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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

16
Jan19

Eu sei que estou (muito) atrasada mas...


alex

2018 foi e 2019 veio e eu permaneci afastada do blog. Afastada da escrita no geral. Acho que ainda antes de 2018 ter terminado, escrevi tantos textos sobre o mesmo e sobre o tanto que o ano me deu que achei sem sentido escrever mais um a reflectir sobre o ano que tive. Ao longo do ano fartei-me de escrever por aqui o quão feliz fui em 2018. O peso que eu carreguei aos ombros no ano de 2017 foi-me completamente retirado de cima em 2018 e vivi um dos melhores anos desde que me mudei para Inglaterra. 

2019 vai ser diferente, em muitos aspectos. Se 2018 foi um ano de encerrar capítulos, adoptar uma nova forma de estar na vida, aproveitar a vida um bocadinho mais e não me preocupar tanto com o futuro, 2019 será diferente. Neste ano não só vou encerrar um dos maiores e mais desafiantes capítulos da minha vida, como vou iniciar um dos mais desafiantes e assustadores. Este ano há que planear, há que poupar dinheiro, há que gerir todo o meu tempo. Vou ter de fazer listas, coisa que não faço nunca, vou ter de marcar as minhas férias todas até às ultimas horas disponíveis, coisa que nunca faço pois normalmente tenho um ano inteiro para ir tirando férias aqui e ali. Contudo quero muito que este não seja um ano triste só porque tudo vai mudar na minha vida e nas vidas das pessoas com quem moro e que, de certa forma, se tornaram família para mim. Quero que seja um ano alegre e relaxado, onde aproveitamos os últimos meses como se no final de Agosto não vá tudo chegar ao fim. Quero partir com boas memórias e sem arrependimentos. Quero fazer, visitar, comer e ver tudo aquilo que ainda não pude fazer, visitar, comer e ver desde que me mudei para cá. Quero ir a mais concertos e esquecer o mundo cá fora durante umas horas. Quero passar o meu aniversário aqui, pela última vez. Acima de tudo, quero ser feliz em 2019, contra todas as dificuldades ou obstáculos que possam surgir pelo caminho. 

A data de regresso está definida. Mais do que triste ou assustada ou desiludida, estou feliz. Estou de consciência tranquila. Abandonar o nosso país nunca é uma escolha fácil, mas escolher voltar para ele também não é. Talvez até seja mais difícil. Porque é que havia de me ir embora agora, que tenho um emprego que me paga muito bem, comparado com o que poderei vir a ganhar em Portugal? Porque é que havia de me ir embora agora, que estou finalmente feliz comigo mesma? Porque é que haveria de querer voltar para casa dos meus pais com 23 anos, depois de ter vivido quatro anos sozinha?

Porque a vida é mais do que trabalho. Mais do que dinheiro. Mais do que ter de engolir um pouco o nosso orgulho ao voltar para a casa dos pais. Mais do que as vozes que me dizem, uma vez mais, que sou parva e que estou a fazer a escolha errada. Tal e qual como ouvi há quatro anos atrás.

"És doida, és parva, vais falhar, vais voltar a meio, não vais aguentar. Não gostas do teu país. Olha também, não te queremos cá." Há quatro anos atrás foi isto que ouvi.

"És parva, estás louca! Vais para o desemprego! Não vais ter futuro! Ganhas tanto dinheiro aqui, vais fazer o quê para Portugal? Vais-te arrepender! Dou-te no máximo um mês até te começares a arrepender... Vais voltar a viver com os teus pais e a tua irmã depois deste tempo todo? Não vais conseguir!" Quatro anos depois é isto que ouço.

E se há quatro anos atrás respondi a todas as críticas e palavras de desencorajamento com um sorriso na cara ao entrar no avião que me trouxe até cá, vou responder a todas as críticas de agora com o mesmo sorriso na cara e a pôr-me num avião no final do mês de Agosto para, sim!, voltar a Portugal. Para sempre, durante um mês, durante um ano, durante dois...Não sei.

Mas sei que, ao final do dia, ninguém vive a minha vida por mim e a única pessoa a quem tenho de me manter fiel até ao fim, sou eu. Até lá, há muito para fazer. Muito para viver ainda. Sete meses que quero que sejam inesquecíveis, onde nada fique por dizer ou por fazer.

E para quem ainda se encontra do outro lado do ecrã a ler os meus esporádicos textos no blog...só espero que também nunca deixem de ser fiéis a vocês próprios. Se houve algo que 2017 e 2018 me ensinaram foi que quem não deve não teme. 

Eu não tenho nada a temer. E espero que vocês também não. 

Bom ano de 2019!

28
Fev18

London I Love You, But You're Bringing Me Down


alex

Encontrei uma música que descreve exactamente os meus sentimentos em relação à cidade onde vivo. Decidi partilhar porque, por muito que eu tente explicar esta relação amor-ódio por este país, esta vida, esta cidade, ainda não consegui encontrar as palavras certas para o fazer. Esta música ajuda. Basta tirar New York e meter London.

 

                                         

 

11
Dez17

Em 2017...


alex

O ano de 2017 foi um dos piores anos da minha vida até agora. Não estou a exagerar, de todo. A quantidade de coisas que me aconteceram este ano que me deitaram totalmente abaixo, foram mais do que muitas. Consigo contar pelos dedos de uma mão as boas memórias que este ano me proporcionou. 

É que foi tudo, no geral, que correu mal. No trabalho, na universidade, nas minhas relações pessoais. Não se safou muito ou mesmo até, quase nada. Até assaltadas fomos! Honestamente, não sei o que se passou este ano. 2016 foi um ano tão bom, com os seus momentos baixos também, mas no geral foi um ano muito positivo para mim e este ano...foi completamente o oposto. Contudo, este ano foi aquele que me fez perceber muita coisa. Aprendi muito com os meus erros e com os erros dos outros. Apercebi-me de que, de um momento para o outro, tudo pode mudar e não há nada que nós possamos fazer. Tive provas de que sou muito amada e muito sortuda no que toca às pessoas que tenho na minha vida. Dizem que é nos momentos mais merda da nossa vida que nos apercebemos de quem está mesmo lá para nós. Também mudei a minha forma de pensar e de ver muitas coisas. Continuo a crescer, a aprender, a errar e como tal, a mudar. Perdi-me, durante um bocado. Andei muito perdida este ano, isso não posso negar. Acho que, sinceramente, ainda não me encontrei a 100% mas estou no caminho certo para tal, ou assim espero que seja. 

Por muito mau que este ano tenha sido, eu sei que me vou lembrar muito dele nos anos que estão para vir, porque aconteceu muita coisa que não se esquece. E uma delas aconteceu ontem. Pela primeira vez desde que me mudei para Londres, vi neve, mas neve a sério. Nada daquela coisinha pequena que houve no ano passado e há dois anos atrás, nem pensar! Ontem nevou que se fartou aqui e por um dia, em 2017, fui completamente feliz. Acordei com uma mensagem da C. a dizer que estava a nevar. Abri as cortinas do meu quarto e contemplei um mar branco por debaixo da minha janela. Calcei luvas, enfiei um gorro, calcei as botas, vesti o casaco e fui a correr para a porta que dá para o nosso jardim. Foi lindo. Durante umas horas voltei a ser criança. Brincámos na neve, fizemos um boneco de neve ao qual demos o nome de Gervásio Jones, tivemos umas quantas lutas de bola de neve e senti o coração quente, apesar do frio terrível que fazia. 

O resto do dia foi passado a ver filmes com as flatmates, a comer porcaria e simplesmente, a descansar, algo que não faço com frequência. Não pensei em nada. Não pensei na uni nem no trabalho nem em todas as coisas más que me aconteceram este ano. Ontem, durante um dia inteiro, regredi. Voltei atrás no tempo e senti-me criança; fui criança. Não fiz nada daquilo que tinha planeado fazer. Tinha roupa para por a levar, as casas-de-banho por limpar, loiça por lavar, umas quantas coisas para escrever...não fiz nada. E fui feliz.

Hoje às 6h da manhã acordei e lá fui eu para um trabalho que desprezo, trabalhar com pessoas que mal tolero. Estou cansada outra vez. Dói-me as costas das caixas que andei a carregar. Tenho cortes nas mãos das mudanças que tive de andar a fazer na loja. Acho que me está a nascer um joanete. Os meus vizinhos de cima não param de fazer obras e estou neste momento a escrever este texto com uma dor de cabeça enorme por causa do barulho que eles estão a fazer.

2017 voltou a ser uma merda hoje. Mas ao menos ontem, 2017, já valeu alguma coisa. Ao menos, no dia 10 de Dezembro de 2017, fui feliz.

 

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28
Jun17

Acaba 2017


alex

2017 não está a ser o meu ano. Acho que para o mundo em geral, 2017 está a ser uma bela merda. No entanto, a nível pessoal, este ano também não me está a dar muito. Dores de cabeça e lágrimas tem dado em demasia, aliás...

Arranjo sempre desculpas para não publicar aqui. Mas a verdade é que nos últimos tempos tenho andado a lidar com uns problemas na universidade que me têm basicamente consumido toda a força e todo o tempo que eu possa possuir. Cometi um erro num dos meus trabalhos que me vai custar caro. Acho que é seguro dizer que o meu percurso académico está manchado. E tenho andado a refazer o trabalho, o que me tem ocupado muito tempo. Na loja as coisas também não andam bem. Depois de ter transferido para uma loja mais pequena há sete meses atrás, e de pensar que as coisas iam melhorar, o contrário parece estar a acontecer. Vai piorando, e piorando e a vontade de ir trabalhar todos os dias é cada vez menor.

Tenho dado por mim a pensar, quase todos os dias, o que é que ando a fazer com a minha vida. Longe de tudo e de todos, presa a um emprego do qual não gosto e do qual não quero fazer carreira, a cometer erros estúpidos na universidade que me vão custar caro, a um ano de acabar o meu curso sem saber o que quero fazer da vida...questiono-me: o que raios ando eu a fazer aqui?

A brincar aos adultos. Foi a resposta a que cheguei ontem. Ando aqui a brincar aos adultos. Já não estou a gostar da brincadeira. Não vejo melhoras, não vejo a luz ao fundo do túnel, não consigo olhar para o futuro e imaginar algo de bom. Sinto que me estou a enterrar neste buraco de negativismo, a ter a grande crise dos vinte e sem saber o que fazer.

2017 para mim, podia acabar já que eu nem piscava os olhos.

01
Jun17

Os 21 vieram com muitos sentimentos...


alex

Já lá vai algum tempo desde a última vez que vos escrevi... A verdade é que não tenho andado com cabeça. Fui de férias para Portugal durante 10 dias mas, para ser sincera, nem souberam a férias. Enquanto lá estive, recebi notícias que me deixaram ansiosa e não me permitiram aproveitar como eu gostaria de ter aproveitado. Coisas da universidade, que ainda não estão resolvidas e que me têm tirado o sono. O que me incomoda mais é o facto de não poder fazer nada mais para além daquilo que já fiz, que foi mandar emails para todas as pessoas que me poderiam ajudar. Ninguém me responde e ninguém me parece disposto a ajudar, portanto a única coisa a fazer é esperar.

Enquanto estive em Portugal fiz os 21. Este ano celebrei com a família e deu para perceber muita coisa. Estes dias que passei lá, aliás, deram para perceber muita coisa. É uma luta constante, esta de se ser emigrante. Estou aqui e só quero estar lá. Estou lá e não consigo deixar de pensar na vida que tenho aqui. É extenuante. A grande verdade é que, completei 21 anos e a vida ainda há-de dar muitas voltas. Não pretendo ficar aqui para sempre, neste país que quer ver os emigrantes pelas costas, contudo...a minha vida está aqui agora. E vai deixar de estar, tenho a certeza, daqui a uns anos. Mas não sei se tão cedo ela vai passar a estar, de novo, em Portugal. 

É o meu país, é a minha casa, é onde vivi toda a minha vida. Nada muda. Mas tudo muda. Porque eu mudei. Porque eu ganhei outras experiências que não tinha ganho se lá tivesse ficado. Porque as minhas relações com certas pessoas mudaram. Porque as pessoas crescem e por vezes, mudam. Porque eu já não vejo o mundo e a vida como via há dois anos atrás. Como disse, a vida ainda vai dar muitas voltas, disso não tenho dúvidas. Mas não sei se é porque estou a menos de um ano de acabar o meu curso, se é porque tenho andado stressada com os problemas que me apareceram na uni ou se é por uma outra razão qualquer, a verdade é que me sinto um pouco perdida.

Perdida, ansiosa e insatisfeita. Não sei bem o que quero, não sei bem do que preciso e sinceramente...já não sei bem quem sou.

Sinto que estou prestes a entrar na segunda crise da adolescência. Apesar de já não ser adolescente coisíssima nenhuma. Uma amiga minha disse que ela ia agora entrar na "quarter-life crisis".

Eu bem que ri e disse para ela não ser tonta. Mas aquilo assentou dentro de mim e fez sentido. Já somos duas, pensei eu para mim enquanto tentava esconder este pensamento com um sorriso nos lábios.

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