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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

31
Ago15

Refresh


alex

Esta semana que passou sem vos escrever, muita coisa aconteceu. 

Disse adeus ao Burger Bar e assinei contracto com a Gap. Amaldiçoei o patrão do Burger Bar porque andou uma semana para me pagar o que é meu por direito.

Fez sol e calor e agora faz chuva e frio.

Comprei um Cookie Spread na Tesco que vai ser a minha desgraça.

E hoje, para comemorar o facto de ter deixado o Burger Bar, de ter recebido o dinheiro que ele me devia e por ir começar um novo trabalho amanhã... VAMOS AO SUSHI MEUS AMIGOS!

Estamos quase a conseguir uma casa para todos, mas não quero agoirar.

Gosto de cá estar. Gosto muito deste grupo de amigos que temos cá e gosto das pessoas que tenho conhecido - tirando o meu agora ex-patrão.

O tempo está a passar a correr e hoje já acaba Agosto. O mês de Setembro vai ser o mais atribulado da minha vida até agora, tenho quase a certeza.

Mas mal posso esperar. Que venha daí o Setembro!

01
Mar15

Sem limites (e sem sanidade)


alex

Hoje, acabada de acordar, cheguei à cozinha e a minha mãe diz-me que vem cá a minha sister from another mister (ex-cunhada) para eu a ajudar com o Inglês dela que, aparentemente, não anda famoso.

Eu, com cara de chateada, disse-lhe que hoje não podia porque tinha imensa coisa para estudar.

Fez-se silêncio na cozinha - até a televisão entrou em mute automático - e passados uns minutos, a minha mãe desmancha-se a rir e eu começo a chorar.

Estou definitivamente a perder a pouca sanidade que me restava. Primeiro porque eu já não estou na escola e como tal não tenho nada para estudar, segundo porque comecei a chorar por perceber que estou a ficar maluca ao ponto de achar que ainda ando na escola e terceiro, porque vou passar o meu único dia de folga a brincar às professoras.

Perdoa-me irmã falsa, mas tenta compreender que a tua big sister só tem os domingos de folga e não quer, de todo, ter de sair do pijama, pôr-se minimamente apresentável para não assustar ninguém e passar a tarde a ensinar-te inglês.

A minha bondade devia ter limites. Não tem...mas devia.

01
Fev15

O dia sagrado


alex

Eu adorava as sexta-feiras. Levantava-me, por norma, sempre de bom humor por saber que dentro de 12 horas estaria de regresso a casa e podia ficar a pé até mais tarde, a actualizar a minha lista de séries que ficaram por ver durante a semana, que podia dar mais uns minutos à escrita do que o habitual, contente por no dia seguinte poder levantar-me sem despertador.

Odiava os domingos. Meu Deus, aquele sentimento de tristeza que me invadia todos os santos domingos à noite por no dia seguinte ir iniciar mais uma semana de testes, matéria chata, horas inconcebíveis trancada num sítio onde não gostava de grande parte das pessoas que lá andavam... um tormento.

Os tempos mudam - e é incrível como tanto pode mudar em tão pouco tempo.

Agora odeio as sexta-feiras - porque tenho aquela sensação, quando chego a casa do trabalho, que costumava ter quando andava na escola: de que posso ficar acordada até mais tarde porque no sábado não me levanto da cama para ir a lado nenhum antes das 10. Mas depois lembro-me que sábado é o PIOR dia da minha semana. O dia em que tenho de me levantar às oito para ir trabalhar dez horas seguidas. O trabalho nem é o pior porque isto não tem nada que se lhe diga e é, vou ser sincera agora, muito tempo de lazer pago.

Mas custa sabem? Levantar a um sábado de manhã, mesmo que seja ao som da voz divinal do Adam Levine, vestir, comer qualquer coisa e vir-me enfiar numa loja o dia todo, enquanto o mundo lá fora goza o seu sábado.

Eu adorava as sexta-feiras e os sábados e odiava os domingos. Agora a minha única paixão na vida parece ser o santo dia do descanso - domingo.

Incrível como até as mais pequenas coisas na minha Vida mudaram do dia para o noite.

E mais mudanças se avizinham...

13
Jan15

Façam comigo!


alex

Não quero agoirar nem mandar foguetes antes da festa, mas deixem-me só dizer que hoje, estou feliz.

Hoje, terça-feira dia 13 de Janeiro de 2015, dei o primeiro passo em direcção a um novo rumo e a uma nova vida.

Posso só voltar a referir como estou feliz que as coisas parecem estar, finalmente, a andar e bem para os meus lados?

Não quero agoirar...mas bolas, vim embora daquela reunião hoje de manhã com um sorriso enorme nos lábios e com o coração cheio - de esperança, contentamento e positividade.

Vai tudo correr bem. A partir de agora é sem parar, sem olhar para trás.

O primeiro passo está dado. Agora é continuar a caminhar, de pés assentes na terra é verdade, mas também andar e permitir sentir-me bem e feliz com o caminho que tenho a percorrer.

Todos a fazerem figas comigo!

05
Jan15

O Regresso (no futuro)


alex

Hoje regressam as crianças à escola, os adolescentes às secundárias e os jovens adultos às universidades.

Ainda me lembro de como era, no inicio de cada período. Aquela sensação de que íamos estar atolados de trabalho, sem poder respirar. As lengalengas que dizíamos a nós próprios para termos alguma segurança enquanto caminhávamos em direcção aos portões da escola.

"Vai correr tudo bem."; "Este período vou chegar todos os dias a casa e passar a matéria a limpo"; "Este período vou começar a estudar com um mês de antecedência em vez de começar só na semana antes do teste"; "VOU CONSEGUIR!"

Lembro-me que estas eram algumas das frases que dizia a mim mesma no primeiro dia de cada período. Digamos que era a mesma coisa que as resoluções de ano novo - todas muito bonitas e ditas com confiança no inicio do ano, mas depois mais de metade delas não aconteciam.

Falo como se já tivesse 30 anos e se tivesse acabado os estudos há 20, quando na verdade ainda no ano passado estava a levantar o rabo da cama às 6.30h da manhã para ir para a escola.

Nossa senhora, tenho de dizer, pois perplexa-me imenso o facto de agora, um ano depois, vos estar a escrever como jovem que trabalha e é (mal) paga para isso, em vez de vos escrever a dizer:

"Mais um semestre para arrebentar comigo. Mais uma catrefada de exames e frequências para me fazerem arrancar cabelos. Mais umas quantas noites passadas em branco a acabar este trabalho ou a estudar para aquela cadeira."

Escrevo-vos a dizer que para mim é mais um dia normal, de trabalho. Em que me levanto com o corpo e a mente pesadas porque só tenho o domingo como dia de descanso e esse, parece que já não o tenho há uma semana.

Escrevo-vos também a dizer que no outro dia, em conversa com a minha patroa, calhou em conversa os meus planos para o futuro e eu disse-lhe com um sorriso meio triste nos lábios:

"Os meus amigos estão todos de férias e eu estou aqui Dona X. Mas também lhe digo que futuramente, não vou estar. Porque eu posso demorar mais tempo a lá chegar, mas vou lá chegar. Posso ter de lutar mais do que eles para conseguir ter a minha educação de volta, mas vou tê-la. Posso ter de chorar todas as noites a desejar ter um caminho mais direito, mas olhe que mais tarde vou estar grata pelas curvas. Posso sentir-me assustada por ter de ir pegar em livros depois de uma temporada longe deles e de me espalhar ao comprido, mas é como quando se aprende a andar de bicicleta e depois a deixamos de lado por uns tempos - quando voltamos a querer e a poder pedalar, podemos até cair as primeiras vezes e esfolar os joelhos e as mãos, mas ao fim de algumas tentativas, é como se nunca tivéssemos deixado de pedalar. Posso até sentir-me injustiçada porque vejo as fotos e oiço as histórias dos outros que já têm aquilo que eu quero, mas dentro de mim sei que eu também hei-de ter. Pode não ser já e posso ter de estar aqui na loja os seis dias da semana todos, durante os próximos seis meses, 12 meses, 24 meses mas acredite que quando eu chegar aonde quero, vou sentir muito mais orgulho em mim mesma do que sentiria se o tivesse conseguido apenas porque passei três anos a tirar 15 e 16 nos testes.

Acredite que vou chorar de alegria e de contentamento comigo mesma por ter conseguido chegar onde quero por mim. Porque trabalhei e ganhei o meu dinheiro. Porque ninguém me deu de mão beijada aquilo que vou ter. Porque eu vou ter - pode não ser já, mas vou ter Dona X."

Acho que a mulher só não chorou porque estavam lá os filhos com ela. Mas é por isso que hoje vos escrevo, na verdade. Para dizer que hoje as crianças voltam à escola, os adolescentes ao secundário e os jovens adultos à universidade, e a Alexandra ao trabalho (onde esteve ainda este sábado).

Mas que futuramente, sem saber bem quando e também sem querer impor um prazo, mas futuramente, vos irei escrever a dizer:

"Mais um semestre para arrebentar comigo. Mais uma catrefada de exames e frequências para me fazerem arrancar cabelos. Mais umas quantas noites passadas em branco a acabar este trabalho ou a estudar para aquela cadeira."

E talvez diga também que preferia estar a trabalhar - fiquem já sabendo que se dizer tal coisa, vos estou a mentir.

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