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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

17
Jun16

Estou mesmo a precisar


alex

Parto para Portugal já esta terça-feira. Vou apanhar um voo bem cedo, e se tudo correr bem, aterro em terras lusas por volta do meio dia e meia.

Vou durante duas semanas e mal posso esperar. As coisas ultimamente têm andado complicadas no trabalho. Se dantes tinha dias bons e maus, como em tudo na vida, desde há um mês para cá que têm sido maioritariamente só dias maus naquela loja.

A situação de sermos promovidas a Sénior ainda está pendente mas já estamos a desempenhar funções do cargo desde que nos disseram que íamos ser promovidas. Sublinhando que, nunca pedimos nada a ninguém muito menos para sermos promovidas, eu e a R. já estamos um bocado cansadas e frustradas de andarmos a ser escravas daquela gente e de não recebermos mais por isso.

Porque a realidade é essa. Eu cá só fiquei contente por me irem promover porque o meu ordenado ia aumentar. Porque de resto o cargo não me traz quaisquer benefícios a não ser, se calhar, um melhoramente do meu currículo. Tirando isso, ser Sénior ou algo superior a assistente naquela loja só traz é dores de cabeça, corpo e alma.

Como se isso já não bastasse, e não andássemos nós a sentirmo-nos usadas e gozadas por aquela gente, aconteceu uma situação peculiar numa das overnights que tem levantado problemas desnecessários para toda a gente. Foi uma situação tão caricata e infantil, tão ao nível dos dramas pelos quais passávamos quando andávamos no ensino básico, que nem vale a pena gastar o meu tempo a descrever a situação.

Digo apenas que senti-me, de facto, de volta ao 8º ano enquanto que, na realidade, trabalho com pessoas mais velhas do que eu. Se a idade contasse... mas não. Parece que os adultos, por vezes, adoram regredir e comportar-se como autênticos pré-adolescentes e naquela loja, isso é o que não falta.

Com isto tudo, a minha relação e a da R. com algumas pessoas e managers daquela loja esfriou e o ambiente andou de cortar à faca durante umas semanas. Só melhorou agora mais para o fim pelo simples facto de que eu fiz muito teatro nos meus tempos de escola e comecei a agir como se já estivesse tudo bem, quando na verdade só me apetece mandá-los à merda umas quantas vezes ao dia.

Enfim... estou mesmo a necessitar de uma pausa daquela gente e daquela loja, que me anda a comer o juízo e a saúde. Mas o meu problema é que já estou confortável ali. É um local de trabalho que fica tão bem situado, a 15 minutos de casa e a 10 da uni, dentro de um centro comercial onde se tem tudo e, apesar de ter tido alguns problemas com certas pessoas na loja ultimamente, adoro a maioria do pessoal com quem trabalho.

E já é um trabalho que eu conheço, ao qual eu sou boa e do qual até gosto (às vezes).

Só espero que depois de regressar os ânimos já tenham acalmado e que, finalmente, me passem o contrato de Sénior para as mãos, para eu assinar.

Caso contrário vou ter mesmo de considerar uma mudança.... Mas até lá, vou passar duas semanas no meu país, na minha casa, com a minha família e amigos.

Planeio ir muito à praia, ver se ganho uma corzinha porque isto de viver em Londres significa virar prima afastada do fantasma Casper, comer muito, coisa que não tenho andado a fazer como deve ser, dormir muito, divertir-me muito e simplesmente relaxar.

Duas semanas de puro lazer...bem que mereço. Se vocês soubessem da missa à metade, iriam concordar comigo com toda a certeza.

05
Mai16

Está feito


alex

É uma sensação que não consigo explicar muito bem por palavras... Pensar que o meu primeiro ano de universidade já está feito.

Exame feito, trabalhos todos feitos e entregues a tempo... agora é só esperar pela palavra dos professores e ver as notas. É estranho. Agora tenho até Outubro para, simplesmente, me concentrar no trabalho e em mim e na minha vida.

O meu primeiro ano não foi nada como eu estava à espera, vou-vos confessar. Não fiz uma mão cheia de amigos, não conheci assim tantas pessoas quanto isso, não me envolvi em nada daquilo que me queria envolver e não fui uma aluna assídua. Muito disto por causa do trabalho. Ser trabalhadora estudante aqui não é fácil, ao contrário do que eu pensava.

É certo que é mais fácil do que sê-lo em Portugal, mas aqui também não é pêra doce, especialmente se trabalharem onde eu trabalho. Especialmente se forem como eu, que quer ser boa em tudo o que faz e não aceita menos do que isso. Tenho de ser boa no meu trabalho, seja esse o meu trabalho de sonho ou o meu ganha-pão. Não interessa. Tenho de ser boa senão não vale a pena fazê-lo. E isso muitas vezes chocou com o meu "eu" estudante. Foram várias as vezes em que o meu "eu" estudante e o meu "eu" trabalhadora chocaram. E tenho a dizer que o último ganhou a maior parte das vezes.

Ouvi dizer muitas vezes que não é a falta de tempo, é a falta de vontade. Mas para essas almas que me atiravam essa frase feita à cara só tenho a dizer: Vocês não sabem.

É difícil ter de ir trabalhar, por exemplo, das 13h às 22h, muitas vezes sair meia hora ou uma hora mais tarde, chegar a casa já a passar das 23h da noite e ainda ter de ir fazer coisas da universidade, quando no dia seguinte temos de nos levantar às 7h ou às 8h para ir trabalhar outra vez mais umas oito horas.

É difícil ir às aulas quando essas são no teu único dia de folga e tu estiveste a trabalhar sete ou oito dias de seguida sem descanso. 

É complicado quando tens dezanove anos e não te consegues fazer levantar da cama por causa das dores de costa que tens, de tantas caixas cheias de roupa e outras coisas que andaste a carregar no dia anterior ou pelas oito horas que passaste em pé nas caixas.

Não é fácil. E mesmo assim eu fi-lo. Acabei o meu primeiro ano de universidade apesar disto tudo. É verdade, não fui todas as semanas às aulas. É verdade que houve trabalhos que fiz à despacha e em cima do joelho. É verdade que não participei em muitas das coisas que queria participar na universidade, como por exemplo, a sociedade de jornalistas. 

Mas fi-lo. Acabei o meu primeiro ano. Não no topo, mas acabei. E agora que tenho finalmente tempo para mim, quero gozar os últimos dias dos meus dezanove anos e depois de completar os vinte daqui a 19 dias, quero aproveitar ainda mais. Quero ser jovem. Quero explorar a cidade onde vivo já lá vão 9 meses. Quero conhecer o que ainda não conheço e quem ainda não conheço.

E agora tenho tempo para começar a aprender uma lingua nova, que bem que vou precisar de sabe-la, para a aventura que vou viver em Setembro...

19
Abr16

Refresh


alex

A minha atenção tem andado desviada do blog já há bastante tempo. Não há desculpas para tal, apenas a vida. Vou trabalhar ainda mais daqui para a frente porque vou ser promovida a Sénior e ando a meios que a ser treinada para tal, de momento.

Tenho prazos da universidade para cumprir e um exame para o qual estudar. No meio disto tudo, tento ir ao ginásio e cozinhar refeições para não gastar tanto dinheiro em comida feita ao final do mês.

A vida assim se vai passando, e entretanto, já falta pouco mais de um mês para eu entrar na casa dos vinte. Estou um pouco que em negação em relação a esse acontecimento. Primeiro porque é 20. Aquele número redondo que não muda nada, mas que pronto, é diferente dos outros todos. Depois porque, nunca celebrei um aniversário longe dos meus. Não que eu dê muita importância aos aniversários, especialmente aos meus, mas é sempre de estranhar. O facto de este ano fazer anos a uma Terça-feira também não me dá muita vontade de celebrar seja o que for, verdade seja dita. Mas festejarei, que as migas com certeza que se vão encarregar de me obrigar a festejar.

Entretanto, decidi mudar o aspecto do blog, para ver se a vontade de postar mais frequentemente aparece. Bom, não é que a vontade não esteja cá, o problema é mesmo encontrar uma janela grande o suficiente para eu escrever por aqui, o que se torna difícil com tantas coisas que já tenho para escrever para outros lados.

Londres continua igual. Chuva num dia, sol no outro mas calor nem senti-lo. Muitos já andam de t-shirt e calções a apregoar que o Verão está a chegar. E eu, olhando-os com um sorriso meio triste, sentido pena destas alminhas que têm uma percepção muito triste do que é o Verão.

Coitados. E coitada de mim que agora vou também passar a ter uma percepção de Verão muito pobre. Enfim, problemas do segundo mundo, não é verdade?

Por agora vos deixo, pois tenho uma peça de teatro para ir acabar de escrever. 

Espero que gostem do refresh que o blog levou - simples e apropriado à estação (na minha opinião!)

01
Abr16

Tuga Land


alex

Foi estranho. Voltar. Regressar. Foi como se os últimos 8 meses tivessem sido um sonho e eu tivesse ficado em Portugal este tempo todo.

Foi como se, no dia 6 de Agosto de 2015 eu tivesse adormecido, sonhando com a minha vida em Londres durante 8 meses e ter acordado no passado dia 23 de Março de 2016.

Foi uma semana que passou demasiado rápido. Andei de um lado para o outro, em casa deste, em casa daquele, a comer, a falar, a rir, a comer mais um bocado... Acho que engordei uns cinco quilos nesta semana que passei em terras lusas.

É sempre bom chegar a nossa casa, passado tanto tempo, e sentir que nada mudou. Principalmente, que as pessoas que por lá ficaram, permaneceram iguais e fieis a si.

É sempre bom não ter de me preocupar em ir trabalhar oito horas e ainda ter de fazer o jantar, lavar a roupa ou arrumar a casa. É sempre bom voltar a ser apenas uma jovem de 19 anos. É sempre bom voltar a ser apenas filha, irmã, neta, sobrinha e amiga.

Porque a verdade é que aqui, na minha vida em Londres, sou mais do que isso. Por vezes, até sou demais do que isso, se é que esta frase faz sentido gramaticalmente. Aqui não sou tanto uma jovem de 19 anos, não sou tanto filha, irmã, neta, sobrinha, amiga. Aqui sou mais adulta, mais presa, mais carrancuda, mais preocupada. Mais adulta.

Foi uma semaninha que deu para matar as saudades - das pessoas, dos sítios e da comida. Mas foi curta. Queria mais e assim queriam os que lá deixei, mais uma vez.

É sempre difícil dizer adeus. Mas não custou tanto como há oito meses atrás. Talvez porque agora tenho a minha vida aqui em Londres. Tenho uma casa para onde voltar, um emprego estável, a minha segunda família... na altura não tinha nada, vinha meio que desamparada da vida. Não tinha aqui nada que me aguardasse a não ser o desconhecido.

Agora não foi bem assim. Claro que doeu, dizer adeus mais uma vez à minha família. Mas não doeu assim tanto porque daqui a três meses já os vejo outra vez e até lá, a vida encarregar-se-à de me distrair, de me trazer novos desafios e novas coisas com que ocupar a cabeça e o tempo ... até ao próximo regresso a terras lusas.

 

 

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21
Mar16

Tell the world i'm coming home


alex

Daqui a 48 horas, se tudo correr bem, estarei a aterrar em solo português.

Cada vez que penso nisso apetece-me chorar de felicidade. Este mês tem sido o mês mais dificil para mim desde que cá estou. Tenho estado doente, com febre, dores de corpo, cabeça, ouvidos, garganta, tenho trabalhado 35 horas todas as semanas e foi o mês mais atarefado na uni também.

Só me tem apetecido desistir. Largar tudo e fugir para bem longe. Tem sido o dia 23 de Março no meu calendário a dizer "GOING HOME!" que me tem dado forças. Que me tem feito levantar todos os dias de manha e sair porta fora para enfrentar mais um dia de cão. Isso e as minhas companheiras de guerra aqui em casa e na uni.

Nem me acredito. Acho que não vou dormir amanhã de tanta excitação e ansiedade. 

Vou para casa.

 

 

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