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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

12
Jul20

It's been a while...

alex

A semana passada, a m. perguntou-me se eu queria ir ao meu sítio favorito. Eu disse que era longe, que não queria obrigá-la a conduzir tanto tempo só por umas horas. Ela disse que não se importava.

Fomos. Um sítio que vai ser sempre especial para mim, porque considero que foi ali que vivi os melhores anos da minha vida. É para ali que quero voltar, um dia, de vez. Voltar ao sítio onde fomos felizes, seja onde for, é sempre como um raio de sol que surge por entre as nuvens negras que pairam sobre a nossa cabeça, especialmente durante esta altura em que parece que o mundo está sempre a cinzento.

A verdade é que estava a precisar de sair, de ir mais longe do que o escritório, do que o supermercado, do que o Mcdrive do McDonalds aqui da zona. Estava a precisar e no entanto, deixou-me sedenta de mais. Agora só penso em fugir para lá. Ficar lá, sem ninguém saber onde estou, sozinha. Muita coisa aconteceu estes últimos meses e eu acho que aconteceu tudo tão depressa e de forma tão inesperada, que eu não tive a capacidade de assimilar as emoções todas.

Então agora vivo com uma sensação estranha dentro de mim, todos os dias. De sentimentos acumulados, mal resolvidos, não expressados. De lágrimas por derramar, de palavras por dizer, de discussões por ter. Sentimentos de perda e receio de vir a perder mais ainda. Se há um ano atrás estava deprimida e de mal com a vida que levava, agora acho que estou só e apenas com muito medo. Medo que algo mais aconteça que venha estragar aquilo que aconteceu de bom este ano, que apesar de não ter sido muito, foi significativo.

Nem sei se estou a fazer sentido... Acho que estou a perder a capacidade de me exprimir até através da escrita. 

Tem estado um calor sufocante. Contudo, o maior sufoco vem de dentro; de mim. E não há mar, nem pessoa, nem sítio que ajude. E eu só penso... o que mais virá a seguir.

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07
Mar20

O que querem de mim

alex

Toda a gente espera algo de mim.

Que eu seja este tipo de amiga, ou este tipo de filha, ou este tipo de profissional. Querem que eu seja feliz, querem que eu seja social, querem que eu me expresse mais e me esconda menos.

Querem que eu ande bem, querem que eu ande mal, querem que eu ajude com o inglês e ás vezes até com o português. Querem que eu me ria, que faça rir, que tenha conversas profundas e conte os meus segredos e que partilhe as minhas histórias e os meus fados.

Querem que eu seja a pessoa que era quando me fui embora, ou até mesmo a pessoa que era quando estive fora. Querem que eu me adapte bem, de regresso agora, mas querem que eu o faça rápido, que não sinta saudade, que não sinta falta. Querem também que eu encontre o meu lugar assim, num abrir e fechar de olhos, só porque não consegui encontrar a felicidade lá fora.

A felicidade não é algo que se encontra, é algo que se procura, que não vem, que demora. Não estou infeliz, estou muito melhor agora, já não choro todos os dias a pensar "vou-me embora". Já não choro, mas isso não significa que não tenha lágrimas, assim como também tenho sorrisos e gargalhadas. Querem tanto uma pessoa que não existe, uma pessoa sem inseguranças, sem medos, sem ansiedades. Uma pessoa que se deixa ir, que não pensa em desistir. E quem me ler pensa que eu sou só isso, mas não, tenho é mais facilidade em escrever sobre isso. Porque não consigo falar disso. Porque querem todos que eu seja a imagem que têm de mim na cabeça deles.

E eu sou assim. E já quase me esqueci do que é ter alguém que me gosta assim. Por mim. E que não me julga por ser assim. Por ser tudo e por ser nada. Por ainda me estar a descobrir e por talvez nunca me vir a encontrar. Já esqueci o que é ter alguém que olha para mim e diz:

"És como és, somos todos diferentes, temos todos percursos diferentes e eu gosto de ti assim. Por ti."

18
Jan17

É mudar e pronto

alex

Mudar de casa não é fácil. Ainda me lembro quando nos mudamos para o Flat 1, já lá vai 1 ano e 4 meses, o stress e a confusão que foi. Fizemos a mudança em menos de um dia, mas foi tudo super apressado e estava tudo ao molho e fé em deus, como se costuma dizer. Contudo, há 1 ano atrás ainda não tínhamos acumulado metade das coisas que agora temos acumuladas nesta casa.

Nunca vi pessoas com tantas canecas, pratos, talheres, roupa, sapatos e coisinhas pequenas insignificantes. Isto já para não falar dos sacos cheios de roupa com bolor que levamos para pôr a lavar e a secar na casa nova. E os pequenos electrodomésticos? Ela é uma tostadeira, um micro ondas, uma chaleira, uma torradeira, uma máquina de fazer arroz, uma máquina de fazer batidos...e eu mando as mãos à cabeça sem saber como raio vamos conseguir transportar isto tudo no próximo domingo dia 29.

É certo que temos carro e a nova casa fica a cerca de 10 minutos de distância, a pé, desta, contudo, é sempre a subir. Ninguém está disposta a carregar malas e caixas super pesadas estrada acima, muito menos com o frio que tem estado. Ontem sai do trabalho e batia o dente, com 2 graus negativos que se faziam sentir e bem. Para piorar ainda mais a situação, ainda tenho um trabalho de 2,000 palavras para começar, a entregar no dia 27. Isto tudo mais o facto de que, vamos ter de limpar esta casa de cima abaixo, incluindo o maldito do bolor nas paredes, a razão maior pela qual decidimos mudar de casa. Ah! E todas nós temos de ir trabalhar e ir para a uni.

Escolhemos uma má altura. Mas se não for agora, se calhar só daqui a mais 1 ano. Esta nova casa foi um completo achado dos deuses. Apesar de os quartos não serem tão grandes como os que temos agora, a casa em si é muito maior, com um corredor amplo que facilmente podemos transformar num espaço comum para podermos conviver todas, tem duas casas-de-banho, o que é óptimo quando se vive com outras 5 pessoas, e, mais importante de tudo, tem uma máquina de secar roupa. Acreditem, nunca eu dei tanto valor a um electrodoméstico como uma máquina de secar roupa, até ter vindo para este país. Mas sobre isso falo num outro post futuro. 

Para além do mais, esta nova casa é num prédio dentro de um condomínio privado, com câmaras de segurança e portões. Fica a 2 minutos das paragens de autocarro que todas nós precisamos para ir para os respectivos empregos e fica a 5 minutos a pé da universidade. E a renda mensal é só mais cara 73 libras do que aquela que estamos a pagar agora para morar numa casa super velha, cheia de bolor, em frente à auto-estrada e completamente desprotegida.

Portanto, conclusão: é uma má altura para mudarmos de casa e virarmos a nossa vida do avesso, contudo, no que toca a mudanças, nunca há uma altura certa.

É mudar e pronto.

06
Ago16

1 ano depois...

alex

Há exactamente um ano atrás, a minha vida deu uma volta de 360º.

Faz hoje um ano que me mudei para o Reino Unido.

Muita coisa aconteceu durante este ano. Não parece que só passou ainda um ano; parece que já passaram mais. Talvez porque já estou tão habituada à minha vida aqui, que parece que a vivo há mais tempo; talvez porque não foi uma adaptação díficil e longa, muito pelo contrário. 

A verdade é que já lá vai um ano e durante esse ano, muita coisa aconteceu, muita coisa foi vivida. 

Tive sorte. A verdade também é essa. Tive muita sorte de ter sido recebida pelas pessoas que me receberam. Se não fossem elas, sem dúvida alguma que tudo tinha corrido 100 vezes pior ao ínicio. Obrigada aos rommies do Flat 1. Batem forte cá dentro.

Um obrigada grande também à família - mãe, pai, irmã, tios, primos, avós, cães, piriquitos, etc - sem o apoio deles não tinha permanecido aqui durante muito tempo.

Há quem ache que os que deixam o seu país são corajosos. Há quem discorde e ache que os corajosos são os que ficam no seu país, independentemente de. Eu acho que não é o facto de se ficar ou de se deixar o seu país que faz seja quem for corajoso. Acho que é o facto de irmos atrás dos nossos sonhos e objectivos que faz de nós corajosos.

O meu sonho nunca foi vir para outro país pagar impostos. Para isso tinha ficado em Portugal a descontar para a segurança social. Também nunca foi vir trabalhar para uma loja de roupa em "part-time" e ser explorada. Para isso, ficava DEFINITIVAMENTE em Portugal.

Contudo, o meu sonho era poder estudar num país diferente. Descobrir um sítio novo, explorar, conhecer novas pessoas e conhecer um mundo diferente. O meu sonho era poder pagar as minhas contas sem ter de pedir dinheiro aos papás. Poder ir jantar fora ou ir sair com os amigos e não ter de pedir aqueles 20 euros ao senhor meu pai. Ter a minha liberdade, a minha independência, a minha vida.

Com 20 anos, não tenho certas coisas que os outros jovens de 20 anos têm, como por exemplo um carro e a carta de condução, uma vida académica super entusiasmante ou uma vida entusiasmante por si só. No entanto, tenho estabilidade suficiente para poder, finalmente, ir fazer uma das coisas que sempre quis fazer na minha vida:

Viajar. Tenho a possibilidade de, com o meu suor, esforço e trabalho, poder ir passar duas semanas de férias a um país que já há algum tempo quero visitar - a Coreia do Sul.

E tenho outras coisas muito boas também. Uns quantos amigos que considero família - again, shout out prós mates do flat 1 - tenho uma vida da qual me orgulho muito porque foi conseguida com muito esforço meu.

E isso, ninguém me tira. Um ano se passou e durante esse ano, não vou mentir...foram várias as vezes em que questionei a minha escolha e foram várias as vezes em que, de lágrimas nos olhos, procurei voos baratos só de ida para Portugal.

No entanto, cá estou. E cá ficarei, pelo menos mais dois anos, porque é aqui que devo estar neste momento da minha vida. Quem sabe o que o futuro me reserva - talvez daqui a dois anos quando acabar o curso vá parar a outro país qualquer. Quem sabe se não volto para casa durante uma temporada ou quem sabe se não permaneço aqui.

O certo e sabido é que nada que vale a pena na vida é fácil de se conseguir. E é por isso que passado um ano, ainda é difícil para mim; para nós que aqui estamos.

Mas também não deixa de ser divertido, uma experiência de vida que nem todos podem ter, não deixa de ser um motivo de orgulho.

Um ano que dava pano para muitas mangas...mas isso fica para quando eu publicar a minha autobiografia.

 

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05
Jun16

Até lá...

alex

A celebração dos 20 passou-se com uma matiné no cinema a ver Capitão América e depois, no domingo passado, a uma visita a Brighton. 

Já há algum tempo que queria visitar a cidade no sul de Londres onde o Pier e a praia são os spots mais famosos. Tenho a dizer que não desiludiu! Acho que foi um dos dias mais divertidos que já tive em toda a minha vida, andámos em todas as atracões, jogámos nas máquinas e perdemos muitas vezes (não consegui trazer para casa um peluche infelizmente), comemos, rimos, aproveitámos o sol e o calor maravilhosos que nos deram o prazer da sua companhia nesse dia e acho que não podia ter pedido por uma melhor celebração do dia dos meus anos.

Mas claro, a vida volta ao normal ao fim do dia e mais uma semana de trabalho começa. Este fim-de-semana foi um fim-de-semana perdido porque fiz overnights ontem e hoje e, sorte a minha, hoje teve um tempo maravilhoso e eu a dormi-las porque só cheguei a casa já passava das oito da manhã, toda partida de andar a mudar a loja toda.

O cansaço do trabalho começa a bater forte e a vontade de ir já amanhã para Portugal também... no entanto, já só faltam 16 dias para eu ter as minhas merecidas férias no meu país (engraçado, nunca pensei que fosse passar férias ao meu país...) e depois disso é trabalhar mais dois meses e no final desses dois meses... vou poder aproveitar mais 2 semanas de férias e visitar um dos meus destinos de sonho.

Mas mais sobre isso perto da data... Até lá e até Portugal, ainda vou sendo precisa por aqui.

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