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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

21
Set15

Preparada (?)

alex

Amanhã e Quarta vou fazer overnight shifts, ou seja, vou trabalhar das 22h da noite às 07h da manhã.

Quinta-feira estou de folga mas tenho o primeiro dia de orientação da Uni.

Daqui a nove dias vamos começar a mudar-nos para a outra casa.

Ainda não tenho o meu horário da Uni completo e preciso dele desesperadamente para poder fazer as alterações necessárias para poder trabalhar as 20h por semana que estão no meu contracto.

A Uni começa daqui a duas semanas.

Amigos, me desculpem se eu andar desaparecida durante uns tempos, mas paciência e tempo para escrever vão ser coisas escassas nas semanas que se avizinham.

Mas eu estou preparada! 

Acho que ... estou preparada (?)

22
Mar14

Estou a dar em maluca

alex

Sabes que estás a dar em maluca quando te vais sentar na cadeira que pensaste estar ali, naquele sítio, e acabas por cair no chão porque não estava lá cadeira nenhuma.

Estou a ficar maluca. E com uma dor acrescentada nos glúteos.

Como se já não me chegassem as dores todas que tenho por, depois de 6 meses sem correr, ter corrido 5 km.

Como se já não me chegassem as dores de cabeça que a vida escolar e doméstica me proporcionam.

Tanta dor junta numa pessoa de 17 anos.... desgraçada de mim quando chegar aos 60 ou 70!

06
Mar14

Sou só uma

alex

Infelizmente sou só uma. Só tenho dois braços, duas mãos com cinco dedos cada, duas pernas, um cérebro que não funciona a todo o gás na maioria das vezes. Sou só uma. Não consigo fazer tudo, não consigo estar num lado e fazer uma coisa noutro. Não consigo fazer trabalhos, entrevistas, estudar, cuidar da casa, limpar, fazer o jantar, lavar a loiça, levar a minha irmã à escola. Não consigo fazer isto tudo sozinha.

Sou só uma. Por isso dêem-me um desconto. Porque senão deixo de ser uma e passo a ser metade de uma.

E ninguém quer isso.

03
Jan14

Não sei...

alex

Eu tenho este vício. Bom, não sei se lhe deva chamar vício ou defeito. Um vício é algo que precisamos de manter, do qual não conseguimos abdicar. Algo que sabemos que nos faz profundamente mal e no entanto, não nos importamos. Queremos ser viciados. Mas talvez isto de que vos venho hoje falar não seja tanto um vício (acho que já passei essa fase) mas mais um defeito. 
Negativismo. É capaz de ser o meu maior defeito.  E eu tenho imensos, acreditem... Mas este talvez seja o pior. Por isso sim, vou encarar isto em mim não como um vício mas sim como um defeito. Porque eu não sou viciada em ser negativa. Eu não o desejo. Eu não quero sê-lo. Na verdade...sou-o simplesmente, sem sequer dar por isso.

Portanto, recomeçando...

Eu tenho este defeito. Ser negativa como a merda. Não sei se sempre o fui. Mas com os anos tem-se agravado e tem vindo à superfície mais vezes do que aquelas que eu gostava. Penso sempre no lado negativo de algo. Sempre. É horrível. Todos os dias travo esta luta comigo mesma (mais uma a somar a tantas outras). Mas eu costumo dizer, ou pelo menos pensar, que se sou assim negativa foi porque a Vida me fez assim.

Vivo rodeada do falhanço. Como tal, é inevitável pensar que eu própria não serei um. E quando digo que vivo rodeada de falhanço, referindo-me aos meus pais, não é uma maneira de eu os ofender. Não, eles próprios já me o disseram. Quando eu digo que vivo com o falhanço é porque tanto a minha mãe como o meu pai nunca conseguiram atingir os seus objetivos de vida a nível profissional.

E é isso que me tem afligido tanto ultimamente e que me tem feito ser ainda mais negativa do que normalmente sou.

Eu vejo todos os dias a dor que é a nossa vida não ser nada como nós tínhamos desejado que ela fosse. Sim, eles têm duas filhas maravilhosas, uma casa, comida, roupa, a minha mãe trabalha, o meu pai procura trabalho e estamos todos bem de saúde. Mas no entanto, isso não é suficiente e eu sei. Eu sei o quanto custa à minha mãe ter de se levantar todos os dias cedo para ir fazer algo que ela aprendeu a encarar como o seu trabalho; a sua obrigação. Não algo que ela gosta de fazer, não algo pela qual ela se levanta todos os dias de manhã com um sorriso na cara e um espírito alegre. Não. Acorda sempre cansada, exausta e rabugenta porque todas as manhãs são um começo de um dia exactamente igual ao outro, onde ela é obrigada a fazer algo que não gosta apenas porque quando tinha a minha idade, tomou a decisão errada.

E isso traz-me à razão pela qual eu estou a escrever este texto: o meu medo. Bom, em conjunto com o meu negativismo.

Tenho tanto medo. Por muito que eu adore a minha mãe, não quero acabar como ela. Aliás, não quero acabar como a maioria das pessoas neste país, neste planeta: obrigados a fazer algo apenas para terem dinheiro ao fim do mês.

Eu quero mais. Eu quero algo que me faça levantar da cama todos os dias com um sorriso nos lábios. Não quero que o dinheiro seja o meu único motivador. Porque o dinheiro compra muita coisa, mas não me compra a satisfação de poder fazer as coisas de que mais gosto na vida.

E neste momento estou aterrorizada. Passo noites em branco, a ter medo, a ser negativa. Tenho medo porque não sei o que vou fazer quando o secundário acabar. Sou negativa porque na minha cabeça, vou acabar exactamente como a minha mãe  e tantos outros. Não vou conseguir fazer nada daquilo que quero para a minha vida. Nunca vou conseguir nada. 

Dizem-me: "Se estás aqui é porque tens um lugar neste mundo". Mas eu não quero só um lugar. Eu quero um lugar bom. Se calhar até, quem sabe, em cima do palco? E eu sei que para isso é preciso trabalhar e lutar.

Mas o meu grande problema é que eu não sei como ou por onde começar. Não sou pessoa de um único gosto.

Infelizmente não sou daquelas pessoas que sabe o que quer ser quando for grande. Que sabe o que quer fazer. Que quer aquilo e só aquilo.

Eu não sei. Estou às escuras e isso assusta-me! E eu sei que como eu, existem muitos jovens que estão também nervosos, com medo, sem saberem que rumo vão dar às suas vidas quando o secundário terminar. Mas assusta-me ainda mais estar rodeada de pessoas que estão determinadas, que sabem o que querem. É verdade que até ao momento podem mudar de ideias. Mas não me parece que tal aconteça. E se assim for, no entanto e até lá, têm algo maior em vista. Um objetivo, um rumo. Eu não tenho nada. 

Depois do secundário há aquela ideia de que temos de ingressar na faculdade. Eu própria pensava que era isso que queria. Ingressar na faculdade de Benfica no curso de Jornalismo. Mas isto foi no 9º/10º ano. Agora passados quase três anos, não sei se é isso que quero.

Cada vez mais acredito que a vida de universitária não é para mim. E posso escrever um outro texto exactamente enorme como este ou ainda maior a falar disso; a explicar os imensos porquês. Mas resumidamente, eu morreria que nem um peixe fora de àgua. Nada na vida universitária me cativa. As festas, as tunas, as praxes, as noites passadas em branco a marrar que nem uma maluca, as semanas de férias perdidas com a cabeça enterrada nos livros, a pressão... Eu sofro de ansiedade. E não é uma coisa nada bonita de se ter. Eu quase que faleço no secundário, que em nada se compara à faculdade. Seria a minha sentença de morte. A faculdade, acho eu, não é para mim. Mas isto levanta muitos problemas.

Não ir para a faculdade na nossa sociedade é o "Ai valha-me Deus!. "Vais ser uma vagabunda, sem um diploma de licenciada, nunca vais arranjar um trabalho que não seja a lavar escadas, nunca isto, nunca aquilo, bla bla bla". É horrível a pressão que metem sobre um jovem de 17/18 anos nesta altura da sua vida. Porque raio tenho eu de nadar com a maré e ir para a faculdade? Só para passar mais quatro anos a sentir-me miserável, cansada da vida, zangada e no entanto sempre com aquele vozinha dentro de mim a dizer-me: "isto vale a pena, isto vale a pena, isto vale a pena" quando eu sei perfeitamente que não vale? Para aprender?

Essa é outra. Eu não aprendo nada sentada numa sala de aula fechada com mais não sei quantas alminhas. Eu aprendo aqui fora, na Vida, a viver, a conhecer, a experienciar, a Ver, a sentir. Assim é que eu aprendo.

Mas isto sou eu. Há quem a sua paixão de vida seja estudar. A minha não o é. E por isso não sei se quero ir para a faculdade. Já nem é uma questão de poder devido ao dinheiro ou à media escolar... é o querer. Não sinto aquele entusiasmo quando penso nessa possibilidade, como todos os meus colegas. Não sinto. E isso deve ser um sinal certo?

Então mas faço o quê? Não vou para a faculdade. Certo. Então e depois? Procuro trabalho, foi o que pensei em seguida. Okay. Onde? Neste país? Pois. Fora? Como? Com que dinheiro? Pois. Epá isto só para verem o quão mal estou a bater da minha cabeça. O quão negativa o medo me faz ser. Eu sei que há quem consiga. Eu sei que há quem não vá para a faculdade e consiga vencer neste mundo de derrotas, de loucos! Eu quero vencer. Mas a fazer o quê, como?

Pois lá está. Não faço a mínima ideia.

E isso assusta-me. Torna-me nesta bola de negatividade. Nesta menina assustada, sem rumo, sem nada.

Torna-me nisto caramba! Os últimos cinco meses da minha vida como eu a conheço, estão prestes a começar. E depois disso? O que é que a Vida tem reservado para mim? Não sei. Estou perdida. Perdida num mar de demasiados gostos, demasiadas paixões, sem um rumo certo, completamente à deriva. Não sei se vou atracar na ilha certa, ou se vou ficar para sempre encurralada naquela ilha que tanto temo, juntamente com a minha mãe e os outros. 

Sei é que vou continuar aqui, à deriva durante mais uns tempos, cheia de medo por dentro e a irradiar confiança por fora.

Porque sem ser isso, não sei o que mais hei-de fazer.

 

P.S: Este texto levou uma semana a escrever. Originalmente, estava muito, muito, muito maior. Todos os dias adicionei algo. É um monstro. Só espero que não me coma viva. A versão original fica para mim. Isto é só uma amostra. Uma amostra da confusão que para aqui vai nesta cabeça. Não se assutem. Eu juro que não sou tão anormal como aparento ser. 

18
Jun13

Exames, exames...

alex

Amanhã é o de literatura.

Perspetivas: más.

Nunca eu pensei que os exames de literatura fossem tão complicados. Pelo menos os que fiz como preparação para o de amanhã são díficeis como o raio.

E a minha professora a dizer que eram os exames mais fáceis de sempre?

ELA QUE O VÁ FAZER POR MIM!

Desculpem a minha revolta. Mas isto para quem sofre de ansiedade (com direito a medicação e tudo) não é um bicho de sete cabeças.

É mais como sermos empurrados por um abismo abaixo, sem fim, escuro e assustador. Não conseguimos ouvir o "banque" da nossa queda, porque morremos de susto pelo caminho.

E pronto é isto.

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