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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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07
Jun19

Vamos continuar

alex

Este último mês tem sido um rebuliço. Lidar com o que aconteceu, mudar de trabalho, ajustar-me a um ambiente diferente, a pessoas diferentes, a horários diferentes, a formas de trabalhar diferentes. Tem sido um pouco demais. Fez-me questionar tudo. Porquê? Qual é o objectivo? Para quê passar por isto tudo agora, que já falta tão pouco para regressar a casa? Para quê sujeitar-me a todo o stress, toda a ânsia, a tudo isto? Fez-me questionar a minha escolha. Pensei em partir mais cedo. Falei sobre isso com os meus pais. Disseram-me que só me querem feliz. Se eu não estou bem, então que parta já e o resto logo se vê.

Passei muitas noites acordadas no último mês a travar lutas internas comigo mesma. No fim, há que me manter fiel à minha palavra. Ao que me prometi a mim mesma e às pessoas com quem moro aqui. Regressar agora não faria sentido. Só faz sentido regressar no final de Agosto. Não posso faltar à minha palavra e acima de tudo, não posso deixar os meus daqui ficarem mal e desamparados. E se realmente decidisse regressar mais cedo, tudo o que passei aqui durante 4 anos teria sido em vão. Durante estes 4 anos fui posta à prova tantas, mas tantas vezes... A vontade de partir e nunca mais voltar foi muita durante estes anos todos. Mas a vontade de ficar foi sempre maior. O sentimento de missão cumprida tinha de ficar em mim a partir do momento em que eu entrasse num avião para não mais regressar. E esse sentimento ainda não está presente em mim. Partir agora seria um atentado à pessoa que fui, à pessoa em que me tornei durante estes anos e durante esta jornada. Com apenas 3 meses pela frente, vou gastar o último fosforo, como se costuma dizer. Estou desgastada, é um facto. Já há muito tempo. Mas não há como desistir agora. Não posso. Recuso-me. Atirar a toalha? Nunca. 

Vamos continuar, e daqui a uns meses, começar outra batalha.

11
Out15

Ninguém disse que era fácil

alex

Ontem desfiz-me em lágrimas ao telefone com os meus pais. 

Tenho andado ansiosa, stressada e cansada. Esta semana só tive uma folga e tive universidade e ainda tivemos aqueles problemas todos com a casa (já temos água quente, o que já não é mau).

Os pais da C. estão cá para passar os anos com a filha. E já se fala de Natal. E eu ontem não aguentei mais e sucumbi às lágrimas. Porque também queria os meus pais e irmã aqui, porque também quero ir a casa no Natal, porque... não está a ser nada fácil.

Eu gosto de cá estar. Acreditem. Gosto da nossa casa nova, adoro o facto de viver com amigos em quem confio e que passaram a ser a minha família, gosto de poder apanhar o metro e ir ao centro de Londres.

Mas depois há toda a parte logística para a qual nenhum ser humano está preparado até que saí debaixo das saias da mãe: contas para pagar, comida para comprar, o trabalho que só dá dores de cabeça, problemas com a casa, etc.

E as saudades... eu não morro de saudades da minha família. Mas acreditem que tenho momentos em certos dias em que, quando penso neles, me dá um aperto enorme no peito. Porque a verdade é que não há quem substitua a nossa mãe ou o nosso pai. Por muito que nós aqui nos apoiemos uns aos outros, por muitas lágrimas que choremos juntos e que limpamos uns aos outros, por muitas palavras de força e incentivo que vamos dando quando as coisas correm menos bem... Mãe é mãe e Pai é pai.

Ninguém disse que era fácil, ser-se adulto aos 19 anos, vir para outro país, longe da família, trabalhar que nem uma escrava e mesmo assim não ter dinheiro para comprar um par de meias... em palavras simples e pouco bonitas: é fudido.

Mas foi isto que eu escolhi. É isto que eu quero. E melhores dias virão.

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