Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

Something New

28
Set14

Lost Stars

alex

Hoje passei o dia todo a escrever - pode ser que um dia esta história se transforme em algo que todos possam ler.

Por causa disso e como tenho o cérebro feito em papa, deixo aqui esta música de um filme que vi recentemente e do qual já aqui falei antes, com o Adam Levine, a Keira Knightley e o Mark Ruffalo.

Já aqui tinha postado a versão desta música cantada pelo Adam por isso agora posto a versão cantada pela Keira (no entanto, gosto mais da versão cantada pelo Adam).

Amanhã começa mais uma semana...vamos lá a isso!

 

23
Mar14

Conheces esta história?

alex

Sabes a história do Obélix e do Astérix? É algo deste género:

Eles iam os dois a passear na floresta e acabaram com um pedregulho enorme em cima deles. Mas, felizmente, o Obélix era forte o suficiente para levantar a pedra, porque quando era pequeno caiu num caldeirão com uma poção de força, que o fez ficar forte para a vida toda. O Astérix também ajudou, bebeu do seu cântaro com poção mágica e instantaneamente, ficou forte como um touro. Os dois, em conjunto, levantaram o pedregulho e saíram debaixo dele. Sem um arranhão, só um pouco doridos, porque ninguém sai completamente ileso depois de ter levado com um enorme pedregulho em cima. E depois de garantirem que o pedregulho não faria mais nenhuma vítima, continuaram o seu caminho, os dois lado a lado, assobiando em sinfonia com o cantar dos pássaros. No entanto, o Obélix carregou para sempre, aos seus ombros, o peso de um menir. E não era menos feliz por isso. Porque tinha o Astérix consigo. O seu grande amigo.

É esta a história do Obélix e do Astérix. E de certa forma, é a minha também. A nossa.

Perder-te foi como levar com um pedregulho enorme em cima. Ver-te nos braços de outra foi como se me tirassem a força que sempre tive, desde nascença. Permaneço debaixo deste pedregulho, na vã esperança de recuperar a força que tanto me caracteriza.

Porque eu não tenho um Astérix. Eu não tenho uma poção mágica. Eu não sou o Obélix. Eu sou eu e neste momento, estou a ser esmagada, cada vez mais, a cada dia que passa, pelo pedregulho que és tu.

Afundas-me, enterras-me cada vez mais fundo. Não és a pedra no meu sapato, és o pedragulho na minha vida. E eu quero ser como o Obélix e ter força para te erguer e para te atirar para bem longe, para depois poder continuar a caminhar, em frente, assobiando e feliz da vida.

Mas a cada dia que passa vou perdendo a esperança. A força. A vontade. A cada dia que passa quero que o pedregulho permaneça no sítio dele, em cima de mim, esmagando-me.

Cada dia que passa é mais o peso que exerces sobre mim. Dizem que fica mais fácil. Mentira.

Só fica mais difícil.

E o pior é que não me importo. O pior é que prefiro carregar este peso às costas, como o Obélix carrega o seu menir, em vez de me sentir leve.

Porque se me sentir leve, fico sem ti. E tudo é melhor que ficar sem ti.

Até ficar aqui, debaixo deste pedregulho, ou carregar com ele é melhor.

Conheces a história do Astérix e do Obélix?

É esta. É mais ou menos assim..

13
Abr13

Como um colar de pérolas...

alex

O sol brilhava com tanta intensidade, que mesmo com os óculos de sol postos, não conseguia evitar semicerrar os olhos. No entanto, o calor que este transmitia e que me aquecia o corpo, era delicioso.

A minha cabeça estava pousada no seu colo e todo ele estava estendido ao longo da relva acabada de cortar. O parque estava deserto, à excepção de nós os dois e dos pássaros que voavam por cima de nós. Durante muito tempo, permanecemos em silêncio, não querendo arruinar aquele momento tão único e tão especial.

Senti que as palavras eram ali desnecessárias; o silêncio dizia tudo.

Ouviam-se apenas os pássaros no céu e o abanar suave das folhas das árvores, à passagem do vento. Ouviam-se também dois corações a bater vagarosamente.

O meu e o dele. O nosso.

Naquela tarde, éramos somente um. Um coração, um ser, um amor. 

É díficil pôr em palavras aquilo que apenas se consegue sentir com o coração. Mas naquele dia, a vida parecia-me perfeita. Infinita.

A certa altura, senti a sua mão a acariciar-me o cabelo e sorri. 

Tentada a olhar para cima para poder ver a sua face, não o fiz de imediato. Deixei-o brincar com os meus pequenos caracóis durante um bocado, e quando senti que ele se tinha então sentado, olhei para ele.

Aquela cara nada deixava transparecer. Não sabia se ele estava feliz, ou não, por estar ali comigo. Não sabia o que lhe ia na mente e muito menos no coração. Nunca fui capaz de o ler. 

"No que estás a pensar?"

Ele olhou para mim durante breves segundos e respondeu depois, enquanto fitava o rio que se encontrava a uma certa distância do sítio onde estávamos.

"Em ti. Em mim. Em nós...em como este momento é perfeito e no entanto, sinto que algo não está bem. Não completamente."

O meu estômago agitou-se e a minha garganta começou a secar. Não estava à espera daquela resposta. Sentei-me muito direita naquele chão que minutos antes se assemelhava a uma nuvem e que agora era tão duro quanto a calçada de um passeio.

"Não estou a entender..." A voz falhava-me. Tinha de me recompor.

"Não podemos continuar a esconder-nos."

"Não estamos escondidos" E não estávamos. Não propriamente. O parque era público. Poderia aparecer alguém a qualquer instante. Mas eu tinha-me certificado de que tal não iria acontecer.

"Não quero ter de mentir às pessoas que mais amo. Não quero ter de inventar desculpas de cada vez que quero ver-te ou estar contigo. Não quero ter de conduzir quilómetros e quilómetros até um parque deserto, só para ter a certeza de que ninguém me irá ver a passear à beira do rio de mão dada contigo ou deitado na relva junto de ti. Não quero ter de me esconder, mas acima de tudo, não quero esconder o quanto te amo. O quanto te quero e o quanto preciso de ti."

Sentia os olhos a arder, as lágrimas a assomarem-lhes e não era do vento quase inexistente. Ele insistia neste assunto. E eu...eu tentava evitar que o coração me saísse pela boca de cada vez que ele me olhava daquela forma e me dizia aquelas coisas, que no fundo, eu sabia serem a verdade nua e crua. Não era justo. Não é justo.

"Não podemos e tu sabes bem disso. Não podemos simplesmente aparecer de repente e agir como se fossemos um casal. Porque a verdade é que não o somos"

"Então o que somos?"

A derradeira pergunta, à qual eu não sabia responder. O que éramos nós? O que somos? Tudo, e ao mesmo tempo, nada. Que merda.

"Somos duas pessoas que gostam uma da outra. Que quando estão juntas, viajam para longe daqui, da realidade. Que esquecem tudo e todos à sua volta, e vivem como se fossem os únicos seres vivos à face da terra. Somos algo. Só não sei ao certo o quê..."

Senti-o a afastar-se, apesar de ele não ter mexido um único músculo.

"Não quero não saber. Quero poder falar de ti aos meus amigos e dizer: "A minha namorada é o ser humano mais real e bonito que existe à face da terra." Quero poder apresentar-te formalmente aos meus pais, apesar de eles já te conhecerem, ainda tu eras um mero feto na barriga da tua mãe. Quero poder falar contigo ao telemóvel e dizer-te "Amo-te" sem o medo constante de que alguém para além de ti oiça. Quero abraçar-te e beijar-te em público. Quero ser capaz de passear contigo, de conversar contigo, de sorrir contigo. Tudo, mas sem ter de o fazer às escondidas. Um amor como o nosso não se esconde. Mostra-se ao mundo, não para ser invejado, mas sim para servir de exemplo. Um amor como o nosso não pode ser um tesouro escondido, que se vai esquecendo há medida que o tempo passa. Não! Tem de ser como um pequeno colar de pérolas, um tesouro tão valioso e bonito, que queremos e podemos ostentar ao mundo."

Não sabia o que dizer. Parecia que me tinham arrancado a língua, mas ao passá-la pelos lábios secos, observei que ela ainda lá estava. Estava sem palavras, porque sabia que ele tinha toda a razão, mas não a podia dar.

Permaneci então calada. Ele também. Eu, sem saber o que dizer e ele, à espera que eu dissesse algo.

Passado o que me pareceu uma eternidade, ele levanta-se e começa a caminhar para longe de mim; e como tal, de nós.

"Espera! Onde vais?"

Ele pára a meio do seu percurso e olha para mim. A sua cara outrora morena e repleta de luz, estava agora pálida e as sombras do meu silêncio faziam-se notar nos seus lindos olhos. 

"Vou para o carro. Vou ligá-lo e vou esperar por ti. Se te sentares a meu lado até ao sol se pôr, assim que voltarmos para casa, vamos contar tudo a todos. Aos meus pais, aos teus, aos nossos amigos...ao vizinho e ao gato dele. À senhora da padaria e ao homem da mercearia. À D. Helena da loja dos doces e ao Sr.António da sapataria. À criança a brincar às escondidas na rua e à velhota sentada no banco de um jardim a alimentar os pombos.

Vamos encarar o mundo e mostrar-lhe de uma vez por todas o nosso amor. Porque julgo que se tiver de o esconder dentro de mim durante mais um segundo que seja, vou explodir. Vou explodir e aí, já não haverá volta a dar."

Continuou então a andar, deixando-me sozinha naquela tarde solarenga de Primavera.

O sol continuava no céu, mas já não brilhava. O vento, que dantes era apenas uma brisa suave e acariciante, fazia-se agora sentir com mais intensidade, trazendo consigo o frio. Um frio que me percorreu de alto a baixo, aquele frio que sentimos na espinha e que nos faz pele de galinha. O frio do coração.

Fiquei ali, incapaz de me mexer durante bastante tempo...quando as nuvens chegaram finalmente, encobrindo por completo o céu e o sol, decidi levantar-me e correr na direcção do carro. 

Tinha sido uma criança estúpida e cobarde. Porque tinha eu ficado tanto tempo a pensar sobre o que fazer, quando o meu coração me gritara muito antes de ele me ter posto entre a espada e a parede, que o mais certo a fazer era gritar aos sete ventos o quanto eu o amava?

Corri como nunca antes tinha corrido na vida. As minhas pernas fraquejaram no último metro, a minha respiração entrecortada secava-me a garganta e toda eu era suor. No entanto, não parei. O sol já não se via, mas talvez ele ainda lá estivesse.

Quando cheguei ao parque de estacionamento, não avistei o seu carro ou a ele. Tinha portanto, perdido a minha oportunidade.

O sol tinha-se posto e ele tinha partido. Talvez para sempre.

Olhei uma última vez para o céu coberto de nuvens e deixei as lágrimas correrem livremente pela minha face. Tinha estragado tudo.

Sobressaltei-me quando senti algo a limpar a lágrima que escorria pela minha face, em direcção ao meu queixo. Baixei o olhar e...lá estava ele.

"Até mesmo nos dias mais cinzentos, o sol se faz notar." Sorriu e apontou para trás de mim. Olhei e lá estavam os últimos vestígios do sol daquela maravilhosa tarde primaveril. Um pôr de sol subtil e que poucos notariam. Mas ele reparou e não virou costas até ao último raio de sol se tornar invisível ao olho humano. 

Voltei a encará-lo e senti tudo a desaparecer. As dores musculares da corrida, a secura da garganta e o buraco que se tinha começado a formar no lugar do meu coração.

"Vamos para casa. Vamos mostrar ao mundo o nosso colar de pérolas. Porque ele é um tesouro que merece estar exposto. Intocável pelos outros, mas do seu conhecimento. Porque o nosso amor merece ser tratado como uma bonita e rara peça de arte, em exposição num dos museus mais importantes do mundo: a vida. Não apenas a minha ou a tua, ou até mesmo a nossa. Mas a deles também. A deles que até agora, tem sido privada do privilégio que é apreciar uma obra de arte como é este nosso colar de pérolas.

O nosso amor."

19
Jan13

Depois do Adeus

alex

A nova série da rtp1 "Depois do Adeus" é daquelas séries nacionais que me agradam. Adoro tudo o que envolva história, política, o país e o mundo dos anos 60, 70, 80...adoro! Depois do "Conta-me Como Foi", "Depois do Adeus" veio para alegrar as minhas noites de fim-de-semana, depois de uma tarde inteira passada a estudar o sermão aos peixes, ao som do mais forte dos ventos.

Qual novelas, qual programas com videos velhos do youtube que (supostamente) fazem rir, qual Manzarra, qual Teresa Guilherme, qual quê!

Eu quero é mais séries destas, que isto sim, é meio caminho andando para não tratarmos o nosso país, a sua cultura e a sua história com tanto desdém!

 

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D