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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

21
Nov16

Aprendendo comigo mesma

alex

Andava pelo blog a ver as estatísticas deste canto, coisa que não faço com frequência porque também já não escrevo com a mesma frequência que escrevia antes, quando dou de caras com um determinado post. Na página das estatísticas, há uma parte com os posts mais comentados do nosso blog, ou seja, os mais "famosos" por assim dizer.  E eu dei por mim a clicar neste post. 

Ultimamente ando a desesperar. O meu trabalho já não me enche as medidas. Chego a casa a tarde e a más horas, carrego com demasiadas caixas, demasiado pesadas todos os dias, apago fogos que não me competem apagar, tenho de responder a pessoas que tanto me sorriem e me fazem rir como no segundo a seguir me façam querer esmurrar alguém e chorar... simplesmente, já não estou satisfeita com o sítio onde estou. Há uns meses atrás acho que escrevi aqui no blog em como ia mudar. Essa mudança acabou por não acontecer e na altura, as razões que dei a mim própria e aos que me rodeavam foram muitas e iguais. No entanto, depois de ler o post que menciono em cima, apercebi-me de que a razão pela qual eu acabei por não mudar foi só uma, e é abordada nesse post.

O medo. O medo e a incerteza. Por vezes não me reconheço. Onde anda a rapariga que escreveu este post enorme sobre a vida ser 50/50, sobre tomar riscos e dar aquele passo grande em frente mesmo que isso implique bater com o nariz no chão e desiludirmos-nos?

Passaram-se quase já dois anos desde que escrevi o post em questão. Mas a Alexandra que o escreveu tem toda a razão. E é nela que vou agora buscar a coragem para, finalmente, sair da embrulhada onde me enfiei e tentar algo novo. Está na altura. 

Ser mais, fazer mais. Preciso de me reencontrar com a Alexandra de há dois anos atrás. Uma miúda determinada e disposta a dar um passo incerto. Uma rapariga com a audácia de fazer uma escolha, mesmo que ela se revele errada, pois ela era capaz de tirar disso uma lição de vida. E citando-me a mim mesma: 

"(...)a Vida é 50/50. Há 50% de probabilidade de correr bem e 50% de probabilidade de correr mal. No fim, se nos limitamos a ficar sentados na nossa própria poça de medos e inseguranças, sem dar um passo para a frente ou até mesmo para trás...aí sim, é que a probabilidade de algo bom acontecer é de 0%.

Acho que 50% é sempre melhor do que 0%."

Concordo. E se depois de feita a escolha e de tomada a decisão, as coisas não correrem bem, não faz mal.

Porque, até agora, todas as quedas que já dei ensinaram-me a saber levantar.

26
Fev15

Weightless

alex

A minha resposta à pergunta: "Porquê ir para outro país estudar, trabalhar e fazer a tua vida?" podia ser variada.

Podia responder que é porque cá, não existe nenhuma universidade que me ofereça o curso que quero. Podia dizer que é porque sempre quis ir para fora, que sempre quis conhecer novas culturas, novas maneiras de viver e de estar na vida.

Podia responder que, por muito que me entristeça dizê-lo, é porque não vejo futuro para mim aqui no meu país. 

E todas elas seriam (e são) verdade.

Mas já estou farta de responder sempre à mesma pergunta e de tentar explicar-me a quem não devo explicações.

Os All Time Low percebem-me.

 

 

06
Fev15

It's a choice

alex

"They found this guy in Maine who had been living completely alone in the woods for thirty years. They called him "The Last True Hermit".

Thirty years without the warmth of human touch, without conversation. The Hermit felt more lonely when he was out in the world then he ever felt in the woods by himself.

Surrounded by people but drowning in solitude. That kind of loneliness can swallow you hole.

That last true Hermit was found and dragged out of hiding and into the world. Most might find his existence sad but the Hermit knew something we didn't. He knew when it come down to it, even when you're with someone, or in a noisy rush of people, it's just you.

The one you can count on and lean on and depend on. It has to be you.

And once you figure that out, that's when being alone becomes a choice." - Grey's Anatomy, season 11, episode 10

 

Hoje faço das palavras de outrém, as minhas - porque estou com uma dor de cabeça que parece que a mesma vai explodir e espalhar os bocados do meu cérebro pelas paredes do meu quarto; porque estou cansada e amanhã tenho dez horas de trabalho pela frente; porque este último episódio da Anatomia de Grey tocou exactamente no ponto.

(P.S: peço desculpa aos que não são capazes de ler e compreender inglês na sua perfeição)

12
Jan15

Nada convencional

alex

Não me vejo como dona de casa. Ou como mãe de quatro filhos e dois cães. Ou mulher que vai à cozinha buscar uma cerveja ao marido enquanto este está no sofá a ver a bola.

Não me vejo de vestido branco e véu a subir ao altar com o homem dos meus sonhos vestido com um bonito fato à minha espera.

Não sou, de todo, uma rapariga convencional. Eu e o meu ex (de há mais um ano, venham as palmas) de vez em quando falávamos sobre isto. Sobre o que queríamos para um futuro distante (que eu ainda sou uma miúda não é verdade). E a conversa acabava sempre mal porque ele, nesse aspecto, não concordava comigo. Concordávamos em muita coisa mas não nisto. 

Ele dizia que queria um casamento grande, com a família toda, uma banda e um buffet de fazer alargar o cinto das calças. Dizia que queria uma casa onde coubesse ele, a mulher e os três filhos (logo aí torcia o nariz porque odeio números impares) e o amigo cão (e eu que sou doida por gatos ia mesmo ter um cão, espera aí).

Dizia que queria uma mulher que o estimasse, o amasse e respeitasse e que fosse não só a companheira amorosa dele mas também a sua melhor amiga. Dizia-me de sorriso nos lábios, que gostava que essa pessoa fosse eu (e eu desmanchava-me a rir que nem uma perdida porque era de loucos!)

Primeiro porque ainda tenho muito para viver. Segundo porque era incapaz de me casar pela igreja visto não ser católica. Terceiro porque sou de opinião que casar pelo civil também não me vale de nada - que um papel com o meu nome lá escrevinhado não aumenta nem diminui o meu sentimento pela pessoa, ou seja, não muda nada a não ser em termos legais (que para mim interessam-me tanto como a árvore aqui em frente à minha casa).

Quarto porque ele era maluco da cabeça e eu sempre fui inteligente demais para ir neste tipo de conversas (gostava de também ter sido inteligente o suficiente para não ir em outras, mas isso já é outra história).

Há raparigas que com a minha idade já dizem: "Ah sim, eu quero-me casar e ter filhos e viver feliz para sempre com o meu amor. Não é agora claro, mas quando for mais velha."

Pois eu nunca fui dessas. Sempre disse que nunca me ia casar. E sempre me disseram que era só aparecer a pessoa certa e eu depois ia ver - mas desculpem, não há-de ser um homem a fazer-me mudar as minhas convicções, mesmo que esse homem seja o homem dos meus sonhos.

Sempre que disse que gostava mais dos filhos dos outros do que dos meus - e é parcialmente verdade porque apesar de não ter filhos meus, tenho uma irmã de dez anos que há alturas em que é quase como se fosse. E só eu sei o quanto de mãe fui para ela e só eu sei as dores de cabeça que ela não dá, por isso filhos? Acho que não tenho perfil para os ter.

Sempre disse que nunca iria ser daquelas mulheres que chegam a casa depois de oito horas de trabalho e que vão fazer o jantarinho para o marido que fica no sofá, alegando estar "muito cansado". Ai, que vontade de me rir...

Isto porque calhou, em conversa com a minha patroa, dizer que não quero casamentos nem católicos nem no civil e que filhos também não sei ao certo se os quero vir a ter.

Essa vida não é para mim, ponto. Sonho com uma vida cheia de aventuras, viagens, descobertas, muita escrita, muito amor e muita felicidade.

E é só.

23
Set14

Ser feliz é uma escolha (?)

alex

Há quem diga que sim. Eu já acreditei mais que não é.

Há dois anos - ou talvez nem tanto, talvez à cerca de um ano e meio atrás - eu era a minha pior inimiga. A minha mente convenceu-me de que eu não merecia ser feliz - e por isso mesmo, não o era. Sorria, fazia palhaçadas e piadas e ria-me mas por detrás de uma máscara elaborada está sempre um coração partido, despedaçado. Eu era assim.

Olhando para trás vejo a bola de negativismo que eu era e peço desculpa a todos aqueles que na altura levavam comigo. É verdade que ainda hoje tenho os meus momentos - de dúvida, de incerteza, de negativismo. Mas depressa empurro esses sentimentos e pensamentos para fora da mente e os substituo por outros mais agradáveis e positivos.

A pessoa que mais me ajudou a tornar-me em alguém mais positivo, foi a minha grande amiga D. Ela ensinou-me que aquilo que nós damos ao Universo, recebemos de volta e há muita gente que não acredita nisto - mas eu cada vez mais tenho a certeza de que isto é verdade.

O meu antigo eu alimentava-se de dor, de pena, de lágrimas, de negativismo. Deixava-me enterrar por tudo isto e não fazia nada para me livrar de toda esta má energia - conformei-me e aceitei que se era assim, era porque tinha de ser.

Hoje já não sou bem assim. Hoje já não deixo que uma pequena coisa me deixe de mau humor durante o resto do dia, como acontecia antes. Por exemplo, se me esquecia do relógio ou do telemóvel ou algo parecido, deixava que isso me afectasse mais do que o devia e passava o dia a queixar-me. Se não estava satisfeita com alguma situação em particular, não procurava mudá-la ou pelo menos saber se havia algo que eu pudesse fazer para a mudar. Antigamente eu ia para as coisas a pensar que elas iam ser um desastre e que tudo me ia correr mal. Agora ainda tenho esses meus momentos, mas depressa encontro forma de me ver livre deles.

Dantes deixava-me afectar por coisas que hoje não me afectam de todo. Costumava olhar para o mundo e pensar que ele me odiava mas a verdade é que eu estava errada - era eu que odiava o mundo simplesmente porque estava cega demais para ver para além daquilo que tinha em frente a mim.

Comecei a abrir a pestana e a perceber que existe muito mais do que aquilo que o nosso olho capta à primeira. Há sempre uma maneira de dar volta a uma determinada situação. Há sempre escolhas que podemos fazer que vão determinar o quanto algo nos afectará.

Claro que há coisas inevitáveis e incontroláveis. No entanto, algo que conseguimos sempre controlar é a forma como reagíamos a elas. Escolhemos ficar sentados no sofá a ter pena de nós prórpios, zangados com tudo e todos, ou escolhemos pôr-nos de pé, olhar mais além e tentar descobrir uma forma de tornar uma situação má numa situação menos má ou até mesmo, numa boa situação?

Escolhemos ser infelizes ou felizes? Deixamos que uma molha nos estrague o humor ou fazemos um esforço para rir da situação e encarar a chuva como parte da vida? Deixamos que um mau dia de escola ou de trabalho defina o resto da nossa semana ou levantamos-nos no dia a seguir, com uma atitude nova e determinação, prontos para não deixar o dia de ontem se repetir hoje? 

Algo que a D. me ensinou e que vai ficar para a vida, foi a não assumir o pior logo à partida. Só eu sei a tendência que tenho para fazer isso...no entanto, porque devo eu fazê-lo se isso só me traz sofrimento antecipado, dor e mal-estar? Porque fazer isto a mim mesma - pôr-me debaixo de uma nuvem negra e esperar que um raio me atinja e acreditar que vou ser realmente atingida, quando posso muito bem pensar " Não vai atingir-me ".

E até pode atingir, mesmo que eu pense que não vai, mas e depois, vou ficar amuda e revoltada com a Vida? Ou vou respirar fundo e arranjar maneira de que o raio não me atinja outra vez?

Se consigo colocar, dentro da minha cabeça, pensamentos negativos, consigo também colocar pensamentos positivos.

É tudo uma questão de perspectiva, de vontade e de determinação. Se consigo pensar que amanhã não vou receber aquele telefonema que tanto quero receber, também consigo pensar que pode muito bem ser amanhã que o vou receber.

São escolhas. E somos nós que temos, nas nossas mãos, o poder de escolher ser um desgraçadinho ou o poder de ser alguém que, apesar de não viver num mundo cor-de-rosa, tem coisas que o fazem feliz, coisas que nem todos podem ter o luxo de deter. Alguém que caminha a sorrir porque quer sentir-se bem e quer, através do seu sorriso, fazer outros sentirem-se igualmente bem. Alguém que não desiste ao primeiro "Fraco"; alguém que não se deixa consumir por pensamentos negros, onde o negativismo reina.

Alguém que opta por fazer a sua própria felicidade em vez de ficar à espera que ela lhe caia do céu.

É uma luta, todos os dias, uma aprendizagem constante e continua. Não aprendi tudo o que há para aprender sobre isto e nunca vou deixar de aprender a ser alguém melhor, menos negativo e mais positivo. Mas se eu, que era a rainha do negativismo, cheguei onde estou hoje, todos nós conseguimos. E é claro que às vezes me vou abaixo e venho aqui escrever textos mais depressivos e tristes - mas isso é a Vida. No entanto, não me apego a esses sentimentos e não me alimento deles como fazia antes. Deixo-os entrar, sinto, descarrego-os seja aqui, no papel ou outra coisa qualquer e depois liberto-os - deixo-os ir e agarro-me antes àqueles pensamentos que todos os dias, hoje, são mais frequentes na minha vida.

Ser feliz pode não ser uma escolha para toda as pessoas, porque existem milhares de factores que afectam a nossa Vida - no entanto, somos nós que escolhemos se queremos ser felizes ou não e somos nós que temos o poder de dar oportunidade a nós mesmos de o sermos.

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