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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

12
Jul20

It's been a while...

alex

A semana passada, a m. perguntou-me se eu queria ir ao meu sítio favorito. Eu disse que era longe, que não queria obrigá-la a conduzir tanto tempo só por umas horas. Ela disse que não se importava.

Fomos. Um sítio que vai ser sempre especial para mim, porque considero que foi ali que vivi os melhores anos da minha vida. É para ali que quero voltar, um dia, de vez. Voltar ao sítio onde fomos felizes, seja onde for, é sempre como um raio de sol que surge por entre as nuvens negras que pairam sobre a nossa cabeça, especialmente durante esta altura em que parece que o mundo está sempre a cinzento.

A verdade é que estava a precisar de sair, de ir mais longe do que o escritório, do que o supermercado, do que o Mcdrive do McDonalds aqui da zona. Estava a precisar e no entanto, deixou-me sedenta de mais. Agora só penso em fugir para lá. Ficar lá, sem ninguém saber onde estou, sozinha. Muita coisa aconteceu estes últimos meses e eu acho que aconteceu tudo tão depressa e de forma tão inesperada, que eu não tive a capacidade de assimilar as emoções todas.

Então agora vivo com uma sensação estranha dentro de mim, todos os dias. De sentimentos acumulados, mal resolvidos, não expressados. De lágrimas por derramar, de palavras por dizer, de discussões por ter. Sentimentos de perda e receio de vir a perder mais ainda. Se há um ano atrás estava deprimida e de mal com a vida que levava, agora acho que estou só e apenas com muito medo. Medo que algo mais aconteça que venha estragar aquilo que aconteceu de bom este ano, que apesar de não ter sido muito, foi significativo.

Nem sei se estou a fazer sentido... Acho que estou a perder a capacidade de me exprimir até através da escrita. 

Tem estado um calor sufocante. Contudo, o maior sufoco vem de dentro; de mim. E não há mar, nem pessoa, nem sítio que ajude. E eu só penso... o que mais virá a seguir.

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17
Jun16

Estou mesmo a precisar

alex

Parto para Portugal já esta terça-feira. Vou apanhar um voo bem cedo, e se tudo correr bem, aterro em terras lusas por volta do meio dia e meia.

Vou durante duas semanas e mal posso esperar. As coisas ultimamente têm andado complicadas no trabalho. Se dantes tinha dias bons e maus, como em tudo na vida, desde há um mês para cá que têm sido maioritariamente só dias maus naquela loja.

A situação de sermos promovidas a Sénior ainda está pendente mas já estamos a desempenhar funções do cargo desde que nos disseram que íamos ser promovidas. Sublinhando que, nunca pedimos nada a ninguém muito menos para sermos promovidas, eu e a R. já estamos um bocado cansadas e frustradas de andarmos a ser escravas daquela gente e de não recebermos mais por isso.

Porque a realidade é essa. Eu cá só fiquei contente por me irem promover porque o meu ordenado ia aumentar. Porque de resto o cargo não me traz quaisquer benefícios a não ser, se calhar, um melhoramente do meu currículo. Tirando isso, ser Sénior ou algo superior a assistente naquela loja só traz é dores de cabeça, corpo e alma.

Como se isso já não bastasse, e não andássemos nós a sentirmo-nos usadas e gozadas por aquela gente, aconteceu uma situação peculiar numa das overnights que tem levantado problemas desnecessários para toda a gente. Foi uma situação tão caricata e infantil, tão ao nível dos dramas pelos quais passávamos quando andávamos no ensino básico, que nem vale a pena gastar o meu tempo a descrever a situação.

Digo apenas que senti-me, de facto, de volta ao 8º ano enquanto que, na realidade, trabalho com pessoas mais velhas do que eu. Se a idade contasse... mas não. Parece que os adultos, por vezes, adoram regredir e comportar-se como autênticos pré-adolescentes e naquela loja, isso é o que não falta.

Com isto tudo, a minha relação e a da R. com algumas pessoas e managers daquela loja esfriou e o ambiente andou de cortar à faca durante umas semanas. Só melhorou agora mais para o fim pelo simples facto de que eu fiz muito teatro nos meus tempos de escola e comecei a agir como se já estivesse tudo bem, quando na verdade só me apetece mandá-los à merda umas quantas vezes ao dia.

Enfim... estou mesmo a necessitar de uma pausa daquela gente e daquela loja, que me anda a comer o juízo e a saúde. Mas o meu problema é que já estou confortável ali. É um local de trabalho que fica tão bem situado, a 15 minutos de casa e a 10 da uni, dentro de um centro comercial onde se tem tudo e, apesar de ter tido alguns problemas com certas pessoas na loja ultimamente, adoro a maioria do pessoal com quem trabalho.

E já é um trabalho que eu conheço, ao qual eu sou boa e do qual até gosto (às vezes).

Só espero que depois de regressar os ânimos já tenham acalmado e que, finalmente, me passem o contrato de Sénior para as mãos, para eu assinar.

Caso contrário vou ter mesmo de considerar uma mudança.... Mas até lá, vou passar duas semanas no meu país, na minha casa, com a minha família e amigos.

Planeio ir muito à praia, ver se ganho uma corzinha porque isto de viver em Londres significa virar prima afastada do fantasma Casper, comer muito, coisa que não tenho andado a fazer como deve ser, dormir muito, divertir-me muito e simplesmente relaxar.

Duas semanas de puro lazer...bem que mereço. Se vocês soubessem da missa à metade, iriam concordar comigo com toda a certeza.

28
Jul14

Volto já!

alex

Vou ali até ao Meco e volto na Quarta-feira...não se importam que eu me ausente mais estes dias pois não? Tenho de aproveitar para matar saudades da D. que veio lá daquele campo de férias e ver se ao mesmo tempo mato saudades da praia, à qual ainda não fui este ano...

Mas passa a correr, não se preocupem! 

Até Quarta!

 

01
Jul14

Deixem-me só fazer esta pergunta...

alex

Há mais coisas para se fazer durante as férias sem ser ir à praia não há?

Então por favor parem de me aborrecer com isso. Não posso ir à praia, não vou. Há muitas outras coisas para se fazer durante as férias! Existem sitios muito bonitos para se visitar, museus, concertos, cafés, esplanadas e muitas outras actividades! Estar de férias já não é só sinónimo de praia, para mim. Em tempos assim o foi, mas agora não.

Com isto não estou a querer dizer que deixei de gostar de praia assim de repente; acho que isso vai ser impossível de me acontecer porque eu cresci e habituei-me a levar uma vida de praia onde assim que tínhamos oportunidade, era para lá que íamos.

Mas agora que estou meia que proibida de lá pôr os pés (ou na piscina, porque àgua com cloro também não ajuda a tatuagem), começo a pensar na ENORME importância que se dá à praia; importância essa que eu também costumava dar em demasia.

É claro que é sempre agradável andar a passear-me com um belo bronze ou quando está aquele calor insuportável e nós estamos a banhar-nos numa praia qualquer, mas as férias são mais do que praia.

Ultimamente, mais desde o ano passado, que tenho prezado mais o tempo que passo a passear, a descobrir novos lugares, a redescobrir lugares já conhecidos e que tenho andado mais amiga do campo. Todos os anos, sem excepção, vou passar umas semanas à terra dos meus avós.

Quando era da idade da minha irmã, adorava lá estar com os meus primos. Era naquela altura em que ainda ia a família toda para lá e era uma animação! Adorávamos brincar no sótão, na rua, na piscina, na casa dos meus muitos primos que tenho lá para cima para o Norte, etc. Era uma brincadeira pegada!

Mas depois as crianças cresceram, os adultos começaram a ter de trabalhar mais e a animação deixou de ser muita para passar a nenhuma. Então houve ali uma altura, talvez dos meus 13 aos 16, em que não suportava a ideia de ir para a terra, porque isso significava ficar em casa sem computador, com uma televisão só com quatro canais, sem os amigos e ainda para mais, tinha de ir visitar os tios e as tias todos que faziam todos questão de ter cães nos seus quintais, coisa que me assustava profundamente.

Mas depois voltei a gostar de lá estar. A animação já não é a mesma de quando era criança; nunca mais o será, mas agora dou muito mais valor aquela casa e aquele pedaço de paraíso que tenho. A casa é enorme, tem uma piscina daquelas a sério e não daquelas de plastico que se rompem todas, tem um terreno enorme que é todo nosso, cheio de frutas e verduras, tem mais terreno que não é bem nosso mas que dá para ser explorado.

Há dois anos estive lá com os meus dois primos da parte da mãe e o mais velho incentivou-nos a fazer uma coisa que se chama GeoCaching. Não sei se já alguém ouviu falar, mas basicamente, é um género de caça ao tesouro onde a malta aproveita para conhecer a região onde está. Se estiverem interessados, basta irem ao Google e procurar por GeoCaching, encontram logo tudo o que precisam de saber.

E foi tão divertido! Andámos lá a passear pela região, a apreciar as paisagens lindas daquele lugar e até encontramos um parque que nem descrito eu lhe faria justiça! Tinha uma fonte e parecia saído de um autêntico conto de fadas! É daqueles dias que ficam connosco na memória sabem? Ao contrário de um outro dia qualquer passado na praia, onde tudo o que fiz foi ora ir à agua, ora estender-me ao sol um bocadinho, ora ir à água novamente. Esses dias também são bons; mas os dias memoráveis são melhores!

Aqueles em que daqui a uns tempos recordamos e dizemos: "Olha lembras-te daquela vez nas férias em que fizemos GeoCaching e descobrimos aquele parque lindo?" ou "Hey, lembras-te daquele dia em que fomos ver aquela exposição naquele sítio?"

Percebem o que eu estou a querer dizer? Eu não deixei de gostar de praia; ainda gosto e muito!

Mas passei a gostar também de fazer outras coisas que não envolvam esturricar ao sol.

Pronto, se calhar este ano não vou ter um bronze para mostrar; bronze esse que também nunca me dura muito para ser honesta, mas e então? Se calhar vou ter muitas outras coisas para partilhar, muitas outras boas memórias para recordar e por isso, pela última vez (e esta agora é para a minha querida mãe que ainda não parou de me chatear por eu não ter adiado a tatuagem) eu não me importo se este ano não for muitas vezes à praia.

Há mais para se fazer nas férias do que fugir ali para o sol da Caparica. A malta só tem é de ser curiosa o suficiente para descobrir o quê e fazê-lo; quem sabe não lhe ganhamos gosto!

22
Fev14

A minha praia

alex

Ontem, antes de ter ido de cara ao chão, vinha na camioneta a ouvir música, quando me começam a surgir certas palavras na cabeça. Quando dou por mim, elas estão a rimar. Depois, começo a perceber o que elas significam e do que falavam. Depois juntei-as e formei uma espécie de poema. EU. A escrever poemas. Logo aí devia ter sabido que algo no dia de ontem não estava bem. Eu não escrevo poesia. Não é que não goste, simplesmente não acho que tenha jeito. Mas quando vi aquele sol a brilhar na minha direcção, lembrei-me da minha praia. E escrevi sobre ela. E rimei.

 

Tenho saudades

Saudades dos passeios que dava à tua beira

Da textura da tua areia

Do teu ar puro

Que eu queria apenas inspirar, inspirar, inspirar.

Tenho saudades do teu sol

coberto

Daqueles dias amanhecidos

desertos

Saudades do sorriso que me oferecias

E da alegria que sentia

Saudades de sentir o gelo dessas tuas águas

Os ossos gelados, o coração quente

Tenho saudades 

Saudades da minha praia

E do tempo em que tudo era

Simples.

Diferente.

 

Eu não sou poeta. Isto veio-me à mente enquanto estava sentada na camioneta, enquanto me encaminhava para a minha queda, sem o saber. Não tem uma estrutura nem muita coisa que rime. Mas fala de um sítio muito especial para mim, um sítio onde cresci, um sítio que fez e que ainda faz parte de mim. Um sítio onde eu espero poder, um dia, vir a viver. O meu sítio.

A minha praia.

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