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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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28
Nov16

Só faltam os progenitores!

alex

A menos de um mês do Natal, as prendas já estão pensadas e no carrinho de compras prontas a serem compradas assim que o dinheiro cair na conta esta sexta-feira (acho que o dia mais feliz e infeliz da minha vida é sempre o pay day, pois sinto-me rica e pobre tudo num só dia, mas enfim.)

Contudo, falta-me sempre prendas para duas pessoas - a mãe e o pai. Sou só eu que me encontro perante esta dificuldade todos os santos anos? Não que eu não saiba o que os meus pais gostam, o problema é que já lhes dei prendas durante tantos anos, que quantos mais anos passam, menos opções vou tendo.

Claro que depois também não ajuda o facto de eles já estarem a ficar com aquela conversa de velhotes (como eu lhe chamo) em que me dizem: "Oh filha não precisamos de nada, não te preocupes!" Ora bolas, agora que tenho um trabalho semi-estável e sou capaz de oferecer presentes aos meus com o dinheiro resultado do meu suor, sangue e lágrimas, é que eles começam com esta cantiga?

Eu sei que só o facto de ir a casa este ano é mais do que um enorme presente para eles. Mas eu gosto de lhes dar um mimo, mesmo que seja pequeno ou insignificante, adoro embrulhar os presentes para eles e pensar que estou a oferecer algo que eu comprei com o meu dinheiro às duas pessoas que sempre fizeram de tudo para me poderem dar o que eu precisei para crescer bem ao longo da minha vida.

Já procurei no Youtube, no Google, em sites, no Instagram e no Pinterest. Nada. Nenhuma ideia que me encha as medidas e que esteja dentro de um preço razoável para a minha pessoa.

Já tenho prendas para todas as outras pessoas. Para a família do Flat 1, para as amigas da Uni, para a minha pequena e até para mim mesma!

São sempre o desafio, os dois progenitores...

12
Ago14

Sim! - Ao amor

alex

Hoje, no trabalho, estávamos a falar sobre casamentos. Depois, uma das senhoras que lá trabalha que já não é nova e que é solteira, vira-se e diz:

"Eu cá não preciso de me casar para nada!"

E eu concordei com ela. Fui bombardeada com imensas perguntas sobre o assunto e isso deu ali pano para mangas. Ando a remoer nisto desde que cheguei a casa e há melhor terapia que vir aqui "vomitar" o que me vai na cabeça? Pois claro que não!

Nunca fui daquelas crianças que sonhava com o seu príncipe encantado, com o seu vestido longo e de princesa branco, com o sítio onde ia casar, etc. Não sou religiosa, apesar de ter sido baptizada (o que até hoje critico, porque como bebé não tive poder de escolha e se pudesse escolhia não ter sido) mas isso é outra história. Como não sou católica ou crente ou outra coisa qualquer, jamais me casaria pela igreja - isso é um facto adquirido desde que tenho cabeça para pensar neste tipo de coisas.

Mas o casamento não é só pela igreja ou pelo lado religioso - tem também a haver com a parte legal e também com a parte simbólica de uma relação. O grande problema da nossa espécie é que queremos sempre mais. Nunca estamos bem com nada. Se temos um rebuçado, queremos esse e mais dois. Se namoramos com um rapaz há dez anos, queremos casar com ele porque é esse o patamar seguinte a alcançar, estipulado pela sociedade há já muitos anos. Mas eu acho que, para além de o casamento ser esse último passo a dar no que toca a uma relação e ao seu estatuto, o casamento é encarado como uma prova - do quê? Não sei bem ao certo, mas isso difere de pessoa para pessoa, de relação para relação. Na maioria dos casos diz-se que é uma prova de amor - eterno, seguro e real. Noutro casos é só uma forma de provar à família ou aos amigos que conseguimos agarrar aquele pedaço de carne - aquele já é meu e de mais ninguém ahah!

Bom, eu sou daquelas pessoas com ideias muito fixas - quando meto uma coisa na cabeça, é muito complicado eu mudar de ideias. Mas isso não significa que não respeite ou até que não perceba as pessoas que defendem o casamento, que apoiam e que querem casar-se.

Só que eu não sou uma delas. Não me quero casar - nem pela igreja, nem pelo registo. E hoje disseram-me, nessa tal conversa, que sou nova demais para dizer isto com tanta veemência e que quando encontrar o homem certo, vou mudar de ideias.

E eu respondi que se algum dia mudar de ideias, vai ser por mim e nunca por um homem - elas calaram-se. Eu cá, SE me casar, vai ser porque das duas uma: ou fiquei doida ou fiquei doida. Porque desde de pequena que não tenho esse desejo e, há medida que fui crescendo, fui aprendendo que para além de ser mais uma coisa religiosa do que outra coisa qualquer, o casamento é só um nome que se passa a dar a um casal depois de eles assinarem ambos um papel e enfiarem um anel no dedo um do outro. Não me interpretem mal, se me convidarem para um casamento, eu sou capaz de aparecer no copo-de-água (mas só porque adoro comida e música e dança e conviver) - mas não me vejo de véu na cabeça, vestido branco e bouquet nas mãos.

O casamento para mim é nada mais nada menos do que uma cerimónia e um rasbicar de papeís. Se eu amo alguém com todo o meu coração, sou tão comprometida com ele sem papéis, igrejas ou lengalengas de padres como com eles. Eu acho que há muito boa gente a casar-se só porque têm metido na cabeça que é assim que deve ser - é o passo seguinte numa relação sólida, boa e duradoura. Eu não estou de acordo. Conheço pessoas que estão juntas há anos e anos e que, nem ela teve de usar um vestido branco e assinar o nome numa data de papéis, nem ele teve de comprar um diamante e assinar outro monte de papéis. São felizes, vivem juntos, partilham uma vida, uma história, têm filhos e acima de tudo, amam-se. Isto já lá vão quase vinte anos... Perguntei-lhes uma vez se sentiam falta disso: da cerimónia, do vestido, dos votos ditos perante os familiares e amigos - do casamento. E eles responderam-me que não. Ela disse-me:

"Eu posso muito bem usar um vestido branco e dizer o que digo ao X todos os dias. Se formos a ver bem, todos os dias lhe digo os meus votos para com ele." E eu não duvido. Eu só gostava de saber qual é a razão que as pessoas que não ligam nenhuma à religião, não são crentes, praticantes e etc, têm para se irem casar pela igreja.

E pergunto-me qual é a razão daquelas que não o são e se casam só pelo civil. O que é que isso acrescenta a uma relação que seja já por si só, forte, sólida e duradoura? Eu não acho que o casamento seja uma bonita e grande prova de amor ou de confiança. "Ah mas depois e se um dia já não quiseres estar com essa pessoa? É só acordares, dizeres que queres acabar tudo e sais porta fora"

Se a relação for de amor, confiança e respeito, não é isso que acontece. E hoje em dia existe, vejam vocês bem, O DIVÓRCIO! Pois é! Está bem que demora mais tempo e implica uma série de outras coisas, mas eu penso que uma pessoa casada pode muito bem acordar um dia, decidir que não quer mais estar com aquela pessoa e sair porta fora - tal e qual como como uma pessoa que não esteja casada.

Funciona tudo à base da confiança e do respeito - para mim. Eu se respeito o meu parceiro, não vou simplesmente acordar um dia e sair de casa a dizer que já não quero mais nada com ele - OLHA E JÁ AGORA ATURA TU OS MIÚDOS, TAMBÉM ESTOU FARTA DELES! Não é assim... se eu tenho respeito pela pessoa que sempre esteve ao meu lado, falo com ela sobre o assunto, discutimo-lo como dois adultos e com o devido tempo e com as respectivas medidas, lá nos separamos. É como um divórcio mas sem dinheiros de rio a saírem do bolso e canetas a serem gastas.

Por isso, volto a dizer, o casamento para mim como símbolo de união, prova de amor, passo seguinte a dar, tradição, não faz sentido. Eu não preciso de ter o meu nome rubricado ao lado do do meu amado para lhe provar que o amo - há mil e uma outras coisas que posso fazer para o provar. Eu não preciso de ter um anel no dedo e de fazê-lo usar um também só para poder tirá-lo do mercado e dizer às outras mulheres todas: "ESTE É MEU, NÃO TOCA!" e não preciso de um estatuto atribuído para ter confiança na pessoa com quem estou - "ai meu deus, será que ele, homem casado anda a trair a mulher? QUE ESCÂNDALO!". Casados ou não, há sempre quem traia - é preciso é ter confiança na pessoa e amá-la o suficiente para saber que com ou sem anel, ela não vai trair. (Se trair, o mais certo é que também o fizesse se fossem casados, portanto...)

É por isso que não me quero casar. O casamento para mim é só um monte de tradições, rótulos e estereótipos todos acumulados num, ao qual abanamos a cabeça e dizemos que sim só porque achamos que é o próximo passo ou a última coisa a fazer depois de estarmos numa relação amorosa já há algum tempo.

Mas deixem-me fazer aqui esta pergunta: E se não houver próximo passo ou última coisa? E se, pura e simplesmente, duas pessoas que se amam muito, se respeitam, que confiam uma na outra e partilham as suas vidas, não se casarem? Vão deixar de o fazer porque não se casaram?

E se essas mesmas pessoas casarem? Vão deixar de se amar, de se respeitar, de confiar e partilhar as suas vidas uma com a outra?

Sim, pode acontecer, tanto num caso como no outro. Porque não é o casamento que muda alguma coisa - são as pessoas que mudam, quer estejam casadas ou não. A vida muda, as circunstâncias mudam e quer estejam unidos pela igreja, pelo civil ou por união de facto, a verdade é que o amor é incerto. E não é o casar ou o não casar que vai mudar isso... - outra vez digo: DIVÓRCIO.

Eu não preciso de um homem que se ajoelhe e me pergunte se eu quero casar com ele.

Eu não preciso de um vestido branco, um padre ou um altar. Não preciso de um anel, do meu nome e do dele num pedaço de papel. Só preciso de um homem que me ame, me respeite e me faça feliz para o resto da vida.

Não preciso de ser/estar casada para ter isso.

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