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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

28
Jul15

Os sisos deixam-me sisuda

alex

Alguém que me explique o porquê de nos nascerem os dentes do siso. Alguém, por favor, me faça entender a finalidade desses dentes. Os outros todos ainda percebo, são essenciais para a malta mastigar a comida e não parecer uma velhinha desdentada - mas os do siso?

Só servem para dar chatices! 

Aqui há uns tempos comecei a sentir o bastardo a nascer-me do lado esquerdo, em baixo e toda eu virei vermelha de raiva porque já sabia o que ai vinha. Eu não tenho os dentes tortos, mas também não são os mais direitinhos que para aí andam e, há dois anos atrás (a última vez que fui ao dentista) a doutora disse-me que eu devia de usar aparelho só para corrigir umas coisinhas aqui e ali e também porque, quando os dentes do siso começassem a nascer, ia ser doloroso porque eu não tenho espaço para eles.

Mas aqui a vossa amiga na altura ainda não tinha descoberto a receita para cagar dinheiro e actualmente, ainda menos. Por isso o aparelho foi posto de lado e prometi a mim mesma que quando ficasse rica, usava aqueles invisíveis e pronto.

Mas eu ainda não sou rica e agora a porcaria do dente está a querer crescer mas, como não tem espaço, resolve manifestar-se e dá-me umas dores que quando como pareço uma deficiente, a mastigar só para o lado direito. 

Agora lá vou eu ter de ir ao dentista amanhã ver o que se pode fazer com isto - se é coisa para arrancar (o que me vai fazer gastar uma pipa, já estou mesmo a ver...) ou se é coisa que se resolva com anti-inflamatórios.

Dentes do siso = inúteis, dolorosos e dispendiosos. 

28
Dez13

Isto sou eu

alex

Há quem seja inseguro. Há quem tenha inseguranças. Há quem duvide de si. Há quem seja pessimista. Há quem não acredite na sua força, nas suas capacidades. Há quem desespere facilmente. Há quem diga com um sorriso triste no rosto: "Eu tento e não deixo de tentar, mas no fundo sei que não me vale de nada. No entanto não consigo parar de tentar porque se há algo em mim que teima em não morrer é a esperança. Tudo me morre, menos isso. Inacreditável, eu sei."

E depois existo eu. Eu que sou tudo isto referido acima e muito mais. Eu que digo aquelas palavras escritas acima, umas vezes em voz alta para os outros, mas na maior parte, em voz silenciosa, para mim.

Lido com muitas inseguranças. Mais do que aquelas que possam imaginar. Não acredito quando me dizem que sou boa. Quando me dizem que consigo se quiser, basta querer, "Querer é poder Alexandra", fartou-se de me dizer a minha professora de história ao longo de dois anos.

"Oh." É a minha resposta, acompanhada de um encolher suave de ombros. Não acredito quando me dizem que tenho capacidade para fazer o que quero, para conseguir concretizar os meus sonhos. Não acredito quando me dizem que o meu futuro vai ser bom, brilhante, porque assim o sou. Brilhante. Sou tão brilhante que o meu brilho me impede de ver o quão brilhante sou. É o que digo a mim mesma num tom irónico, desfazendo-me depois em gargalhadas despojadas de alegria. Brilhante. Pois, deve ser.

Tenho fé, já o disse aqui. Tenho fé nos que amo, tenho fé no mundo que algum dia há-de endireitar-se (espero é que seja antes de ser destruido pelo nosso companheiro Sol), tenho fé; a sério que tenho. Falta-me é ter fé em mim. Em mim não tenho eu fé. E não me perguntem porquê, porque nem eu própria sei.

Eu finjo muito. Sou uma bela de uma boa mentirosa. Sou tão boa mentirosa que me minto a mim própria constantemente, convencendo-me de que tudo vai ficar bem, de que eu sou capaz se simplesmente continuar a lutar, continuar a insistir. Mas há dias, dias como o de hoje, em que me canso de mentir. Canso-me sabem? Canso-me, enfim, tenho dias assim e aposto que não sou a única.

Depois odeio-me por ser assim. Porque há outros tantos lá fora que estão em piores situações que a minha e que acreditam neles, que têm fé, que continuam e persistem e não tiram um dia para si, para se sentirem mal, para se vitimizarem como eu estou a fazer agora.

Porque é isso que estou a fazer. E odeio-me por estar a fazê-lo. Mas sinto necessidade de o fazer, porque senão rebento. Eu sou assim. Finjo muito, minto muito, sorrio muito, luto muito, encho-me de esperanças, faço filmes na minha cabeça, desenho objetivos, traço caminhos e depois...cai-me tudo por terra. E eu rebento. 

Não acredito. Nunca acreditei. E odeio-me por isso, porque se há luta que travo todos os dias e se há luta que mais me custa travar é esta: a que travo para acreditar em mim.

É uma luta sem fim, mas que no fim, perco sempre. 

Eu perco sempre e é por isso que não acredito percebem? Mas se há algo pior do que lutar, para mim, é desistir. E por isso continuo nisto, a lutar uma luta que jamais ganharei, sem ter força para a ganhar mas sem forças para desistir. 

Existem pessoas persistentes e depois existo eu. Isto não é persistência. Isto é casmurrice e burrice tudo junto. 

Isto sou eu.

12
Dez13

Há coisas que me ultrapassam #4

alex

Não consigo perceber. Não me entra na cabeça. Não entendo. Não consigo compreender o que é que as pessoas ganham em prejudicar os outros. Em troçar deles. O que raio é que ganham!? Aumenta-vos o ego? Ficam mais humanas por isso, mais superiores? Faz-vos sentir importantes, fazerem os outros sentirem-se pequenos e inferiores? Expliquem qual é a satisfação que tiram de sabotar os outros, de se rirem na cara deles, do esforço deles, do trabalho deles? Alguém que me explique porque eu não compreendo e há anos que faço por entender.

Não suporto aquelas pessoas. Desprezo-as. São baixas, sem princípios, sem rumo de vida, sem objetivos, sem um pingo de consciência na puta das cabeças. São nojentas. Trazem ao de cima sentimentos em mim que não quero despertar. Fazem-me sentir ódio, o sentimento que mais desprezo. Mas é a isto que me fazem chegar; é este o extremo que atinjo. Rirem-se na cara dos que se esforçam? Impedir que estes sejam avaliados, sabotar o trabalho deles? O que tiram disso? Digam-me caraças! Se há algo que não admito, não suporto, é faltas de respeito. Se querem ser respeitados, eu respeito, mas só exijo em retorno que me respeitem também! Posso não ser a maior fã de A ou B, mas tenho a consciência de o saber respeitar, de não me rir dos seus falhanços, de não sabotar o seu trabalho. Fico no meu canto se assim tiver de ser e só peço que quando sou eu, façam o mesmo. Para quê rir, gozar, enxovalhar, fazer a outra pessoa sentir-se um completo falhanço? Já não têm a vitória deles, já não fizeram bem o seu trabalho e já não foram avaliados? Então porquê negar aos outros esse mesmo direito? Não suporto, não consigo viver com injustiças, com faltas de respeito, muito menos vindas de pessoas que já deviam ter idade para ter juízo! Mas que mundo é este agora em que vivemos, no qual o próprio professor goza descaradamente com os alunos em vez de os corrigir, de os ajudar, de os guiar? Que mundo é este em que até os adultos se comportam todos como um bando de adolescentes sem cabeça nenhuma? 

Fico parva com isto, juro. De pessoas como elas ainda compreendo, agora vindo de uma pessoa que era suposto ajudar e corrigir os alunos, de forma a estes poderem ter um desempenho melhor? Fico parva e fico cega; cega de raiva. Só eu sei o quanto isto mexe comigo, só eu sei os fantasmas que estas situações trazem ao de cima, só eu sei o quanto tento não ser aquela menina indefesa de há 7 anos que ouvia e calava, só eu sei como me custou hoje virar costas e sair daquela aula sem autorização da professora, só eu sei o quanto me custou conter as lágrimas de raiva e o quanto me custou não voltar atrás e ensinar uma lição aquela gente.

Só eu sei.

Há coisas que me ultrapassam, realmente. Pessoas más, venenosas, oportunistas, que fazem tudo para ver os outros falhar só para elas poderem brilhar, que mandam pedras de forma a poderem ter a satisfação de partir os telhados de vidro dos outros, pessoas más, más, tão más que metem dó. A existência de pessoas assim é só mais uma coisa que me ultrapassa num mar de muitas outras.

28
Nov13

Há coisas que me ultrapassam #3

alex

Se há algo que me irrita é as pessoas estarem sempre à espera que seja sempre eu a fazer tudo.

E irrita-me ainda mais quando lhes digo que não posso porque tenho outras responsabilidades e elas ficam ofendidas.

Hão-de me dizer quem é que faz sempre a merda dos trabalhos em power point, TODAS AS VEZES QUE EXISTEM TRABALHOS EM POWER POINT PARA FAZER!? QUEM É!? EU, POIS CLARO!

E a primeira vez que digo que não posso, sentem-se ofendidas.

Opá enfiem a vossa cara de ofendidas num sítio que eu cá sei!

Mas o problema sou eu, eu é que habituo mal as pessoas.

Mas se é um trabalho de grupo e temos todos de fazer a nossa parte e eu fiz a minha, porque é que sou sempre eu que tenho de ficar com a parte extra? É certo que não me importo de trabalhar com Power Point, até gosto, mas se desta (única) vez eu recusei foi porque tinha fortes razões para isso. 

A vocês só vos cabia decidir quem é que desta vez poderia tomar em mãos a tarefa extra, já que sou sempre eu a voluntária (obrigada, porque se não for eu ninguém faz).

Como se costuma dizer...Dá-se a mão, querem logo o braço todo!

Raios partam!

27
Nov13

Não quero.

alex

Há dias em que não tenho forças.

Ou porque me esqueço de comer os espinafres que roubo ao Popeye, ou porque estou cansada, ou porque pura e simplesmente... não quero.

Não quero ter de carregar com meio mundo às costas.

Não quero ter de chegar a casa depois das aulas e ter de estudar 100 páginas para um teste no qual depois tiro um misero 14.

Não quero ter de, depois de já estar em casa de pijama, sair à rua com o frio que agora se faz sentir, para ir buscar a minha irmã.

Não quero ter de chegar a casa congelada e ir dar-lhe banho, enquanto ponho o jantar a fazer e ao mesmo tempo, ponho a mesa.

Não quero ter de me sentar à mesa de jantar e fingir que estou bem.

Não quero ouvir os protestos incessantes do meu pai, que já só sabe dizer que vai matar o Passos Coelho.

Não quero chorar todas as noites antes de adormecer, seja sozinha ou contigo ao telefone.

Já não quero esta vida.

Todos os dias é isto. Não quero esta vida.

Alguém que a tire de mim, antes que ela me esgote, por completo.

Alguém que a leve, que a chute para bem longe, que a enterre, que faça o que bem entender.

Mas não me obriguem a repetir tudo isto outra vez amanhã e depois de amanhã e depois.

Há dias em que não tenho forças.

Mas é nesses dias em que a vontade de as ter escasseia.

Não quero.

Uns têm as costas largas. Eu cá tenho os ombros pesados. Carrego meio mundo em cima deles e nunca me queixo, nunca.

Porque acima de mim estão os que eu amo.

Mas há dias em que não quero que seja assim.

Mas lá está...falta-me a força para querer.

E por isso não quero.

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