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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

13
Jun19

When They See Us


alex

Por norma não faço posts a recomendar séries, livros ou músicas... pela simples razão de que não tenho tempo (ou vontade) de ver séries novas ou de ler (apesar de continuar a comprar livros e a deixa-los na mesa de cabeceira). Este ano já vai a meio e eu lembro-me de ter começado o ano com a intenção de ver mais filmes, mais séries e ler mais, basicamente tentar voltar às minhas raízes, tentar voltar a encontrar a paixão pelas artes e a razão pela qual eu decidi estuda-las. Mas 6 meses passados e tal não aconteceu. Porque muita outra coisa aconteceu nestes 6 meses e essa vontade (não gosto de lhes chamar resoluções) ficou pelo caminho. 

Contudo, agora que as coisas estão um pouco mais calmas e antes de começar o rebuliço das mudanças, tenho andado a tentar ver séries e ler um bocadinho mais. Recentemente vi esta mini série na Netflix chamada "When They See Us" e a série tocou-me a um nível que eu não estava à espera. Para quem não saiba sobre o que é a série, resumidamente, é uma mini série de 4 episódios que acompanha a história de 5 rapazes que foram injustamente condenados de um crime que não cometeram. Acompanha-os desde o momento em que eles foram acusados, julgados e condenados quando eram apenas crianças, até ao momento em que eles são libertos e ilibados já nas suas vidas adultas. 

É uma história muito forte e emotiva e é uma história verídica. É triste saber que este tipo de coisas aconteciam e ainda acontecem hoje em dia, mas é deste tipo de histórias que as pessoas precisam de ouvir. É este tipo de conteúdo que precisamos, principalmente nos dias de hoje que, às vezes, parece que estamos a andar para trás em vez de para a frente, no que toca ao racismo e à descriminação.

Recomendo vivamente e sem dar spoilers, deixo o trailer da série e uma frase que gostei bastante, dita por uma das personagens secundárias da série.

"Happiness is something to look forward to."

 

 

27
Jun15

Aqueles momentos "awkward"


alex

Sejamos francos: é sempre awkward quando estamos a ver um filme ou uma série com outras pessoas e surgem cenas explicitas de sexo. A não ser que essa pessoa seja a vossa companheira/companheiro (e acho que até nessa situação pode ser desconfortável).

Ontem comecei a ver uma série por recomendação do P. e depois de almoçar, fomos para casa dele ver uns episódios. A série chama-se Sense8 e é bastante interessante - mesmo ao meu gosto, uma série de acção/thriller psicológico. Até agora estou a adorar, mas a questão não é essa.

A série contém algumas cenas bem explícitas de sexo, tanto sexo heterosexual como homosexual. Ora, eu não sou propriamente contra séries que possam conter cenas do género, até porque vi True Blood e Game Of Thrones e lá para o meio também haviam determinadas cenas dessas. No entanto, acho que é sempre diferente quando vemos esse tipo de cenas acompanhados.

O ambiente muda logo. Parece que paira no ar aquele desconforto invisível, que não se vê, mas que se sente e dá comichão. Não sabemos se havemos de ficar calados ou se devemos comentar e brincar com a situação (que foi o que nós acabámos por fazer.)

Acho que por muito confortável que seja a nossa relação com um determinado amigo ou amiga, é sempre awkward, não? E quando estamos a ver um filme ou série com os pais e essas cenas surgem então, nem se fala, meu deus! Ainda é pior!

No entanto, é uma coisa natural, o sexo. A mim não me faz confusão nenhuma ver cenas explícitas em séries ou filmes, desde que não sejam exageradas ou nojentas. Para isso existem os filmes pornográficos, que eu dispenso muito obrigada.

É verdade que na série em questão (Sense8) não faz muito sentido para o desenrolar da história em si, mas penso que é uma demonstração de uma parte das vidas de qualquer ser adulto, daí incluírem as ditas cenas na série.

Eu penso que o porquê de nos sentirmos sempre desconfortáveis ao ver esse tipo de cenas na televisão com outras pessoas ao pé de nós, é porque é um acto que, no geral, todos vemos como sendo um acto intimo entre duas pessoas. Até quando são apenas meras cenas onde se trocam carícias ou beijos, pode ser desconfortável se estivermos a vê-las com os nossos pais ou amigos. São actos que demonstram amor, por vezes luxúria, desejo e esse tipo de emoções são muito fortes.

Vimos uns quatro episódios de seguida e quando surgiam as cenas de sexo, simplesmente víamos em silêncio ou então comentávamos entre nós isto mesmo - como este tipo de situação pode ser extremamente desconfortável se estivermos com outras pessoas ao pé de nós.

Mas não deixou de ser um daqueles momentos awkward na nossa longa amizade. Para recordar (risos).

27
Abr15

The first


alex

Acabei ontem de ver uma série cujo tema principal era os primeiros amores. A história acontecia à volta de um grupo de amigos que se conheciam desde sempre, e mais objectivamente à volta das duas personagens principais, rapaz e rapariga, que cresceram juntos.

Foram criados juntos porque os pais de ambos eram amigos de há muitos anos e eles cresceram habituados um ao outro. Foram os melhores amigos, depois foram o primeiro amor um do outro, depois estiveram separados cerca de seis anos e depois reencontraram-se e os sentimentos ainda lá estavam, um por um, sem tirar nem pôr.

Dizer que a série me fez pensar muito sobre a minha própria experiência é dizer pouco. 

Tal como as personagens principais, eu e ele crescemos juntos. Tal como as personagens principais, os nossos pais são amigos há imensos anos. Tal e qual como as personagens principais, estamos agora muito tempo sem nos ver.

Mas a verdade que eu evito admitir, tanto aos outros como a mim mesma, é que passe o tempo que passar, aconteça o que acontecer, basta estar na presença dele mais uma vez para o meu coração disparar. Para o meu estômago se contorcer, para as palmas das minhas mãos suarem.

Não há nada nem ninguém como o nosso primeiro amor. Já lá vão quase dois anos desde que o meu me fugiu por entre os dedos, mas quem diz que o tempo cura e sara tudo, mente.

Porque não há tempo ou espaço que cure a tristeza de um primeiro amor falhado. Podem vir outros, mas a verdade é que nenhum vai ser como aquele que nos fez sorrir pela primeira vez, chorar pela primeira vez, amar pela primeira vez.

A série em questão, fez-me acreditar durante uns momentos que de facto, os primeiros amores acabam por ganhar - não importa se os indivíduos em questão estão dois, três, seis anos sem se falarem ou verem, porque no fim, o coração não sabe contar.

Depressa me desfiz de tais pensamentos, porque sei que a vida real é bastante diferente. Ás vezes, as pessoas que queremos ao nosso lado, não são as que merecem esse lugar. Demorei muito tempo a perceber que o meu primeiro amor errou comigo, connosco. Demorei muito tempo a aprender a viver bem sem o meu primeiro amor. Demorei algum tempo a ver a pessoa que eu mais amei com outra e a não sentir um acesso de raiva por isso. Demorei muito tempo a aceitar o facto de que o meu primeiro amor não vai ser o meu último.

Infelizmente, não temos isso em comum com as personagens principais da série. 

Ainda não amei mais ninguém depois dele. Ainda não consegui ter mais ninguém depois dele. Não porque ainda o ame, mas porque ainda não apareceu ninguém capaz de me fazer esquecer o quanto eu o amei.

Não sei se algum dia isso irá acontecer. Mas entretanto, a minha vida amorosa não passa de amores platónicos por actores e cantores - e por agora, estou de bem com isso, porque a minha prioridade neste momento é conseguir voltar a estudar e ir fazê-lo para Londres.

Os primeiros amores são os que marcam, dizem eles. E eu digo que eles não marcam, só - eles marcam, vincam-se em nós e deixam cicatrizes maiores que o amor que nutrimos pela pessoa em questão.

São essas que finalmente nos fazem ver com clareza.

06
Fev15

It's a choice


alex

"They found this guy in Maine who had been living completely alone in the woods for thirty years. They called him "The Last True Hermit".

Thirty years without the warmth of human touch, without conversation. The Hermit felt more lonely when he was out in the world then he ever felt in the woods by himself.

Surrounded by people but drowning in solitude. That kind of loneliness can swallow you hole.

That last true Hermit was found and dragged out of hiding and into the world. Most might find his existence sad but the Hermit knew something we didn't. He knew when it come down to it, even when you're with someone, or in a noisy rush of people, it's just you.

The one you can count on and lean on and depend on. It has to be you.

And once you figure that out, that's when being alone becomes a choice." - Grey's Anatomy, season 11, episode 10

 

Hoje faço das palavras de outrém, as minhas - porque estou com uma dor de cabeça que parece que a mesma vai explodir e espalhar os bocados do meu cérebro pelas paredes do meu quarto; porque estou cansada e amanhã tenho dez horas de trabalho pela frente; porque este último episódio da Anatomia de Grey tocou exactamente no ponto.

(P.S: peço desculpa aos que não são capazes de ler e compreender inglês na sua perfeição)

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