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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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30
Dez13

Rewind

alex

Este é o típico texto da praxe, aviso já de começo. É aquele texto em que vos falo deste ano que está quase a chegar ao fim. É aquele texto que me enerva tanto porque chego ao fim dele cansada, porque tenho de fazer um maior esforço para me lembrar das coisas, do que as outras pessoas. No entanto é um texto que sinto sempre necessidade de escrever. Então aqui vai.

 

2013 foi um ano de lições. Se houve anos em que olhei para trás e os seus acontecimentos não me aqueciam nem arrefeciam, este não é bem assim. Quando estava a lembrar-me deste ano houve muita coisa que sobressaiu na minha mente, o que é raro visto que eu tenho uma memória de merda e que, no seu geral, todos os anos são mais do mesmo para mim.

Mas este ano foi diferente. Foi especial. Ora teve coisas boas e coisas más, mas isso não é do ano em si, é da Vida que é mesmo assim. 2013 ensinou-me muito. Tanto que hoje sinto-me muito mais velha do que aquilo que sou na realidade. Não foi na escola que aprendi tudo o que sei agora. Não, foi com o meu amigo 2013. Ora vamos começar pelo principio (podia começar pelo fim mas se eu já tenho uma memória de merda, ao fazer isso só me ia baralhar mais.)

Os primeiros 3 meses do ano foram, sem sombra alguma, um dos piores da minha vida toda. Janeiro começou horrivelmente mal (tudo culpa minha), mas foi o mês onde bati com tanta força com a cabeça, que acordei. Senti-me humilhada como nunca antes me tinha sentido, e acreditem que já fui muito humilhada. Senti nojo de mim, raiva de mim e dos que me rodeavam. Do mundo em si. Em Fevereiro continuei na mesma. Em Março o meu pai ficou desempregado e eu só queria era bater em tudo e todos porque nada do que estava a acontecer era justo. Em Abril eliminei da minha vida a pessoa mais tóxica que alguma vez conheci. Com ela, chutei no rabo mais uns quantos e aprendi a ser esperta. Vi quem eram realmente os meus amigos e hoje, estou feliz ao lado deles. Em Maio fiz 17 anos, fui a um concerto. Em Junho fiz os exames e tive boas notas. Foi neste mês também que conheci o senhor José Rodrigues dos Santos, cujo autógrafo guardo com muito amor e o escritor Miguel Luis Rocha, cujo autógrafo também guardo. Em Julho fiquei de férias e sai oficialmente de mercado (pronto vá, ganhei oficialmente um namorado estão a ver?). Em Agosto comecei a correr três vezes por semana e foi a melhor coisa que fiz na vida. Descobri uma nova paixão (como se eu precisasse de mais!) e fez-me bem. Foi também neste mês, se não estou em erro, que passei a noite inteira no hospital a soro. Também por culpa minha, lá está, há coisas com as quais ainda (hoje) tenho de lidar. A médica mandou-me engordar 5 quilos e foi isso que fiz nos meses que se seguiram. Em Setembro fui a mais um concerto, pintei o cabelo no cabeleireiro, coisa que nunca mais volto a fazer, as tintas de supermercado são muito melhores e mais baratas e mantenho a cor de cabelo até hoje (adoro adoro adoro!) e fui conhecer Santarém com uma das melhores pessoas que tenho na minha vida. Foi também neste mês que começaram as aulas e que parei de correr (pior coisa que fiz na minha vida, mas teve de ser). Em Outubro vacilei muito, desesperei muito e tive de aturar muita coisa. Aguentei com o mundo às costas. Em Novembro a coisa não correu bem e fiquemo-nos por aí (ah, quase me esquecia, tive de pôr o telemóvel a arranjar e ainda não me o devolveram). Dezembro teve os seus altos e baixos. Juntei-me ao mundo dos solteirões outra vez (a relação não durou só 3 meses, mas oficialmente sim, foi só isso, enfim), chorei, ri, vi o caso mal parado em relação às notas (no próximo período vai doer) e fui feliz. Foi o mês do Natal, o mês em que abusei mais na comida, o mês em que me diverti com os meus amigos e com a minha família, o mês em que fui a uma das minhas cidades favoritas neste mundo (não que eu conheça muitas) e olhem sei lá. Metade já nem me lembro.

Eu sou assim. Até já cortei no queijo, mas não há volta a dar. A memória nunca foi nem nunca será o meu forte. 

Mas sim, 2013 foi isto e muito mais. Foi um ano difícil, repleto de lições. Aprendi muito, foi o ano em que aprendi mais e acho que foi o ano em que cresci. Ainda tenho muito que aprender, porque como dizia o outro, só deixo de aprender quando morrer. Não sei o que o próximo ano me trará.

Vai ser um ano complicado, disso não tenho dúvidas. É o ano em que acabo o secundário (espero eu!), é o ano das decisões. O ano em que tenho de pensar a sério o que quero fazer com a minha vida. O ano. Sei que, independentemente do que acontecer, 2014 vai ser O Ano.

Não faço resoluções de Ano Novo porque essas acabo sempre por não as cumprir. Só peço que o próximo ano seja entusiasmante. Bom, mau, repleto de alegria, tristeza, bons e maus momentos, boas e más pessoas. Porque é disso que a Vida é feita.

Que 2014 não seja só mais um ano a somar aos outros todos que já o foram para mim. Que seja mais um para eu somar a 2013.

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