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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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13
Nov16

Christmas is in town


alex

Certo como o sol nascer, no dia 1 de Novembro já o centro comercial estava a ser decorado a rigor para a época natalícia.

O Starbucks em frente à minha loja mudou as cores para o vermelho e o Toffee Nut Latte reapareceu em conjunto com tantos outros. 

Recebemos na loja o CD novo com as músicas de Natal. Lá andamos nós a cantar "Santa Claus is coming to town" enquanto apanhamos roupa do chão, carregamos com caixas escada acima, escada abaixo e saltamos para dentro de provadores (essa é uma história para outro dia...)

Já não temos um segundo para respirar naquela loja, de tanta afluência que já estamos a ter. Os fechos já se prolongam para lá das 22h e a Black Friday é já para a semana.

Já ando pela Amazon à procura de prendas engraçadas e baratas para oferecer à malta cá de casa. 

Conto as horas que faltam para o dia 22 de Dezembro, o dia em que voo para Portugal. Conto os minutos para poder abraçar os meus pais e a minha pequena, que de pequena já não tem nada e já me usa sutiãs!

A época natalicia e tudo o que ela implica já chegou. A árvore cá em casa já está de pé e já brilha. O Jackson é especialmente um grande fã dela... e só o facto de ainda não a ter mandado abaixo já é bom para nós!

Quem não gosta desta época?

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18
Jul16

De facto, ter saúde é ter tudo


alex

Já lá vai algum tempo desde a última vez que vos escrevi.

As duas semanas passadas em Portugal passaram a correr. Visitei família, amigos, andei de kaiake, apanhei um escaldão, fui andar de karts e fui feliz. Durante duas semanas fui saudável e feliz. Ao regressar para o UK, a felicidade e a saúde deterioraram um bocadinho.

Voltar ao trabalho não foi nada fácil, voltar à minha rotina aborrecida e pouco adequada a uma jovem de 20 anos não foi fácil. Não querendo ser mázinha, mas penso que este país, apesar de muita coisa boa que tem, rouba um bocadinho a saúde às pessoas por causa do tempo nada agradável.

Ando com tosses, espirros, dores de corpo e cabeça e hoje, inclusive, tive de chamar uma ambulância a casa porque estava a ver que me dava o badagaio. A verdade é que não cuido muito bem de mim, não tanto como devia.

Há refeições esquecidas, refeições pouco saudáveis e o ritmo de trabalho também não ajuda. Há consulta a marcar no médico para ver se ando, de facto, a brincar com a minha saúde.

Não há pior coisa, deixem-me que vos diga, do que se sentirem na merda de tão doentes que estão e de, apesar de terem cá os vossos amigos que cuidam bem de vocês e vos ajudam em tudo, vocês não conseguem não chorar porque não têm cá o colo da mãe.

Acho que é a pior coisa deste mundo, é estar doente e não poder ter a mãe do nosso lado a agarrar-nos a mão e a dizer que tudo vai ficar bem. 

Felizmente, não foi nada sério. Mas penso que foi um abre olhos para o estilo de vida que tenho andado a levar. Tenho de começar a tomar melhor conta de mim. 

Cada vez mais acredito que não há nada mais importante nesta vida do que ter saúde. O dinheiro, o amor, essas coisas são bastante banais comparadas com a nossa saúde...

Preciso de me cuidar. E de escrever mais. Ando a perder a prática e o amor à escrita.

Ando a perder muita coisa...mas não posso continuar a perder.

22
Dez15

Eu tenho dois amores


alex

É estranho. Estou cá há quase cinco meses e hoje estou bastante em baixo - passo a explicar porquê.

As minhas meninas não estão cá comigo. A H.C. voou para a ilha há duas semanas, para passar o Natal com a família, que já não via há 1 ano, e a C. voou hoje para Portugal para passar o Natal com a família dela também.

E é como se me tivesse separado da minha família outra vez. Não sei se consigo explicar como deve ser mas, a verdade é que estas pessoas se tornaram, no decorrer destes quase 5 meses, na minha segunda família.

É com elas que eu vou às compras à Tesco, é com elas que eu vou passear, é com elas que eu me sento à mesa a comer refeições, é com elas que eu vou para o trabalho (visto que a C. trabalha comigo), é com elas que eu fico até à 1 da manhã a falar e a rir de coisas inúteis.

Quer queira ou não, as pessoas com quem eu vivo aqui tornaram-se na minha pequena família longe da minha grande família. E ontem ao abraçar a C. antes de ela ir dormir, para hoje cedo ir embora, até um beijinho lhe dei - coisa que ela apontou como sendo um milagre, visto que eu não dou beijos a ninguém, nunca.

Mas elas fazem-me falta aqui. São a minha força, as pessoas com quem eu sei que posso contar incondicionalmente neste país. 

Sempre ouvi dizer que "Home is where the heart is". E se em Portugal a minha casa são os meus pais, os meus avós e os meus (poucos) amigos, aqui a minha casa são elas.

Quem me ler este post deve pensar que elas nunca mais voltam ou que morreram - a C. volta dia 28 e a H.C volta dia 30, ambas a tempo de festejarmos todos cá em casa a nossa passagem de ano.

Mas mesmo assim... é estranho, este sentimento. Muito estranho. Não é tão forte como quando me despedi da minha família no aeroporto em Lisboa no dia 6 de Agosto, mas é parecido.

E apesar de eu estar contente por os meus pais chegarem daqui a dois dias e de estar para lá de feliz de poder passar este Natal com eles na minha nova casa, ao mesmo tempo uma parte de mim quer que chegue o dia 30 rápido para ter a minha outra família cá comigo outra vez.

É estranho. Ter duas famílias, tão diferentes em todos os sentidos mas tão parecidas no sentido em que não seria nada sem elas.

11
Out15

Ninguém disse que era fácil


alex

Ontem desfiz-me em lágrimas ao telefone com os meus pais. 

Tenho andado ansiosa, stressada e cansada. Esta semana só tive uma folga e tive universidade e ainda tivemos aqueles problemas todos com a casa (já temos água quente, o que já não é mau).

Os pais da C. estão cá para passar os anos com a filha. E já se fala de Natal. E eu ontem não aguentei mais e sucumbi às lágrimas. Porque também queria os meus pais e irmã aqui, porque também quero ir a casa no Natal, porque... não está a ser nada fácil.

Eu gosto de cá estar. Acreditem. Gosto da nossa casa nova, adoro o facto de viver com amigos em quem confio e que passaram a ser a minha família, gosto de poder apanhar o metro e ir ao centro de Londres.

Mas depois há toda a parte logística para a qual nenhum ser humano está preparado até que saí debaixo das saias da mãe: contas para pagar, comida para comprar, o trabalho que só dá dores de cabeça, problemas com a casa, etc.

E as saudades... eu não morro de saudades da minha família. Mas acreditem que tenho momentos em certos dias em que, quando penso neles, me dá um aperto enorme no peito. Porque a verdade é que não há quem substitua a nossa mãe ou o nosso pai. Por muito que nós aqui nos apoiemos uns aos outros, por muitas lágrimas que choremos juntos e que limpamos uns aos outros, por muitas palavras de força e incentivo que vamos dando quando as coisas correm menos bem... Mãe é mãe e Pai é pai.

Ninguém disse que era fácil, ser-se adulto aos 19 anos, vir para outro país, longe da família, trabalhar que nem uma escrava e mesmo assim não ter dinheiro para comprar um par de meias... em palavras simples e pouco bonitas: é fudido.

Mas foi isto que eu escolhi. É isto que eu quero. E melhores dias virão.

06
Set15

Nem sei


alex

Nem sei o que vos escrever.

A minha energia vai toda para o trabalho, para comer e para ir às compras quando falta comida cá em casa.

Trabalhar na Gap é melhor do que trabalhar no Burger Bar. Sem dúvida. Mas que parte de mim começa a desfalecer um bocadinho de cada vez que entro naquela loja, lá isso não posso negar.

Ontem só pensava: quero a minha mãe.

Isto de ser adulta tem muito que se lhe diga.

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