Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

Something New

27
Mar19

Darkness (ou coisas que são escritas quando se sofre de insónias)


alex

Ás vezes gostava de poder fugir. Agarrar no meu casaco e sair. Fechar a porta e não olhar para trás. Gostava de poder correr livremente pela rua abaixo, não porque estou a correr na direcção de algo ou porque estou a fugir de algo, mas simplesmente porque quero poder sentir o ar frio deste Inverno sem fim na minha pele. 

Ás vezes quero gritar. Gostava de poder gritar. Correr durante muito tempo, cansar as minhas pernas de tal forma e negar ar aos meus pulmões ao ponto de não conseguir respirar. Correr durante tanto tempo e a tanta velocidade, que acabaria num lugar muito longe, sozinha. Sozinha, para que pudesse gritar, um grito que viria do lugar mais fundo e obscuro do meu corpo. Um grito que me deixaria muda, incapaz de falar.

Ás vezes gostava de não ter de falar. Ou ouvir. Ás vezes só quero existir. E outras vezes, apenas quero que toda a gente não exista.

Ás vezes quero estar sozinha. Tão só que possa sentir essa solidão em todos os ossos do meu corpo.

Estou cansada do barulho. Estou cansada das cores. Estou cansada do movimento.

Ás vezes desejo pelo escuro, pela completa escuridão. Preto. Não branco e preto, não a cores. Preto.

Escuridão. Ás vezes desejo por ela.

Outras vezes, torno-me nela. Afundo-me nela. Sou ela.

Escuridão.

28
Fev18

London I Love You, But You're Bringing Me Down


alex

Encontrei uma música que descreve exactamente os meus sentimentos em relação à cidade onde vivo. Decidi partilhar porque, por muito que eu tente explicar esta relação amor-ódio por este país, esta vida, esta cidade, ainda não consegui encontrar as palavras certas para o fazer. Esta música ajuda. Basta tirar New York e meter London.

 

                                         

 

11
Set15

O primeiro dia


alex

Hoje foi o primeiro dia, desde que cheguei, em que pensei para comigo mesma:

Se tivesse ficado no meu canto, em Portugal, tinha feito melhor.

Por uma única e simples razão - não tem a haver com o trabalho ou com o facto de estar longe da minha família.

Tem a haver com o facto de estar a disturbar a vida das pessoas que me deram um chão para dormir no último mês.

Sinto-me mal, tão mal que nem comer consegui. Sinto-me mal porque não sei o que fazer para demonstrar o quão mal me sinto e o quão agradecida a esta gente eu estou.

Hoje foi o primeiro dia, desde que cheguei, que desejei não ter vindo.

13
Ago15

Devagar, devagarinho...


alex

As coisas podiam estar a correr pior. 

A malta aqui por casa anda ligeiramente stressada porque andamos a ver se conseguimos mudar para uma casa como deve ser (vocês não têm ideia do que é ter cinco pessoas a viver neste sítio) mas existe o problema de que nem todos ganham bem, uns ainda não ganham nada (como eu) e outros ainda não sabem o que ganham.

Este tipo de coisas gera sempre stress e confusão.

Depois estou aqui eu, completamente ainda no estado de: mas eu estou mesmo aqui? Eu já não estou em Portugal? O quê, as moedas aqui são estranhas e as de 10 são maiores que as de 20? Está a chover mas está um calor desgraçado? Olha um pássaro!

Pronto, basicamente é isto que vai na minha cabeça 50% do tempo. Os outros 50% é - tenho de arranjar trabalho, tenho de arranjar trabalho, tenho de arranjar trabalho.

Hoje fui "experimentar" um café/restaurante aqui ao pé de casa - de judeus (no judging) - e até nem foi assim tão mau. Nunca trabalhei em cafés e ou restaurantes, por isso para primeiro dia (3 horas só) acho que me safei. 

Amanhã vou outra vez e sábado tenho uma entrevista na Gap, no centro comercial. Se correr bem na Gap, digo adeus aos do café.

É sempre bom ter opções minha gente!

E pronto, basicamente é isto. Para quem pensava que viver em Londres era muito diferente de viver em Lisboa (*tosse, P.,tosse*) é igual. Só muda o tempo, que aqui é bipolar, a lingua quando não estamos em casa e o espaço que temos para coçar o braço (que é minúsculo nesta casa).

As saudades ainda não se fizeram notar. Já cá estou à uma semana. Ainda há muito para ver, para sentir e para viver.

Mas devagar se vai ao longe.

16
Out14

A ver vamos


alex

A vida não é justa. Não é fácil. Não sorri a toda a hora, todos os dias, para nós. Prega-nos partidas e faz-nos rasteiras. Caímos de boca e até somos capazes de partir um quantos ossos. Fartamos-nos de ganhar nódoas negras e cicatrizes que ficam para sempre, todas elas contando uma história diferente.

A vida não é justa. Não é fácil. Ás vezes parece que estamos a ir numa direcção - na certa - e quando damos por nós ZÁS! A vida empurra-nos para uma direcção completamente oposta e não tão boa como a anterior. A vida é uma montanha-russa - a maior de todo o Universo.

A minha viagem neste momento está a ser atribulada, daí andar um bocado ausente nestes últimos dias...

A vida não é justa. Não é fácil.

E hoje, principalmente, está a ser bem má para mim e a testar-me. Ela gosta de fazer isso mais vezes do que as necessárias.

Mas a ver vamos...

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D