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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

29
Dez14

Ora vejamos...

alex

Hoje perguntaram-me porque é que estou solteira há mais de um ano.

Ora vejamos:

  1. Só me sinto atraída por homens fictícios (de livros) ou por actores e cantores;
  2. Passo seis horas, cinco dias por semana, numa loja onde só entram velhotes e velhotas;
  3. Os meus sábados são passados nessa mesma loja a criar raízes e a cantar músicas de Natal porque aquilo aos sábados anda às moscas;
  4. Os meus domingos servem para eu ficar na cama até às 11, pôr a minha escrita em dia, estar um bocado com a família e dormir mais um bocado, visto ser o meu único dia de folga;
  5. Com isto tudo a minha vida social fica reduzida a zero;
  6. A minha paciência ultimamente é similar aqueles pavios curtos, curtinhos;
  7. Tenho que escrever uma carta onde me elogio, ir pedir para escreverem cartas onde me elogiam, tenho de ir a Lisboa iniciar o (longo) processo para poder ir finalmente estudar para Londres, tenho de pensar em mil e umas coisas e fazer mais umas quantas mil, tudo isso só no mês de Janeiro, e tenho de conseguir fazê-lo enquanto passo metade da minha vida numa loja onde rapo um frio do caraças e onde as paredes são as minhas únicas companheiras.
  8. Já para não falar do facto de o meu computador ter dado o berro (admito que ter um computador, por muito velho que seja, com internet no trabalho não é a pior parte do mesmo. A agradecer ao meu patrão que me deu a liberdade de utilizar a internet para passar o tempo aqui na loja, caso contrário este post não estava agora publicado).

Por isso, aqui têm pessoas que se questionam do porquê de eu estar solteira à mais de um ano.

A pessoa digna de mim ainda não se designou a aparecer e eu tenho muita coisa para fazer e mais uma catrefada de coisas em que pensar sem ser no sexo oposto.

Prendam-me que sou criminosa por não ter namorado, meu deus.

Tenho 18 anos, não 50 e uma manada de gatos okay?

04
Jul14

A saga continua...

alex

Disclaimer: Este post irá conter palavras feias, ódio, revolta e tudo o que demais negativo pode existir, porque eu estou chateada; possessa; fula!

Leiam à vossa responsabilidade.

 

É a terceira vez que meto a merda do telemóvel para arranjar. TERCEIRA VEZ! O telemóvel tem 1 ano caraças! 

Oh Sonny Ericsson, vamos lá ver uma coisa! TU ÉS UMA TRETA! Nunca mais vais levar dinheiro meu, estás a perceber!? Sou uma cliente muito, muito, MUITO indignada! Então não é que mais indignada estou porque como desta vez fui entregá-lo à sede para o reparo ser mais rápido (da última vez foram quase dois meses!) e eles me dizem que aquilo vai dar entrada como se fosse a primeira avaria? Ou seja, assim não posso pedir um novo, visto que só há terceira vez que ele se avaria e dá entrada no sistema como sendo a terceira vez, é que se pode pedir um novo!

MAS JÁ É A TERCEIRA VEZ! Pois, mas eles gostam de fazer estas porras destas burocracias só para lixar uma pessoa! Merda para as burocracias e para os gajos da Sony Ericsson que NÃO SABEM fazer telemóveis de jeito.

Olha, sabem o que eu vos digo? O samsung 122435 da era da pedra com o qual agora tenho de me aguentar, é melhor do que estes touch android todos caraças. 

Porcaria mais para as tecnologias que não me gramam nem um bocadinho!

08
Out13

Não suporto!

alex

Há coisas que me irritam profundamente. Sou uma pessoa bastante opinativa e não tenho medo de me fazer ouvir.

Há 6 anos atrás não poderia dizer a mesma coisa, mas aprendi a minha lição durante os dois anos em que me deixei reprimir e hoje, não deixo que tal aconteça.

Mas há dias (como hoje) em que me apanham mais em baixo, mais frágil, mais cansada e eu pura e simplesmente...calo-me.

Por vezes dou comigo a pensar se de manhã, por estar ainda a dormir, não me terei enganado e não terei entrado na escola básica que existe em frente à minha escola secundária.

Porque todos os santos dias há um grupo de alminhas na minha turma, que me fazem questionar seriamente se estou numa turma de 12º ano ou numa turma de 5º (isto para não dizer pior).

Infantis. Imaturos. Arrogantes. Com a mania. Mal educados. Não têm respeito por ninguém: nem por eles, nem pelos colegas que querem ouvir o professor, nem pelo professor.

Enerva-me e hoje enervou-me especialmente. É verdade sim senhor que sou daquelas pessoas que, se quero estar com atenção à aula e o barulho me está a perturbar, deixo soltar uns quantos "SHHHS!" e "Oh pessoal, calem-se lá!". Não tenho problema algum em ser olhada de lado mais tarde por isso, ou de comentarem tal facto entre eles, rindo mesmo na minha cara.

Mas hoje atingiu-me. 

Custou-me estar na aula de Psicologia, o professor mandar fazer o trabalho de grupo e a malta começar toda na palhaçada. O professor é cego e como tal, não tem bem a percepção das coisas, mas não é surdo. Contudo, tem dificuldade em fazer valer a sua autoridade e como tal, eu e as minhas companheiras de grupo tentámos ao máximo acalmar o bando de animais selvagens que estavam dentro daquela sala.

Ignoraram, continuaram com as risadas, muitas delas dirigidas a nós. Mandaram bocas e olhares odiosos e eu mal me contive.

Só me apetecia um buraco para me esconder.

Calei-me, baixei a cabeça, respirei fundo umas 50 vezes e assim fiquei até ao final da aula, calada que nem um ratinho, quando tudo o que me apetecia era saltar da cadeira e mandar um berro aquelas criaturas hediondas que estavam a respirar o mesmo ar que eu.

Há dias em que estas coisas mesquinhas não me atingem nem um bocadinho, porque cresci a ensinar-me a ignorar tais provocações.

Mas há dias em que não consigo, ou porque estou já triste com algo ou alguém, ou porque estou cansada ou porque pura e simplesmente... a menina pequena e indefesa que eu era no 5º ano vem ao de cima e deixa-se de esconder por debaixo da rapariga forte e dura que hoje sou (ou aparento ser).

Não suporto aquela gente.

Não suporto e a cada dia que passa desejo, cada vez mais, que o ano acabe depressa para eu me ver livre daquela malta toda.

Porque não os suporto. Não me acho maior que eles, melhor ou mais crescida.

Mas bolas, tenho um palmo de testa e um pingo de decência em mim para saber que não sou nada como eles!

Tenho a noção que muitos deles têm apenas como único objectivo de vida fumar 10 pacotes de tabaco por dia e mandar umas piadas de mau gosto para o ar, como quem não quer a coisa.

Mas esse problema é deles. Não meu.

Eu não devo ser afectada pela burrice, preguicite e estupidez de gente alheia.

Não suporto. 

E como o meu teclado já está em puro sofrimento, de tanta força com a qual estou a teclar neste momento, vou parar agora.

Para meu bem, para vosso e para o deles.

Ninguém merece...

08
Out13

Não suporto!

alex

Há coisas que me irritam profundamente. Sou uma pessoa bastante opinitiva e não tenho medo de me fazer ouvir.

Há 6 anos atrás não poderia dizer a mesma coisa, mas aprendi a minha lição durante os dois anos em que me deixei reprimir e hoje, não deixo que tal aconteça.

Mas há dias (como hoje) em que me apanham mais em baixo, mais frágil, mais cansada e eu pura e simplesmente...calo-me.

Por vezes dou comigo a pensar se de manhã, por estar ainda a dormir, não me terei enganado e não terei entrado na escola básica que existe em frente à minha escola secundária.

Porque todos os santos dias há um grupo de alminhas na minha turma, que me fazem questionar seriamente se estou numa turma de 12º ano ou numa turma de 5º (isto para não dizer pior).

Infantis. Imaturos. Arrogantes. Com a mania. Mal educados. Não têm respeito por ninguém: nem por eles, nem pelos colegas que querem ouvir o professor, nem pelo professor.

Enerva-me e hoje enervou-me especialmente. É verdade sim senhor que sou daquelas pessoas que, se quero estar com atenção à aula e o barulho me está a perturbar, deixo soltar uns quantos "SHHHS!" e "Oh pessoal, calem-se lá!". Não tenho problema algum em ser olhada de lado mais tarde por isso, ou de comentarem tal facto entre eles, rindo mesmo na minha cara.

Mas hoje atingiu-me. 

Custou-me estar na aula de Psicologia, o professor mandar fazer o trabalho de grupo e a malta começar toda na palhaçada. O professor é cego e como tal, não tem bem a precepção das coisas, mas não é surdo. Contudo, tem dificuldade em fazer valer a sua autoridade e como tal, eu e as minhas companheiras de grupo tentámos ao máximo acalmar o bando de animais selvagens que estavam dentro daquela sala.

Ignoraram, continuaram com as risadas, muitas delas dirigidas a nós. Mandaram bocas e olhares odiosos e eu mal me contive.

Só me apetecia um buraco para me esconder.

Há dias em que estas coisas mesquinhas não me atingem nem um bocadinho, porque cresci a ensinar-me a ignorar tais provocações.

Mas há dias em que não consigo, ou porque estou já triste com algo ou alguém, ou porque estou cansada ou porque pura e simplesmente... a menina pequena e indefesa que eu era no 5º ano vem ao de cima e deixa-se de esconder por debaixo da rapariga forte e dura que hoje sou (ou aparento ser).

Não suporto aquela gente.

Não suporto e a cada dia que passa desejo, cada vez mais, que o ano acabe depressa para eu me ver livre daquela malta toda.

Porque não os suporto. Não me acho maior que eles, melhor ou mais crescida.

Mas bolas, tenho um palmo de testa e um pinho de decência em mim para saber que não sou nada como eles!

Tenho a noção que muitos deles têm apenas como único objetivo de vida fumar 10 pacotes de tabaco por dia e mandar umas piadas de mau gosto para o ar, como quem não quer a coisa.

Mas esse problema é deles. Não meu.

Eu não devo ser afectada pela burrice, preguiçite e estupidez de gente alheia.

Não suporto. 

E como o meu teclado já está em puro sofrimento, de tanta força com a qual estou a teclar neste momento, vou parar agora.

Para meu bem, para vosso e para o deles.

Ninguém merece...

07
Ago13

Nada. Absolutamente nada...

alex

Dou por mim deitada de costas na cama, rodeada por um silêncio enorme e uma escuridão ainda maior.

A minha cabeça trabalha a mil à hora, o meu coração bate tão fortemente que por momentos, chego a pôr em causa se estou realmente deitada ou a correr uma meia maratona.

O medo é o sentimento que me domina. Sempre dominou.

O dia aproxima-se. 

As coisas não mudam.

Só para pior. Não sei o que vou fazer.

Muito honestamente, muito abertamente, digo aqui e agora que não sei o que vou fazer da minha vida.

Não sei quem sou, quem quero ser.

Não sei onde pertenço, ou se pertenço sequer a algum lado.

Sei apenas que sou dominada pelo medo, noite e dia, dia e noite.

Só ele me parece real. Só ele existe.

Tantas dúvidas, tantas incertezas, tantos "e se".

Tantas perguntas e nenhuma resposta.

Tantos sonhos e tão poucas oportunidades.

Uma lágrima rola pela minha face.

Como se chorar fosse resolver alguma coisa. Como se fosse essa a resposta.

Mas não é. 

Então qual é?

Sinto-me perdida. Não sei o que pensar, não sei o que achar.

Já não sei quem sou. Já não sei quem quero ser.

O meu problema é só um:

Queria ser tudo. Queria ter tudo.

Agora que abri os olhos e bati de cabeça na realidade, apercebo-me de nunca serei nada. Nunca terei nada.

Não se continuar aqui deitada, com as lágrimas a consumirem-me e o medo a dominar-me.

Tenho de fazer algo. Tenho de me procurar. Tenho de me encontrar.

Tenho de me recuperar e de voltar a ser eu.

A rapariga que queria ser jornalista, escritora, que queria trabalhar na rádio e na televisão.

Aquela moça que queria tanto, mas tanto viajar pelo mundo fora e fazer disso a sua carreira.

A menina que dava espectáculos para toda a família na sala de estar, que cantava e encantava.

A jovem ambiciosa e motivada, que sabia aquilo que queria e que estava determinada a alcançá-lo.

Agora não passo de um bichinho assustado. 

Merda de vida que continua a estragar-me os planos. A estragar-nos os planos a todos nós.

Merda para o governo, para os governantes, para os governados.

Merda para tudo e para todos.

Preciso mesmo de encontrar a luz ao fundo do túnel.

Ou a escuridão vai consumir-me. Hoje um bocadinho, amanhã outro, depois mais um pouco...até já não restar nada.

Até já não haver vestígios nenhuns da menina que antes fui, da jovem que hoje sou e da mulher que um dia serei.

Até já não haver lágrimas ou medo.

Até já não restar nada.

Nada a não ser um enorme vazio que os meus sonhos destroçados e por concretizar deixar(ão)am.

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