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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

26
Fev15

Weightless

alex

A minha resposta à pergunta: "Porquê ir para outro país estudar, trabalhar e fazer a tua vida?" podia ser variada.

Podia responder que é porque cá, não existe nenhuma universidade que me ofereça o curso que quero. Podia dizer que é porque sempre quis ir para fora, que sempre quis conhecer novas culturas, novas maneiras de viver e de estar na vida.

Podia responder que, por muito que me entristeça dizê-lo, é porque não vejo futuro para mim aqui no meu país. 

E todas elas seriam (e são) verdade.

Mas já estou farta de responder sempre à mesma pergunta e de tentar explicar-me a quem não devo explicações.

Os All Time Low percebem-me.

 

 

09
Fev15

Ninguém sabe

alex

Acho que as pessoas à minha volta não se apercebem do quão difícil vai ser, realmente, para mim deixar tudo para trás. 

E eu não me acho melhor que aqueles que querem ficar - não sou mais que ninguém por querer ir. Cada um faz as escolhas que melhor lhe assentam e há pessoas que gostam das suas Vidas aqui. Não julgo, não condeno, não digo mal porque eu própria acho que este país é um sítio maravilhoso para se viver - para quem tem poses para isso.

Eu para estudar cá teria de estudar à noite e trabalhar de dia para pagar as minhas propinas e não esqueçamos que na educação, não é só as propinas que se pagam. Eu aguento muita coisa, mas também conheço os meus limites. Acho que é importante, enquanto pessoas minimamente adultas, sabermos os nossos limites e sei que não ia conseguir estudar à noite e trabalhar de dia.

Eu para estudar cá tinha de ir para um curso que roça um bocadinho aquilo que eu gosto, mas que não é exactamente aquilo que eu quero - porque cá não existe nenhum curso especificamente para aquilo que eu gosto.

Eu não sou a Maria, nem a Joana, nem a Joaquina. Eu sou a Alexandra e sempre sonhei diferente. Sempre quis mais do que ficar a morar em casa dos meus pais até aos vinte e cinco ou trinta, a tirar um curso na faculdade que não me enche as medidas, encontrar a minha cara metade, casar-me, ter filhos (...).

Eu sempre quis algo diferente. O que não implica que o que acabei de descrever em cima seja mau ou menor ou inferior aquilo que eu quero para mim. O que é importante para mim não o é para os outros e vice-versa porque nós somos todos diferentes.

Eu respeito e admiro quem opta por ficar e fazer a sua Vida cá - em momento algum eu desdenho de quem o faz. Mas acho que as pessoas não entendem que eu ao dizer que eles "ficam para trás" não é no sentido de "vocês ficam pior que eu por ficarem cá". Longe de mim.

É no sentido de: "vocês vão ficar aqui e eu não". No sentido de: "vocês também podiam vir se quisessem". Mas não querem e eu respeito isso porque todos nós temos sonhos e objectivos diferentes.

Mas acho que o que ninguém tem noção é a quantidade de vezes que eu já chorei à noite, sozinha, com a cabeça na almofada porque sinto que sim, estou a deixar os meus para trás.

A minha irmã vem ter comigo ao quarto, de vez em quando, e do nada diz-me: "Mana, vou ter tantas saudades tuas".

E eu acho que ninguém percebe o quanto isso me quebra. O quanto isso me faz querer ficar. Apesar de ainda não ser um dado adquirido, tudo se move nessa direcção - na de ir.

Eu sei que me faço de forte. Eu sei que guardo tudo para mim. Eu sei que finjo muitos sorrisos e muitas gargalhadas, eu sei que encolho muitos os ombros ou digo muitas piadas para dispensar o assunto. Mas a verdade é que ninguém sabe o quanto me custa e o quanto me irá custar deixar para trás aqueles que amo.

Porque não é uma questão de eles serem menos do que eu por ficarem - é uma questão de eu ir ser menos sem eles, por ir. Porque vou deixar aqui pessoas que me são tudo, mesmo que por vezes me desiludam.

A desilusão faz parte de amar uma pessoa, seja de que maneira for. Se nos permitimos a amar, permitimos muitas outras coisas, incluído desiludirmos-nos com essas pessoas.

Acho que ninguém sabe o aperto enorme com que tenho vivido estes últimos dois meses e o quão maior vai ficar nos meses que se seguem, à medida que o grande momento se irá aproximando. Ainda faltam longos meses, mas eles vão acabar por passar e com eles vão trazer tudo aquilo que as pessoas à minha volta pensam que eu sou imune.

Eu tenho sentimentos. Não sou feita de pedra. É claro que choro baba e ranho só de pensar em me ir embora. Mas também sou sincera - não tenho o suficiente aqui para ficar.

Nunca foi, não é, nem nunca será minha intenção desdenhar dos que ficam e não me acho maior por ir. Até tenho uma certa inveja daqueles que encontram o que precisam aqui, sem precisarem de ir à procura para lugares distantes.

Mas eu passei a minha Vida a viver para os outros - para a minha irmã, para os meus pais, para os meus amigos. Estive sempre lá quando a sirene deles tocava. Dei-lhes a mão quando eles precisavam. Dei-lhes o meu ombro para as suas lágrimas e as minhas palavras assertivas para as suas incertezas.

Agora é a minha vez. E gostava que os que me rodeiam fizessem por mim o que eu fiz por eles durante toda a minha Vida. 

Porque acho que ninguém sabe o quanto realmente me custa ter de ir. Acho que ninguém sabe.

 

02
Fev15

O mês mais comprido do (meu) ano

alex

Este mês, apesar de só ter 28 dias, vai ser o mais comprido do ano para mim.

Porque vai ser um mês de espera e ansiedade, questionando-me acerca da resposta da universidade. Garantiram-me que entrava, mas só deito os foguetes quando me chegar a carta a dizer:

Welcome to Middlesex University Alexandra!

Só aí é que me vou permitir cantar aos sete mundos que finalmente, as coisas estão a compor-se para mim. Só aí é que vou começar a dizer de boca cheia que vou mesmo.

Antes disso, vou esperar. Já esperei até aqui, posso esperar mais um mês. Não sou a pessoa mais paciente, mas com as circunstâncias da Vida, tive que o ser, por vezes.

Fevereiro pode ser o mês mais pequeno do ano, mas para mim vai ser com certeza o mais longo de todos.

25
Jan15

Em voz alta (é diferente)

alex

Hoje disse-o pela primeira vez em voz alta, em conversa com a prima do meu primo (que não é minha prima mas de quem eu gosto muito).

Disse-o e não sei se fiz bem ou mal porque a Vida é nada mais nada menos do que uma enorme incerteza - ninguém sabe o dia de amanhã.

Mas saiu-me. Ela estava a ver as fotos dela com o nosso primo em Londres e eu virei-me e disse:

"Eu este ano vou para Londres".

Só me apercebi do que me saiu da boca quando ela olhou para mim com um sorriso de orelha a orelha e perguntou:

"A sério, já te candidatas-te?"

Foi estranho, dizê-lo em voz alta com tanta certeza. Tenho andando a dizê-lo na minha cabeça desde o início do mês mas é diferente dizê-lo em voz alta, a outra pessoa. Claro que os meus pais sabem, mas não falamos muito sobre isso - prefiro assim porque já sei que se falarmos, eles vão começar a encher-me a cabeça de dúvidas (legitimas, admito) e eu dispenso.

A candidatura já foi, o curso é Escrita Criativa e Jornalismo e a universidade é a Middlesex. Agora, lá para o final de Fevereiro, inicio de Março chega a resposta por parte da Universidade, depois em meados de Abril é fazer o exame IELTS e ter uma classificação de 6.0 (no mínimo) e aí sim, as coisas vão começar a tornar-se muito mais reais.

Eu vou para Londres.

Este ano.

Em Agosto.

Espero eu.

13
Jan15

Façam comigo!

alex

Não quero agoirar nem mandar foguetes antes da festa, mas deixem-me só dizer que hoje, estou feliz.

Hoje, terça-feira dia 13 de Janeiro de 2015, dei o primeiro passo em direcção a um novo rumo e a uma nova vida.

Posso só voltar a referir como estou feliz que as coisas parecem estar, finalmente, a andar e bem para os meus lados?

Não quero agoirar...mas bolas, vim embora daquela reunião hoje de manhã com um sorriso enorme nos lábios e com o coração cheio - de esperança, contentamento e positividade.

Vai tudo correr bem. A partir de agora é sem parar, sem olhar para trás.

O primeiro passo está dado. Agora é continuar a caminhar, de pés assentes na terra é verdade, mas também andar e permitir sentir-me bem e feliz com o caminho que tenho a percorrer.

Todos a fazerem figas comigo!

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