Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

Something New

02
Nov19

A culpa é do meu signo

alex

Já cá faltava a gemeniana em mim a mudar o visual do blog, mais uma vez...enfim, quem me segue à algum tempo já se deve ter habituado. Acontece com alguma frequência, e também, não é para menos, pois já lá vão oito anos deste blog! 

Hoje não há desafio... o cansaço não me o permite. Não pensem que renovar o look do blog não leva tempo, paciência e energia! Gastei tudo nisso hoje. Mas amanhã é um novo dia...

12
Out19

Vou saber

alex

A última vez que votei foi antes de ter ido para Londres, há quatro anos atrás. Este ano, pude voltar a votar novamente, porque regressei.

Já lá vão quase dois meses desde que vim e não vou mentir...não está a ser fácil. Há quem diga que partir é o que custa mais, mas regressar, deixem-me que vos diga, custa tanto ou se calhar até mais. É o termos 23 anos e sentirmos-nos com 18 de novo. É não termos uma vida que é nossa, enquanto todos os que nos rodeiam a têm. Uma vida. Vidas. Empregos. Hobbies. Tempo ocupado. É sentir que voltámos à estaca zero, que toda a gente já se encontra no andar mais alto da penthouse e nós ainda nem sequer entrámos dentro do elevador. É o ter de largar o inglês. É o ter de praticar o português bonito e formal. É o ter de ir para as aulas de código com miúdos do secundário. É o ter de mandar currículos para a nossa área e não haver nem uma resposta. É a ânsia de não saber bem o que ando aqui a fazer. É o olhar à volta e ver toda a gente a fazer algo.

Mas votei. Pude votar. Pela primeira vez em quatro anos pude ir às urnas votar e exercer o meu direito. É o acordar com o sol em vez de acordar com a chuva. É o ir ao médico e dizerem-me bom dia quando entro na sala de espera. É o agarrar em mim e ir a casa dos meus avós porque sim, porque posso, porque estou perto, porque estou cá. É o chegar ao fim da noite e dar um beijo de boa noite à minha irmã, aos meus pais. É o acordar e saber, que mesmo sem saber, vou saber. Para o mês que vem, para o ano que vem.

Vou saber o que ando por aqui a fazer.

05
Ago19

Estou de férias (ou não)

alex

Estou de férias. Estou de férias como já não estava há muito tempo. O máximo tempo de férias que tive, seguidas, nos últimos cinco anos, foram duas semanas. Duas semanas aqui, depois uma semana ali, uns dias de folga pedidos com esforço para ir a um concerto ali ou tratar de umas coisas acolá, mas férias a sério, onde descanso, não faço absolutamente nada, onde não tenho de pensar no trabalho, na casa, na universidade...já não tinha há cinco anos, desde que acabei o secundário.

Como já mencionei em posts anteriores, muita coisa aconteceu este ano que não devia ter acontecido. Mas como sempre, eu não gosto de ser apanhada de surpresa pela vida (e no entanto, acontece muitas vezes) então, faço o meu melhor em tentar tomar as rédeas de uma situação ou situações que não estavam planeadas. Porque não gosto de não ter controlo sobre determinadas coisas, algo que tenho vindo a descobrir sobre mim. Gosto de conseguir controlar uma situação, mesmo quando esta se revela de forma inesperada. Sou o tipo de pessoa que não gosta necessariamente de saber o que vai acontecer, porque não gosto, mas que gosta de conseguir ter controlo sobre a situação. E com toda a merda que me aconteceu este ano, foi isso que tentei fazer. Tomar as rédeas e fazer as coisas à minha maneira, já que elas aconteceram da forma que aconteceram. Então poupei dinheiro e agora, o meu último mês em Londres vai ser para descansar, para aproveitar, para poder empacotar 4 anos de vida com calma e sem pressões, para poder ler mais, escrever mais, não sei se aqui para vocês ou se apenas para mim, mas fazer mais sem fazer nada.

Contudo, já se passaram cinco dias desde o meu último dia de trabalho e estou sem saber o que fazer de mim. A ansiedade da mudança começa a espreitar por entre as cortinas, durante a noite, e todo um mar de medos e incertezas quase me engole quando fecho os olhos à noite para dormir. Então não durmo. Fico acordada até às tantas da madrugada, a ver vídeos de remodelação de quartos, a escrever nas notas do meu telemóvel, a ouvir música. A fazer de tudo para tentar afastar a minha mente daquilo em que devia pensar mas não posso. Porque se penso, vou ser consumida por esses pensamentos. Se me deixo sentir medo, vou ser consumida por ele. Se me deixo vacilar e caio na dúvida, vou ser engolida por ela. Então tenho passado os dias a dormitar e as noites a evitar, a evitar tudo o que não devia.

Estou de férias, mas não me sinto de férias. Não sei estar de férias. Não sei o que é não ter de trabalhar, resolver um problema aqui ou concertar uma coisa ali. Não sei o que é não ter mais de vinte mensagens de vários grupos diferentes por dia, todos os dias, uns a pedir ajuda, outros a pedir justificações, outros a dar direcções. Já não sei o que é não ter de pôr despertador para acordar, porque até quando ia de férias, tinha sempre de o fazer. Ser eu é ser assim. É querer ser tudo e não ser nada. É querer fazer tudo e não fazer nada. É ter estes medos e incertezas que ninguém conhece e dar a conhecer os sorrisos e as piadas que todos conhecem de mim.

Ser eu é estar de férias mas só que não.

28
Abr19

Regressar

alex

A vida realmente ainda não tem parado de me surpreender. Toda a gente que me acompanha aqui no blog sabe que a minha jornada por estes lados nunca foi fácil e porque é que havia de começar a ser agora?

Desde o último post que o barco foi novamente abanado e eu quase cai borda fora. É difícil de escrever sobre a situação sem a explicar do principio ao fim e com todos os pormenores, mas isso é algo que não quero fazer. Quero apenas escrever este texto como forma de exteriorizar tudo o que tenho vindo a sentir nesta última semana. 

Tudo aconteceu na segunda-feira. Uma nuvem cinzenta e carregada chegou e fez das suas. O meu barco foi completamente abanado e eu quase cai à água. Chorei muito. Fiquei muito revoltada. Indignada. Senti-me traída e queria poder culpar alguém, mas não havia ninguém para culpar. A minha mente não descansou nos dias que se seguiram. Imensos pensamentos ocuparam a minha cabeça e o sono que tive foi pouco. A vontade de aqui continuar, ainda que por apenas mais 4 meses, caiu a pique. Fiquei bastante desamparada e sem saber o que fazer. Hoje, mais tranquila e já tendo aceitado a situação, escrevo este texto para não me esquecer que, mais uma vez, fui posta à prova pela vida e quase perdi. 

Mas depois de muita lágrima, muita frustração, raiva e medo da incerteza do passo seguinte a dar, peguei em mim mesma e comecei a pensar de uma forma mais positiva. Tudo acontece por uma razão e talvez isto tenha sido um mal que veio por bem. De facto, mudou um pouco os meus planos, deixou-me abalada porque envolve outras pessoas e envolve traição, falta de escrúpulos e muitas emoções negativas, mas não me posso deixar consumir por elas.

Tenho um objectivo, que é voltar para Portugal no final do mês de Agosto com algum dinheiro amealhado. E não há-de haver nada nem ninguém que me vai conseguir distrair tempo suficiente desse meu objectivo. Este há-de ser só mais um obstáculo no meu percurso e tenho de me continuar a lembrar de que, o mais importante, ainda tenho. 

De cabeça erguida, de consciência tranquila, contudo de coração pesado, vou ter de continuar este percurso, com alguns planos mudados, mas ainda com o mesmo objectivo bem claro na minha cabeça.

Regressar a casa.

21
Abr19

Devagar...

alex

As insónias continuam. Mais textos surgiram delas. Muitos deles sobre fugir, outros cheios de rancor, mágoas, até um pouco de ódio. Todos eles sentimentos muito negativos, os quais não sei se me atrevo a partilhar aqui como partilhei da última vez.

Queria muito que os meus últimos meses aqui fossem pacíficos, sem energias negativas a assombrarem-me, sem ressentimentos... mas como já estamos fartos de saber, a vida nunca toma o curso que nós queremos/planeamos. Acho que estou demasiado ansiosa para partir. Sou assim, sempre fui. Quando finalmente tomo uma decisão, quero poder pôr-la em prática na altura, já. Mas não me é possível, porque este tipo de mudanças não podem acontecer do dia para o noite. Continuo, dia após dia, a tentar manter-me positiva, calma, a tentar aproveitar o tempo que me resta por aqui...Mas trabalhar full-time num sítio onde nem sempre te tratam como deviam, consegue por vezes baixar-nos muito a moral. A semana passada fui de férias a Portugal, foi uma viagem curta de apenas 5 dias, mas foi exactamente o remédio de que estava a precisar. Ironicamente, esta semana apanhei uma valente constipação que me deixou de cama nos últimos dois dias. Hoje, já me sentindo melhor, resolvi ligar o computador e exercitar os dedos; dar uso a este teclado que tem andado coberto de pó. Como disse, fui a Portugal e foi uma surpresa...não disse a ninguém que ia e surpreendi pais e irmã e família extensa. As reacções foram de morrer a rir e ficaram gravadas. Não as partilho por razões óbvias, mas acreditem em mim quando vos digo que foram reacções muito divertidas (com lágrimas incluídas!)

Foram cinco dias apenas mas estava mesmo a precisar. Já não ia de férias desde a primeira semana de Novembro e digamos que tirei um pouco a barriga da miséria. Mas não o suficiente. Talvez seja porque fiquei doente, num estado mesmo terrível em que não consegui dormir durante a noite porque acordava encharcada de suor e com falta de ar, mas depressa se instalou novamente aquele sentimento tão meu conhecido de ansiedade, quase depressivo, digamos. A minha cabeça anda sempre longe...estou no trabalho mas a maior parte das vezes a minha mente está noutro sítio. Faço planos para a minha vida daqui a 4 meses e não presto muito atenção à minha vida agora, nem ás pessoas que fazem parte dela. Penso nas pessoas que vão estar na minha vida daqui a 4 meses e não passo muito cartão às que estão agora. Sinto-me culpada por me sentir assim, mas ao mesmo tempo sinto-me no direito de me sentir assim. É complicado. É uma luta interna diária. E às vezes a vida não facilita, as pessoas também não.

O melhor que eu tenho a fazer é não pôr tanta pressão sobre mim mesma. Não me sentir tão culpada. Não me sentir tão ansiosa e desesperada. Levar as coisas com calma. Respirar fundo várias vezes antes de dizer coisas que não deva, mas também aproveitar que já que me vou embora, posso dizer uma ou outra coisa que me anda entalada. Saber balançar mais a balança.

Devagar se vai ao longe...afinal de contas, não foi a tartaruga que acabou por ganhar a corrida contra a lebre?

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D