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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

05
Ago19

Estou de férias (ou não)


alex

Estou de férias. Estou de férias como já não estava há muito tempo. O máximo tempo de férias que tive, seguidas, nos últimos cinco anos, foram duas semanas. Duas semanas aqui, depois uma semana ali, uns dias de folga pedidos com esforço para ir a um concerto ali ou tratar de umas coisas acolá, mas férias a sério, onde descanso, não faço absolutamente nada, onde não tenho de pensar no trabalho, na casa, na universidade...já não tinha há cinco anos, desde que acabei o secundário.

Como já mencionei em posts anteriores, muita coisa aconteceu este ano que não devia ter acontecido. Mas como sempre, eu não gosto de ser apanhada de surpresa pela vida (e no entanto, acontece muitas vezes) então, faço o meu melhor em tentar tomar as rédeas de uma situação ou situações que não estavam planeadas. Porque não gosto de não ter controlo sobre determinadas coisas, algo que tenho vindo a descobrir sobre mim. Gosto de conseguir controlar uma situação, mesmo quando esta se revela de forma inesperada. Sou o tipo de pessoa que não gosta necessariamente de saber o que vai acontecer, porque não gosto, mas que gosta de conseguir ter controlo sobre a situação. E com toda a merda que me aconteceu este ano, foi isso que tentei fazer. Tomar as rédeas e fazer as coisas à minha maneira, já que elas aconteceram da forma que aconteceram. Então poupei dinheiro e agora, o meu último mês em Londres vai ser para descansar, para aproveitar, para poder empacotar 4 anos de vida com calma e sem pressões, para poder ler mais, escrever mais, não sei se aqui para vocês ou se apenas para mim, mas fazer mais sem fazer nada.

Contudo, já se passaram cinco dias desde o meu último dia de trabalho e estou sem saber o que fazer de mim. A ansiedade da mudança começa a espreitar por entre as cortinas, durante a noite, e todo um mar de medos e incertezas quase me engole quando fecho os olhos à noite para dormir. Então não durmo. Fico acordada até às tantas da madrugada, a ver vídeos de remodelação de quartos, a escrever nas notas do meu telemóvel, a ouvir música. A fazer de tudo para tentar afastar a minha mente daquilo em que devia pensar mas não posso. Porque se penso, vou ser consumida por esses pensamentos. Se me deixo sentir medo, vou ser consumida por ele. Se me deixo vacilar e caio na dúvida, vou ser engolida por ela. Então tenho passado os dias a dormitar e as noites a evitar, a evitar tudo o que não devia.

Estou de férias, mas não me sinto de férias. Não sei estar de férias. Não sei o que é não ter de trabalhar, resolver um problema aqui ou concertar uma coisa ali. Não sei o que é não ter mais de vinte mensagens de vários grupos diferentes por dia, todos os dias, uns a pedir ajuda, outros a pedir justificações, outros a dar direcções. Já não sei o que é não ter de pôr despertador para acordar, porque até quando ia de férias, tinha sempre de o fazer. Ser eu é ser assim. É querer ser tudo e não ser nada. É querer fazer tudo e não fazer nada. É ter estes medos e incertezas que ninguém conhece e dar a conhecer os sorrisos e as piadas que todos conhecem de mim.

Ser eu é estar de férias mas só que não.

27
Jun19

Imploro


alex

O meu coração aperta cada vez mais dentro do meu peito a cada dia que passa. Sou incapaz de pensar seja no for. Não tenho foco. Só penso em regressar, estar perto dos meus que precisam de mim.

Não quero aproveitar nada. Só quero ir embora. Agora, já. A verdade é que a cada dia que passa não ganho nada e só perco. Estou a perder tempo com aqueles que correm contra o tempo. A idade já não perdoa e a cada dia que passa tenho pessoas que amo a piorar em termos de saúde, e eu aqui à espera do final do mês de Agosto para poder finalmente abraça-las e dizer-lhes o quanto as amo.

Detesto esta aflição em que estou a viver. Detesto não conseguir aproveitar os últimos meses que aqui tenho. Mas detesto ainda mais saber que os que mais amo escondem de mim o quão mal realmente eles estão porque querem que eu aproveite os últimos meses aqui.

Não há tempo para distracções. Não há espaço para novas relações. Não há tempo para me preocupar com coisas que não têm qualquer importância. Tudo o que importa agora é o dia 29 de Agosto chegar e eu poder ver, tocar, cheirar quem mais amo antes que seja tarde demais.

Por favor, só mais dois meses. Não me os levem de mim antes disso. Imploro. Não sei a quem, não interessa.

Mas imploro.

06
Fev18

This too shall pass


alex

Estou a atravessar uma fase complicada da minha vida. Bom, ao olhar para trás, parece que estou a passar por esta fase já lá vão quase três anos, contudo, esta fase é a mais complicada.

Complicada porque não ando triste, mas também não ando contente. Não ando a fazer nada, basicamente. Levanto-me cedo, vou trabalhar, venho para casa e não saio da cama sem ser para fazer comida ou ir à casa-de-banho. Podia chamar-lhe preguicite aguda mas acho que já passou disso. Não tenho motivação para me levantar e ir às aulas. Já só faltam 4 meses, não devia ser assim agora já quase no final. Mas se calhar é por já estar no fim que estou a sentir-me assim e a agir assim.

Parece que estou...apática. Não me importo com muito. Não me importo se como muito ou pouco, se durmo muito ou pouco, se convivo com as pessoas ou não, se vou às aulas ou não. A única coisa à qual ainda me obrigo é a ir trabalhar 5 dias por semana, mas só porque sou paga para tal e preciso do dinheiro para sobreviver. Acho que estou a entrar na fase da negação. Aquela fase em que não quero que o curso acabe mas também não quero admitir isso. Porque por um lado eu sei que não vou sentir falta nenhuma de ser estudante, se é que me posso chamar de tal. Amigos não fiz nenhuns, nunca participei muito em nada de especial que a universidade fizesse, não participei em grupos ou sociedades ou coisas que tal. Não fui nem vou chegar a ser aluna de ir para a biblioteca fazer trabalhos. Acho que devo ter entrado uma dúzia de vezes na biblioteca da universidade, e se entrei mais foi porque ia ter com a A. para virmos para casa juntas.

Não vou ter saudades de ser estudante porque sinto que já não o sou desde 2014, quando terminei o secundário. Mas enquanto tenho o titulo de tal, ainda tenho uma desculpa para ficar aqui. Para continuar num trabalho que não gosto mas que até me paga bem. Depois de terminar o curso já não vou ter razões para continuar nesta vida. E isso talvez me esteja a afectar mais do que o que estava à espera.  Não sei. Para ser sincera, escrever este texto é a primeira coisa que me apeteceu fazer desde que este ano começou. Como já disse, não tenho vontade de nada. E isso preocupa-me, porque sempre trabalhei e me movi por objectivos. Antes de vir para aqui, o objectivo era vir para aqui. Quando aqui cheguei o objectivo era ser boa aluna e terminar o curso. Não correu como eu queria e agora o objectivo é...nenhum. Não sei.

E não saber dá-me medo. Mas eu tenho medo de lidar com os meus medos então empurro tudo para bem fundo, para o mais fundo de mim possível, e espero que passe. Mas enquanto espero que passe, também a Vida me pode passar ao lado. Enfim... já não sei o que estou a escrever ou em que direcção é que este texto está a ir. Este meu conflito interno é complicado. Mas eu continuo com uma leve esperança de que também isto passará e em breve, vou encontrar um novo objectivo e deixar de ser este monstro apático que tenho sido ultimamente.

 

22
Nov17

Muito honestamente...


alex

Ponderei bastante antes de começar a escrever este texto, pela simples razão de que o que vou falar aqui hoje não é algo sobre o qual queira gritar ao mundo que aconteceu. Mas aconteceu e sinto que preciso de exteriorizar o tumulto que vai dentro de mim, causado pelos acontecimentos deste fim-de-semana.

Este sábado passado alguém entrou em nossa casa e roubou-nos alguns pertences, com pessoas cá em casa. Entraram pela janela de um dos quartos, como não sabemos bem mas as janelas desta casa são velhas e pelos vistos fáceis de arrombar. Levaram dois computadores, uns quantos colares que deviam de achar que eram de valor, e algum dinheiro. O pior disto tudo não é terem levado coisas materiais. O pior foi que duas das minhas companheiras de casa e amigas estavam aqui, simplesmente a fazer a vida delas quando isto aconteceu. Uma delas estava na cozinha a lavar loiça e a outra estava na casa-de-banho a tomar banho, daí não terem ouvido barulho nenhum. Também duvido que a pessoa que cá entrou tenha feito assim tanto barulho quanto isso. O nosso chão é todo de carpete, excepto na cozinha, o que faz com que a detecção de alguém a andar pela casa seja mais complicada. A minha amiga que estava na cozinha sentiu uma presença atrás dela a certa altura e jura que viu uma sombra passar pela cozinha, mas julgou que era a minha outra amiga que tinha acabado de tomar banho e passado para o quarto dela. Entrarem pela janela de um dos quartos e depois saíram pela porta do quarto que dá para o jardim e levaram a chave. Se levaram a chave é porque tinham intenção de voltar. E isso deixou-nos ainda mais assustadas. 

A casa onde estamos é num condomínio fechado, com câmaras de vigilância e seguranças. E mesmo assim fomos roubadas. Provavelmente, estas pessoas têm como alvo este tipo de condomínios por serem mesmo isso: fechados e com segurança significa que tem pessoas ricas a morar lá. Somos ricas pessoas mas não temos nada de muito valor a não ser aquilo que levaram, que foi os aparelhos electrónicos e umas quantas libras. Não tendo contacto directo com o senhorio, contactámos a agência a quem alugamos a casa. Eles demoraram dois dias a virem substituir a fechadura da porta para a qual eles tinham a chave. Só hoje é que veio cá um senhor arranjar a janela. Andamos pela casa de faca na mão e evitamos ficar em casa sozinhas. Eu tenho dormido uma média de quatro horas por noite. Cada vez que os meus olhos se fecham, a mesma imagem surge diante de mim: uma figura alta, toda de preto, a cara tapada por uma máscara, a avançar na minha direcção como se me fosse fazer mal.

Violaram o nosso espaço. Eu podia dizer que nunca me senti tão violada como agora, mas outras experiências da vida não me o permitem. Contudo, no que toca a isto, é a primeira vez que me sinto tão...assaltada. Literalmente. Não há outra palavra. Esta casa é mais do que uma casa. É o sítio onde passamos grande parte do nosso tempo. É o lugar para o qual voltamos depois das batalhas que travamos com o mundo cruel todos os dias. O sítio onde podemos ser nós mesmas a 100%, sem medos, sem restrições. O sítio onde podemos ter um bocadinho de sossego e onde podemos relaxar, ser felizes durante um bocado nesta vida que pode trazer muita infelicidade com ela.

Não há nada que não me tenha acontecido este ano. 2017 para mim podia acabar já aqui. Foi, sem dúvida, um dos piores anos da minha vida. Não quero continuar a acordar todos os dias neste ano que me causou tanta dor e mágoa. Estou cansada, exausta deste ano. Foi uma sorte que não aconteceu nada a ninguém - estamos todas sãs e salvas. A parte sã não tenho tanta certeza, mas enfim. Contudo isso não chega. Nunca mais vai ser a mesma coisa. Esta casa da qual gostávamos tanto nunca mais vai ser a mesma. Nós também já não vamos ser os mesmos. Pensamos sempre que nunca nos acontecerá a nós, até que acontece. Eu sou daquele tipo de pessoa que não liga as luzes de casa sem precisar. Não ligo a luz do corredor se for só ali à casa-de-banho. A luz do meu quarto raramente está acessa. Agora parece que todos os interruptores de luz da nossa casa se avariaram e as luzes têm de estar sempre acessas. Se ouvimos o vento lá fora a arrastar as folhas caídas do outono ou se ouvimos os vizinhos de cima a andar pela casa deles, a nossa mão estica para tocar no cabo da faca que temos debaixo dos nossos colchões.

Assaltaram-nos a casa, mas fizeram muito mais do que isso. Mudaram-nos. Mudaram-me.

Filhos da puta. Onde quer que estejam, quem quer que sejam, espero que o pouco de valor que levaram vos tenha ao menos dado uns trocos suficientes para não repetirem o acto assim tão cedo. Uma parte de mim é isso que deseja. A outra só deseja que morram, muito honestamente.

23
Mar17

Não escondam o medo


alex

"We are not afraid".

Circula pelas redes sociais em conjunto com a hashtag #PrayForLondon. Estava em casa ontem, perdida no meu próprio mundo, quando o meu telemóvel dá sinal de mensagem no chat do Facebook. Era a senhora dona minha mãe a perguntar se eu estava em casa e se estava bem. Achei estranho. Apesar de falarmos todos os dias pelo chat do Facebook e apesar de ela, todos os dias, me perguntar se eu estou bem, achei aquele "Estás bem?" diferente dos outros. Respondi imediatamente, pondo de lado o que estava a fazer no momento, porque senti a urgência da pergunta. Não me perguntem como. Respondi que sim, estava em casa e estava prestes a ir lavar a loiça do almoço. Perguntei porquê a pergunta feita daquela forma? E ela respondeu: "Ainda não viste as noticias? Houve um atentado no Parlamento aí."

Bom, fiquei alarmada. Pensei que alguém tinha tentado bombardear Westminster. Acedi logo ao site da BBC News, e assisti ao live que eles estavam a transmitir, em directo no local. Rapidamente me apercebi que não se tratava de uma bomba, mas sim de algo diferente, igualmente preocupante. Um individuo esfaqueou um polícia, atropelou quatro pedestres (um deles português pelo que consegui descobrir) e causou mais uns quantos feridos. Para além disto, causou o pânico, não só na zona de Westminster, mas por todo o país. Em questão de segundos, as redes sociais encheram-se de mensagens de boa fé, de revolta e de medo.

Medo. Medo esse que, por uma razão que eu entendo perfeitamente, toda a gente está a tentar esconder. Hoje, um dia depois do acontecimento, todos nós andamos pelas redes sociais a partilhar fotos e tweets a dizer "We are not afraid". Nos conhecidos "boards" do metro, onde todos os dias é escrita uma mensagem inspiradora, mensagens sobre o que aconteceu são escritas, acompanhadas pela referida frase. Mas eu acho que é tudo uma grande treta.

Eu estou com medo. Eu escolhi esta cidade para viver. Aqui vivo há já quase dois anos. Não faço tensões de me ir embora assim tão cedo quanto isso, apesar de todas as complicações que o Brexit possa vir a causar. Contudo, eu sei perfeitamente que isto é só o começo. O começo de uma jornada que, infelizmente, vai conter muitos mais destes acontecimentos e actos de terrorismo. Porque foi isso que aconteceu. Infelizmente, este país está a ficar mais fraco. O Reino Unido já não é Unido coisíssima nenhuma. Claro que o Brexit é um dos grandes culpados. Mas o pior são as pessoas. As pessoas estão, dia após dia, a esquecer-se que ao final do dia, nós somos todos seres humanos. 

Há seres humanos bons e seres humanos maus. Mas isso é em todo o lado. Só que as pessoas esquecem-se disso quando coisas destas acontecem, que geram o pânico e o medo e a aversão às pessoas que, para eles, são e serem sempre "outsiders". Emigrantes. Mesmo que esse não seja o caso, a verdade é que, isto assusta qualquer pessoa. Eu, que não estou no meu país, estou assustada. Sei lá se amanhã não se lembram de ir ali ao centro comercial onde eu trabalho, que é só o maior centro comercial de North West London, fazer algo do género ou pior?

Estas coisas fazem-nos pensar. E duvidar. E reconsiderar as nossas escolhas e o nosso futuro e o futuro do país e do mundo que habitamos. Faz-nos ter medo. Não escondam o medo que estes acontecimentos nos fazem sentir. Porque é natural termos medo. Somos apenas seres humanos. Dizer que não temos medo não vai fazer com que coisas destas não aconteçam de novo. Ter medo não é vergonha. Vergonha é não fazer nada quanto ao medo que sentimos. 

O telefone lá de casa, ontem, tocou mais vezes do que durante o ano todo quando as notícias chegaram às televisões portuguesas. Pessoas que nem sequer vejo quando vou a casa, a telefonar aos meus pais a perguntar se eu e os meus amigos estávamos bem. Felizmente, nós raramente andamos pelo centro de Londres. Mas podia ter-nos dado na cabeça lá ter ido. É só meia hora de viagem no metro. E nunca se sabe quando ou onde será o próximo.

Porque vai haver próximo, infelizmente. Não podemos mostrar medo, eles pensam. É a única forma de os vencermos. Eu cá também sou assim. Nunca mostro medo. Nunca mostro as minhas fraquezas. Porque se o inimigo sabe as nossas fraquezas, fica um passo mais perto de nos derrotar. Contudo, no que toca a estas coisas, acho impossível pedir às pessoas para se fazerem de fortes. O medo está instalado.

Agora é tentar fazer algo com ele. Não deixar que nos consuma ou impeça de continuar com as nossas vidas. Porque aí sim, caminharemos para a derrota.

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