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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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25
Abr14

Dia dos Cravos

alex

Dia dos Cravos, dia da Nação

25 de Abril, dia de Comemoração

Comemorar aquilo que nos foi roubado

Festejar porque foi recuperado

 

Recuperou-se a liberdade de expressão

Liberdade para ser, existir, estar

Liberdade para ler, falar e sonhar

Livres para viver, para lutar

 

40 anos se passaram

E a luta continua

A luta por um país melhor

Um povo que saí à rua

 

De braços no ar

E voz ao vento

Continuamos a gritar

Continuamos a lutar

 

Tiram-nos tudo

Tudo menos o que é preciso

A voz para gritar ao mundo

"Estou farta disto!"

 

40 anos se passaram

Muita coisa mudou

Mas ainda há muito a mudar

O país ainda não se endireitou

 

A luta ainda não está ganha

Mas o povo faz a força

Temos de prevalecer

Para daqui a 40 anos podermos dizer

 

"Portugal, um país de lutadores

Portugal, um país de vencedores!"

 

Eu não sou poeta nem nada que se pareça. Mas há bocado, estava eu a lavar os dentes, e este poema começa a construir-se na minha cabeça. Não sei como, mas saiu-me isto e decidi partilhá-lo com vocês, neste dia especial para todos nós. No entanto, acho que é importante não esquecer, como escrevi no poema, que a luta ainda não está ganha. Ainda há muito para conquistar.

Não se esqueçam disso. Não se esqueçam que este país tem ainda muitas falhas e que a conquista da liberdade, seja ela em que forma for, não é o suficiente. Porque podemos ter liberdade graças ao 25 de Abril de 1974, mas falta-nos o mais importante: falta-nos pessoas que saibam honrar esse dia, pessoas que saibam honrar o esforço e a luta dos que fizeram o 25 de Abril.

É óbvio, acho que para a maioria de nós, que quem está no poder hoje não consegue fazer isso. E por isso, temos de prevalecer, de continuar a lutar. 

Porque esta luta ainda não está ganha, ainda não está acabada.

22
Fev14

A minha praia

alex

Ontem, antes de ter ido de cara ao chão, vinha na camioneta a ouvir música, quando me começam a surgir certas palavras na cabeça. Quando dou por mim, elas estão a rimar. Depois, começo a perceber o que elas significam e do que falavam. Depois juntei-as e formei uma espécie de poema. EU. A escrever poemas. Logo aí devia ter sabido que algo no dia de ontem não estava bem. Eu não escrevo poesia. Não é que não goste, simplesmente não acho que tenha jeito. Mas quando vi aquele sol a brilhar na minha direcção, lembrei-me da minha praia. E escrevi sobre ela. E rimei.

 

Tenho saudades

Saudades dos passeios que dava à tua beira

Da textura da tua areia

Do teu ar puro

Que eu queria apenas inspirar, inspirar, inspirar.

Tenho saudades do teu sol

coberto

Daqueles dias amanhecidos

desertos

Saudades do sorriso que me oferecias

E da alegria que sentia

Saudades de sentir o gelo dessas tuas águas

Os ossos gelados, o coração quente

Tenho saudades 

Saudades da minha praia

E do tempo em que tudo era

Simples.

Diferente.

 

Eu não sou poeta. Isto veio-me à mente enquanto estava sentada na camioneta, enquanto me encaminhava para a minha queda, sem o saber. Não tem uma estrutura nem muita coisa que rime. Mas fala de um sítio muito especial para mim, um sítio onde cresci, um sítio que fez e que ainda faz parte de mim. Um sítio onde eu espero poder, um dia, vir a viver. O meu sítio.

A minha praia.

26
Jan14

Cansaço

alex

Estava eu a passar os olhos pelo manual de português, a ver se ganhava coragem para ir despachar o estudo que tenho de fazer para o teste da próxima sexta-feira, quando me deparo com um poema de Álvaro de Campos. Prendeu a minha atenção e quando o acabei de ler senti como se um peso me tivesse sido tirado de cima.

Afinal não sou a única.

 

«Não, não é cansaço...

É uma quantidade de desilusão

Que se me entranha na espécie de pensar,

É um domingo às avessas

Do sentimento,

Um feriado passado no abismo...

 

Não, cansaço não é...

É eu estar existindo

E também o mundo

Com tudo aquilo que contém, 

Com tudo aquilo que nele se desdobra

E afinal é a mesma coisa variada em cópias iguais.

 

Não. Cansaço porquê?

É uma sensação abstracta

Da vida concreta - 

Qualquer coisa como um grito

Por dar,

Qualquer coisa como uma angústia

Por sofrer, 

Ou por sofrer completamente,

Ou por sofrer como...

Sim, ou por sofrer como...

Isso mesmo, como...

Como o quê?

Se soubesse, não haveria em mim este falso cansaço.

 

(Ai, cegos que cantam na rua,

Que formidável realejo

Que é a guitarra de um, e a viola do outro, e a voz dela!)

Porque oiço, vejo.

Confesso: é cansaço!...»

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