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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

29
Jan15

Tu és tu e eu...


alex

Há coisas que, por mais que tente, não consigo compreender. Consigo simpatizar com a pessoa e com o assunto em questão, mas é daquelas coisas que só passando por elas é que eu poderia compreender totalmente e falar de boca cheia.

Eu sou daquele tipo de pessoa que senão fizer as coisas, não descanso só porque os outro as fazem e me contam as experiências deles.

Eu tinha uma professora no 11º ano que chegou a discutir isto comigo em plena aula de História A. Porque estávamos a dar já não sei bem que matéria e a mesma podia ser relacionada com a situação actual do nosso país.

E eu disse algo do género:

"A História pelos vistos, repete-se. As pessoas não aprendem com os erros dos outros, não verdadeiramente. Têm de errar elas próprias, bater elas com a cabeça para saber o quanto dói."

A mulher quase que me comeu viva e eu, não querendo discutir com uma Alexandra (o nome da professora) porque só eu sei o quão teimosas e obstinadas elas são (não estou a falar de mim, não....ahah) dei a conversa por terminada ali.

Para ela, as pessoas conseguem saber exactamente o que fazer e como agir consoante as experiências dos outros; para ela, os erros dos outros são lições para nós.

Até podem ser - mas para mim serão sempre lições vazias. Porque eu não consigo saber exactamente o que a pessoa em questão sentiu ao fazer determinado erro.

Ou neste caso, eu não consigo sentir a aflição que a pessoa minha amiga sente ao pensar em ir também ela para o Reino Unido (ela vai para outra universidade, noutra cidade) e deixar cá a família, mais precisamente um dos membros dessa.

Consigo perceber o sentimento de tristeza em ter de deixar cá pessoas que ela ama acima de tudo - eu vou deixar pais, irmã e avós. Só de pensar vêm-me as lágrimas aos olhos. Mas consigo viver com isso. Consigo viver com o facto de me ir embora, enquanto eles cá ficam. Consigo viver com isso, se calhar, porque tenho um pouco de egoísta em mim.

Por muito que goste de pensar e dizer que não, a verdade é que só alguém um bocadinho egoísta é que é capaz de deixar a família num país e ir para outro, para ir em busca de uma educação melhor para si mesma.

Para ela, segundo me parece, é diferente. Mas ela tem razão - eu não consigo perceber o quão diferente é, porque não sou eu. E acho que por muito que nós queiramos, e por muito que simpatizemos com a situação de outrem, nunca vamos conseguir dar aquela palavra de conforto certa, aquele conselho que vai fazer com que a aflição alivie um pouco dentre deles.

Eu acho que há uma razão para o facto de, de tempo em tempo, nos sentirmos sós. Porque a verdade é que, ás vezes, o estamos - sós. Podem haver pessoas em situações semelhantes às nossas; pessoas em situações bem piores. Mas elas não são nós, não sentem o que nós sentimos, não pensam da mesma maneira que nós pensamos.

Voltamos aquela conversa que eu já tive aqui de sermos todos diferentes. Ultimamente tenho-me apercebido imenso disso. O quão diferente somos e o quanto, por vezes, essas diferenças podem tanto servir de barreiras como de elos de ligação entre nós.

Neste caso, é uma barreira. O facto de eu ser, talvez, mais de casca rija e racional (e lá está, egoísta ao ponto de ir para outro país em busca de algo melhor para mim, deixando cá família) e o facto de ela ser mais de casca mole, muito sentimental e demasiado apegada à família, faz com que eu não a consiga ajudar da maneira que gostaria.

É claro que eu vou sentir imensas saudades. É claro que vou perder uma parte do meu coração quando me for embora e vir a minha família parada, sem me seguir.

Mas não deixo que isso, por um segundo, seja a origem das minhas dúvidas, inseguranças e ansiedades. A origem dessas para mim são outras, muito mais difícil de controlar porque não depende bem de mim (mas sim do facto de eu conseguir manter este emprego para poder pagar tudo até ao fim).

Gostava de conseguir fazer mais - mas lá está. Só se eu fosse ela.

E eu...sou eu.

09
Jan15

Isto é do cansaço mas...


alex

Ás vezes questiono-me o porquê de não poder ter sonhos e objectivos mais simples. 

Porque é que não posso ser como os outros e querer ir para uma faculdade em Lisboa, tirar um curso que até roça um bocadinho aquilo que eu gosto mas não inteiramente.

Porque é que eu não quero ficar aqui na minha casinha, sossegadinha e me quero ir enfiar num país que não conheço?

Porque é que eu tive de arranjar trabalho para poder pagar os meus estudos e não engoli o meu orgulho e aceitei o dinheiro que me foi oferecido pelos meus avós?

Ás vezes questiono-me se a Vida é mesmo difícil ou se sou eu que a complico com os meus sonhos, os meus objectivos e a minha casmurrice.

Porque eu quando meto uma coisa na cabeça, não há quem se me a tire. Não há. E eu quando quero mesmo muito uma coisa, faço tudo por isso. Mesmo que pelo caminho chore de frustração e cansaço; mesmo que pelo caminho pense em desistir e me questione do porquê de eu não ter os mesmos sonhos que todos os outros - ir para uma faculdade perto de casa, acabar o curso, arranjar um emprego mediano, casar e ter filhos e morrer velha caquética.

Ás vezes...é complicado. E eu pergunto-me se é mesmo, de facto, complicado ou se sou eu que complico.

O cansaço faz-me pensar, escrever e dizer coisas destas. Não liguem que isto lá para domingo já me passou.

21
Dez14

Perco-me, por vezes.


alex

Por vezes perco-me. Durante umas horas, vagueio, meia cega pelas lágrimas que ameaçam despoletar dos meus olhos.

Por vezes, perco-me. Por entre as dúvidas e incertezas; os medos e as ansiedades; as memórias e os fantasmas do passado.

Perdida, deambulo. Só. Nunca sozinha, mas sempre só.

Por vezes...perco as forças. Tenho vontade de baixar os braços e perder-me, não só às vezes, mas sempre e para sempre. Por vezes não são apenas os meus olhos que choram - é a alma também.

E quando a alma chora, sentimos que não vamos conseguir parar. Recuperar.

Encontrar-nos.

Por vezes desejamos perder-nos, às vezes. Sempre. Para sempre.

 

18
Nov14

O sussurro


alex

"Respira fundo" - sussurrou-me ele ao ouvido.

Olho à minha volta. Estou sozinha. Envolvo-me num embraço solitário e sorrio.

Ainda te oiço, mesmo agora que nada me dizes.

São os ouvidos que me traem ou o traiçoeiro é o coração?

"Respira fundo" - volto a escutar-te.

Desta vez o sussurro é maior, mais profundo.

O sussurro do coração é sempre maior que outro qualquer.

Respiro fundo.

Aconchego o cachecol à volta do pescoço; resguardo as minhas mãos do frio de Novembro e o sorriso não me abandona.

Cansada, com frio, com dúvidas a encher-me a mente e a corroerem-me o coração, oiço o seu sussurro.

Ele sabe sempre o que me dizer nestas alturas mais difíceis.

Respira fundo.

16
Out14

A ver vamos


alex

A vida não é justa. Não é fácil. Não sorri a toda a hora, todos os dias, para nós. Prega-nos partidas e faz-nos rasteiras. Caímos de boca e até somos capazes de partir um quantos ossos. Fartamos-nos de ganhar nódoas negras e cicatrizes que ficam para sempre, todas elas contando uma história diferente.

A vida não é justa. Não é fácil. Ás vezes parece que estamos a ir numa direcção - na certa - e quando damos por nós ZÁS! A vida empurra-nos para uma direcção completamente oposta e não tão boa como a anterior. A vida é uma montanha-russa - a maior de todo o Universo.

A minha viagem neste momento está a ser atribulada, daí andar um bocado ausente nestes últimos dias...

A vida não é justa. Não é fácil.

E hoje, principalmente, está a ser bem má para mim e a testar-me. Ela gosta de fazer isso mais vezes do que as necessárias.

Mas a ver vamos...

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