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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

01
Fev15

O dia sagrado

alex

Eu adorava as sexta-feiras. Levantava-me, por norma, sempre de bom humor por saber que dentro de 12 horas estaria de regresso a casa e podia ficar a pé até mais tarde, a actualizar a minha lista de séries que ficaram por ver durante a semana, que podia dar mais uns minutos à escrita do que o habitual, contente por no dia seguinte poder levantar-me sem despertador.

Odiava os domingos. Meu Deus, aquele sentimento de tristeza que me invadia todos os santos domingos à noite por no dia seguinte ir iniciar mais uma semana de testes, matéria chata, horas inconcebíveis trancada num sítio onde não gostava de grande parte das pessoas que lá andavam... um tormento.

Os tempos mudam - e é incrível como tanto pode mudar em tão pouco tempo.

Agora odeio as sexta-feiras - porque tenho aquela sensação, quando chego a casa do trabalho, que costumava ter quando andava na escola: de que posso ficar acordada até mais tarde porque no sábado não me levanto da cama para ir a lado nenhum antes das 10. Mas depois lembro-me que sábado é o PIOR dia da minha semana. O dia em que tenho de me levantar às oito para ir trabalhar dez horas seguidas. O trabalho nem é o pior porque isto não tem nada que se lhe diga e é, vou ser sincera agora, muito tempo de lazer pago.

Mas custa sabem? Levantar a um sábado de manhã, mesmo que seja ao som da voz divinal do Adam Levine, vestir, comer qualquer coisa e vir-me enfiar numa loja o dia todo, enquanto o mundo lá fora goza o seu sábado.

Eu adorava as sexta-feiras e os sábados e odiava os domingos. Agora a minha única paixão na vida parece ser o santo dia do descanso - domingo.

Incrível como até as mais pequenas coisas na minha Vida mudaram do dia para o noite.

E mais mudanças se avizinham...

19
Jan15

The Nerd in Me

alex

Há uma parte muito recôndita de mim que nem todos já tiveram o privilégio de ver.

Não sou daquelas jovens raparigas que perde a cabeça e se derrete com um pedaço de bom homem que se lhe atravesse à frente (excepção a isto sendo o Adam Levine, obviamente.) 

Não sou daquelas jovens raparigas que hiperventila quando vai a um concerto da sua banda ou cantor/a favorito/a e que chora de emoção (nem com o Adam Levine sou assim.)

Agora...se vejo um Carocha de 69 lindo de morrer, ou um Volkswagen Impala de 63 a passar por mim na rua, começa o meu coração a bater depressa e a minha exitação é de outro mundo - coitada da pessoa que tiver comigo pois sou bem capaz de estar os próximos dez minutos a falar sobre a beleza extrema de dito cujo.

Se me convidarem para ir ao cinema ver um romance, o mais provável é deixar-vos a comer pipocas sozinhos - agora se me disserem para irmos ver um filme cómico, de terror ou de acção com muitos tiros e mortes, eu até sou capaz de vos oferecer o vosso bilhete.

Rio-me às gargalhadas a ver episódios dos Friends pela milésima vez enquanto bebo chá verde na caneca que tenho dos Friends (melhor prenda de anos de sempre, graças à D.) Mas rio-me tanto que a minha mãe uma vez se chegou ao pé de mim com uma meia na mão e me a enfiou na boca (por acaso a mesma estava lavada, senão ia haver tourada).

Consigo muito bem chegar ao ponto de soltar uns guinchos de excitação se estiver naquela parte daquele livro em que as personagens principais finalmente se beijam.

Sou capaz de passar as minhas noites a ver os três filmes do Back to the Future (os meus favoritos) e uns quantos episódios de Doctor Who (que comecei a ver recentemente e agora já nem trabalhar ia só para estar em casa a ver a Billie Piper que é um amor, admito)

Passo noites a escrever histórias onde a rapariga e o rapaz acabam juntos, enquanto que durante o dia rezo a pés juntos que o amor a mim não me interessa para nada.

Uso lentes de contacto há quatro meses mas nunca vou deixar de ser a caixa de óculos que sempre fui.

Apesar de me vestir de forma polida, adoro as minhas calças de treino e as sweats grandes e fofinhas do meu pai (que já lhe estão pequenas).

Não sou flor que se cheire mas quando quero, até sou capaz de mostrar mais de mim para além dos picos que me protegem.

No fundo, sou uma Nerd autêntica cujo primeiro amor são os carros antigos, o segundo o Adam Levine e o terceiro tudo o que envolva ficção científica, carros lindos e maravilhosos que permitem viajar no tempo e cabines telefónicas de nome Tardis.

Meninos e meninas, senhoras e senhores, bichos e plantas... apresento-vos a Nerd em mim.

14
Jan15

Fome

alex

Ás vezes tenho esta fome - a fome de escrever. Lanço-me num teclar desenfreado e chego a ter lágrimas nos olhos de estar tanto tempo a escrever e a olhar para o ecrã do computador.

Tenho esta fome que nunca vejo saciada; escrevo e escrevo e escrevo e por vezes, mais valia não escrever nada (como agora). Saem coisas que nem ao diabo lembra mas saem outras que eu mais tarde leio e penso:

"Fui eu que escrevi isto? Uau."

A maior parte do que escrevo não mostro a ninguém. Guardo para mim - porquê, não sei. Talvez porque não confio totalmente nas minhas capacidades enquanto escritora. Talvez porque acabei de soltar uma gargalhada ao denominar-me como "escritora". Escrevo, como tal sou escritora? Muitos diriam que não é bem assim (e eu concordaria).

Mas a fome persiste - talvez também por essa mesma razão. Porque procuro sempre escrever mais e melhor que antes; porque quero encontrar aquele texto, aquela frase, aquela palavra escrita, pensada por mim, que será capaz de acalmar esta fome selvagem.

No entanto, pensando melhor...este é daquele tipo de fome que não queremos ver saciada.

01
Dez14

E depois?

alex

Já pensaram em como eles nunca mostram o depois?

O depois. Depois do "Fim". Eles nunca mostram o que vem depois disso. Depois do homem correr pelo aeroporto fora a gritar pelo nome da sua amada. Depois de ambos se abraçarem fortemente e se envolverem num beijo apaixonado, fazendo promessas de amor, em que a frase "para sempre" é dita mais vezes que aquelas que nós conseguimos contar.

Nunca nos mostram o depois. Por isso nós crescemos a pensar que o depois não passa daquilo - daquele momento lindo e lamechas que até faz derramar uma lágrima. Convencemos-nos, por momentos, de que as relações são assim:

Conhecem-se, ficam amigos, um deles apaixona-se e declara-se - por sorte o outro também o ama e vai dai formam um casal. Zangam-se, ficam separados durante uns meses (meses esses em que o homem dorme com tudo o que se mexe e a mulher aproveita para comer Nutella às colheradas) e depois num lindo dia de Inverno ambos se encontram "por acaso" e o amor é tanto que tudo se esquece e voltam os pombinhos!

HURRA!

Mas depois alguém tenta separa-los e aí é que a coisa fica negra. Mas como o amor vence todos os obstáculos, quando a moça está prestes a ir embora, o moço vai atrás dela qual cavaleiro andante e impede-a mesmo antes desta entrar no avião.

E voltamos ao início desta conversa. Aparece então a palavra "FIM" e nós todas contentes vamos dormir a pensar que na realidade é assim.

Dá, como dizem lá no meu office, côcô (e sim, está bem escrito por lá dizem dita palavra de forma a não soar tão vulgar e a dar-lhe um ênfase...diferente.) 

Já todos nós sabemos que a realidade é bem mais dura e crua. 

E é por isto que eu não vejo filmes românticos. São o único género de filme do qual eu nem me aproximo.

Para levar com areia nos olhos vou ali à Ericeira num dia ventoso.

18
Jul14

Doutora, eu?

alex

Eu tenho uma panca muito grande pelo programa do Dr. Phill (ou melhor, eu tenho uma panca muito grande, ponto, mas isso é tópico para outro post, noutro dia.)

Houve uma altura, ali quando andava eu no oitavo, nono ano, em que jurava a pés juntos querer ser psicóloga. Gozavam comigo e diziam que eu gostava era de ajudar os maluquinhos como eu e eu respondia que assim, ao menos, só se estragava uma casa.

Não sei de onde veio este interesse; se é que é um interesse, mas sempre fui boa a ouvir os problemas dos outros, a aconselhar e a arranjar formas de dar volta a qualquer que fosse a situação. Por outro lado, sou péssima a falar com os outros, sobre os meus próprios problemas, por isso, juntava-se o útil ao agradável e teríamos então uma óptima psicóloga (a meu ver).

Mas como eu mudo de ideias, gostos e interesses como quem muda de cuecas, no final do nono ano já eu tinha eliminado essa ideia da minha cabeça. Mas até hoje gosto de ver o meu amigo Dr. Phill na sic mulher. Há quem não goste nada do senhor (não sei como, com o seu bigode engraçado e o seu sotaque adorável e o seu casamento perfeito de 40 anos com uma mulher que me parece igualmente fantástica), mas eu cá admiro-o muito. É incrível como aquele homem consegue decifrar uma pessoa assim: com um estalar de dedos.

E é isso que eu, hoje como pessoa e não como profissional, gostava de saber fazer. Decifrar uma pessoa com um estalar de dedos. Saber se ela me está a mentir ou a dizer a verdade. Saber se ela, quando está a olhar-me no olhos e a dizer-me tudo aquilo que eu quero ouvir, se o está a fazer só por isso - porque sabe que é exactamente aquilo que eu quero ouvir - ou se o faz porque é o que sente verdadeiramente.

Talvez como um polígrafo humano, estão a ver?

Pois é. Passei de querer ser psicóloga para querer ser um polígrafo humano.

A culpa é do Dr. Phill.

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