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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

22
Mai15

Saber reconhecer

alex

Eu podia escrever um livro só com as histórias que o meu patrão me conta.

A última teve direito a personificação de uma cigana que estava nas finanças com ele.

Foi daqueles momentos épicos na minha vida em que eu chorei de tanto rir. 

Se há dias em que não posso nem ver a porta desta loja pintada de ouro, há outros em que até nem é o pior lugar do mundo para se estar.

A vida é isto mesmo, verdade? Uns dias de merda e outros não tanto.

O importante é saber reconhecer os bons quando eles acontecem.

11
Mar15

The Mistery Of

alex

Sempre que sei que o vou ver, a primeira pergunta que me vem à cabeça é sempre a mesma:

"Será que ele ainda namora com a outra?"

E o pensamento que se segue à pergunta é sempre igual:

"Não devia de me interrogar sobre isso."

Hoje, enquanto procurava inspiração para desenvolver a história que comecei há pouco tempo, encontrei um livro no Wattpad (muito bom site, boa app, bons livros para quem gosta de certas e determinadas leituras) que continha uma frase que me prendeu. Não sei ao certo porquê - ou talvez saiba e seja uma daquelas vezes em que o meu subconsicente sabe mais do que o meu consciente - mas a verdade é que a frase me deixou ali um bom tempo a olhar para o ecrã do computador, a pensar - algo que evito fazer ao máximo no que toca aos mais variados assuntos.

A frase vem no contexto de os protagonistas estarem a falar sobre a última obra de Charles Dickens. A rapariga diz para o rapaz: "Não há um fim, ele não o acabou" - ao qual o rapaz responde: "Há sempre um fim."

Isto traduzido, visto que o livro em questão é em inglês. E por alguma razão aquela frase mexeu comigo.

O rapaz da história em questão tem razão. Há sempre um fim, mesmo quando assim não nos parece.

Talvez o facto de eu ainda me questionar acerca da vida amorosa de quem vida amorosa não me diz respeito, seja por isso mesmo. Porque apesar deste tempo todo que já passou, ainda sinto que não houve um fim; não um que deixasse os leitores da nossa história satisfeitos.

E depois questiono-me porque será - porque é que mesmo depois de tanto tempo, ambos já com vidas completamente diferentes e no entanto, que se vão interligando ao longo do percurso separado de ambos por partilharmos mais do que um passado (partilhamos também amigos e família em comum - um presente) ainda perco tempo do meu dia a pensar em tal coisa.

Ao ler aquela passagem do livro de uma pessoa que não é escritora profissional, bateu-me. Para mim, nunca vai parecer que houve um fim, porque ao relembrar-me do final, esse vai sempre parecer-me ter sido deixado em aberto; como se de uma promessa silenciosa se tratasse.

Não podemos estar juntos - mas não quer dizer que não queira.

Devemos ficar só amigos - mas não quer dizer que um dia não possamos voltar a ser mais do que isso outra vez.

Amo-te, mas agora não é o momento certo - o que não quer dizer que daqui a dois anos não o seja.

A nossa história vai ser sempre como o livro inacabado de Charles Dickens - The Mistery of Edwin Drood - e eu vou ser sempre aquela que diz: "Não há um fim, ele não o acabou" e os outros serão sempre a voz que oiço sem querer, a dizer: "Há sempre um fim."

02
Nov14

A verdade sobre a mentira

alex

Toda a gente mente. Há mentiras pequenas, que passam por nós despercebidas e nunca mais temos de pensar nelas.

Depois há aquelas mentiras de maior proporção, que a certa altura, deixam de o ser.

Porque a mentira é uma forma distorcida da verdade. E depende sempre de nós.

Se não acreditamos na mentira, ela é nada mais do que isso - uma mentira. Agora quando acreditamos, ela torna-se numa verdade - a nossa verdade.

E este tipo de verdades, mentirosas, são as verdades mais perigosas  que existem.

Porque são as nossas verdades e, no entanto, são as mentiras dos outros.

11
Mai14

Let it go now so you don't have to let it go tomorrow

alex

O ser humano tem dificuldade em deixar para trás o que tanto o fez feliz durante um determinado período de tempo. A Vida dá-nos mais do que provas de que nada dura para sempre. A certa altura, aquilo que nos convencemos tanto de que iria ser "para sempre" (apesar de para mim isso não existir) deixa de ser sequer o nosso presente. Por isso agarramo-nos a isso, de tal forma, que nos impedimos de viver.

Ficamos agarrados a um presente que se transformou em passado. Está-nos no sangue. Somos teimosos, doidos, amamos demasiado e não sabemos quando largar, como o Jack do Titanic soube fazer. Ele soube quando largar; se calhar até nem tinha de o fazer porque era provável que coubessem os dois deitados naquela porta de madeira flutuante. Mas mesmo assim, ele largou (para quem ainda não viu o Titanic, a esta altura do campeonato acho que isto não é spoiler nenhum, porque todos nós sabemos o que acontece, mesmo aqueles que nunca viram o filme.)

Há que saber quando largar. Quando deixar para trás. Porque quer queiramos ou não, a Vida é isto mesmo. É feita de passados, presentes e futuros, uns não existem sem os outros, e um não pode ocupar o lugar do outro.

Se é fácil? Não. Não é suposto sê-lo. Se é justo? Claro que não. Porque é que temos de deixar para trás algo ou alguém que nos fez tão feliz?

Pela simples razão de que já não faz. Essa pessoa já não está connosco, já não nos proporciona felicidade. As memórias que guardamos da pessoa, dos momentos que passamos com ela...tudo isso nos dá uma sensação de felicidade, que depressa desvanece quando somos trazidos de volta à realidade e nos vemos sozinhos, sem a pessoa ao nosso lado. É por isso que é importante trabalhar, todos os dias, para deixar para trás aquilo que já não faz parte do nosso presente. Porque nos agarramos facilmente à ilusão de felicidade, embrulhamo-nos em pensamentos, memórias, começamos a criar nós próprios um mundo de "ses", um mundo de fantasia onde o que realmente aconteceu e o que nós gostávamos que tivesse acontecido se misturam e nos engolem.

Há que saber reconhecer quando algo que, em tempos nos fazia verdadeiramente feliz, já só nos prejudica. Há que ter a noção de que o ser humano é daquela espécie que consegue amar mais do que uma vez na vida, pura e verdadeiramente. Não somos como alguns pinguins que acasalam para toda a vida. Temos a capacidade de amar mais do que uma vez, mais do que uma pessoa, mesmo quando pensamos que esta é a tal, esta pessoa é aquela que me vai fazer feliz para o resto da vida. O ser humano engana-se muitas vezes ao longo da vida.

Por isso, podemos perder a felicidade que nos é proporcionada por aquela pessoa, mas com tempo, vamos encontrar alguém que nos faça sentir igualmente felizes ou talvez até mais. Vamos encontrar a nossa felicidade duradoura, e não aquela que só nos é proporcionada durante um determinado período de tempo. Porque quando encontramos a pessoa certa.... a felicidade é como as pilhas Duracel: dura e dura e dura.

Mas há que saber deixar ir aquela que não durou e não fazer força para que esta se prolongue. Não podemos estar numa relação connosco próprios, ou seja, não podemos continuar a viver dentro da nossa própria cabeça onde estão guardadas as memórias e os momentos de uma felicidade que já só não passa disso: memórias, momentos.

Temos de abrir os olhos, sair de dentro da nossa própria cabeça e ver que há algo bom e melhor à nossa espera cá fora. No mundo real. Pode demorar, e vai demorar muito provavelmente. Mas um dia, essa espera vai valer a pena. Eu não costumava acreditar nisto.

Hoje acredito. Nada dura para sempre, mas há coisas que duram até ao dia em que deixamos de existir.

A isso chamamos de Amor e quando se encontrar o certo... não vamos ter de aprender a deixá-lo para trás.

27
Abr14

Coisas que me intrigam

alex

Intriga-me o poder que o tempo tem sobre nós. E não estou a referir-me ao tempo em horas, minutos, segundos, mas sim ao tempo - se está sol, nublado, frio ou calor. Intriga-me o facto de um dia de sol esplendoroso influenciar tanta o nosso dia. Influencia o nosso estado de espírito, a nossa forma de ver o mundo, a forma como agimos e interagimos com as pessoas. Se está um dia cinzento, igualmente esse factor influencia o nosso dia e a nós, como pessoas.

Fascina-me e intriga-me. Um dia bonito como o de hoje (pelo menos até agora) dá vontade de sair da cama, de passear, de vestir uma t-shirt, umas calças de ganga, uns ténis leves e sair com a família ou com os amigos. Aquece-nos o coração, aconchega-nos a alma e torna-nos mais alegres, mais receptivos, mais comunicativos. Temos mais vontade de estar com as pessoas, somos mais simpáticos, sorrimos mais, cantamos e dançamos mais.

O Sol não ilumina só o dia, ilumina-nos a nós. Mas pode ter o efeito oposto. Muito Sol pode deixar-nos rabugentos, fartos, ensonados. Muito Sol ou muito calor pode deixar-nos irritados porque não se consegue estar bem em lado nenhum sem ser na praia e nós não podemos ir à praia. Ficamos moles, o nosso corpo absorve aquele calor em demasia e o mesmo deixa-nos ensonados, com vontade de fazer tudo menos levantar da cama.

Intriga-me.

Por sua vez, se acordamos com um dia cinzento e nublado, não temos vontade nenhuma de levantar o rabo da cama. Se não vemos o Sol a tentar espreitar por entre as fissuras das nossas persianas, perdemos logo aquele ânimo matinal, aquela alegria de estarmos vivos e de podermos acordar para mais um dia. Se depois começa a chover, aí a coisa piora. Vestimos sobretudos, andamos de chapéu, mas a chuva arranja sempre maneira de nos molhar e encharcar, nem que seja só os pés. Chegamos à escola ou ao trabalho todos molhados, as mulheres com os cabelos desgrenhados, os homens com as gravatas todas tortas. Cinco peças de roupa não são o suficiente para nos aquecer naqueles dias escuros e frios e por isso, a única coisa que temos em mente, é voltar para casa e vestir o nosso pijama quentinho para podermos estar no conforto da nossa casa. Mas há quem goste do frio, há quem goste da chuva. Há pessoas cuja nuvem negra é o seu Sol, cuja chuva é o seu calor, o que lhe aquece a alma e o coração.

Intriga-me. 

A Mãe Natureza tem um poder imenso sobre nós, seres humanos. Sobre a forma como agimos, como nos sentimos, como somos e estamos na Vida. De vez em quando ponho-me a pensar nestas coisas... Eu acredito em muito pouca coisa na qual não possa tocar ou ver com estes meus quatro olhos. Digamos que, se não fosse pela matemática, química, biologia e etc, eu daria uma boa cientista. No entanto, nisto eu acredito.

Na força da Mãe Natureza e no poder que esta exerce sobre nós. Vejo-o todos os dias, sinto-o todos os dias.

Intriga-me e fascina-me esta Mãe Natureza.

 

🌝mo

 

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