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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

05
Mar14

Vou fazer por isto

alex

Falta 1 mês para as férias da Páscoa. Faltam 3 meses para os exames. Faltam 4 meses para a vida como eu a conheço acabar. Já está mais do que claro para mim que, este ano, a Faculdade não é uma opção. E eu sei que há as bolsas e o estudar à noite e trabalhar durante o dia e muitas outras possibilidades. Mas é complicado e não é possível, agora pelo menos. Confiem em mim...

Eu sei que é muito difícil arranjar trabalho hoje em dia. Só com o 12º ano. Eu sei porque o meu pai está desempregado (pela segunda vez) há um ano e nem o 12º ele tem... Mas eu quero tentar. Eu quero arranjar um emprego e começar a poupar a sério. Poupar tudo o que conseguir para, daqui a um ano, estar a planear a minha estadia lá fora... Eu nunca quis estudar cá. Nunca. Eu gosto do nosso país, mas desde nova que sinto que a minha vida não está aqui. Sempre tive um desejo muito grande em ir para fora estudar. E se tenho de trabalhar para isso, enquanto todas as pessoas à minha volta vão para a faculdade, então que seja.

Eu não preciso de fazer aquilo que os outros todos fazem só porque me dizem que é assim que tem de ser feito. As pessoas que me deviam apoiar, assim o fazem. Os meus pais só querem o meu bem e felizmente apoiam-me. 

"A Vida é tua. Quando eu tinha a tua idade, eu não quis ir para a Faculdade. Os teus avós podiam pagar, mas eu não quis. E não fui. Não te posso dizer que foi a melhor decisão da minha vida, mas eu não tinha um objectivo como tu tens. Eu só não queria continuar a estudar. Tu queres ir estudar para fora. Muito bem, vamos então fazer por isso. Vai fazer por isso". 

Foi isto que a minha mãe me disse. 

Vou fazer por isso. É isto que eu quero. Sempre foi. Eu estava era a ser pressionada pelas pessoas à minha volta, pelos meus colegas que vão todos para a Faculdade, pela sociedade... Mas dentro de mim, eu sempre soube que o que eu queria mesmo era ir estudar para fora. E fazer Erasmus para mim, só, não chega. E eu sei que isto é muito mais difícil feito do que dito, ser estudante num outro país, viver longe de tudo e todos, da nossa família... Mas é o que eu quero. 

E eu vou fazer o que eu quero, porque é isso que, a longo prazo, me vai fazer feliz.

23
Fev14

18 é só um número

alex

Se há algo que aprendi nestes últimos tempos, foi que os números não importam. Para nada. O que me interessa a mim ter 17 anos quando carrego aos ombros responsabilidades de uma pessoa com 30 ou 40? De que me vale ter 10 amigos se nenhum deles se preocupa genuinamente comigo? Que me importa a mim que a pessoa por quem me apaixono tenho mais 6 anos do que eu? Do que é que me vale ter 50 ou 1000 seguidores no twitter?

Qual é a felicidade que me é proporcionada se deixar que a minha vida seja condicionada por números? Eu nem gosto deles, nunca me dei bem com eles. Um número não passa disso, um número.

Porque é que acham que as coisas mais valiosas que temos na Vida, não são possíveis de quantificar? Vocês não atribuem um número ao Amor, à Felicidade, à Alegria, ao Esforço, à Ambição, à Satisfação, à Amizade, à Família e por aí fora. E porquê? 

Porque as coisas que nos fazem bem, que nos dão vigor, que nos proporcionam felicidade não são medidas, não podem nunca ser condicionadas pelos números.

Isto vem a propósito de um número em especial, ao qual muitas pessoas atribuem uma grande importância: o número 18.

Chegada a altura de celebrarmos o nosso décimo oitavo ano de existência, chega também a importância que se atribui a esse número. Os 18 anos são um marco na vida de todos nós. Ou pelo menos assim somos ensinados. Mas porquê, pergunto-me eu? Porquê os 18 e não antes os 17, ou os 20, ou os 24? Porquê os 18?

Sim, é verdade que com 18 anos somos oficialmente e legalmente, adultos. Mas não vejo o porquê de termos de fazer TUDO o que há para fazer durante a nossa vida adulta, logo assim que fazemos 18 anos. Ou enquanto temos os 18 anos.

E se eu não tirar a carta com 18 anos? Morre alguém por causa disso? E se eu não for para a faculdade com 18 anos, alguém fica ofendido? E se eu não quiser viver a minha vida consoante aquilo que os outros pensam ou acham que a Vida deve ser, apenas porque já tenho 18 anos?

Vou presa por isso? É certo que já terei idade para tal, mas que eu saiba, a liberdade de escolha ainda não é um crime, desde que as escolhas que eu faça não magoem nem prejudiquem a humanidade.

Pergunto-me então, porque devo eu fazer tudo consoante o estabelecido pelo correctamente certo quando um ser humano faz 18 anos?

Tenho mais responsabilidades. A minha vida muda para sempre, porque fecha-se um capítulo que durou 12 anos.

Peço desculpa mas não é o número 18 que me traz mais responsabilidades. Muito antes disso, sempre tive carradas delas, muitas delas as quais nem devia ter segundo aquilo que a sociedade diz e considera que é o normal. 

Somos levados a fazer coisas, a sentir coisas, a agir de uma certa maneira. Pressionados a tomar decisões, empurrados para caminhos que nós sabemos não serem os certos para nós. Dizem-nos que temos de tirar a carta, ir para a faculdade, fazer isto ou aquilo.

Tudo porque na cabeça da maioria, os 18 anos mudam tudo.

Flash News: na maioria, os 18 não passam daquilo que são. Só mais um número.

Por isso não nos digam como agir, como falar, o que fazer ou como ser, apenas porque fazemos 18 anos. Hoje tenho 17 e sou como sou. Amanhã tenho 18 e vou continuar a sê-lo. As mudanças não se fazem de um dia para o outro. As decisões, as importantes, essas não se tomam de um dia para o outro. Uma pessoa pode ter 40 anos e ser muito mais nova, a nível psicológico, do que uma pessoa de 18.

Números são números. Não são vontades, não são feitos, não são marcos. Não são os números que nos marcam. São as coisas que fazemos ao longo da Vida e das quais nos orgulhamos. Uma pessoa com 18 anos vai tirar a carta. Muito bem, que bom para ela. Foi uma escolha dessa pessoa. Mas lá porque essa pessoa fez assim, isso não significa que eu faça igual. Se eu tirar a carta aos 25, aos 40, aos 60, esse marco da minha vida vai ser tão importante nessa altura como seria se eu tivesse 18 anos.

Os números não contam NADA para mim. Por isso baixo o volume das vozes que me dizem que devo fazer isto ou aquilo porque em breve terei 18 anos. Ignoro-os porque eu não preciso de fazer tudo conforme os outros fazem. Gosto de caminhar ao meu próprio ritmo. Se levar mais tempo que os outros a ter ou a fazer algo, que assim seja.

Mas quando o fizer, tenha a idade que tiver, garanto-vos que vai ser tão importante como se o tivesse feito aos 18.

23
Fev14

Período de aceitação

alex

Não posso; recuso-me a ficar presa a um passado onde fiz coisas das quais ainda hoje me envergonho.

Não posso; recuso-me a ficar parada neste presente em que vivo, sem saber que caminho escolher.

Não posso; recuso-me a ter medo do futuro que nos é desconhecido.

Não posso; recuso-me.

Assim não. Não posso deixar-me consumir pelo medo. A Vida acontece, coisas acontecem. Não porque alguém nos rogou uma praga, não porque o Universo está a tentar dar-nos uma lição, não porque somos odiados pelo Mundo. Acontecem.

E temos de saber viver com elas. Aconteceu, estou aqui, estou bem, podia ter sido pior, o que interessa é que não foi. Não vou passar noites em branco a pensar no passado, horas a fio a odiar o meu presente e dias seguidos a temer o meu futuro.

O que tiver de ser será. Estou, lentamente, a começar a aceitar isso.

Acho que quanto mais depressa o aceitar, mais depressa irei encontrar aquilo que procuro.

15
Fev14

Looking Back

alex

Hoje deu-me na cabeça. Fui ler alguns posts que escrevi neste blog há já quase 2 anos... Eu gosto de fazer isto porque é assim que mostro a mim mesma, o quanto mudei. Ás vezes preciso de ler o que a pessoa que fui escrevia. Só para me certificar de que ela existiu realmente e que essa pessoa não fazia as escolhas mais acertadas. Às vezes é bom vermos com os nossos próprios olhos o quanto crescemos. Porque nós podemos sempre puxar pela cabeça e tentar lembrar a altura em que éramos assim e assado e fazíamos isto ou aquilo, e batemos com a mão na testa ao mesmo tempo que dizemos: "Como é que eu era assim???"

Mas eu preciso mais do que memórias para saber, dentro de mim, que a rapariga que fui existiu. Preciso, de vez em quando, de algo que me diga a alto e bom som: "Nunca mais faças isto, nunca mais te tornes nesta pessoa. Não recues, avança ou deixa-te estar como estás e espera pela tua oportunidade de avançar. Mas nunca recues. Não voltes ao que eras."

Perdi muito nestes últimos quase dois anos... Pessoas, cabelo, paciência, oportunidades, a minha integridade. Perdi muita coisa. Mas ganhei tantas outras e tão, mas tão melhores, que as perdas que tive já não as encaro mais como perdas mas sim como lições.

Lições de vida que hoje agradeço por ter tido. Porque se perdi a pessoa que era e ganhei a pessoa que sou hoje, foi tudo graças aos erros que cometi, aos caminhos estreitos que percorri, às pedras que atirei e aquelas com que levei.

Ás vezes preciso de um incentivo. Algo que me diga "Não, mantém-te neste caminho." Porque apesar de não o ser o caminho mais estável, com o chão mais liso e perfeito que existe, eu sei com todo o meu coração que o caminho que percorro hoje é o mais acertado. Sei também que quem o percorre comigo não me puxa na direcção oposta, tentando atrasar-me, como acontecia há um ano e meio. Mantém-se do meu lado, sustêm-me quando estou prestes a cair. Não me puxam para trás, pelo contrário, por vezes quando necessito, dão-me um empurrão para eu ir em frente. 

Ás vezes preciso de ver com os meus olhos e não com a minha memória, que muitas vezes me engana, o quanto a minha vida mudou; o quanto eu mudei e como sou sortuda por ter conseguido mudar. 

Há pessoas, desses meus tempos, que continuam no mesmo caminho que eu percorria com elas. Isso deixa-me triste. Mas a vida é delas, a escolha é delas. Eu fiz a minha e não podia estar mais feliz com o que esta me trouxe. Trouxe-me coisas boas e más, como tudo na vida. Mas certamente que o que me trouxe de bom é cem vezes melhor do que aquilo que me trouxe de mau. 

Há quem não tenha a minha sorte. 

28
Jan14

Seja o que o Universo quiser...

alex

Sabem aquelas decisões que tomam impulsivamente? Sabem aquela sensação que vos dá no estômago, como se tudo o que ele lá tem e o que não tem estivesse pronto a sair para fora? Sabem aquela secura que vos dá, que vos deixa um trago amargo na boca, quase como se fosse ferrugem? Sabem aquele tremor, não de frio, não, aquele tremor que nos dá dos pés à cabeça, que nos percorre cada centímetro do nosso corpo e que nos impede de fazer seja o que for, sem ser tremer como varas verdes? Sabem aquela sensação de que escolheram fazer algo só para ver no que dava e depois quando descem à terra se apercebem que foi uma escolha estúpida e que não vai dar em nada e que vão só perder tempo do vosso dia? Sabem aquele sensação de arrependimento que podia matar? E aquela sensação horrível de nervosismo, do género que temos antes de uma entrevista de trabalho importante, ou de uma competição de natação importante, ou de algo muito importante para a qual se candidataram e que têm de fazer? 

Pois, esta sou eu hoje. Toda eu sou sou estas sensações hoje. Até dizia "Que seja o que Deus quiser", mas não acredito que exista um.

Por isso olhem... seja o que o Universo quiser.

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