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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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25
Jan15

Em voz alta (é diferente)


alex

Hoje disse-o pela primeira vez em voz alta, em conversa com a prima do meu primo (que não é minha prima mas de quem eu gosto muito).

Disse-o e não sei se fiz bem ou mal porque a Vida é nada mais nada menos do que uma enorme incerteza - ninguém sabe o dia de amanhã.

Mas saiu-me. Ela estava a ver as fotos dela com o nosso primo em Londres e eu virei-me e disse:

"Eu este ano vou para Londres".

Só me apercebi do que me saiu da boca quando ela olhou para mim com um sorriso de orelha a orelha e perguntou:

"A sério, já te candidatas-te?"

Foi estranho, dizê-lo em voz alta com tanta certeza. Tenho andando a dizê-lo na minha cabeça desde o início do mês mas é diferente dizê-lo em voz alta, a outra pessoa. Claro que os meus pais sabem, mas não falamos muito sobre isso - prefiro assim porque já sei que se falarmos, eles vão começar a encher-me a cabeça de dúvidas (legitimas, admito) e eu dispenso.

A candidatura já foi, o curso é Escrita Criativa e Jornalismo e a universidade é a Middlesex. Agora, lá para o final de Fevereiro, inicio de Março chega a resposta por parte da Universidade, depois em meados de Abril é fazer o exame IELTS e ter uma classificação de 6.0 (no mínimo) e aí sim, as coisas vão começar a tornar-se muito mais reais.

Eu vou para Londres.

Este ano.

Em Agosto.

Espero eu.

14
Jan15

Fome


alex

Ás vezes tenho esta fome - a fome de escrever. Lanço-me num teclar desenfreado e chego a ter lágrimas nos olhos de estar tanto tempo a escrever e a olhar para o ecrã do computador.

Tenho esta fome que nunca vejo saciada; escrevo e escrevo e escrevo e por vezes, mais valia não escrever nada (como agora). Saem coisas que nem ao diabo lembra mas saem outras que eu mais tarde leio e penso:

"Fui eu que escrevi isto? Uau."

A maior parte do que escrevo não mostro a ninguém. Guardo para mim - porquê, não sei. Talvez porque não confio totalmente nas minhas capacidades enquanto escritora. Talvez porque acabei de soltar uma gargalhada ao denominar-me como "escritora". Escrevo, como tal sou escritora? Muitos diriam que não é bem assim (e eu concordaria).

Mas a fome persiste - talvez também por essa mesma razão. Porque procuro sempre escrever mais e melhor que antes; porque quero encontrar aquele texto, aquela frase, aquela palavra escrita, pensada por mim, que será capaz de acalmar esta fome selvagem.

No entanto, pensando melhor...este é daquele tipo de fome que não queremos ver saciada.

21
Dez14

Perco-me, por vezes.


alex

Por vezes perco-me. Durante umas horas, vagueio, meia cega pelas lágrimas que ameaçam despoletar dos meus olhos.

Por vezes, perco-me. Por entre as dúvidas e incertezas; os medos e as ansiedades; as memórias e os fantasmas do passado.

Perdida, deambulo. Só. Nunca sozinha, mas sempre só.

Por vezes...perco as forças. Tenho vontade de baixar os braços e perder-me, não só às vezes, mas sempre e para sempre. Por vezes não são apenas os meus olhos que choram - é a alma também.

E quando a alma chora, sentimos que não vamos conseguir parar. Recuperar.

Encontrar-nos.

Por vezes desejamos perder-nos, às vezes. Sempre. Para sempre.

 

19
Dez14

A cabeça anda onde?


alex

Ando com a cabeça na lua. Hoje, sem querer, apaguei o post que pus ontem aqui sobre a saudade...

Está comprovado, estou a necessitar do bacalhau da avózinha, das filhoses e do calor da minha família.

Estou mesmo mal desta cabeça...se isto é assim aos 18, nem quero imaginar daqui a uns anos!

Vai ser o salva-se quem puder, com certeza...

Noutras notícias...parece que apesar de a minha cabeça não andar a 100% que a sorte anda-me a bater à porta e encontrei uma prendinha no sapato, ainda antes do dia de Natal (se é que me faço entender...)

Vamos lá ver como é que isto se desenrola, mas torçam por mim.

A cabeça vai andar meia perdida até ao dia 24 - o dia das filhoses, do bacalhau e dos abraços das avós, dos tios, dos primos e do resto da famelga.

Que bem que me vai saber!

 

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