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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

30
Mar20

Penso em vocês

alex

Com o tempo livre, vêm os pensamentos. Muitos deles. Por vezes, tóxicos, consumidores, perigosos. É complicado fazermos o exercício de os afastar, de darmos a volta a eles e tentar focar-nos no positivo. Ontem, antes de adormecer, comecei a pensar... E se eu não tivesse vindo?

E se eu não tivesse regressado de Inglaterra o ano passado? Como é que estaria a lidar com isto tudo, longe de casa, longe dos meus? Num país com um líder político saído de uma banda desenhada, sem cérebro, sem nada, muito honestamente? Estaria a ir para o trabalho? Ou já nos teriam mandado para casa? Estaria muito provavelmente a desesperar mil vezes mais. A pensar constantemente nos meus pais e irmã, nos meus avós, nos meus amigos. Estaria preocupada em pagar a minha vida e a bater com a cabeça nas paredes, provavelmente. Não que aqui a ideia não me tenha passado pela cabeça, mas...é diferente. Penso no quão desesperada e infeliz e em pânico estaria se tivesse lá, ainda.

Grata. Estou muito grata. Porque estar cá, com os meus, mesmo que não os possa ver, mesmo que não os possa tocar. Grata de ter voltado a um país que, com muitas dificuldades e com muitos defeitos, está-se a mostrar ser melhor do que alguns outros nesta crise. Dizem que as tragédias trazem ao de cima o pior e o melhor das pessoas e eu não duvido. É um período muito complicado, este aquele que se vive no mundo inteiro. Mas no meio disto tudo, às vezes, paro para pensar no quão grata sou por estar aqui. Apesar de já não sair de casa há 15 dias, não me sinto sufocada. Não da forma que sentiria se tivesse longe.

E depois penso nos tantos outros que, ao contrário de mim, não regressaram. Continuam longe, dos seus e penso na agonia que sentia quando, ainda sem pandemia, algo menos bom acontecia e eu não estava cá para ajudar. E sinto essa agonia agora, não por mim, mas ao pensar naqueles que a sentem ao estarem longe dos seus neste momento tão crítico.

Eu evito dizer isto, porque há quem leve a mal, há quem critique, mas a verdade é que só quem fez/faz vida lá fora é que conhece esta agonia tão característica, este sofrimento tão profundo, esta saudade que se faz acompanhar de lágrimas apenas choradas pelos outros, nunca por nós.  Penso muito em vocês, que estão fora. Não vos conheço a todos, mas penso em vocês todos os dias, especialmente agora e peço para que tenham cuidado e, não rezo porque não tenho religião, mas desejo do fundo do meu coração que todos os vossos estejam bem, que se mantenham bem e que quando esta crise passar, possam meter-se num avião e vir dar um abraço forte e apertado a todos eles.

Hoje, penso em vocês.

28
Jun17

Acaba 2017

alex

2017 não está a ser o meu ano. Acho que para o mundo em geral, 2017 está a ser uma bela merda. No entanto, a nível pessoal, este ano também não me está a dar muito. Dores de cabeça e lágrimas tem dado em demasia, aliás...

Arranjo sempre desculpas para não publicar aqui. Mas a verdade é que nos últimos tempos tenho andado a lidar com uns problemas na universidade que me têm basicamente consumido toda a força e todo o tempo que eu possa possuir. Cometi um erro num dos meus trabalhos que me vai custar caro. Acho que é seguro dizer que o meu percurso académico está manchado. E tenho andado a refazer o trabalho, o que me tem ocupado muito tempo. Na loja as coisas também não andam bem. Depois de ter transferido para uma loja mais pequena há sete meses atrás, e de pensar que as coisas iam melhorar, o contrário parece estar a acontecer. Vai piorando, e piorando e a vontade de ir trabalhar todos os dias é cada vez menor.

Tenho dado por mim a pensar, quase todos os dias, o que é que ando a fazer com a minha vida. Longe de tudo e de todos, presa a um emprego do qual não gosto e do qual não quero fazer carreira, a cometer erros estúpidos na universidade que me vão custar caro, a um ano de acabar o meu curso sem saber o que quero fazer da vida...questiono-me: o que raios ando eu a fazer aqui?

A brincar aos adultos. Foi a resposta a que cheguei ontem. Ando aqui a brincar aos adultos. Já não estou a gostar da brincadeira. Não vejo melhoras, não vejo a luz ao fundo do túnel, não consigo olhar para o futuro e imaginar algo de bom. Sinto que me estou a enterrar neste buraco de negativismo, a ter a grande crise dos vinte e sem saber o que fazer.

2017 para mim, podia acabar já que eu nem piscava os olhos.

07
Ago13

Nada. Absolutamente nada...

alex

Dou por mim deitada de costas na cama, rodeada por um silêncio enorme e uma escuridão ainda maior.

A minha cabeça trabalha a mil à hora, o meu coração bate tão fortemente que por momentos, chego a pôr em causa se estou realmente deitada ou a correr uma meia maratona.

O medo é o sentimento que me domina. Sempre dominou.

O dia aproxima-se. 

As coisas não mudam.

Só para pior. Não sei o que vou fazer.

Muito honestamente, muito abertamente, digo aqui e agora que não sei o que vou fazer da minha vida.

Não sei quem sou, quem quero ser.

Não sei onde pertenço, ou se pertenço sequer a algum lado.

Sei apenas que sou dominada pelo medo, noite e dia, dia e noite.

Só ele me parece real. Só ele existe.

Tantas dúvidas, tantas incertezas, tantos "e se".

Tantas perguntas e nenhuma resposta.

Tantos sonhos e tão poucas oportunidades.

Uma lágrima rola pela minha face.

Como se chorar fosse resolver alguma coisa. Como se fosse essa a resposta.

Mas não é. 

Então qual é?

Sinto-me perdida. Não sei o que pensar, não sei o que achar.

Já não sei quem sou. Já não sei quem quero ser.

O meu problema é só um:

Queria ser tudo. Queria ter tudo.

Agora que abri os olhos e bati de cabeça na realidade, apercebo-me de nunca serei nada. Nunca terei nada.

Não se continuar aqui deitada, com as lágrimas a consumirem-me e o medo a dominar-me.

Tenho de fazer algo. Tenho de me procurar. Tenho de me encontrar.

Tenho de me recuperar e de voltar a ser eu.

A rapariga que queria ser jornalista, escritora, que queria trabalhar na rádio e na televisão.

Aquela moça que queria tanto, mas tanto viajar pelo mundo fora e fazer disso a sua carreira.

A menina que dava espectáculos para toda a família na sala de estar, que cantava e encantava.

A jovem ambiciosa e motivada, que sabia aquilo que queria e que estava determinada a alcançá-lo.

Agora não passo de um bichinho assustado. 

Merda de vida que continua a estragar-me os planos. A estragar-nos os planos a todos nós.

Merda para o governo, para os governantes, para os governados.

Merda para tudo e para todos.

Preciso mesmo de encontrar a luz ao fundo do túnel.

Ou a escuridão vai consumir-me. Hoje um bocadinho, amanhã outro, depois mais um pouco...até já não restar nada.

Até já não haver vestígios nenhuns da menina que antes fui, da jovem que hoje sou e da mulher que um dia serei.

Até já não haver lágrimas ou medo.

Até já não restar nada.

Nada a não ser um enorme vazio que os meus sonhos destroçados e por concretizar deixar(ão)am.

27
Mar13

É nestas alturas...

alex

Que agradeço aos deuses por já não estarmos naquela altura, em que a RTP1 era o único canal existente na nossa caixinha mágica, que é a abençoada da televisão...

Olha quem está de volta! Este teve sorte hein...veio de França para cá e arranjou logo emprego. Numa televisão pública! Que nós (eu incluída indirectamente) pagamos!

Sim senhor...lá está, não é para todos. Mas acho bem. Acho muito bem que este senhor esteja agora ali sentado a encher-nos os ouvidos de merda e que esteja a ser pago para o fazer. Acho mesmo bem.

Sim, porque eles ainda não estão cheios dela...não!

Ah, peço desculpa! Como ele, há também o Marques Mendes, o Professor Marcelo Rebelo de Sousa, o Santana Lopes...como tal, porque é que ele não haveria de ter o mesmo direito que tantos outros têm?

Bom, peço desculpa se exponho a minha opinião e se esta é a errada, mas este senhor tirou-nos tantos direitos (pronto vá, ele deu-nos os Magalhães e as Novas Oportunidades!) que penso não ter o direito de estar ali sentado, passados três anos, a falar da merda que fez ou a comentar as consequências desta, bem como a sua continuidade. Então o senhor vai passar férias ao país do Champanhe, fugindo assim com o rabinho entre as pernas em vez de ter ficado aqui a lidar com as consequências dos seus actos, e agora chega aqui e julga-se no direito de estar sentadinho a encher os ouvidos de todos nós, com mais merda do que aquela que nós já temos enterradas bem no fundo dos nossos ouvidinhos? 

Acho mesmo, mesmo, mesmo bem!

E sim, estou a ver o senhor ex-Primeiro Ministro a falar na RTP1 e a não dizer nada de jeito (para variar), tal e qual como muitos outros políticos vão para a televisão fazer. Daí o post. E não, não sou hipócrita por estar a vê-lo. Sou antes, digamos, uma rapariga cansada à procura de um bom programa que me faça rir um bocadinho. Olhem só a minha sorte...Está a dar agora mesmo, na RTP1! YEAH!

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