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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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11
Nov19

Uma descoberta infantil

alex

Penso que todos nós temos aquele momento nas nossas vidas em que descobrimos que a magia do Natal é construída pelos adultos, pelo capitalismo e pela mentira. 

Lamento começar logo assim, de forma tão brusca, mas a verdade é esta. O Natal é, desde sempre, um feriado religioso, com história e significado para muitos. Contudo, não sei bem como, quando nem porquê, o Natal desenvolveu-se e tornou-se numa época em que nada parece importar mais do que os presentes que vamos dar - e mais ainda, os que vamos receber. É o pico do capitalismo e, admito que, nunca tinha pensado bem a fundo nisto - até trabalhar na área do retalho. 

Meu Deus. É tudo o que posso dizer, primeiramente, em relação à época do Natal no mundo do retalho, do capitalismo. Quando digo que já vi pessoas a lutarem por um bocado de tecido que custava 2 libras, não minto. Nunca ninguém acredita em mim, mas isso não faz com que não seja verdade. Claro que, para todos nós acredito eu, o Natal é muito mais do que isso. É o tempo passado em família, é os doces na mesa, os jogos de cartas e monopólio que perdemos para os nossos primos mais velhos e mais espertos ao jogo, é o calor da fogueira (se a tivermos) e o vapor das castanhas acabadas de descascar, no ar. Contudo, e não esquecendo, o Natal é muito o pico anual do capitalismo.

E acho que a maior descoberta infantil, que talvez alguns (talvez muitos) de vós partilhem comigo, é quando descobrimos que o Pai Natal não é real. MAS, e agora se calhar vou ser um pouco controversa, muitos dizem também não o ser o menino Jesus ou Deus (eu sendo uma delas). Portanto, a minha descoberta infantil não passa só por descobrir que, todos os anos, a minha avó levava os seus dois netos para um dos quartos, enquanto os nossos pais colocavam os presentes à volta da árvore, enquanto o meu pai fazia o seu "ho ho ho", o mesmo pelo qual hoje ainda é gozado (por mim) e que a mãe do meu primo tocava o sino enquanto a minha avó segurava em ambas as nossas pequenas e irrequietas mãos e dizia: Oiçam, oiçam! Chegou!!

A minha descoberta infantil passa também por descobrir que não existe um Deus. Pelo menos para mim. E cada um acredita naquilo que o valha. Religião não é algo sobre a qual eu escreva (ou fale) com frequência. Porque é um assunto muito delicado para muitos e as pessoas ofendem-se com facilidade. Eu sou da opinião que todos nós somos livres de acreditar naquilo que quisermos, em quem quisermos, incluindo sermos livres de não acreditar, ponto. Contudo, tendo crescido numa família semi-religiosa, nunca pus em causa a existência de um Deus ou de um Jesus. Até ao dia em que assim foi. Poucos dias depois do Natal em que descobri que o Pai Natal não existe. Aconteceu. E desde aí que não acredito. Não porque não quero, mas porque posso. Posso não acreditar. E posso escolher acreditar noutras coisas.

Que descoberta infantil mais adulta...

P.S. : Perdoem-me a irregularidade com que cumpro com este desafio. Mas, se há coisa na qual acredito ,é na dificuldade que eu tenho em me comprometer a sério e totalmente com algo que não os meus demónios. Os quais batalho ainda. Mas enfim, isto já são outros divagares...

14
Fev13

Novas etapas

alex

Amanhã é o jantar de despedida. Uma pessoa muito importante para mim vai partir para longe, durante 6 meses. Cresceu comigo, brincou comigo, tomou conta de mim...é verdade que, ultimamente, não temos estado tão próximos. Mas ele tem a faculdade e eu a escola e apesar de sermos sangue do mesmo sangue e de morarmos perto um do outro, os encontros para além dos aniversários e ocasiões especiais, são cada vez menos. No entanto, nada disto muda o facto de amanhã ter de me despedir do meu primo. O primeiro que tive, de quatro. É de facto, um orgulho para mim poder dizer que alguém com quem cresci, que fez e faz parte da minha vida, é tão bem sucedido e que está a trabalhar extremamente bem, naquilo que o faz mais feliz. É um orgulho poder despedir-me dele e dizer-lhe: "faz boa viagem até Londres e não te esqueças de me trazer uma lembrança e um postal!".

Contudo, é também triste. É triste porque sei que a sua ida pode ser permanente. É triste porque custa-me vê-lo partir e deixar-nos para trás. É triste, porque a vontade de poder ir também é tanta, que não cabe no meu peito. Tenho orgulho, mas admito, também tenho um bocadinho de inveja.

Lá vai ele iniciar uma nova etapa da sua vida. Entusiasmente, misteriosa, aventureira...tudo aquilo que eu desejo que a minha seja, agora. Vai passear-se pelas maravilhosas ruas de Londres, vai poder ouvir o tão meu querido sotaque britânico e falar a minha tão amada lingua inglesa.

Vai poder visitar as pequenas livrarias, ir a pub's, visitar o palácio de Buckingham, andar naqueles coches lindos e completamente saídos de um filme. Vai poder sair de casa agasalhado até às orelhas e ainda ter frio. Vai poder respirar aquele ar não tão puro, mas tão diferente deste que hoje respira. Vai poder partir em busca de novas aventuras, novas coisas, novas pessoas, novas oportunidades.

Sinto-me orgulhosa por vê-lo iniciar uma nova etapa da sua vida. Mas sinto-me invejosa porque eu continuo e continuarei aqui.

Ele disse-me: "O teu dia também há-de chegar. Não tenhas pressa!".

Pois...mas nem todos nós temos a capacidade escolar que ele tem, por muito que nos esforcemos. Nem todos nós temos a sorte de ter uns pais que nos paguem a faculdade, ou que nos paguem um programa de intercâmbio...

Sim, ainda estou longe de poder fazer tais coisas, não deveria pensar assim, porque até lá, nunca se sabe.

O problema é que eu sei. Falta um ano e meio, sensivelmente, e as coisas estão pretas. Muito pretas.

Mas há que saber ficar feliz pelos outros. E agora é altura de o fazer, por ele. Porque sempre cuidou de mim como se eu fosse irmã dele. Sempre me fez rir quando estava prestes a chorar, sempre me entreteu com truques de magia. Foi ele que me encutiu o gosto pelos livros e que me apresentou à saga que mudou a minha vida (Harry Potter). Por tudo isto e por muito mais, amanhã não vou conseguir evitar deixar escapar uma lágrima ou duas. Porque vou sentir saudades dele.

Entretanto, vou continuar por aqui, na nossa casa, sempre de braços abertos para o receber, quando e se ele resolver voltar.

27
Out12

preciso de sugestões/ajuda

alex

Isto de ser estudante é tudo muito engraçado....quando não temos aulas, testes, apresentações orais, trabalhos e educação física. Visto que eu (e toda a população escolar) tenho tudo isto e muito mais, a paciência, a insipiração e a boa disposição são coisas que não têm feito parte do dia-a-dia da minha pessoa. Daí os meus posts miseráveis, ultimamente. Mas que se lixe a escola, pelo menos durante as horas que se seguem.

Preciso de pensar no que vou vestir na quarta. Pois, ainda não vos contei...quarta tenho uma festa de Halloween, com amigos e tudo o mais. Aquilo vai ser um jantar e depois, festa até cair para o lado (talvez literalmente). Mas a regra é que precisamos de ir mascarados. Estou completamente sem ideias e sem dinheiro para ir ali aos chineses comprar um trapo qualquer de última hora. Há bocado, andei a vasculhar os guarda-roupas cá de casa e encontrei o meu fato de capuchinho vermelho, que vestia imensas vezes no carnaval quando tinha seis e sete anos. Foi a minha avó que o fez e eu adorava mascarar-me de capuchinho vermelho, era sempre o disfarce eleito todos os anos. Bom, a saia é de cintura elástica e como tal, serve-me na perfeição. Aquela, até a minha mãe podia usar. A capa está um pouco curta, mas também serve. Basta arranjar umas meias pretas de rede com padrão floral ou algo do género e combino com uma camisa branca. Perguntei à minha mãe o que achava e ela disse que era perfeito. Perguntei a ele o que achava (ele vai lá estar, em prinicipio) e ele disse que era muito infantil (que querido!). Disse-lhe que iria torná-lo mais maduro, calçando as minhas botas de salto alto e usando uma maquilhagem mais dramática, se não mesmo um pouco assustadora, só para dar mais o seu ar de fato de Halloween e não de Carnaval. A ideia continuou a não lhe agradar. Por isso agora não sei...vou de capuchinho versão mais moderna e assustadora, ou de outra coisa? Posso sempre pegar num dos lençóis velhos cá de casa e fazer-lhe dois buracos e fica o assunto arrumado. O que raio faço eu? Any suggestions?

17
Out12

que saudades!

alex

Então não é que agora o canal 11 da meo passa o Super Pai e o Anjo Selvagem (e muitas outras), uma série e uma novela pelas quais eu era loucamente apaixonada quando era cachopa? Pois é, já lá fui pôr aquilo a gravar para amanhã quando chegar a casa, me sentar no sofá com uma chávena de chá (ou café) quente na mão, a ver a "trinca-espinhas" e a fofa da Clarinha, que na altura eu dizia ser minha irmã. Coisa mais fofa! Como eu adorava a miuda! E a cadela? A minha paixão por Yorkshier Terriers vem da série Super Pai! As tardes que eu passava deitada no sofá, em casa da minha avó paterna, a devorar os episódios que ela tinha gravado nas cassetes! Que saudades desses tempos, que saudades!

 

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