Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

Something New

28
Mai15

Até mete nojo

alex

De cada vez que alguém cuspisse para o chão, devia de levar um corte na língua.

Juro que não suporto pessoas que cospem para o chão; é daquelas coisas que me faz vermelha de raiva só de pensar. Não sei explicar porquê, mas isto já é algo que vem de há muito tempo atrás.

Então não é que eu ontem estava muito bem a sair do trabalho e levo com uma escarra no sapato? Ia a cruzar a esquina e vinha um senhor já com a sua idade, a caminhar contra mim e não vai de modas - puxa da escarreta e cospe para o chão. Só que teve azar, o cuspo não caiu no chão mas antes em cheio no meu sapatinho!

Virei Hulk. Obriguei o senhor a pedir desculpa. Disse-lhe que devia ter vergonha e que os lenços não servem só para assoar o nariz. Virei-lhe costas, a fumegar pelas orelhas e a tentar não lhe chamar uns quantos nomes.

Já vinha bem humorada do trabalho (sem dúvida) e levar com uma escarreta em cima foi a cereja no topo do bolo.

Mas querem saber a melhor? Chego à paragem do autocarro, e sento-me ao pé de um jovem que eu costumava ver na minha escola - e que ainda lá anda - e não é o que gajo cospe para o chão assim que eu me sento?

Eu sei que agora há dias mundiais e nacionais para tudo mais, mas será que me escapou o facto de ontem ter sido o dia mundial da escarreta?

Oh minha gente, mas será que não entendem que cuspir para o chão é o mesmo que deixarem o cão fazer o seu cocó no passeio e não o apanharem? As pessoas pisam o vosso cuspo, se forem azaradas como a merda como eu levam com ele em cima e é nojento! É simplesmente nojento!

Eu sei que nós produzimos cerca de 1 litro de saliva por dia, MAS MESMO ASSIM, não a cuspam para o chão! Se têm problemas salivais, agarrem num lenço e façam uso dele!

Irra, que juro não haver coisa que me deixa mais irritada que isto! 

Cuspir para o chão é uma falta de educação, de higiene, DE TUDO!

PAREM. DE. CUSPIR. PARA. O. CHÃO!

Cuspam para a boca uns dos outros. Que tal, han?

15
Nov14

Só um número?

alex

Na minha "turma" de formandos somos vinte e cinco. Adivinhem quem é a mais nova?

Eu, pois claro.

As idades estão compreendidas entre os dezoito (eu) e os cinquenta (um senhor). Pelo meio existem mulheres de quarenta, trintas e poucos, e trintas. Depois existem rapazes com vinte e cinco, uma rapariga (que curiosamente tem o mesmo nome que o meu) também com vinte e cinco, rapazes com vinte e três, vinte dois e dezanove anos.

Ao longo desta semana ouvi mais do que uma vez: "Tens um ar tão angelical! És a nossa bebé! Não aprendas isto Alexandra, não cresças a ser assim!", entre outras coisas que me deixam, realmente, de nervos à flor da pele.

Não sou bebé nenhuma. Está certo que ainda não vivi nem metade do que aquela malta já viveu e que me divirto imenso a ouvir as suas histórias e bebo tudo como se de água se tratasse porque penso ser importante darmos valor a tudo aquilo que as pessoas mais velhas nos têm para ensinar, seja de bom ou de mau.

Mas não gosto de ser tratada como uma menina. Porque já não sou, efectivamente, uma menina. Sou uma mulher, com muito ainda para aprender. Mas não sou nenhuma bebé. 

Sempre vivi num ambiente em que era sempre tratada como alguém mais velho do que a minha idade. Tanto em casa como na escola e no meu grupo de amigos, sempre fui considerada uma pessoa cuja idade não fazia jus à minha pessoa e personalidade, maneira de pensar, de agir, etc.

No entanto, a verdade é que estas pessoas com quem estou agora não me conhecem de todo. Há pessoas que assim que as conhecemos se dão logo a conhecer e nós tiramos-lhe logo a pinta toda. Pessoas que falam de tudo abertamente, que não têm problema em partilhar coisas com estranhos que eu, pessoalmente, não sou capaz de partilhar até ter um certo nível de intimidade com essa pessoa.

Por isso consideram-me angelical e bebé, tímida e contida. Mas eu sou tudo menos isso. E apesar de estar a gostar de conhecer as pessoas com quem passo nove horas dentro de uma sala de formação; apesar de não me relacionar com todas mas falar com a maioria, vejo que elas me olham como se eu ainda pertencesse no berço.

E eu não gosto. Porque sempre me trataram como uma adulta mesmo quando não tinha idade para tal. Porque fui habituada a ser sempre a "mãe" do grupo.

E agora sou a bebé, o anjo. Eu sou muito boa pessoa, mas de anjo não tenho nada.

Espero, no entanto, ter oportunidade de mostrar a este pessoal que sou mais para além do número 18. Que apesar de ser esse o número de anos que tenho vividos, não sou apenas esse número e que durante esses anos já tive de agir como se tivesse muitos mais em cima.

Espero também conseguir mostrar que sou divertida, maluca, simpática e não apenas uma menina que até gosta de usar vestidos uma vez por semana (refiro isto porque ontem fui de vestido branco e deuses me ajudem se não ficou tudo "aaaaaah, tens mesmo um ar tão angelical, tão querido, de bebézinha, oiiiiiiin" - só faltou apertarem-me as bochechas), que é um pouco tímida quando fora do seu grupo de amigos e do seu ambiente, que cora quando tem de fazer perguntas à formadora ou falar para que toda a turma a oiça (odeio quando temos de nos apresentar no primeiro dia e falar de nós e da nossa vida, o-d-e-i-o).

Espero conseguir mostrar que não sou só um número.

22
Out14

Mais do mesmo

alex

Eu sei que já devem estar fartos de eu me queixar e prometo que este é o último post em que o faço, até porque isto prejudica muito a minha atitude positiva que tento a todo o custo manter...mas preciso só de dizer mais isto:

Eu até casas-de-banho não me importava de lavar, ou escadas, ou casas, ou o que fosse.

Mas até para isso preciso de experiência.

Metam a experiência num sítio que eu cá sei, para não dizer pior.

18
Out14

Continuar (como, não sei ao certo)

alex

Ontem passei o dia todo com o coração na boca. Ao final do dia só queria desatar a chorar mas engoli as lágrimas todas que queriam brotar dos meus olhos.

Como eu disse a vida não é justa. E eu que o diga. Ao fim de um mês de espera por uma oportunidade que poderia muito bem vir a ser óptima, foi tudo por água abaixo por causa...de dinheiro.

Vai sempre tudo dar à porcaria do dinheiro. Se formos a ver, são só números numa conta bancária; folhas de papel numa mão; moedas frias na outra.

Dizem que o dinheiro não compra felicidade e eu concordo - até uma certa extensão. Porque tudo o que eu quero fazer acabo por não poder por causa do dinheiro. Não pude inscrever-me no programa da Ok Estudante por causa do dinheiro; não pude ir para a faculdade aqui no nosso país por causa de dinheiro; e agora não pude começar a formação para Assistente de Terra por causa do dinheiro.

650 euros pediram-me eles que eu desse pela formação. 

E querem saber o mais engraçado nisto tudo?

É a primeira vez que estão a cobrar seja o que for por uma formação. 

Digam-me lá se isto não faz com que uma pessoa pense que o Universo está a gozar com a cara dela? É porque foi o que eu fiquei a fazer ontem a noite toda - a pensar que o Universo adora gozar com a minha cara.

Quando eu vou para fazer a formação, é quando ela se paga, quando nunca antes tinham pedido nem um cêntimo! Dá vontade de bater em alguma coisa não dá?

Ou sou eu que estou a deixar o meu velho eu vir ao de cima e estou a ser dramática e negativa? Ou tenho razões para isso?

Porque fogo, nunca nada corre bem por aqui! Disseram-me: não importa quantas vezes és deitada abaixo, tens de te levantar e continuar a lutar.

Mas eu passo a vida toda a limpar a poeira das minhas calças! Passo a vida toda a passar água oxigenada nas feridas que se abrem quando caio! Passo a vida a cair e a levantar e não me aguento em pé durante muito tempo! Eu não me importo de cair e de me voltar a levantar - só gostava de conseguir permanecer em pé durante mais tempo do que aquele que permaneço!

E agora? - perguntei-me eu e perguntaram-me outros quando ontem isto foi tudo pelo cano abaixo.

Olha agora que remédio tenho eu senão o de levantar o rabo do chão, sacudir as calças, limpar as feridas e voltar à carga?

Mas sou sincera: a força de vontade vai-se perdendo a cada queda que dou.

Qualquer dia não haverá força que me faça levantar.

Mas esse dia ainda não chegou, por incrível que pareça...

07
Out14

Há coisas que me ultrapassam #14

alex

A espessura das paredes/tecto da minha casa, é uma delas. MEU DEUS. Tenho tanto a dizer sobre um assunto que, à partida, não deveria sequer ser assunto. No entanto, passa a ser a partir do momento em que perco horas preciosas de sono por causa disto!

Gostava de saber quem fez o meu prédio - que construtora é que é responsável por estas paredes de papel que deixam tudo ser ouvido! É que só me falta haverem buracos pelas paredes fora para eu poder ver, para além de ouvir, tudo aquilo que não quero!

É crianças a chorar, pais a berrar, mães a desesperar, filhos a tocarem músicas de Natal nos seus pianos de brincar (estamos em OUTUBRO gente!), é cães que mais parecem lobos a uivar, ou a correr, ou a ladrar, ou a escavar o chão a ver se aparece algum tesouro (NÃO VAI APARECER NADA e risca o chão todo à dona). Mas isto nem é o pior. Sabem qual é o pior?

É eu ter de ouvir os meus vizinhos, nomeadamente os de cima, a partirem a cama devido a actividades extra-curriculares. Eu não sou pudica, não sou santa, não sou ingénua, não sou burra - sei o que é fazer o amor e sou a favor disso - MAS NÃO QUANDO EU ESTOU A TENTAR DORMIR! É que é todas as santas noites, valha-me os santinhos todos que possam existir! Todas as noites, há meia noite e meia, precisamente quando eu estou prestes a ir dormir, os meus vizinhos decidem fazer um pouco de exercício antes do joão pestana (e não, eles não vão correr para a passadeira que, por acaso, até têm no escritório - como já disse, estas paredes são muito finas, daí saber isto). E eles não se acanham - tenho impressão que se fosse lá a casa deles e visse o quarto do amor, a parede onde eles têm a cama encostada estará toda esmurrada.

Eu até já considerei comprar daqueles tampões para os ouvidos!

É que até já cheguei a acordar com o despertador do meu vizinho do lado - e não, não estou a inventar nada disto, acreditem!

Eu não digo que nós cá em casa sejamos calados - provavelmente o prédio todo está convencido que isto aqui é um manicómio em vez de um apartamento familiar - mas eu tolero gritos, choros, música de natal irritante, cães a uivar e despertadores que não são meus, agora ouvir os meus vizinhos de cima no bem bom?

Já é demais! 

Estas paredes são finais demais, e se há coisa que me ultrapassa, é como é que alguém é capaz de construir umas paredes tão finas como as deste prédio!

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D