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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

25
Out19

Tens de ler (pois tenho)

alex

You have to read tía, disse-me ela. 

Percorro a minha biblioteca privada, livros que outrora comprei e li. Livros que, a certa altura da vida, me fizeram sentir, sonhar e desejar ser escritora. Olho-os e ressinto-os.

Se não fossem eles não tinha ido. Tinha ficado. Se não fossem eles, tinha arranjado uma paixão diferente, tinha optado por um caminho diferente. Se não fossem eles, não estaria onde estou hoje. Rodeada de livros, rodeada de palavras, contudo, sozinha. Isolada.

Se não fossem os malditos livros, as malditas histórias, as diabólicas palavras que me puxaram e cativaram de uma forma tão forte, que me fizeram sonhar, que me deram esperanças de um dia também eu poder contar a minha história ao mundo...

Olho para eles uma vez mais. Levanto-me da cama onde durmo, onde me sento, onde como, onde me perco, onde me afundo... levanto-me e aproximo-me deles. Uns cobertos de pó, outros acabados de chegar de Inglaterra, comprados ao longo dos últimos quatro anos, muitos deles nunca abertos, nunca lidos. Olho-os a todos, percorro as letras dos títulos de alguns com o meu dedo e fixo as capas fascinantes de outros. 

Se não fossem eles não tinha sonhado. Não tinha conhecido outros mundos. Outras formas de ser, de estar, de existir. Se não fossem eles não tinha sorrido e chorado e suspirado. Não me tinha inspirado e não tinha ganho coragem. Não tinha tomado decisões arriscadas ou aprendido o que é o mundo fora do meu mundo. Não me tinha apaixonado e não tinha aprendido a amar. 

Se não fossem eles, os livros, as palavras, as histórias que li ao longo da minha vida, não teria escrito eu os meus próprios livros, as minhas histórias, as minhas palavras. Não tinha encontrado um refúgio, tão grande, que por vezes me esqueço do quão precioso ele é. Não tinha ido e tinha ficado. Não tinha aprendido e vivido e experimentado. Os meus livros. As minhas histórias.

A minha paixão, que por vezes me dá alento, abrigo e, por vezes, me dá desgosto, raiva e frustração imensa. Afinal é isto que é o gostar de ler. O gostar de escrever. É ás vezes gostar tanto, amar tanto, que por vezes odiamos. Nos afastamos. Nos ressentimos.

You have to read tía.

Pois tenho querida. Pois tenho. 

07
Jun15

Este ano, passo

alex

É com muito pesar que anuncio que, este ano, não vou à feira do livro.

Pausa para limpar as lágrimas.

É verdade. Mas a vida é feita de escolhas e há sempre algo que temos de abdicar em prol de outra coisa. Neste caso, e como nós não temos carro de quatro lugares o que obrigaria a gastar dinheiro extra nos transportes, ficou decidido que este ano não vou fazer a visita anual à feira do livro.

Andei a ver os bilhetes de avião, só por curiosidade (porque ainda não tenho 100% de certeza de nada) e os meus olhos quase que me saltaram das órbitas. Fora o custo da bagagem e outras coisas que vou ter de adquirir até lá.

Por isso, este ano não há feira do livro aqui para a vossa amiga, que precisa de poupar ao máximo e gastar só onde é realmente necessário.

Entretanto, vou vendo as fotos espealhadas pelas redes sociais e lendo os vossos testemunhos aqui pelo Sapo - não é a mesma coisa, mas graças à tecnologia, quase que consigo sentir como se tivesse ido.

Quase! 

03
Mai15

Folheei e gostei

alex

Acabei de ler um livro que mandei vir esta semana - devorei-o apesar de não ser o meu estilo - e estou apaixonada pela banda sonora do livro. Sim, este livro tem banda sonora!

É da escritora Colleen Hoover e chama-se "Maybe Someday" (eu li-o em inglês por isso não sei qual é a tradução exacta para português). O livro fala sobre música e em como a relação das duas personagens principais se constrói através dela.

Há medida que vamos avançado na história, acompanhamos as personagens na construção dessas músicas e apenas com uma app no nosso telemóvel podemos fazer scan de um código logo na primeira página que nos vai depois dar acesso às músicas todas e assim, quando elas aparecem no livro, podemos ouvi-las ao mesmo tempo que as personagens.

Acho esta ideia genial e eu que sou uma apaixonada por música e livros, não podia ter gostado mais desta inovação! Recomendo o livro para quem gosta do género romanceado e até aos que não gostam assim tanto, como eu, porque livros só de romance não são bem a minha praia mas este cativou-me do princípio ao fim, não sei se por ter esta faceta musical ou se pela história em si ou se por ambos!

Mas deixo-vos também com duas das minhas músicas favoritas desta obra e toca a fazer mais livros com bandas sonoras a acompanhar, sim escritores???

P.S: Agora preciso de recomendações de livros novos para ler, se alguém as tiver, agradeço!

 

 

 

 

23
Abr15

Em dia de comemoração

alex

Hoje celebra-se o dia de um companheiro muito importante na minha vida - o livro. Desde pequena que sou uma apaixonada por livros e histórias. Quando ainda não sabia ler, os meus pais e a minha avó faziam questão de me encher os ouvidos de histórias maravilhosas. Nunca fui muito de histórias de princesas e príncipes, mesmo em pequena. Ainda me lembro de estar na cama com a minha avó, para dormir a sesta, e de ouvir a voz dela junto a mim a contar-me a história da Carochinha e do Capuchinho Vermelho - as minhas favoritas.

Acho que ouvi essas duas histórias umas milhentas vezes durante a minha infância e nunca me cansei delas - tanto que hoje tenho uma Carochinha tatuada no calcanhar, que apesar de estar relacionada com o meu avó, está também relacionada com a minha avó por esta mesma razão.

Quando aprendi a ler não queria outra coisa. Era isso e pintar - eram a minha terapia. Ora pedia um livro novo para ler, ora pedia um livro novo para pintar - era à vez. É terapêutico e quem não gosta ou não é propriamente fã de ler, não sabe o que perde.

Ler enriquece-nos de maneiras que todo o dinheiro do mundo nunca poderá igualar. É como se de uma máquina do tempo se tratasse e nos permitisse viajar no tempo e no espaço por entre mundos que não o nosso. 

Ultimamente tenho tido fases no que toca aos livros - ora leio muito ora leio muito pouco. Tenho de admitir que nos últimos meses não tenho lido tanto quanto gostaria, mas é difícil deixar-me envolver pelos mundos de outrem quando estou tão embebida e preocupada com o meu - concentrar-me não é tarefa fácil.

Mas já estou quase a terminar o Paper Towns de John Green e já tenho mais dois em vista para ler de seguida. Contudo, e levada a procurar tal coisa pela minha mãe, hoje deixo aqui uma proposta de leitura um bocadinho diferente do normal. Conjugando-se duas das minhas paixões antigas - ler e pintar - deixo aqui alguns títulos de livros que agora, ao que parece, andam muito aí nas bocas do mundo.

Tais livros são chamados de Arte terapia, porque são livros de colorir para adultos que dizem ser muito bons para aliviar o stress e a ansiedade (e todos nós sabemos como eu sofro desses dois).

Eu quero-os todos e hoje já fui ao Continente aqui do sítio comprar uma caixa de 36 lápis de cor. Agora é só ir à Fnac e trazer para casa o meu primeiro livro de colorir para adultos. E há quem possa achar isto descabido e uma autêntica desculpa para dar umas quantas gargalhadas, mas eu cá estou toda feliz após esta descoberta.

E que melhor dia senão este, o do livro, para dar a conhecer um tipo de livro diferente?

12
Mar15

Eu até marcava na minha agenda (se a tivesse)

alex

Eu sou team Divergent all the way.

Qual 50 shades, qual Christian Grey (que desilusão, meu deus, para quem já viu o Jamie Dornan noutros papéis, este foi um fracasso, na minha opinão), qual Hunger Games (gosto, atenção) - para mim, o dia 19 de Março é que vai ser importante!

Não que eu vá ao cinema ver o filme nesse dia - mas vou com certeza noutro porque acho que vai valer a pena o meu dinheiro - mas no dia 19 de Março chega aos cinemas portugueses o segundo filme da saga de Veronica Roth!

Ora bem, eu ando há um ano para ler o segundo livro (esconde-se envergonhada) em pdf. O primeiro também o li em pdf e acabei-o em três dias. No entanto, o segundo, já só o tirei para o telemóvel e talvez tenha sido essa a razão pela qual eu acabei sempre por me esquecer dele. Contudo, e apesar de estar a meio do Paper Towns do John Green, vou fazer uma pausa para ler o Insurgent(e) antes de ir ver o filme, porque sou pessoa de ler os livros e depois ver os filmes (os Hunger Games são a excepção , só li o primeiro livro e já vi os três filmes).

Até dia 20 vou ter o Insurgent(e) lido, porque faço contas de no domingo a seguir à estreia ir ver o filme. E pelo trailer, acho que este vai ser melhor do que o primeiro - mesmo como eu gosto, cortam no romance e metem mais tiros e acção. OBRIGADA!

(Apesar de eu também não desgostar dos momentos fofinhos entre o Four e a Tris, as explosões, tiros e coisas que tal são mais a minha praia)

 

 

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