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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

05
Jan15

O Regresso (no futuro)

alex

Hoje regressam as crianças à escola, os adolescentes às secundárias e os jovens adultos às universidades.

Ainda me lembro de como era, no inicio de cada período. Aquela sensação de que íamos estar atolados de trabalho, sem poder respirar. As lengalengas que dizíamos a nós próprios para termos alguma segurança enquanto caminhávamos em direcção aos portões da escola.

"Vai correr tudo bem."; "Este período vou chegar todos os dias a casa e passar a matéria a limpo"; "Este período vou começar a estudar com um mês de antecedência em vez de começar só na semana antes do teste"; "VOU CONSEGUIR!"

Lembro-me que estas eram algumas das frases que dizia a mim mesma no primeiro dia de cada período. Digamos que era a mesma coisa que as resoluções de ano novo - todas muito bonitas e ditas com confiança no inicio do ano, mas depois mais de metade delas não aconteciam.

Falo como se já tivesse 30 anos e se tivesse acabado os estudos há 20, quando na verdade ainda no ano passado estava a levantar o rabo da cama às 6.30h da manhã para ir para a escola.

Nossa senhora, tenho de dizer, pois perplexa-me imenso o facto de agora, um ano depois, vos estar a escrever como jovem que trabalha e é (mal) paga para isso, em vez de vos escrever a dizer:

"Mais um semestre para arrebentar comigo. Mais uma catrefada de exames e frequências para me fazerem arrancar cabelos. Mais umas quantas noites passadas em branco a acabar este trabalho ou a estudar para aquela cadeira."

Escrevo-vos a dizer que para mim é mais um dia normal, de trabalho. Em que me levanto com o corpo e a mente pesadas porque só tenho o domingo como dia de descanso e esse, parece que já não o tenho há uma semana.

Escrevo-vos também a dizer que no outro dia, em conversa com a minha patroa, calhou em conversa os meus planos para o futuro e eu disse-lhe com um sorriso meio triste nos lábios:

"Os meus amigos estão todos de férias e eu estou aqui Dona X. Mas também lhe digo que futuramente, não vou estar. Porque eu posso demorar mais tempo a lá chegar, mas vou lá chegar. Posso ter de lutar mais do que eles para conseguir ter a minha educação de volta, mas vou tê-la. Posso ter de chorar todas as noites a desejar ter um caminho mais direito, mas olhe que mais tarde vou estar grata pelas curvas. Posso sentir-me assustada por ter de ir pegar em livros depois de uma temporada longe deles e de me espalhar ao comprido, mas é como quando se aprende a andar de bicicleta e depois a deixamos de lado por uns tempos - quando voltamos a querer e a poder pedalar, podemos até cair as primeiras vezes e esfolar os joelhos e as mãos, mas ao fim de algumas tentativas, é como se nunca tivéssemos deixado de pedalar. Posso até sentir-me injustiçada porque vejo as fotos e oiço as histórias dos outros que já têm aquilo que eu quero, mas dentro de mim sei que eu também hei-de ter. Pode não ser já e posso ter de estar aqui na loja os seis dias da semana todos, durante os próximos seis meses, 12 meses, 24 meses mas acredite que quando eu chegar aonde quero, vou sentir muito mais orgulho em mim mesma do que sentiria se o tivesse conseguido apenas porque passei três anos a tirar 15 e 16 nos testes.

Acredite que vou chorar de alegria e de contentamento comigo mesma por ter conseguido chegar onde quero por mim. Porque trabalhei e ganhei o meu dinheiro. Porque ninguém me deu de mão beijada aquilo que vou ter. Porque eu vou ter - pode não ser já, mas vou ter Dona X."

Acho que a mulher só não chorou porque estavam lá os filhos com ela. Mas é por isso que hoje vos escrevo, na verdade. Para dizer que hoje as crianças voltam à escola, os adolescentes ao secundário e os jovens adultos à universidade, e a Alexandra ao trabalho (onde esteve ainda este sábado).

Mas que futuramente, sem saber bem quando e também sem querer impor um prazo, mas futuramente, vos irei escrever a dizer:

"Mais um semestre para arrebentar comigo. Mais uma catrefada de exames e frequências para me fazerem arrancar cabelos. Mais umas quantas noites passadas em branco a acabar este trabalho ou a estudar para aquela cadeira."

E talvez diga também que preferia estar a trabalhar - fiquem já sabendo que se dizer tal coisa, vos estou a mentir.

01
Jan15

Os primeiros passos no primeiro dia (de 2015)

alex

Não usei cuecas azuis, não comi as 12 passas porque não sou fã das mesmas, não sei se o pé que aterrou primeiro no chão foi o direito ou não porque, inteligente como sou, saltei com os dois ao mesmo tempo e hoje não comi McDonalds (até agora ainda não tinha ouvido desta "tradição" em particular mas a verdade é que hoje já vi pessoas suficientes a afirmarem que a mesma existe.

Não sou rapariga de tradições, como podem verificar. Mas sou, no entanto, uma rapariga que passou a meia noite com amigos, a rir e a festejar, sem cometer erros do passado (afinal de contas já não sou a menina de dezasseis anos que era...) e tenho a dizer que apesar de não ter cumprido nenhuma das tradições que muita gente cumpre na passagem de ano, houve uma coisa que fiz:

Ao olhar para o céu, o mesmo colorido pelas cores hipnotizantes do fogo de artificio, pedi um desejo.

Porque apesar de saber que esse desejo só se irá realizar com muito esforço da minha parte, também acredito que uma parte dele depende do Universo e da vontade do mesmo em me dar uma ajudinha.

E porque não quero perder tempo e já devia ter começado a tratar de certas coisas há mais tempo (fui adiando devido à minha instabilidade no que toca a ter um trabalho), hoje passei o dia a tratar de coisas que me vão deixar mais perto de alcançar o meu objectivo.

Apesar de o ter feito com apenas três horas (mal dormidas) em cima, hoje vou jantar uma sopinha e enrolar-me nos lençóis logo de seguida com um sorriso nos lábios porque sinto que, finalmente, estou a tomar as rédeas da minha vida.

10
Mai14

Respirar fundo e ...

alex

Finalmente, hoje, tenho um tempinho para me sentar em frente ao computador e escrever (-vos). Esta semana tem sido, para dizer no mínimo, de loucos e tenho um feeling de que as que se seguem não serão diferentes. O ano está quase a acabar e há muito para ser feito. No entanto, e por muito estranho que pareça, estou cheia de vontade de fazer tudo o que há para fazer (bem feito de preferência) e acabar isto de uma vez.

O francês tem sido uma das minhas grandes preocupações e não tem havido um dia em que não fico à beira de um ataque só de pensar que tenho de ir fazer exame a uma disciplina que não tenho há três anos. Mas, foi esta a escolha que fiz e vou levá-la até ao fim. Hoje comecei a recolher todo o tipo de ajuda que consegui encontrar na internet, fichas, resumos, exames dos anos anteriores e tenho a dizer que, não posso ter outra atitude senão uma que seja positiva. Tenho de fazer isto e vou conseguir.

De resto, há muita coisa para além do exame de francês que me atormenta. Os outros dois exames, a média escolar, os testes que ainda há para fazer e as notas que tenho de manter/subir, o trabalho de sociologia que quero, mesmo, que seja um projecto do qual nos possamos orgulhar, a gala, o vestido, a angariação de dinheiros e tudo o que isso implica, entre todas as outras coisas da minha vida mudana, como cuidar da casa, da irmã, de mim e por aí fora.

Estes dois meses são, sem dúvida, os mais atarefados, daí não ter passado tanto tempo aqui esta semana. O mesmo pode vir a acontecer no decorrer das próximas, mas nada temam porque eu farei de tudo para continuar a fazer uma das coisas que mais alento me dá: escrever. Ler....tem ficado para segundo plano, mas há-de haver tempo para fazer isso também, quando a tempestade passar e vier a bonança. 

Este vai ser mais um fim-de-semana passado à secretária, a estudar e a tentar (re)apreender o francês, pois para a semana começam os testes; os últimos. 

Como se pode ver, há muito para ser feito, e a todos aqueles que para o ano vão ser alunos do 12º ano, acreditem naquilo que vos digo: este é o ano mais atarefado do vosso percurso escolar até à data. A faculdade fica de fora desta referência, porque é uma coisa completamente diferente (segundo o que me dizem). Mas para todos aqueles que pensam que o último ano de secundário é o mais folgado, apenas porque têm menos disciplinas: desenganem-se. O trabalho, o esforço e o empenho só tendem a aumentar.

Mas nós aguentamos. Palavra de escuteiro (apesar de não o ser, nem nunca ter sido).

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