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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

28
Fev18

London I Love You, But You're Bringing Me Down


alex

Encontrei uma música que descreve exactamente os meus sentimentos em relação à cidade onde vivo. Decidi partilhar porque, por muito que eu tente explicar esta relação amor-ódio por este país, esta vida, esta cidade, ainda não consegui encontrar as palavras certas para o fazer. Esta música ajuda. Basta tirar New York e meter London.

 

                                         

 

11
Set15

O primeiro dia


alex

Hoje foi o primeiro dia, desde que cheguei, em que pensei para comigo mesma:

Se tivesse ficado no meu canto, em Portugal, tinha feito melhor.

Por uma única e simples razão - não tem a haver com o trabalho ou com o facto de estar longe da minha família.

Tem a haver com o facto de estar a disturbar a vida das pessoas que me deram um chão para dormir no último mês.

Sinto-me mal, tão mal que nem comer consegui. Sinto-me mal porque não sei o que fazer para demonstrar o quão mal me sinto e o quão agradecida a esta gente eu estou.

Hoje foi o primeiro dia, desde que cheguei, que desejei não ter vindo.

13
Ago15

Devagar, devagarinho...


alex

As coisas podiam estar a correr pior. 

A malta aqui por casa anda ligeiramente stressada porque andamos a ver se conseguimos mudar para uma casa como deve ser (vocês não têm ideia do que é ter cinco pessoas a viver neste sítio) mas existe o problema de que nem todos ganham bem, uns ainda não ganham nada (como eu) e outros ainda não sabem o que ganham.

Este tipo de coisas gera sempre stress e confusão.

Depois estou aqui eu, completamente ainda no estado de: mas eu estou mesmo aqui? Eu já não estou em Portugal? O quê, as moedas aqui são estranhas e as de 10 são maiores que as de 20? Está a chover mas está um calor desgraçado? Olha um pássaro!

Pronto, basicamente é isto que vai na minha cabeça 50% do tempo. Os outros 50% é - tenho de arranjar trabalho, tenho de arranjar trabalho, tenho de arranjar trabalho.

Hoje fui "experimentar" um café/restaurante aqui ao pé de casa - de judeus (no judging) - e até nem foi assim tão mau. Nunca trabalhei em cafés e ou restaurantes, por isso para primeiro dia (3 horas só) acho que me safei. 

Amanhã vou outra vez e sábado tenho uma entrevista na Gap, no centro comercial. Se correr bem na Gap, digo adeus aos do café.

É sempre bom ter opções minha gente!

E pronto, basicamente é isto. Para quem pensava que viver em Londres era muito diferente de viver em Lisboa (*tosse, P.,tosse*) é igual. Só muda o tempo, que aqui é bipolar, a lingua quando não estamos em casa e o espaço que temos para coçar o braço (que é minúsculo nesta casa).

As saudades ainda não se fizeram notar. Já cá estou à uma semana. Ainda há muito para ver, para sentir e para viver.

Mas devagar se vai ao longe.

16
Out14

A ver vamos


alex

A vida não é justa. Não é fácil. Não sorri a toda a hora, todos os dias, para nós. Prega-nos partidas e faz-nos rasteiras. Caímos de boca e até somos capazes de partir um quantos ossos. Fartamos-nos de ganhar nódoas negras e cicatrizes que ficam para sempre, todas elas contando uma história diferente.

A vida não é justa. Não é fácil. Ás vezes parece que estamos a ir numa direcção - na certa - e quando damos por nós ZÁS! A vida empurra-nos para uma direcção completamente oposta e não tão boa como a anterior. A vida é uma montanha-russa - a maior de todo o Universo.

A minha viagem neste momento está a ser atribulada, daí andar um bocado ausente nestes últimos dias...

A vida não é justa. Não é fácil.

E hoje, principalmente, está a ser bem má para mim e a testar-me. Ela gosta de fazer isso mais vezes do que as necessárias.

Mas a ver vamos...

15
Set14

Regressar


alex

Como boa irmã mais velha que sou, hoje fiz questão de me levantar de manhã bem cedo para ir à apresentação da minha irmã. A criatura começa amanhã uma nova etapa da sua vida e eu estou mais preocupada que ela.

Aliás, nós somos os únicos que estamos preocupados - a criatura quer é que chegue o dia 22 de Setembro porque já não consegue esperar pela segunda temporada da Violetta...

Só assim vêm o porquê de eu estar preocupada. 

A minha irmã tem nove anos. É uma autêntica criança que vai ser empurrada para o mundo real como se de um penhasco se tratasse - e eu aqui com medo que ela caia e se magoe forte e feio. Quando fui eu, há oito anos atrás, não conhecia ninguém -literalmente. Vim de uma outra cidade, para uma outra mais perto da minha casa, enquanto que todos os que estavam a entrar para o 5º ano naquela altura, já se conheciam todos porque aquela escola era do 1º ao 9º - e todos eles já se conheciam porque já lá andavam.

Para mim foi um choque autêntico mas como era uma criança diferente daquela que a minha irmã é - eu sempre fui ligeiramente matura para a minha idade - lá consegui desenrascar-me. Só que por muito desenrascada que uma pessoa seja, há sempre quem esteja pronto para se aproveitar das nossas fraquezas - naquela altura, as minhas eram a ingenuidade e a falta de tomates para falar de minha justiça (por outras palavras, deixava que me espezinhassem).

Daí o nervoso miudinho que sinto na barriga - pela criatura a que tenho o prazer de chamar irmã e que vai amanhã para o 5º ano, qual menina crescida. Tenho medo que ela passe pelo inferno que eu passei durante dois anos. Tenho medo que se aproveitem do facto de ela ainda ser muito infantil e de viver no seu mundinho Violleta. Medo que façam à minha irmã pequenina aquilo que me fizeram a mim - que a impeçam de ser uma criança, feliz e saudável. Tenho medo que a obriguem a construir muros e mais muros à sua volta para que ela se consiga proteger - o que depois faz com que ela se torne numa pessoa desconfiada e amargurada, negativa e fria (como a irmã mais velha).

Eu sei que somos todos diferentes e que há oito anos atrás as coisas não eram bem como são hoje - mas é isso que me assusta ainda mais. É que eu não sei se era mau antes ou se é mau agora - ou se é ainda pior agora do que era antes!

Claro que isto é um passo inevitável que haveria ter de ser dado a certa altura da vida dela, mas mesmo assim, não torna tudo menos assustador.... Para mim, lá está, porque ela está agora confortavelmente na sua cama a ver o Disney Channel sem uma única preocupação no mundo.

Mas por um lado, ainda bem que está. Deixem que os nervos sejam todos meus e que ela amanhã comece esta nova etapa com o coração livre de palpitações e um sorriso acriançado nos lábios.

Porque apesar de ela ser uma peste autêntica e de eu ser, mais vezes do que aquelas que gosto de admitir, dura para com ela dizendo que "Tens de crescer, tens de deixar de ser tão criancinha, já vais ter outro tipo de responsabilidades, blá blá blá" - apesar disto, continuo a querer, bem cá no fundo do meu coração, que ela seja só e apenas uma criancinha.

A minha pequenina criatura; o meu bichinho do mato.

Custa vê-la crescer e tenho mais medo por ela do que tive na altura por mim.

E a minha mãe já nem sequer tem estas preocupações porque já passou por isto comigo - mas para mim é tudo novo. Este sentimento de querer que eles cresçam porque, sinceramente, há que pensar em outras coisas para além do Leon e do Tomas (personagens da Violetta), mas ao mesmo tempo querer que eles parem de avançar na vida e que permaneçam os nossos bebés para todo o sempre.

É esquisito.

E é por isto que ter filhos não está, de forma alguma, na minha lista de prioridades na vida.

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