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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

24
Jan20

Alguém em casa?

alex

Janeiro parece durar o ano inteiro. Não tem fim. Tal e qual como o Inverno que eu vivo, parece que já há quatro anos constantes. Quero o sol, quero muito o sol. E o calor, que não venha do aquecedor no meu quarto, que ao rodar faz uns barulhos que ao fim de uns minutos me incomodam tanto que, acabo por o desligar. 

Mas depois vem o calor. E eu vou andar a suar e a pedir pelo frio outra vez. Janeiro parece não ter fim, mas depois vem o Fevereiro e provavelmente vou andar a queixar-me que é demasiado curto e que não tive tempo nenhum para nada. 

Quero andar motivada, mas não há motivos para isso. Quero encontrá-los mas não sei onde os ir procurar, quanto mais achar. Quero ter esperança, mas e se nunca a tive para começar?

Dizem que nada dura, tudo passa... Porque é que esta inquietação dentro de mim não é assim? Passageira? Não. Ela dura e dura e faz-me acordar todos os dias vazia.

Sou um vácuo. Aquela piada, de bater na cabeça e dizer "está alguém em casa?".

Pois. Não está cá ninguém. 

05
Jan20

Vamos lá...

alex

Novo ano. É o quinto dia de 2020. Amanhã começo um novo desafio. Quase seis meses depois de me ter demitido, cinco meses depois de ter regressado a Portugal...avanço para um novo projecto, na mesma área onde trabalhei durante quatro anos. Não na área para a qual estudei.

Mas eu acredito que a vida dá-nos aquilo que nós precisamos. E eu precisava de um emprego. Preciso. Estar parada não é para mim. Vivi um ritmo de doidos nos últimos quatro anos e já não sei viver de outra maneira. A minha avó diz que eu assim não hei-de viver muito. Mas não faz mal. Para 2020 não há planos. Quero viver um dia de cada vez e lidar com o que quer se seja que me apareça à frente (e pelas costas) de cabeça erguida, sem pensamentos negativos a pesar-me nos ombros. Este ano completarei 24 anos no dia 24. Lembro-me de quando fiz os 18 pensar que ainda faltava tanto para casar os anos. Não faço a mínima ideia de onde veio esta coisa de casar os anos, ou porque é que sequer mencionamos tal coisa como se fosse um feito. Mas a verdade é que 2020 é o ano em que farei 24 anos, e para o ano faço os 25. Dizem que a partir dos 25 é sempre a subir sem parar. E eu acredito.

Enfim, estou a divagar. 2020. Para 2020, só quero uma coisa. O meu bronzeado. Simples não é? Para 2020 só quero um pouco de cor na minha pele. E na minha vida.

Vamos lá a isto.

02
Dez19

(Não) Está frio

alex

Ao meu redor, todos se queixam do frio. E eu, com um sorriso sabedor nos lábios, já não digo que não está frio. Aceito que o frio dos outros é diferente do meu. Do que foi o meu frio durante os últimos quatro anos.

Chega o Dezembro e a minha rua cheira a lareira. É um incómodo quando estou a vir para casa e percorro a minha rua, com o cabelo acabado de lavar, para depois o mesmo ficar a cheirar a fumo. Mas é um cheiro novo, esquecido na minha mente, agora recordado e vivido quase todos os dias.

Montam-se as árvores de Natal e os presépios. O ano passado planeava o jantar de Natal da loja, este ano vou desfrutar de um jantar de Natal com amigos. Folheamos os folhetos dos supermercados e lembramos-nos de que já ninguém brinca com nenucos. Aproveitamos os descontos da Black Friday (a primeira de cinco em que não trabalhei!) e compramos as prendas que achamos e esperamos que os outros irão gostar de receber. Os fins-de-semana têm direito a castanhas assadas, e o espírito natalício espalha-se pelas divisões da casa.

Chega o Dezembro e daqui a nada, o Janeiro. Uma nova década. 2020. Números pares, os meus favoritos. 

Ao meu redor, as pessoas dizem que está frio. E eu só penso no quão bom é viver com o frio dos outros, porque se este Dezembro estivesse a viver com o meu frio, do ano passado, e do ano anterior a esse, não andava quentinha por dentro. 

Dizem que está frio. E eu sorrio e penso...Está tanto calor.

25
Nov19

Eu não me esqueço das letras

alex

Hoje trago uma música para partilhar com vocês. A Capicua é das poucas artistas portuguesas que eu escuto com atenção e frequência. Porque a sua arte fala comigo de uma forma que muitas outras não conseguem. Sendo eu tão das letras, e as letras tão minhas, tendo eu a relação que tenho com a escrita - extensa, complicada, de uma paixão que por vezes conduz ao ódio e de volta ao amor - não podia deixar de escrever um pouco sobre a música e sobre a frase que despertou em mim muitas emoções. Tristeza, revolta...mas acima de tudo esperança. 

Na escola, nunca gostei de matemática. As línguas e as letras foram sempre o meu refúgio, desde que tenho memória de ser gente. Tanto que, saí do meu país para ir estudar com mais cuidado esse mundo. Outra história essa... Mas a verdade é que, foi também durante essa altura que, não por querer mas por necessidade, me envolvi mais com o mundo dos números. O mundo dos negócios, o mundo do comércio. O mundo do trabalho. E devagar me fui apercebendo de que o mundo, apesar de não controlado por números, gira muito à volta deles.

E eu, de Escrita Criativa e Jornalismo, e eu com a minha colecção sempre crescente de livros a olhar-me de lado, deixei-me afundar nesse mundo dos números. Escrevia relatórios diários, semanais, mensais, onde tinha de justificar número X e número Y. Quantas pessoas gostaram disto, quantas compraram aquilo...Quantidade, quantidade, quantidade.

A qualidade não existe no mundo dos que jogam com números. E o amor à arte também não. Há claro que ser realista, os números precisam de nós tanto como nós precisamos deles. Mas...é um problema (não matemático) quando as coisas nas quais começamos a colocar valores, são aquelas cujo valor deveria ser indeterminável - aliás, não existir. Pior, quando a qualidade é baseada apenas em números, que ao final do dia, se eu fosse a fazer um dos meus relatórios que costumava fazer, não valem nada.

A era das tecnologias, dos Youtubers, dos influencers, dos likes...Tudo é liked. Menos o que não é. E o ser humano, no meio de tanto número, passa a ser tratado como um (número). Mas afinal, que valor tem um milhão de likes contra 100, quando o milhão é vazio de razão, paixão, amor por aquilo que se faz, respeito pelo próximo e tudo o de mais? Afinal, somos nós que atribuímos valor aos números, ou são os números que atribuem valor a nós? Ao que criamos? Ao que dizemos, ao que pensamos, ao que somos?

Somos só números? Hoje em dia eu diria que sim. Mas depois ouço músicas como a da capicua e penso... se é para sermos um número, então vamos ser mais um dos que não se deixam reger por eles. E tal pode soar hipócrita da minha parte, mas se é para ser um número, quero ser dos que não se esquecem das letras. 

Por alguma razão, nunca gostei de matemática.

"É ano após ano e os feitos são inúmeros

E eles esquecem as letras e andam só atrás dos números... Solene como a cada último mergulho

Eu rasguei a dor e o medo como papel de embrulho." - Capicua, 2019

 

23
Nov19

In my dreams

alex

Este vai ser em inglês. Sorry.

In my dreams I don't sleep. In my dreams I'm always awake. Living, breathing, alive. There is color and movement and passion in the air and I'm the one who smiles.

In my dreams I don't cry. I laugh and laugh and laugh.

So I lay down at night, and during the daytime, to sleep for as long as I can, for as only as I am asleep, am I alive.

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