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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

24
Jan15

As (minhas) palavras tóxicas

alex

-Fala! Diz alguma coisa, pelo amor de Deus!

Permaneci calada, os olhos vidrados nas minhas botas gastas pelo uso. Sinto o olhar dele a cravar-se no meu crânio como se tentasse, de alguma forma, ler-me os pensamentos.

-Não vais dizer nada?

Abanei a cabeça em reposta. Já disse tudo o que tinha para dizer.

E mesmo que houvesse ainda algo atravessado na garganta, engolia as palavras e obrigava-me a permanecer no silêncio. Quando se diz a coisa errada, não há como voltar atrás. Não é como quando nos enganamos na rua e podemos sempre fazer marcha atrás com o carro e ir em busca da certa.

O que é dito fica escrito nas mentes e corações daqueles cujas nossas palavras magoam mais do que outra coisa qualquer - porque no fundo, as palavras só magoam quando proferidas pela pessoa que mais poder tem para nos infligir tamanha dor.

-Sabes uma coisa? Ás vezes o teu silêncio é pior que todas as tuas palavras juntas, ditas aos gritos e aos pontapés.

Fiz-me olhá-lo nos olhos, a custo. O meu coração sofre com tal ousadia.

Não é não. Acredita. Porque se calo e consinto é porque as palavras que poderiam jorrar de mim, iriam provavelmente destruir tudo.

As minhas palavras são tóxicas.

O silêncio é a minha única defesa - e por conseguinte, a tua também.

As palavras ecoam na minha mente mas os meus lábios não se movem para as reproduzir. Viro-lhe costas sem olhar para trás, dizendo a mim mesma mais do que uma vez que esta é a coisa certa a fazer.

As minhas palavras são tóxicas - se para alguém mais do que ninguém, esse alguém sou eu.

Porque o silêncio que dou aos outros, não o posso providenciar a mim mesma. As palavras ressoam na minha mente, sem terem por onde escapar e, aos poucos, corroem-me.

No entanto, se tiver de corroer alguém com as minhas palavras, que seja a mim mesma.

17
Abr13

After a hurricane, comes a rainbow

alex

Tardes como a de hoje, merecem ser repetidas. Uma e outra e outra vez.

Deveria ter virado a página à mais tempo. Deveria ter-me afastado do drama que a rodeava e deveria ter-me rodeado de pessoas como vocês.

Fiéis, preocupadas, carinhosas, que compreendem o verdadeiro significado da palavra "amizade". Que não me julgam com um olhar, mas que me aceitam com um dos vossos sorrisos.

Que me apoiam incondicionalmente, mesmo quando eu não vos peço esse apoio.

Que me conhecem, qualidades e defeitos e que me aceitam como eu sou; que não me tentam moldar à imagem de uma pessoa perfeita, porque a perfeição não existe.

Que me fazem rir, que permitem que eu dançe como uma palhaça no meio de uma loja quando a música "thrift shop" começa a tocar e que, apenas meros segundos depois, se juntem a mim. Que se riam das minhas maluqueiras e que não me olhem de lado por as cometer.

Por me apanharem antes de eu cair.

Por terem sido as minhas companheiras na minha primeira ida ao Starbucks.

Por serem vocês.

Sempre estiveram lá para mim e eu para vocês.

Mas ao deixar o passado onde ele pertence e ao ter virado a página, pude descobrir que a vida é muito mais alegre quando temos bons amigos à nossa beira. Bons e verdadeiros. Porque a sombra que me impedia de ver a vossa luz, foi-se. Agora vejo com mais clareza do que nunca e o meu sorriso é mais amplo e verdadeiro.

Sinto que tirei um peso das costas ao livrar-me da sombra enorme que ela era, que me impedia de caminhar em frente e que me prendia ao chão, mantendo-me sempre no mesmo sítio. 

Vocês brilham tanto, que ofuscuram o negrume da sua sombra e iluminaram a minha vida.

Obrigada, por ao longo destes últimos dois anos terem sido a minha luz, mesmo que eu não vos conseguisse ver com clareza.

Mas agora vejo e bem. Obrigada por este dois anos, obrigada por hoje e obrigada pelo amanhã e pelo depois do depois de amanhã...

Obrigada ♥

08
Abr13

«Dei-te o melhor de mim»

alex

Há relações que estão destinadas a durar. Outras, em que se tem de trabalhar para as fazer durar, se for essa a vontade de ambas as partes. E depois, há relações como a nossa: relações que já duram há tanto tempo, que já nada têm para oferecer, a nenhuma das partes.

A nossa amizade está desgastada. E como tal, não é verdadeira.

Andei cega, julgando eu que era a amizade mais verdadeira que já tinha tido. Qual não é o meu espanto quando vou de encontro à realidade e esta me dá uma enorme pancada na cabeça (e no coração) mostrando-me que não o é (verdadeira).

Durante sete anos fomos amigas. Quatro desses, como irmãs, melhores amigas, como muitos lhe chamam. Para mim, não havia esse tipo de rótulos. Eras a minha pessoa e isso bastava-me para te descrever. Eras tu que eu julgava que nunca me iria virar as costas, como muitos outros fizeram.

Julguei eu que me conhecias melhor que ninguém; e eu a ti. Pensei que me irias sempre apoiar, incondicionalmente, como eu sempre te apoei a ti.

Limpei as tuas imensas lágrimas derramadas por este e aquele; pelo teu primeiro amor, pelo teu segundo, pelo teu terceiro...pelos teus problemas em casa, pelos teus problemas de auto-estima...lágrimas por tudo e por nada. E eu, estive sempre lá, nem sempre com um lenço de papel, mas sempre com um ombro amigo para te as limpar. Sempre com uma mão forte e segura para te ajudar a levantar, sempre que cais-te.

Calei-me quando não o devia ter feito. Não disse o que me ia na alma, muitas vezes, com medo da tua reacção. O medo de te perder era tanto, que calava e consentia, se isso impedisse a tua perda.

Mas sempre te disse o que pensava em relação aos teus amores e desamores; em relação aos teus problemas no geral. Mas nunca me fiz ouvir verdadeiramente.

As minhas palavras nunca chegaram verdadeiramente a ti. Talvez tenha sido culpa minha, mas sei que não arco com ela inteiramente. Tu nunca ouviste, verdadeiramente. Nunca leste por entre as entrelinhas. E se me conhecesses assim tão bem, quanto eu julgava que conhecias, tinhas sido capaz dessa proeza. De ler as letras miudinhas, que te diziam tudo o que as grandes não conseguiam dizer. 

Sempre te fui verdadeira, fiel. Orgulho-me da amiga que fui para ti durante a nossa longa amizade. Mas não me orgulho da amiga que nunca fui para mim. Pûs-me sempre de parte, por ti. Deixei-me cobrir pela tua enorme sombra, apenas porque te adorava imenso.

E ainda adoro. És a única definição de "melhor amiga" que eu tenho. Para além dessa, não conheço mais nenhuma. E talvez isso esteja na hora de mudar. 

Ambas sabemos que, na realidade, já mudou.

Aos poucos e talvez de propósito, ou talvez não, afastas-te de mim. Escolhes-te outra pessoa para tomar o meu lugar e eu, não te condeno por isso. Magoa-me. Parte-me o coração, não te vou mentir. Mas já fiz mais do que estava ao meu alcance para impedir que esta nossa amizade, fosse consumida por outra, agora definitivamente mais importante para ti.

Eu percebo. É essa amizade que tu precisas na tua vida agora e, provavelmente, no futuro. A nossa amizade foi boa. Teve altos e baixos, felizmente, mais altos, e não mudaria nada.

Não, aqui minto. Mudava.

Mudava o facto de ter sido mais tua amiga, do que minha. Porque fui tão tua amiga, que me esqueci de mim, muitas das vezes.

Mas estou cansada. Cansada de lutar uma luta que para ser ganha, tem de ser batalhada a dois. E tu já não estás disposta a isso. Mais uma vez, não te condeno. Fico triste, é só.

Só te peço que nunca te esqueças. Nunca te esqueças dos momentos que estes anos que pássamos juntas nos proporcionaram. Nunca te esqueças dos sorrisos que esboçámos juntas, dos que recuperámos em conjunto depois de um díluvio enorme de tristezas e desilusões; das vezes que corri para ti quando precisaste; em que larguei tudo o que estava a fazer, ou que tinha para fazer; das vezes em que te fiz rir, quando querias era chorar. Das vezes em que queimámos tachos, da semana que passámos juntas em Peniche; dos nossos momentos parvos, em que corrias a fugir de mim, enquanto eu empunhava uma sapatilha na mão, para te dar com ela. De todos os momentos de loucura, dos momentos de alegria, mas também os de tristeza. De tudo. De mim. De nós.

Podes já não querer ser um nós, mas peço-te, nunca te esqueças que já existiu um.

Um nós forte, unido, feliz, e na altura, indestrutível.

Agora existo eu e existes tu. Já não existe um nós.

Mas penso que já não havia nada a fazer. A nossa relação; a nossa amizade tinha um prazo de validade. Estava bem escondido; quase que invísivel. Mas ele estava lá. Eu só não o queria era ver. Recusava-me a aceitar que algum dia deixaria de haver um nós, para passar a haver um eu e um tu. 

Mas hoje aceito. Aceito porque ... Sabes porquê?

Porque apesar de teres sido uma boa amiga, eu não o fui. Para mim mesma. Está na altura de voltar a ser minha amiga. 

Tu encontras-te alguém que te compreende, melhor que eu parece, que te apoia, mais do que eu apoiei (parece-me) e como tal, não sinto remorsos ao pôr um ponto final neste capitulo da minha vida. 

Sei que fiz tudo o que podia por ti e pela nossa amizade. Como se costuma dizer: "A mais não sou obrigada".

Só espero que nunca te esqueças.

Nunca te esqueças que, enquanto muitos vieram e foram, eu fui a única que permaneci sempre a teu lado.

E tu do meu.

Eu não esquecerei. Vou seguir em frente, sem te ter do meu lado, mas nunca esquecerei. 

"Dei-te o melhor de mim".

Mas já não consigo mais.


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16
Mar13

Not enough i guess...

alex

Não sou o suficiente. O que mais posso eu fazer? O que mais posso eu dizer? Rastejar aos teus pés? Beijar-tos? Ficar o dia inteiro em pé, ao teu lado, a abanar uma daquelas folhas enormes e dar-te uvas à boca como se fosses a rainha do sítio?

Não posso ser frontal contigo, porque sei que isso faria com que eu te perdesse, de vez.

Mas também não aguento mais fingir que estou bem com a situação.

Fazes sempre isto. Parece que eu não sou o suficiente. Faço tudo por ti. Sempre fiz. Dou-te o meu ombro para chorares, o meu coração para que o teu não doa tanto; dou o meu máximo ao tentar fazer-te sorrir quando estás prestes a chorar...

Mas não sou o suficiente. Como todas as outras, tu estás prestes a abandonar-me. A abandonar o barco apenas para navegares a bordo de outro, que eu sei, não é seguro o suficiente. Será que não vês? Não percebes? Não percebes que essas tuas "amizades" são apenas passageiras? Que essas pessoas vão, eventualmente, abandonar-te e deixar-te à tua mercê? Que eu, ao longo de todos estes anos, fui a única que permaneci sempre ao teu lado, nos bons e maus momentos? Será que não consegues ver isso?! 

Como é que é possível? Seres tão egocêntrica? E como raio é que é possivel eu ainda não ter cortado o mal pela raiz e ter-te voltado as costas, antes que tu o faças a mim?

Porque farta de ver costas já eu estou! Acredita que, ao longo da minha pequena vida, já houve muita gente a deixar-me mal, a abandonar-me e a virar-me costas como se eu fosse apenas uma boneca com a qual se brinca quando ainda é novidade e que depois se deita fora, quando já está usada.

Falas de sofrimento...sabes lá tu o que é sofrer! Sempre tiveste tudo! Sempre me tiveste a mim! Mas pelos vistos, eu nunca fui, não sou, nem nunca serei o suficiente para ti...vais sempre arranjar alguém para me substituir. Alguém melhor, alguém que te compreende. Sim, porque eu não te compreendo, apenas porque não estou a viver exactamente aquilo que tu estás a viver. Eu nunca te compreendo. 

Isto já não é amizade, já não é nada. Isto já não é um nós. Acho que nunca foi. Foi sempre um "tu", que se aproveitava de um "eu". 

Não consigo mais. Acabou.


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09
Fev13

Algum dia teria de o dizer...

alex

Uma pessoa esforça-se. De coração e alma. E para quê? Para ouvir um "não" como resposta a todas as sugestões que faz? Para ser desprezada e substituida uma e outra vez, sem ter feito nada de errado? Muito pelo contrário, depois de ter feito tudo para tentar com que as coisas resultassem? Mas qual é o meu espanto, pergunto-me eu? Sempre foi assim e eu, sempre me calei. Não digo nada, ponho paninhos quentes sobre o assunto, deixo o tempo passar e deixo-te tratar-me como se fosse dispensável. Só quando precisas é que te lembras que eu existo.

É triste, porque eu adoro-te. Adoro-te mesmo. És daquelas amigas que eu estimaria para o resto da minha vida. Daquelas pessoas que, independentemente de todos os erros que possa cometer, eu jamais viraria as costas. Daí nunca o ter feito. Até agora.

Chega de me sentir menosprezada e inferior. Mereço mais e mereço melhor.

Tu és tão egoísta! Egocêntrica, infantil! Só pensas em ti e no teu estúpido umbigo! Os outros são apenas meros peões no teu grande e complexo jogo de xadrez, que tu comandas cruelmente, matando peças uma por uma, quando já não precisas delas! Pois eu estou farta de jogar o teu jogo!

De qualquer das formas, nunca gostei de xadrez.

 

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Ficava mais bem servida com um destes....haja paciência!

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