20
Fev14

Smile

alex

Ela baixou a cabeça. Suspirou, daqueles suspiros que trazem consigo toda a dor e frustração do momento. Aguentou. Ergueu a cabeça e sorriu.

Sorrir era fácil. 

Sorrir tendo razões para tal... isso é que já lhe era mais difícil de fazer.

 

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D