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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

07
Jun15

Este ano, passo

alex

É com muito pesar que anuncio que, este ano, não vou à feira do livro.

Pausa para limpar as lágrimas.

É verdade. Mas a vida é feita de escolhas e há sempre algo que temos de abdicar em prol de outra coisa. Neste caso, e como nós não temos carro de quatro lugares o que obrigaria a gastar dinheiro extra nos transportes, ficou decidido que este ano não vou fazer a visita anual à feira do livro.

Andei a ver os bilhetes de avião, só por curiosidade (porque ainda não tenho 100% de certeza de nada) e os meus olhos quase que me saltaram das órbitas. Fora o custo da bagagem e outras coisas que vou ter de adquirir até lá.

Por isso, este ano não há feira do livro aqui para a vossa amiga, que precisa de poupar ao máximo e gastar só onde é realmente necessário.

Entretanto, vou vendo as fotos espealhadas pelas redes sociais e lendo os vossos testemunhos aqui pelo Sapo - não é a mesma coisa, mas graças à tecnologia, quase que consigo sentir como se tivesse ido.

Quase! 

05
Ago14

Fico indignada! (Há coisas que me ultrapassam #12)

alex

Pelo que já pude perceber entre ontem e hoje, há muitos livros escolares do ano passado e de há dois anos que poderiam muito bem ser reutilizados este ano e não o são - porquê? Bom, porque como sempre, os gananciosos deste mundo são sempre poderosos e conseguem sempre levar a deles avante.

Pelo que a minha colega me diz, parece que as empresas dos livros escolares (bem como o ministério) são os culpados de haverem pessoas com necessidade e , mesmo assim, terem de ir dar 200 ou 300 euros por livros escolares, quando podiam muito bem ir a um Banco do Livro da sua zona e levar os que houvessem SEM PAGAR. Mas claro, aquela malta quer é dinheiro - querem lá eles saber se há famílias cujas centenas de euros gastos em livros para a escola lhes fazem falta para alimentar as barrigas dos filhos - eles querem é que as suas editoras não percam negócio!

Livros do ano de 2013 que já não se podem utilizar este ano porquê? Porque o ministério anda a "mudar" os conteúdos. Mas expliquem-me lá uma coisa: será que de uns meses para o outro a matéria muda assim tanto? Será que adicionam informação vital a esses conteúdos de forma a terem de obrigar as famílias a ir comprar livros novos quando podiam muito bem usar livros emprestados?

Só ontem enchi quatro caixotes - está certo que alguns manuais já eram mesmo velhos (encontrei um do meu tempo, de quando andava no 2º ano) mas havia lá imensos livros em óptimo estado (como novos) e que eram apenas de há um, dois anos atrás.

Não entendo. Porquê? Porquê fazer as famílias gastar tanto dinheiro em manuais que estão disponíveis em Bancos do Livro e que são de graça? Há famílias com dois, três, quatro filhos e todos eles estudam - os pais em Setembro têm de vender o carro, a máquina de lavar loiça, têm de trabalhar a triplicar - só para poderem pagar 200 euros por cada filho, para eles terem os livros escolares. Eu falo por experiência própria - eu e a minha irmã gastámos muito dinheiro aos meus pais nos últimos anos com esta parvoíce. Este ano, que eu não preciso, também não vai ser barato, porque a minha irmã vai para o 5º ano e são precisos, pelo menos, oito manuais todos à volta dos 25/30 euros. É claro que vou procurar por eles no Banco do Livro, onde estou a trabalhar, mas a minha colega já me disse que este ano a coisa está muito má - e é verdade, porque estive no armazém e as prateleiras estão praticamente vazias.

Não é que haja menos pessoas a irem deixar livros às Casas da Juventude - o problema é que quando se vai a verificar o número de série, já não estão em vigor (livros do ano passado, volto a sublinhar!)

E eu fico indignada com estas coisas. As famílias gastam dinheiro sem necessidade, apenas porque as editoras querem facturar e porque o Ministério gosta de inventar matéria nova que não existe. 

Fico indignada. E tenho a sensação de que em Setembro, quando as famílias começaram a fazer contas à vida, não vou ser a única.

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