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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

21
Set15

Preparada (?)


alex

Amanhã e Quarta vou fazer overnight shifts, ou seja, vou trabalhar das 22h da noite às 07h da manhã.

Quinta-feira estou de folga mas tenho o primeiro dia de orientação da Uni.

Daqui a nove dias vamos começar a mudar-nos para a outra casa.

Ainda não tenho o meu horário da Uni completo e preciso dele desesperadamente para poder fazer as alterações necessárias para poder trabalhar as 20h por semana que estão no meu contracto.

A Uni começa daqui a duas semanas.

Amigos, me desculpem se eu andar desaparecida durante uns tempos, mas paciência e tempo para escrever vão ser coisas escassas nas semanas que se avizinham.

Mas eu estou preparada! 

Acho que ... estou preparada (?)

19
Ago15

Relatório


alex

Nunca tinha trabalhado num restaurante. O trabalho que fiz durante 6 meses em Portugal era peanuts - passava as horas naquela loja sentada a falar com as moscas.

Aqui não é assim. É um Burger Bar (é o nome do estabelecimento, yes, muito original) e o movimento é de loucos quando o relógio bate as 18.30h. Andamos de um lado para o outro a suar, stressadas, basicamente a tentar não gritar uns palavrões.

Os donos são judeus. E para quem não conhece a religião judaica muito bem (eu também ainda não conheço assim tão bem quanto isso) deixem-me que vos diga que eles são muito esquisitos.

Primeiro, os homens tratam as mulheres como se elas fossem bichos e não humanos. Ou então é só o meu patrão que trata a mulher dele assim. Depois têm a mania que sabem tudo. São esquisitos no sentido em que têm de lavar as mãos antes de comer pão, mas antes de comerem outra coisa qualquer podem ter as mãos cheias de merda que não importa.

São esquisitos no sentido em que, à Sexta reunem-se todos (como nós nos reunimos no Natal) e desligam as luzes todas, os aparelhos todos (fogões incluídos) e só podem ligar ao fim do dia seguinte - mas isto é um plus para nós que assim temos folga às sextas e sábados YURRA!

E são forretas - gorjetas quase nem as vemos.

Mas têm dinheiro a dar com pau! É vê-los a sair do restaurante em brutas BMW, carrinhas, jipes e carros desportivos. Também, não é toda a gente que vai a um restaurante de hambúrgueres e por duas pessoas é capaz de pagar para aí 65 libras por uma refeição (sim os preços ali são um absurdo).

Ao menos dão-nos comida à borla (apesar de eu ontem só ter almoçado às 16h30 da tarde e depois não ter comido mais nada até hoje, porque aquilo à noite esteve uma loucura.)

Mas pronto... conclusão:

1. Estou mais cansada do que outra altura qualquer na minha vida;

2. A cada dia que passa gosto cada vez menos de Judeus;

3. Ontem chorei pela primeira vez desde que cá estou, quando estava no Skype com a minha mãe;

4. Assim que receber o número da segurança social vou ver se consigo mas é ir para uma loja ali no centro comercial, senão, dou em doida;

5. Estou em Londres há 13 dias e ainda não vi o meu amigo Ben.

Mas tenho pessoas fantásticas do meu lado. Só isso já me faz sorrir todos os dias.

 

P.S: Este post é agendado. A esta hora devo estar no restaurante a tentar não arrancar cabelos - meus e dos outros.

11
Abr15

Desastre ambulante


alex

Querem rir um bocadinho? Imaginem isto:

Uma rapariga vai à casa-de-banho no supermercado, porque é conhecida por ter uma bexiga pequena e não consegue esperar até chegar a casa. Não tem casaco com bolsos por isso recorre ao bolso de trás das calças para guardar o telemóvel que nem um ano tem e que ela comprou a muito custo com o seu dinheiro. A rapariga esquece-se de que tem o telemóvel no bolso de trás das calças e não vai de modas - desaperta as calças e baixa-as. Não chega a meio da acção sem ouvir um "plhoc" que a sobressalta. Ela sente o telemóvel a cair-lhe do bolso ainda antes do barulho.

Quando ela se volta para trás está o telemóvel a boiar na sanita. Ela não hesita - enfia a mão lá dentro e rescua o telemóvel, obviamente aos berros:

" Não, não, oh meu deus! Não acredito que isto me aconteceu, *inserir um monte de palavrões* "

Ela deixa o telemóvel no chão, faz o serviço, limpa o temovél com papel higiénico e passa o resto do tempo a rezar para que o truque do arroz resulte.

A rapariga sou eu.

O telemóvel que caiu na sanita foi o meu.

E é por isto que eu, ultimamente, raramente saio à rua. Porque quando saio, sou um desastre ambulante. 

Acho que vou encomendar uma daquelas bolas gigantes de plástico e enfiar-me lá dentro.

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