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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

15
Mar14

É assim...

alex

Esta semana foi complicada. Muito mesmo. Muita coisa para fazer, tudo ao mesmo tempo e fazê-lo com um coração partido, tornou tudo muito mais difícil. E sinceramente tirou-me a vontade de escrever. Um dia, um acontecimento, pode muito bem lixar a nossa semana. 

Mas o Sol brilha e espero que tenha vindo para ficar, hoje fui caminhar de manhã para ver se volto às minhas corridas (amanhã espero ir correr, vamos lá ver se me levanto da cama cedo...) e entretanto, ainda há muita coisa para fazer. Vamos rezar todos juntos para que eu não desfaleça entretanto.

Vou dando notícias!

21
Dez13

Dias solarengos

alex

Ela abre os olhos e a custo levanta-se. Toma o pequeno-almoço, faz a sua higiene diária e de repente é assomada por uma vontade enorme de não fazer nada. Então é isso que ela faz. Nada. Retoma à sua cama, tapa-se com os seus lençóis roxos que a mantêm quente nas mais frias noites de Inverno e fecha os olhos. Assim fica durante todo o dia, na vã esperança de que o dia que se sucede seja melhor do que este. Ela fecha os olhos mas vê tudo com muito mais clareza, talvez ainda melhor do que quando anda de olhos abertos. Vê tudo aquilo que desejava não ver porque o que vê dói-lhe. Uma dor ardente que se aloja no peito e que se entranha no seu coração. Uma dor que traz lágrimas, raiva, frustração e saudade. Uma dor que está sempre presente, mas matreira como é, só se manifesta em dias como o de hoje. Então ela permanece deitada, sem um único membro seu à vista. Pousa a cabeça numa almofada encharcada e durante todo o dia vai e vem, mantendo-se no estado a que chamamos "limbo". Nem a dormir, nem acordada. Imersa em pensamentos, em memórias, umas verdadeiras outras fictícias e criadas por si, assim fica, deitada, de olhos fechados o dia todo.

No dia seguinte, o sol entra-lhe pela janela do quarto adentro e ela sai do seu casulo pela primeira vez em 24 horas. Nasce um novo dia e com ele novos sentimentos. Sentimentos de esperança, de renovação, de alegria. Porque se há dias em que o sol brilha mas nós o recusamos a ver, há outros em que ele brilha tão intensamente que é humanamente impossível virar a cara e permanecer deitados. 

No dia seguinte deixou o sol brilhar um pouco para si e ergueu-se. 

Só se voltou a deitar quando a lua já ia alta no céu. Fê-lo com um leve sorriso na cara que pousou numa almofada completamente seca, lavada, cheirosa. Dormiu descansada e no dia seguinte permitiu que o sol brilhasse outra vez para si.

E assim foi até ao dia em que o sol voltou a não brilhar para ela. Assim viveu, toda a sua vida, com dias solarengos e outros não tão luminosos.

Mas isso é a Vida. E ela viveu-a, a bem ou a mal, mas fê-lo. A mais ninguém é obrigado.

 

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