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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

27
Jun15

Aqueles momentos "awkward"

alex

Sejamos francos: é sempre awkward quando estamos a ver um filme ou uma série com outras pessoas e surgem cenas explicitas de sexo. A não ser que essa pessoa seja a vossa companheira/companheiro (e acho que até nessa situação pode ser desconfortável).

Ontem comecei a ver uma série por recomendação do P. e depois de almoçar, fomos para casa dele ver uns episódios. A série chama-se Sense8 e é bastante interessante - mesmo ao meu gosto, uma série de acção/thriller psicológico. Até agora estou a adorar, mas a questão não é essa.

A série contém algumas cenas bem explícitas de sexo, tanto sexo heterosexual como homosexual. Ora, eu não sou propriamente contra séries que possam conter cenas do género, até porque vi True Blood e Game Of Thrones e lá para o meio também haviam determinadas cenas dessas. No entanto, acho que é sempre diferente quando vemos esse tipo de cenas acompanhados.

O ambiente muda logo. Parece que paira no ar aquele desconforto invisível, que não se vê, mas que se sente e dá comichão. Não sabemos se havemos de ficar calados ou se devemos comentar e brincar com a situação (que foi o que nós acabámos por fazer.)

Acho que por muito confortável que seja a nossa relação com um determinado amigo ou amiga, é sempre awkward, não? E quando estamos a ver um filme ou série com os pais e essas cenas surgem então, nem se fala, meu deus! Ainda é pior!

No entanto, é uma coisa natural, o sexo. A mim não me faz confusão nenhuma ver cenas explícitas em séries ou filmes, desde que não sejam exageradas ou nojentas. Para isso existem os filmes pornográficos, que eu dispenso muito obrigada.

É verdade que na série em questão (Sense8) não faz muito sentido para o desenrolar da história em si, mas penso que é uma demonstração de uma parte das vidas de qualquer ser adulto, daí incluírem as ditas cenas na série.

Eu penso que o porquê de nos sentirmos sempre desconfortáveis ao ver esse tipo de cenas na televisão com outras pessoas ao pé de nós, é porque é um acto que, no geral, todos vemos como sendo um acto intimo entre duas pessoas. Até quando são apenas meras cenas onde se trocam carícias ou beijos, pode ser desconfortável se estivermos a vê-las com os nossos pais ou amigos. São actos que demonstram amor, por vezes luxúria, desejo e esse tipo de emoções são muito fortes.

Vimos uns quatro episódios de seguida e quando surgiam as cenas de sexo, simplesmente víamos em silêncio ou então comentávamos entre nós isto mesmo - como este tipo de situação pode ser extremamente desconfortável se estivermos com outras pessoas ao pé de nós.

Mas não deixou de ser um daqueles momentos awkward na nossa longa amizade. Para recordar (risos).

15
Mar15

O vazio em mim

alex

Ontem senti-me livre; viva. Aos saltos, a suar por tudo o que era poro, o cabelo acabado de cortar e rodeada de pessoas que conheço desde que nasci, senti.

E já não sentia à imenso tempo. Sentir, algo, fosse o que fosse. Mas acima de tudo coisas boas. Dancei uma música com ele - ele convidou e até fiquei admirada, a outra estava lá a ver tudo com olhos de lince - e naquele momento, tive um vislumbre de como a minha vida poderia ter sido se as escolhas que os outros fizeram por mim tivessem sido outras.

Ao rodopiar de mão na dele, por aquela sala fora, em conjunto com outros mas tão embebida só em nós, foi como se de um filme se tratasse e eu pudesse ver uma outra versão da minha vida - talvez melhor, ou talvez não. Mas definitivamente diferente.

Uma versão em que não passo pela vida adormecida. Onde todos os meus sentidos estão ligados, onde sinto - amor, felicidade, dor, tristeza. 

Porque não tenho sentido nada ultimamente... é como se tivesse adormecida. Ontem tive um vislumbre de como a minha vida poderia ter sido se as escolhas dos outros não tivessem tido tantas consequências sobre a minha pessoa.

E é injusto. É injusto que aquela dança tenha sida a única que partilhámos. É injusto que só ontem, rodeada daquela gente, é que consegui, pela primeira ver em quase meio ano, sentir algo, verdadeiramente.

É injusto que eu me sinta assim - ou pior, que não sinta de todo.

Pulei, dancei, brinquei, cantei e fui feliz. Ontem, durante aquelas horas, suada e com a maquilhagem a esvanecer-se devido a tanta dança, fui feliz.

Hoje, ao voltar a casa, não consegui evitar chorar em plena estação de comboio. Porque estou cansada e acho que já toda a gente está cansada de saber do quão cansada estou. Mas acho que não percebem até que nível eu estou cansada - estou cansada de não sentir.

Estou cansada deste vazio em mim. 

16
Fev15

O segredo

alex

Eu vou-vos contar o meu segredo.

Todos os dias, por volta das 15h da tarde, o Sol bate aqui à porta da loja. Mesmo quando chove, ele arranja maneira de aparecer aqui. Eu levanto-me e encosto-me à ombreira da porta. Fecho os olhos.

O Sol aquece-me o coração frio e a alma solitária. O vento fustiga-me os cabelos e traz-me o ar que parece faltar-me cada vez mais.

Fico assim, imóvel, a absorver todas as sensações sem me importar com os olhares dos estranhos que por aqui passam.

Não falo, não atrevo a abrir os olhos e durante 15, 20 minutos, sou feliz. Longe daqui, deste sítio que todos os dias parece consumir um bocado de mim. Deixo-me transportar para um lugar onde sou feliz.

O Sol acaba por se esconder. O vento acaba por ser tanto que traz consigo folhas e poeira, deixando de ser puro.

Eu volto para dentro.

E é assim que me aguento.

23
Dez14

The Best Of...

alex

2014!

Mas que ano...

E por ter sido tão grande, resolvi fazer uma espécie de Best Of 2014, desde livros, filmes, bandas, séries a momentos e pessoas.

Não sei se estou atrasada para esta festa ou não, mas como eu nunca fui de acompanhar modas, aqui está o meu Best Of 2014!

 

Comecemos por filmes:

Este ano até que vi uma quantidade aceitável de filmes, alguns deles mais do que uma vez. No entanto, aqueles que mais gostei e talvez porque foram os que vi mais recentemente (e já todos nós sabemos que a minha memória é pior que a de um peixe...) foram o Gone Girl (em português Em Parte Incerta) e o The Hunger Games Mockingjay Part 1.

                            

O livro Gone Girl também está na minha lista de bests de 2014, mas mais sobre isso depois. O filme não desiludiu e penso que tem tudo para constar na lista de nomeados ao Óscar porque realmente conta uma história espetacular, de fazer cair o queixo, com perfomances ainda mais espectaculares! Tiro o chapéu aos actores, ao David Fincher e à Gillian Flynn porque, realmente, está top!

O Hunger Games também gostei imenso e apesar de ter lido e ouvido críticas duras ao mesmo, em que diziam que este era mau, tenho a dizer que discordo. Não é o melhor deles todos (sendo esse para mim o Catching Fire) mas acho que não é assim tão mau como vi e ouvi muita pessoa dizer. O facto de o ter ido ver ao cinema e ainda por cima à borla, ajudou, não vou mentir!

 

Séries:

Mais do que as mães e quem me conhece sabe que se eu pudesse ganhar a vida a ver séries, era um dos meus trabalhos de sonho. No entanto, este ano, houve duas séries que para mim se destacaram, que eu aprovo a 100% e que devoro cada episódio a cada semana que passa.

                            

Jane The Virgin é uma comédia. Basicamente, a personagem principal, Jane, é virgem e é artificialmente inseminada por engano.

Só por aí já estão a ver não é... E depois há o Brett Dier e o Justin Baldoni que são só a cereja no topo do bolo. Vejam e depois escusam de me agradecer.

Depois temos o The 100 que não tem nada a haver com a anterior mencionada pois é uma serie de acção e ficção cientifica (e eu adoro a minha ficção cientifica, tenho de admitir.) Esta segunda temporada que estreou este ano está a deixar-me de cabelos no ar, com as emoções à flor da pele de tão boa que está a ser!

E quando for grande quero ser como a Clark.

 

Livros:

Bom...quem acompanha o blog deve saber que este ano, no que toca às leituras, a coisa andou crítica... não vou conseguir cumprir com o meu objectivo de 14 livros e penso, que em toda a minha vida, nunca li tão pouco como este ano.

Podia estar aqui a dar mil e uma desculpas para tal, mas acho que já o fiz num outro post há uns tempos atrás, por isso não vos maço.

Agora que houve dois livros que eu gostei imenso de ler este ano, esses dois foram Gone Girl de Gillian Flynn e Bel: O amor para além da morte de Care Santos.

       

 

O primeiro foi arrebatador; de ganhar um par enorme de olheiras por ficar até às tantas a ler; de bufar em frustração ao ler o último capítulo; de ficar atónita ao chegar à segunda parte do livro; de bater palmas no final de tão genial que é.

E mais não digo a não ser: se ainda não o leram, estão à espera do quê?

O de Care Santos li-o com mais calma mas com a mesma vontade. É uma leitura diferente, também dentro do género do thriller mas muito mais leve e juvenil e que nos deixa a pensar seriamente sobre a amizade, o amor, e nós próprios enquanto pessoas.

Deixo-vos uma passagem do mesmo: "Só somos realmente vulneráveis diante daqueles que nunca seremos capazes de atacar"

 

Música:

No que toca à música, 2014 foi o ano em que descobri All Time Low. Pronto, minto, eu já os conhecia mas nunca me tinha dado ao trabalho de os ir ouvir. Agora não quero outra coisa. Forever the Sickest Kids também é uma das bandas mais tocadas no meu telemóvel este ano, assim como Maroon 5 (mas isso é todos os anos) e para surpreender e deixar muita gente a pensar: esta gaja é maluca....Kpop!

 

      

Passo a explicar: a D. apresentou-me este ano a um mundo fantástico chamado Kpop. Bandas como Shinee, EXO, Girl's Generation e Super Junior fizeram parte do meu ano em termos de música. Há quem deteste e há quem adore - o que eu tenho a dizer é que quando uma coisa ou alguém é muito bom, vai sempre haver estes dois lados.

Assim como eu que tenho quem me odeie e depois quem me ame, o Kpop é igual. Mas assim como não se julga um livro pela capa, também não se julga uma banda ou um artista pelo género de música que produz.

 

Momentos:

Foram tantos que escolher só um ou dois é impossível. Mas eu tentei.

A gala de finalistas, a recessão dos diplomas do secundário, o meu primeiro trabalho, a minha tatuagem, o jantar com a C. que veio de Londres visitar, o dia em que apareci em grande destaque aqui no Sapo e recebi mais de 3.000 visualizações num dia, graças a esse destaque... e muitos outros que fariam deste post um monstro ainda maior que aquele que já vai ser.  (Sem fotos porque não estou na posse delas)

 

Pessoas:

Os meus pais e a minha irmã, sempre. A minha avó e os meus avós. A D., a M. , o P. e a C. todos eles comigo já há uns bons anos, e fazem sempre parte dos meus Best Of de tudo. As pessoas que conheci no meu primeiro trabalho que me ensinaram muito! E vocês todos, claro, que já há três anos que "gramam" comigo - o que não é nada fácil por isso, parabéns!

 

Blogs:

E para terminar em grande, deixo aqui registado que o meu blog favorito deste ano é.... (barulho de tambores!)

Bata&Batom!

Sem querer tirar mérito a todos os outros que leio e acompanho, obviamente, escolho este pelo simples facto de o ter descoberto este ano e de já ter dado umas valentes gargalhadas com o mesmo!

 A autora é genial, tenho de dizer. Visitem e depois digam-me se tenho razão ou não!

E porque este tornou-se no post mais longo à face da terra, despeço-me não antes de pedir que deixem nos comentários alguns dos vossos próprios favoritos de 2014!

 

21
Dez14

Perco-me, por vezes.

alex

Por vezes perco-me. Durante umas horas, vagueio, meia cega pelas lágrimas que ameaçam despoletar dos meus olhos.

Por vezes, perco-me. Por entre as dúvidas e incertezas; os medos e as ansiedades; as memórias e os fantasmas do passado.

Perdida, deambulo. Só. Nunca sozinha, mas sempre só.

Por vezes...perco as forças. Tenho vontade de baixar os braços e perder-me, não só às vezes, mas sempre e para sempre. Por vezes não são apenas os meus olhos que choram - é a alma também.

E quando a alma chora, sentimos que não vamos conseguir parar. Recuperar.

Encontrar-nos.

Por vezes desejamos perder-nos, às vezes. Sempre. Para sempre.

 

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