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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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07
Ago15

Londres: primeiras impressões

alex

Ora vos escrevo, de um lugar completamente diferente e novo para mim!

Os nervos ainda se mantém e hoje tive ali um momento em que pensei que ia desatar a chorar (perdi-me mas entretanto o amigo Google Maps ajudou-me). O facto de nas últimas três noites ter dormido um total de nove horas (ou seja, quatro na noite de terça para quarta, três na noite de quarta para quinta e ontem duas) também não ajuda e assim, o stress, os nervos e a falta de sono juntam-se todos para me porem quase K.O.

Mas tudo isto é normal. Acabo de chegar a um sítio que nunca visitei, que desconheço por completo e onde só conheço um total de duas pessoas (e apenas uma dela bem, a outra é o namorado que só conheci ontem!)

É ela que me está a dar sítio para dormir, ir à casa-de-banho, tomar banho e comida (esta só enquanto eu não vou à Tesco) e basicamente, é ela que me está a ajudar em tudo. A C. está a ser impecável....até me sinto mal, estando ela a apoiar-me tanto e eu sem muito para poder retribuir...

Mas primeiras impressões: 

-Isto é enorme, mas enorme mesmo;

-A maioria das pessoas são SUPER simpáticas, prestáveis e bem humoradas;

-Eles conduzem mesmo do lado direito da estrada, o que lixa uma pessoa quando chega aqui pela primeira vez e quer andar de autocarro;

-Está calor (hoje pensei que ia desfalecer e não, não estou a exagerar);

E pronto, basicamente é isto. Também não conheço ainda muito aqui do sítio onde estou, tendo chegado ontem às duas da matina, e a verdade é que também não venho para aqui passear - venho para encontrar um trabalho o mais rápido possível.

Continuo assustada. Continuo nervosa. Sinto que a qualquer momento, vou ser engolida por este mundo. Mas continuo determinada. Continuo com vontade de fazer isto. Continuo com esperança e bons pensamentos.

Amanhã é um novo dia minha gente e hoje, a ver se ponho os meus sonos em dia.

22
Jun15

A razão da minha ausência...

alex

Bem sei que não tenho parado muito por aqui...podia inventar muitas desculpas, mas se há lugar onde posso ser completamente honesta, esse lugar é aqui, neste blog.

Há medida que os dias passam e a data de partida se vai aproximando, parece que o meu coração sabe exactamente o que está para acontecer, mesmo que eu não pense nisso o dia todo.

Mesmo que a minha cabeça não me traia com os pensamentos normais de quem está a um passo de emigrar e começar uma nova vida num país desconhecido, o meu coração é quem me trai.

Acho que as saudades vão ser o menor dos meus males. Mas mesmo assim, o meu coração anda apertado.

E se eu não conseguir? Eu, que digo a toda a gente o quão forte sou, que tudo vai correr bem, que vai ser bom para mim...eu que nunca vacilo perante um desafio, eu com o coração de pedra.

E se eu não conseguir? 

Esta simples questão tem andado a pairar sobre mim ultimamente, tornando impossível eu escrever seja o que for, sobre o que for. Tenho muito sobre o que escrever, mas não me vejo capaz de o fazer ultimamente.

É dos nervos. Nervos que vão durar mais um mês, até à data da partida e muito provavelmente durarão depois de lá estar também.

Porque como todo o ser humano, duvido. De mim, do mundo, de tudo. E a dúvida dá lugar ao medo.

O meu coração anda a bater demasiado ultimamente. Como se estivesse a preparar-se para um corrida que eu não sei ser capaz de correr.

Até lá ainda há muita coisa para fazer. Tenho de me manter forte e focada.

Tenho de me manter positiva. Vai correr bem e o que não correr, eu vou conseguir lidar com isso.

29
Mar15

Saber esperar

alex

Nunca fui de saber esperar. Faço questão de apanhar sempre o autocarro meia hora antes, para ter a certeza que não chego atrasada. Prefiro chegar cinco minutos cedo a algum lado do que cinco minutos atrasada. 

Mas nunca fui paciente. Cansa-me esperar, acho um desperdício total de tempo. Acho que foi por isso que o Universo me deus amigos que não sabem o que é chegar a horas, seja ao que for para o que for.

Não sei quantas horas da minha vida já gastei à espera dos meus amigos quando combino alguma coisa com eles. Mas esperei sempre e quando eles chegavam, nunca os cumprimentava com uma cara de zangada - a não ser que fosse a brincar. Deixo sempre passar atrasos, mesmo que passe os minutos que espero a olhar para o telemóvel a mandar a pessoa para tudo quanto é sítio.

No entanto, há coisas e pessoas pelas quais vale a pena esperar. E é por isso que, mesmo não sendo paciente, mesmo ficando chateada ou aborrecida quando as pessoas me deixam à espera, depressa me esqueço dos minutos que passei à espera quando elas chegam.

Porque há coisas pelas quais vale a pena esperar, hoje é dia 29 de Março e eu ainda não tenho uma resposta da Universidade. E está-me a cansar, esta espera. Está-me a pôr os nervos em franja, eles não dizerem nada do outro lado. Está-me a deixar chateada eu estar a pagar a intermediários para me ajudarem e de eles estarem a fazer mal o trabalho deles.

Mas espero; só mais um minuto, só mais uma hora, só mais um dia.

Porque há coisas pelas quais vale a pena esperar.

21
Set14

Podia ser pior

alex

Hoje é daqueles dias em que só apetece ficar na cama o dia todo sem fazer nada. Sem televisão, sem telemóvel, sem computador, sem livros, sem música. Só eu, a minha almofada e o meu páreo que em dias como o de hoje, em que não está calor mas também não está frio, me serve de manta.

Porque o dia de ontem não podia ter sido pior e porque fiquei, ainda por cima, meia constipada. No entanto, senti necessidade de abrir o blog e vir aqui deixar isto registado - porquê, não sei bem ao certo. Talvez seja hábito, talvez seja uma forma de me obrigar a não ficar o dia todo na cama a ter pena de mim própria, talvez seja só porque sim.

De qualquer das formas, aqui está. 

O pior é que amanhã começa uma nova semana e os nervos começam a tomar conta de mim - os nervos, as dúvidas e o medo. Estes três nunca são uma boa combinação não é verdade? Rezem por mim se forem religiosos; façam figas se não o forem. Não faz mal não saberem ao certo para o que é, a verdade é que eu preciso de boas energias para chegar ao final desta (longa) semana que aí vem com um sorriso na cara e um telefonema que me deixará feliz (espero eu).

Coisas boas agora, só para aligeirar este post meio depressivo...o meu pequeno almoço hoje foi uma chávena de chá e bolachinhas caseiras em forma de boneco, como quando eu costumava ser pequenina e a M. fazia para nós.

Outra coisa boa...vou finalmente adquirir lentes de contacto. Não que eu não goste de usar óculos - ao fim de oito anos já estou mais que habituada e não me importo - mas é sempre muito mais prático visto que, se entretanto começar a trabalhar, os óculos não me vão ajudar muito a ser uma boa candidata para o trabalho...vai fazer sentido quando eu puder falar mais sobre isto.

Enfim, pois é, lentes de contacto e bolachas em forma de boneco são os meus highlights deste fim-de-semana desastroso.

E no entanto, a parte não negativa de mim que tem andado a ser contruída ao longo deste último ano, grita na minha cabeça:

"Podia ser pior".

E apesar de estar meia surda por causa da pequena constipação que apanhei ontem, estou a fazer de tudo para ouvir essa voz. A sério que sim, apesar deste post não ser bem um reflexo disso.

08
Jul14

Esta fraqueza não é minha

alex

Esta fraqueza não é minha. 

A súbita onde de calor que se apodera do meu corpo sem avisar. Os nervos que surgem e me deixam nervosa por aparecem assim, de surra. Os suores que me deixam as mãos escorregadias, como se tivessem sido esfregadas em manteiga. A pele pálida; branca como a lixivia que assusta qualquer um que me olhe. O bater acelerado do coração, que se fosse ouvido por um médico, iria dar-lhe a ideia de que tinha acabado de correr à volta do mundo. O arder nos olhos das lágrimas que se juntam para humedecer a minha pele; lágrimas que ardem porque não são derramadas; são engolidas.

Esta fraqueza, que aparece assim, quando eu menos espero, e que tem um nome que eu não gosto de pronunciar; de escrever, não é minha.

Não...

Eu é que sou dela.

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