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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

23
Mar14

Conheces esta história?

alex

Sabes a história do Obélix e do Astérix? É algo deste género:

Eles iam os dois a passear na floresta e acabaram com um pedregulho enorme em cima deles. Mas, felizmente, o Obélix era forte o suficiente para levantar a pedra, porque quando era pequeno caiu num caldeirão com uma poção de força, que o fez ficar forte para a vida toda. O Astérix também ajudou, bebeu do seu cântaro com poção mágica e instantaneamente, ficou forte como um touro. Os dois, em conjunto, levantaram o pedregulho e saíram debaixo dele. Sem um arranhão, só um pouco doridos, porque ninguém sai completamente ileso depois de ter levado com um enorme pedregulho em cima. E depois de garantirem que o pedregulho não faria mais nenhuma vítima, continuaram o seu caminho, os dois lado a lado, assobiando em sinfonia com o cantar dos pássaros. No entanto, o Obélix carregou para sempre, aos seus ombros, o peso de um menir. E não era menos feliz por isso. Porque tinha o Astérix consigo. O seu grande amigo.

É esta a história do Obélix e do Astérix. E de certa forma, é a minha também. A nossa.

Perder-te foi como levar com um pedregulho enorme em cima. Ver-te nos braços de outra foi como se me tirassem a força que sempre tive, desde nascença. Permaneço debaixo deste pedregulho, na vã esperança de recuperar a força que tanto me caracteriza.

Porque eu não tenho um Astérix. Eu não tenho uma poção mágica. Eu não sou o Obélix. Eu sou eu e neste momento, estou a ser esmagada, cada vez mais, a cada dia que passa, pelo pedregulho que és tu.

Afundas-me, enterras-me cada vez mais fundo. Não és a pedra no meu sapato, és o pedragulho na minha vida. E eu quero ser como o Obélix e ter força para te erguer e para te atirar para bem longe, para depois poder continuar a caminhar, em frente, assobiando e feliz da vida.

Mas a cada dia que passa vou perdendo a esperança. A força. A vontade. A cada dia que passa quero que o pedregulho permaneça no sítio dele, em cima de mim, esmagando-me.

Cada dia que passa é mais o peso que exerces sobre mim. Dizem que fica mais fácil. Mentira.

Só fica mais difícil.

E o pior é que não me importo. O pior é que prefiro carregar este peso às costas, como o Obélix carrega o seu menir, em vez de me sentir leve.

Porque se me sentir leve, fico sem ti. E tudo é melhor que ficar sem ti.

Até ficar aqui, debaixo deste pedregulho, ou carregar com ele é melhor.

Conheces a história do Astérix e do Obélix?

É esta. É mais ou menos assim..

08
Dez13

Let go

alex

Tem sido fácil. Bloquear-te da minha mente, dos meus pensamentos. Tem sido fácil evitar pensar em ti. Recordar todo um passado e concentrar-me no presente. Tem sido fácil, durante o dia.

Ocupo a minha mente com tudo o que possas imaginar. Mas é de noite que não tenho forma de escapar aos meus pensamentos, aos meus sonhos. E é aí que me apanhas, que me encurralas, que me deixas entre a espada e a parede. Acordo a meio da noite com uma sensação no peito que não consigo descrever. É pior do que quando se fica com falta de ar. É pior do que quando se é atropelado por um camião e o nosso peito é esmagado. É pior do que qualquer outra coisa que um ser humano possa alguma vez vir a sentir na vida.

A dor de amar é a pior dor delas todas. É de noite que dói. É no escuro que choro. É nele que me refugio e que me deixo pensar em ti, sonhar contigo. Porque não tenho controlo. Não tenho controlo sobre os meus sonhos, e como tal, tu apareces em quase todos. É como se nada tivesse mudado. Estás ao pé de mim e eu quase que consigo sentir o teu toque, uma vez mais. Estás tão perto; é tão real. Sinto o teu cheiro característico, sinto a tua voz junto ao meu ouvido, sinto o calor a dançar em mim; o calor do teu toque, da tua mão na minha. Sinto o doce dos teus lábios, oiço a tua gargalhada como se a mesma viesse de mim; bem de dentro de mim. Sinto-te e amo-te, uma e outra e outra vez. É tão real que dói. Estes sonhos que me perseguem, magoam porque neles, é como se o tempo não tivesse passado, como se nada tivesse acontecido, é como se nunca tivesses deixado de me amar, como se nunca tivesses desistido. Nos meus sonhos o tempo não existe. O mundo real não existe. Existe apenas o amor, aquele que na nossa realidade se perdeu e que foi encontrar o seu lugar no único sítio que desprezo mais do que o mundo real: os meus sonhos.

Porque esses eu não controlo. Quem me dera que fosse ao contrário. Quem me dera poder dormir todas as noites sem ser assaltada por um sonho onde a tua cara é tudo o que vejo. Quem me dera que ela surgisse antes à luz do dia, quando poderia enviá-la para os cantos mais reconditos da minha mente e sorrir, orgulhosa por te deixar onde pertences: no passado.

Quem me dera que surgisses durante o dia, porque durante a noite, quando tudo é escuro, não consigo controlar o quanto te amo, o quanto dói, o quanto ainda me dói. Não consigo ignorar, não consigo fingir. No mundo real nada é real. É tudo a fingir. Mas ao menos não dói tanto como quando estou emersa no mundo dos sonhos, onde tudo é tão real que dói. Dói tanto que não sou capaz de me obrigar a abrir os olhos. Não sou capaz de te deixar ir. Porque apesar de doer, só dói quando abro os olhos e me encontro sozinha no escuro. Porque quando estou nesse mundo, nada dói. Tudo é perfeito de tão irreal que é. Mas não quero viver nesse mundo. Muito menos quero que tu lá estejas. Por isso sai. Sai, porque por muito que ame que vivas nos meus sonhos, amaria ainda mais que vivesses comigo, aqui, na realidade. E se tal não é possível, não te quero em nenhum dos dois.

Saí e não voltes. Deixa-me ter noites descansadas, iguais aos dias que passo sem pensar em ti, sem derramar lágrimas por ti, sem aquela dor imensa no peito que me impede de funcionar. Deixa-me ir. Deixa-me ser. Deixa-me amar. Deixa-me ser feliz e livre de ti, não só durante o dia, mas também, e principalmente, durante a noite.

Deixa-me ir. Mas acima de tudo, deixa-te ir e não voltes, nunca mais, para mim. Porque se não te posso ter no nosso mundo, não te quero ter no meu, onde tudo é irreal, onde tudo não passa de um sonho, do qual desperto sempre apenas para verificar que a dor ainda lá está.

 

Say goodbye | via Tumblr

23
Jul13

Love was all. Now pain is everything.

alex

O coração dói. 

A cabeça dói.

Os olhos doem.

O coração dói porque sente o vazio deixado por ti, que à medida que o tempo passa, vai-se tornando maior e maior e maior.

A cabeça dói porque pensa em ti dia e noite, noite e dia. Pensa em ti quando desperta, pensa em ti quando supostamente deveria estar a pensar no trabalho que ainda está por fazer, pensa em ti à noite, não me deixando descansar.

Os olhos doem. Não de chorar mas de tentarem chorar.

Porque por muito que o coração doa com a tua ausência, por muito que a cabeça doa com a tua presença constante, os meus olhos doem porque não conseguem exprimir a dor que o coração e a cabeça sentem.

Não choro. 

Sou uma aberração.

Foi por isso que naquela noite, quando estavas em frente à porta de saída, prestes a sair da minha vida para sempre, eu não chorei.

E foi por isso que partiste.

Porque não conseguiste ver a dor. O sofrimento que a tua saída me provocou e ainda provoca.

Falhei para contigo de várias formas.

Mostrei-te todo o meu amor, mas quando chegou a hora de mostrar toda a minha dor...não fui capaz. E tu viras-te costas com as lágrimas a escorrem-te pela face pontiaguda e nesse momento invejei-te. Odiei-te.

Não te odiei por partires ou por não ficares.

Odiei-te porque choravas como se uma parte do teu corpo te tivesse sido arrancada.

Quis tanto chorar. Contigo, para ti, para mim...Mas não chorei.

Não chorei naquela noite, não chorei na noite seguinte e até hoje não choro.

Tudo me dói.

A dor é tanta, tão forte e tão intensa, que não há lágrima possível no mundo que consiga exprimir tamanha dor.

Por isso não choro.

Limito-me a não sorrir. Limito-me a andar de pijama o dia todo, arrastando os pés descalços pelo apartamento, na esperança de que esse som substitua, de alguma forma, o som das lágrimas que não existe.

Mas dói. Oh se soubesses como dói...

Toda eu sou dor. 

Perdoa-me, mas tanta dor junta não consegue ser resumida a umas quantas lágrimas.

As lágrimas são inúteis nesta situação.

Apenas a dor não o é.

Até eu sou inútil.

Tudo o é, menos a dor.

A dor é tudo.

Neste momento, ela é tudo.

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