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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

26
Jan15

Ser mais (fazer mais)

alex

No outro dia disseram-me:

"Gostava de ser mais como tu."

Isto por estarmos a falar sobre o meu nível de determinação (ou loucura, depende da perspectiva) e de estar disposta a tudo (bom, quase tudo não é, não sejamos radicais) para conseguir iniciar um novo capítulo da minha vida.

A pessoa dona da frase em questão é um amigo muito próximo, que como eu também optou por não ir para a faculdade no ano lectivo 2014/2015. As razões dele, apesar de diferentes das minhas, também são válidas.

Não se quis ir pôr num sítio sem estar mentalmente bem. E eu apoiei-o assim como o teria feito se ele tivesse optado por ir para a faculdade.

Agora, admito que fiquei um pouco sem jeito quando ele me disse aquilo assim, tão honestamente. Eu respondi-lhe da melhor forma que fui capaz no momento, mas agora pensando bem, acho que podia ter respondido de uma outra forma.

Podia ter-lhe dito que não se trata de ser mais ou menos como eu ou que outra pessoa qualquer. Trata-se de sermos nós próprios e de conseguirmos fazer uma auto-avaliação à nossa pessoa e aos nossos objectivos.

Há muito boa gente da minha idade que não tem objectivos definidos e isso também é aceitável. Porque somos todos diferentes e porque todos temos gostos diferentes, há quem se ache mais perdido do que eu alguma vez estive.

No entanto, acho também que uma grande parte dessa boa gente não se dá ao trabalho de pensar seriamente sobre a Vida fora daquele mundo no qual vivemos durante tantos anos - a escola. Não as aulas ou as disciplinas, mas a parte social da coisa. Para eles a Vida é rapazes, raparigas, curtes, namoros, festas e pouco mais. A Vida, infelizmente e felizmente, é muito mais para além disso.

Mas estou a divagar. O caso em questão não é este. O problema do meu amigo é que ele acha não ser capaz de fazer aquilo que eu estou a fazer - trabalhar 40 horas por semana, só com domingos de folga, a ganhar pouco para poder sair do país e ir estudar para longe de tudo aquilo que me é familiar.

Eu podia ter-lhe dito que não é o quanto nós queremos algo que vai fazer com que tal aconteça - é o quanto nós estamos dispostos a trabalhar para que isso se realize.

O quanto estamos dispostos a perder na incerteza de ganharmos algo mais; algo melhor.

O quanto estamos dispostos a dar o passo em frente e a cair de braços abertos, confiantes de que no fundo do buraco escuro vai estar algo para nos amparar a queda.

O quanto estamos dispostos a sofrer se por alguma eventualidade, o que nos esperar no fim desse buraco fundo for nada mais do que o chão frio e duro.

No final, depende apenas da fé. Da fé que temos em nós mesmos e no trabalho que estamos a ter a plantar sementes que podem muito bem não dar frutos. Ou podem transformar-se em frutos fortes e deliciosos, prontos a ser colhidos no final.

Acho que a Vida é sempre 50/50. Ou caímos de pé como os gatos, ou tombamos com a força do impacto da nossa queda e somos obrigados a levantar-nos, por muito que nos doa; por muito que nos custe.

É sempre ingrato nunca sabermos ao certo se o trabalho que estamos a depositar em algo vai valer a pena ou não. Mas também acredito que ganhamos muito mais em arriscar e fazer pelas coisas acontecerem do que ficarmos presos no mesmo sítio, sem semear nada, demasiado assustados para percorrer um caminho desconhecido.

Não importa quais os caminhos que escolhemos percorrer na Vida, vamos sempre ter de perder algo ou abdicar de alguém. Deixar para trás certas coisas, certas pessoas.

Mas também há sempre algo a ganhar por cada novo caminho que tomamos.

Se é melhor ou pior do que aquilo de que abdicamos, isso não sabemos a não ser que arrisquemos. No entanto, acredito que sendo melhor ou pior, valerá sempre a pena. Senão para nos trazer felicidade, para nos trazer lições que são essenciais à nossa vivência.

Acho que o problema das pessoas que me rodeiam é que nunca tiveram de arriscar e trabalhar muito na Vida para terem o que têm; o que queriam.

E agora que é chegado o momento, vêm-se desamparadas e cheias de medo de arriscar.

Mas acho que é para isso que eu cá estou. Eu e os outros que os amam.

Para os fazer ver que a Vida é 50/50. Há 50% de probabilidade de correr bem e 50% de probabilidade de correr mal. No fim, se nos limitamos a ficar sentados na nossa própria poça de medos e inseguranças, sem dar um passo para a frente ou até mesmo para trás...aí sim, é que a probabilidade de algo bom acontecer é de 0%.

Acho que 50% é sempre melhor do que 0%.

Mas isto não é uma questão de números...antes fosse.

Devia ter-lhe dito que é mais uma questão de conhecer-mos as nossas opções; conhecermos-nos a nós mesmos e fazer uma escolha.

Certa ou errada, no fim, algo ela nos trará.

E acho que...no final...é uma questão de sabermos aproveitar o bom e o mau das nossas escolhas. Vai haver sempre dissabores, coisas sobre as quais nos queixarmos (eu que o diga)... mas acho preferível fazer algo, seja o certo ou o errado, do que não fazer nada apenas porque temos medo, ou estamos inseguros, ou porque vamos ter imensas saudades do que nos é familiar.

Podia ter-lhe dito que ele não precisa de ser mais como eu - apenas ser mais ele.

19
Jan15

The Nerd in Me

alex

Há uma parte muito recôndita de mim que nem todos já tiveram o privilégio de ver.

Não sou daquelas jovens raparigas que perde a cabeça e se derrete com um pedaço de bom homem que se lhe atravesse à frente (excepção a isto sendo o Adam Levine, obviamente.) 

Não sou daquelas jovens raparigas que hiperventila quando vai a um concerto da sua banda ou cantor/a favorito/a e que chora de emoção (nem com o Adam Levine sou assim.)

Agora...se vejo um Carocha de 69 lindo de morrer, ou um Volkswagen Impala de 63 a passar por mim na rua, começa o meu coração a bater depressa e a minha exitação é de outro mundo - coitada da pessoa que tiver comigo pois sou bem capaz de estar os próximos dez minutos a falar sobre a beleza extrema de dito cujo.

Se me convidarem para ir ao cinema ver um romance, o mais provável é deixar-vos a comer pipocas sozinhos - agora se me disserem para irmos ver um filme cómico, de terror ou de acção com muitos tiros e mortes, eu até sou capaz de vos oferecer o vosso bilhete.

Rio-me às gargalhadas a ver episódios dos Friends pela milésima vez enquanto bebo chá verde na caneca que tenho dos Friends (melhor prenda de anos de sempre, graças à D.) Mas rio-me tanto que a minha mãe uma vez se chegou ao pé de mim com uma meia na mão e me a enfiou na boca (por acaso a mesma estava lavada, senão ia haver tourada).

Consigo muito bem chegar ao ponto de soltar uns guinchos de excitação se estiver naquela parte daquele livro em que as personagens principais finalmente se beijam.

Sou capaz de passar as minhas noites a ver os três filmes do Back to the Future (os meus favoritos) e uns quantos episódios de Doctor Who (que comecei a ver recentemente e agora já nem trabalhar ia só para estar em casa a ver a Billie Piper que é um amor, admito)

Passo noites a escrever histórias onde a rapariga e o rapaz acabam juntos, enquanto que durante o dia rezo a pés juntos que o amor a mim não me interessa para nada.

Uso lentes de contacto há quatro meses mas nunca vou deixar de ser a caixa de óculos que sempre fui.

Apesar de me vestir de forma polida, adoro as minhas calças de treino e as sweats grandes e fofinhas do meu pai (que já lhe estão pequenas).

Não sou flor que se cheire mas quando quero, até sou capaz de mostrar mais de mim para além dos picos que me protegem.

No fundo, sou uma Nerd autêntica cujo primeiro amor são os carros antigos, o segundo o Adam Levine e o terceiro tudo o que envolva ficção científica, carros lindos e maravilhosos que permitem viajar no tempo e cabines telefónicas de nome Tardis.

Meninos e meninas, senhoras e senhores, bichos e plantas... apresento-vos a Nerd em mim.

17
Jan15

Fico assim

alex

Agora mesmo, ao responder a um comentário (e já agora, agradeço a vocês que deixam as vossas palavras na secção dos comentários, eu fico sempre deliciada e admito que ao fim de quase quatro anos de blog ainda um pouco admirada que exista quem leia o que eu escrevo e se dê ao trabalho de comentar) escrevi algo que me saiu sem eu sequer ter de pensar nisso.

Quando li o que tinha escrito, foi como se uma luz se estivesse acesso na minha mente e finalmente, percebi.

Somos todos diferentes. Como tal, eu não posso esperar dos outros aquilo que eu mesma lhes dou. Não posso de forma alguma criar expectativas com base na pessoa que eu sou, com base na forma como eu trato e lido com os meus, na forma como eu ajo e vivo. Assim como não posso criar expectativas acerca de uma pessoa que não conheço, não posso criar expectativas em relação às pessoas que conheço.

Porque se as conheço sei que elas não são eu. Aliás, ninguém é eu. Eu sou eu. Por isso, e como somos todos diferentes, eu não posso esperar dos outros aquilo que eu lhes dou.

Porque eu sou eu e eles são eles. E apesar de muitas vezes desejar que me dessem a mim o que eu dou aos outros, isso não é possível porque ninguém é igual.

Então e perante isto, o que é eu faço? Deixo de ser eu? De ir ao salvamento de todos os que amo sem pensar uma vez em mim; de estender a mão quando a pessoa não merece nem a ponta do meu dedo; de me sacrificar e de aturar coisas que muita gente não aturaria; de depender tanto da felicidade dos outros para que eu própria possa sentir-me minimamente feliz?

Deixo de ser esta pessoa e passo a ser como eles? Se não os podes vencer, junta-te a eles, é assim?

Mas eu já tantas vezes que tentei e ainda mais foram as vezes que falhei.

Não consigo. Ficamos assim.

Somos todos diferentes, por isso, não posso esperar que os outros me dêem o que eu lhes dou de mim.

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