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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

01
Dez18

Este Dezembro...


alex

Vai passar a correr. Porque eu não quero que ele passe rápido e é quando nós queremos que o tempo pare, ou pelo menos abrande um bocadinho, que o mesmo não nos dá ouvidos e prega a fundo.

No mundo do retail, o mês de Dezembro é o maior mês do ano. A Black Friday é importante, sim, mas é o mês de Dezembro que dá frutos. No caso da minha loja, fizemos mais dinheiro no mês de Dezembro, do ano passado, do que em metade do ano inteiro. Como Manager, há muito para fazer por detrás da cortina e como tal, o cansaço vai pesar em mim. Mas se houve alturas em que ir trabalhar era um suplicio, este ano, com todas as (boas) mudanças que 2018 me trouxe, já não detesto ir trabalhar. Talvez porque agora recebo muito bem, para aquilo que faço. Nunca pensei chegar a ganhar o dinheiro que ganho aos 22 anos de idade. 

E no entanto, é neste mês de Dezembro que me apercebo de uma coisa muita simples: até o dinheiro que agora ganho vem com um preço. Nunca ganhei tanto dinheiro (quem ler isto assim ainda pensa que eu faço uma fortuna, não é esse o caso) como ganho presentemente, no entanto, nunca passei um Natal completamente sozinha. E no entanto, é neste mês de Dezembro que tal vai acontecer.

Em 2015 os meus pais e a minha irmã conseguiram voar até cá para passarem o Natal comigo. Em 2016, a contracto de part-time, consegui ir a casa uns dias. Em 2017, com um contracto de mais horas mas ainda a part-time, não fui passar o Natal mas fui passar uns dias de 26 a 31 e ainda passei o Natal cá, acompanhada pela família de uma das minhas colegas de casa. Este ano, com uma nova posição de trabalho, a contracto fixo de 40h, sem possibilidade de tirar férias porque Dezembro é o chamado período "blackout" em retail, onde ninguém pode tirar férias, ficarei aqui. Sozinha. 

Não tenho problemas em estar só comigo. Na maior parte das vezes, até prefiro porque os seres humanos conseguem ser cansativos. Não sou a pessoa mais natalícia que existe, verdade. Contudo...entristece-me, não posso mentir. Ver as minhas colegas de casa, umas a poderem ir a Portugal, outras a viajarem para o Sul de Inglaterra onde moram os pais, outras a voarem com o marido para a Madeira...e eu cá fico. Não é o fim do mundo...não. Mas é triste. 

Nunca pensei ganhar o que ganho aos 22 anos de idade...mas também nunca pensei ter de passar o Natal sozinha aos 22 anos de idade. Mas é com isto que quero voltar a afirmar que não se pode ter tudo. E é de consciência tranquila que, daqui a um ano se tudo correr bem, vou tomar a decisão de ganhar muito menos (provavelmente até mesmo nada) para ao menos poder passar um Natal de jeito com os meus, pela primeira vez em quatro anos. Sem preocupações, sem datas de partida, sem mensagens do outro lado da Europa a chatearem-me a cabeça e a estragarem-me o serão...

Tudo na vida tem um preço. Este ano, o meu Dezembro vai-me custar muito. Para o ano, vai-me custar de forma diferente. Mas vou poder sentar-me no sofá, de sorriso nos lábios, pobre em dinheiro mas rica noutras coisas. Porque este dinheiro todo que eu ganho hoje...amanhã já não existe. Mas por agora, vai-se ganhando e vai-se juntando. 

Este Dezembro vai passar a correr. E 2018 vai terminar. Vou ter de dizer adeus ao melhor ano que vivi neste país. 

Este Dezembro vai ser triste.

Este Dezembro é o último. 

Aqui.

16
Ago18

Nunca deixa de ser difícil...


alex

Nunca deixa de ser difícil. A distância, a saudade, a dúvida, as preocupações com quem não está por perto...nunca fica fácil. Há quem diga que com o passar dos anos vai ficando mais fácil, esta coisa da distância, mas não. Não fica mais fácil, nós é que vamos aprendendo a viver com ela e com tudo aquilo que ela traz.

Este ano tem sido o melhor ano da minha vida, não me consigo fartar de o mencionar. Mas às vezes gostava de poder partilhar mais a minha felicidade com os meus. E gostava que também eles estivessem bem, felizes. Mas a vida não funciona assim. E às vezes, confesso, sinto-me mal. Sinto-me mal por estar longe e não poder fazer nada pelos meus. Não posso pegar no carro e ir levar a minha avó a passear, que mal sai de casa. Não posso ir almoçar com os meus avós ou ajudá-los a ir às compras, porque eles sozinhos já mal conseguem carregar um saco cada. Não posso estar ao lado da minha irmã a ensinar-lhe certas coisas ou a ter certas conversas com ela. Não posso pegar em mim e bater à porta de um amigo ou de uma amiga e simplesmente irmos tomar um café, ou apanhar ar ou o que seja.

Não posso consolar os meus. Não posso curar os meus. Não posso fazer nada estando longe, por muito que tente estar perto através de chamadas de vídeo, mensagens, fotos, etc. E os momentos em que a culpa me assoma e me tira o ar são vários. Sinto-me culpada, egoísta. Em contraste aquilo que possa ter escrito no texto anterior... estar longe dos nossos não significa que os amemos menos mas significa que não há tanto que possamos fazer por eles. E claro, isso doí. Especialmente quando nós estamos bem, felizes e do outro lado do mapa sabemos que os nossos não estão igualmente felizes ou igualmente bem e que nós pouco ou nada podemos fazer para alterar isso. Faz parte, é verdade. Mas não significa que não seja difícil.

Nunca deixa de ser difícil...

31
Jul17

Julho valeu a pena


alex

Tenho tentado pensar de forma mais positiva desde a última vez que vos escrevi. Neste mês de Julho, que acaba hoje, andámos todos bastante atarefados....

Uma de nós cá em casa casou-se! Os preparativos foram feitos mais ou menos a correr, mas no fim, a cerimónia foi muito bonita e o chamada copo de água também! Pela primeira vez na minha vida fui escolhida para algo! O casal casou-se apenas pelo registo, e a H. pediu-me para eu ser a testemunha legal dela. Pode-se dizer que fui a madrinha de casamento! Foi uma experiência inexplicável, para ser sincera. Não me imaginava a casar uma amiga minha antes de eu própria ter completado, no mínimo, os 25 anos de idade. Mas assim aconteceu, no passado dia 23 de Julho, a H. casou-se e todas nós derrama-mos uma lágrima quando ambos disseram os votos. A C. terminou o curso e no início do mês foi a cerimónia de graduação dela. Os pais, o padrinho e a avó dela vieram de Portugal de propósito para a ver subir ao palco e receber o seu diploma, de capa vestida e chapéu na cabeça. Fez-me pensar que para o ano, vou ser eu. E lançou-me numa espiral de ansiedades e medos que nem vos conto.  Na sexta-feira passada, celebrámos os anos da A. com um jogo de bowling. Já não jogava desde os meus oito anos de idade! Quando era miúda e existia um espaço de bowling na Expo, lembro-me de fazer as minhas festas de aniversário todas lá. Foi mais uma celebração que me deixou nostálgica.

E assim se passou o mês de Julho aqui no Flat 2 em Londres. Muitas celebrações, muitas metas atingidas, muitas mudanças e no entanto, tudo permanece igual. Foi um mês bastante atribulado e atarefado e fez-me perceber muitas coisas. Mas mais sobre isso noutro post. O mês de Agosto para mim vai resumir-se a acabar o meu trabalho da uni que tenho de re-submeter no dia 25 e contar as horas para o dia 27, que é quando vou voar para Portugal para passar duas merecidas semanas de férias com a minha família e amigos. Como sempre, por um lado, mal posso esperar e por outro, estou um pouco de pé atrás. As razões para isso já eu aqui as enumerei num outro post. Sempre que vou a casa é uma luta, tanto interna como externa, por assim dizer!

Mas fecho este mês de Julho (e este post) com um sorriso na cara, ao contrário do mês anterior. 2017 continua a ser um dos meus piores anos, no entanto, o mês de Julho no ano de 2017 foi um dos melhores da minha vida, sem dúvida. Porque vi as pessoas que eu mais amo serem felizes. Pude testemunhar a alegria dos meus e fazer parte dela e contribuir para a mesma.

Só por isso, Julho valeu a pena.

11
Jan17

Já foi!


alex

Passou o Natal, passou o ano novo e cá estamos, no ano 2017!

Se tivesse que definir o ano de 2016, diria que não foi o pior que já vivi, mas podia ter dado mais de si. Não tanto a nível pessoal mas mais a nível mundial. A nível pessoal, diria que foi um bom ano. Visitei um dos sítios que queria imenso visitar, a Coreia do Sul, conheci e explorei novos sítios, tive um dos melhores aniversários da minha vida, em Brigthon, com amigos que considero família, poupei dinheiro, fui a casa no Natal e conclui com sucesso o primeiro ano da uni.

Para 2017, os planos já são vários. Viajar mais, aproveitar mais as minhas folgas e dar mais atenção à familia e amigos que estão em Portugal e que por vezes são um pouco negligenciados. Quero também investir mais tempo no blog, coisa que já não estou a fazer bem porque já estamos na segunda semana do ano e este é o meu primeiro post de 2017.

Mas tudo se faz com vontade e eu espero tê-la este ano. Acho que é o que quero mais para este ano: vontade.

 

20
Dez16

Quase, quase!


alex

Faltam dois dias. As prendas já estão compradas. A mala quase feita. O check-in feito e o bilhete do autocarro comprado.

Tenho andado a sofrer bastante no trabalho. Ser Key Holder não é brincadeira. Mas ando a gostar do novo desafio, apesar de tudo. É uma loja com um ambiente muito melhor, sem dúvida, e ajuda o facto de eu ser amiga de quase toda a gente que lá trabalha. Quanto à carga de trabalho, é sempre assim antes de ir de férias. É quando trabalho mais e mais horas para ao final do mês não ressentir.

Mas a verdade é que, por muito que chore e berre e me queixe, no fim vale sempre a pena. Porque vou poder voltar a passar o Natal com a minha família, quase dois anos depois da última vez que passei o Natal com eles.

E não há recompensa melhor que essa.

E o melhor? Só os meus pais é que sabem. Mal posso esperar para ver a reacção do resto da família, especialmente dos avós...

Estou tão feliz! E como já não devo passar por aqui antes do dia, desejo a todos um feliz Natal, recheado de amor, carinho e alegria, boa comida, bons familiares e bons amigos!

Aproveitem porque eu cá vou aproveitar ao máximo!

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