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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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20
Out16

A crise dos 20

alex

Não sei se toda a gente passa por isto aos 20, mas é certo que toda a gente passa por isto.

Aquela altura da nossa vida em que olhamos para o futuro e vemos negro. Aquela altura em que estamos a meio de um curso e nos apercebemos que em nada este está a contribuir para a nossa formação. Aquela altura em que queremos baixar os braços, desistir da vida e tornar-nos Managers da Gap (esta última mais pessoal, obviamente...).

Porque pergunto-me, a cada dia que passa, se isto tudo vai valer a pena. Daqui a um ano, quando acabar o meu curso e subir ao palco para receber o diploma de fato vestido e chapéu na cabeça, será que vou sorrir de alívio ou de felicidade? Eu aposto em alívio. Alívio por finalmente ter feito a minha parte. Ter a consciência limpa e tranquila. Tirei um curso. Agora posso simplesmente continuar a minha vida como se nunca tivesse desperdiçado 3 anos dela. Acho que vai ser esse o meu pensamento. 

Já não sei por quem estou a fazer isto. Se pela menina de 15 anos que sonhava em publicar o seu livro, a jovem de 18 que não queria sobrecarregar os pais e então emigrou ou se pela sociedade que me diz, desde nova, que ter um curso é tudo. Agora já não há volta atrás. Recuso-me a desistir. Preferia morrer. Mas a vontade de continuar escasseia. O interesse também. A paciência então... e as dúvidas. Essas permanecem sempre e enterram-se e cravam-se cada vez mais fundo no meu peito. Os "ses" da vida, para mim, são como pequenos cortes que carrego por todo o meu corpo e que de vez em quando abrem e ardem e ardem para caraças. 

Com o passar do tempo as pessoas mudam. Meu deus, se mudam... ao olhar para trás, eu fui a que mudei mais. E os meus sonhos mudaram também. Os meus interesses também. E hoje já não sei. Não sei se continuo a ser eu, ou um eu pior ou um eu melhor ou simplesmente alguém. Alguém sem futuro, alguém sem sonhos, alguém sem vontade.

Principalmente alguém sem vontade.

Não tenho vontade. E quando me falta a vontade, falta-me tudo.

09
Dez14

De volta à corrida

alex

A Vida dá-nos muitos desafios aos quais, no inicio, nós pensamos estar à altura. Ou pelo menos, falando por mim e na minha situação actual, a Vida deu-me um desafio que eu julguei ter capacidades para levar em frente.

Custa-me dizer que estava enganada. 

Há muitos desafios na Vida que nós não vamos ser capazes de os cumprir. Só que eu ainda não me habituei a esta ideia. Sair de um mundo onde a única preocupação que tenho é se vou ter 15 ou 15,5 no teste de Português para um mundo onde isso nem sequer existe mais, é complicado.

E eu julguei-me capaz de tal. E ainda continuou a julgar-me - só que não neste meio especifico aonde, por sorte, fui calhar. 

Com o passar dos anos, tenho aprendido muito sobre mim mesma e se há lição que já tenho mais que sabida sobre a minha pessoa é que eu odeio dar parte fraca, desistir de algo ou alguém. Porque isso custa-me imenso. Virar costas a algo ou alguém é pior do que muita coisa que eu possa imaginar. No entanto, estou a aprender que tenho de saber os meus limites, coisa que me custa muito aprender e interiorizar.

Outra coisa muita má (ou boa, dependendo da perspectiva) da minha pessoa é que sou uma perfeccionista naquilo que faço, seja o que for. E como tal, espero IMENSO de mim. Sempre fui assim. A pressão que havia, existia porque eu a punha a mim mesma.

Isto tudo prende-se ao facto de que hoje, tive de tomar uma decisão muito difícil. Dar um passo atrás, parar e pensar: "Será que vale a pena continuar por este caminho por onde me fui meter?"

Cheguei à conclusão de que não. Porque nada vale a pena o deterioramento da minha saúde. Porque nada vale a pena pôr em questão a minha integridade, o meu empenho, o meu esforço e a minha essência.

Hoje tive de fazer uma das coisas que mais me custa fazer na Vida - tive de desistir. Porque acima de tudo sou humana, tenho 18 anos, experiência nenhuma no mundo do trabalho e tenho de saber onde estão os meus limites.

Esses, atinge-os hoje. Como tal, tive de parar, dar o tal passo atrás, reflectir, e começar a virar-me noutra direcção.

Hoje passei o dia todo a chorar - por dentro, depois por fora, agora por dentro novamente. Porque desistir para mim é dizer ao Mundo que eu sou fraca - e dói ter, neste momento, de desempenhar este papel. O de fraca, de desistente.

Mas ou é isso ou ir parar ao Hospital no final da semana. E isso não posso deixar que aconteça (de novo).

Sei que há empregos bem piores, sei que há pessoas em situações muito piores, pessoas que trabalham horas e horas e horas e não vêm um tostão ou reconhecimento a mais por isso. E a todas elas só quero dizer que vos admiro imenso e que um dia quero ser como vocês.

Mas hoje, ainda sou só eu - Alexandra, 18 anos, com um sonho no coração e uma vontade grande de o alcançar.

No entanto, há outros meios de o conseguir sem ser consoante aquele em que estou agora.

Por isso e por muito que isto me esteja a matar, atiro o pano ao chão.

Choro o que tenho para chorar e amanhã volto ao inicio - coloco-me em frente a um outro caminho longo e volto a dar corda aos sapatos, nesta corrida a que chamamos encontrar trabalho.

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