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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

31
Jan15

Vou ter vizinhos!


alex

Aqui ao lado da loja, existe uma outra que tem estado fechada há imenso tempo. Costumava ser uma loja de informática mas nunca eu me lembro de ver a loja aberta.

Hoje de manhã cheguei aqui à loja e qual não é o meu espanto quando vejo dois senhores a carregarem serras e ferramentas para dentro do estabelecimento vizinho!

A senhora dona da loja veio aqui assim que eu abri a porta, para me dizer olá e também para deixar cá uma máquina de costura para ver se o chefe consegue arranjar.

Adorei a senhora. Simpática, bonita apesar de já estar na casa dos 50, provavelmente, e de sorriso fácil - assim como eu, menos a parte dos 50 anos.

Em conversa descobri que a loja vai ser de roupa de várias marcas conhecidas (e caras) pelo que é perfeito! Assim não vou cair em tentação de dar dois passos e ir lá gastar dinheiro (porque aposto que vai ser tudo roupas assim para o dispendiosas) e arranjei uma vizinha com quem passar as horas mortas por aqui!

São as coisas pequenas da Vida que nos trazem sorrisos, não há duvida!

31
Jan15

Conversas interessantes....


alex

Com o ex:

"Então o trabalho, está a correr bem?" - Ambos sentados, eu numa ponta e ele noutra.

"Sim, e o teu?" - Fiz contacto visual, sabendo bem que é esse o meu forte - a capacidade de falar com as pessoas encarando-as directamente.

"Também. Amanhã tenho folga, fim-de-semana de dois dias." 

"Ah, que sorte. Eu vou trabalhar." - Ele sorriu, mas não era um sorriso cheio. Era um sorriso pequeno, de simpatia.

"Então e é verdade que sempre vais para Londres este ano?" - Podia jurar que a pergunta foi feita com um pouco de tristeza a acompanhar.

"É esse o plano. Sempre foi e eu sou de ideais fixas. Mas tu sabes isso." - Deixei a última parte escapar sem pensar muito bem antes de o dizer.

Durante uns momentos, fez-se silêncio (entre nós, porque à nossa volta as vozes eram mais que muitas).

Ás tantas não resisti em ser má. E fiz a pergunta que me andava a fazer comichão na orelha.

"Então e a _______ (inseri nome da actual namorada), não veio?" - Era obvio que não, visto que ela não estava lá. Mas a verdadeira pergunta estava implícita na pergunta que fiz (porquê).

"Não... ela está doente, com febre e dores de cabeça." - Vi no olhar dele preocupação e fui atingida por um ligeiro e momentâneo picar de algo.

"Ah que pena." - Disse-lhe no meu tom sarcástico, tentando conter um sorriso maldoso.

Ele olhou para mim e eu sei que ele percebeu exactamente isso - que penas têm as galinhas e que é algo que eu não nutri nem nutro pela dita cuja, doente.

Há coisas que nunca mudam, e o facto de ele me conhecer melhor que ninguém, é uma delas.

25
Jan15

Em voz alta (é diferente)


alex

Hoje disse-o pela primeira vez em voz alta, em conversa com a prima do meu primo (que não é minha prima mas de quem eu gosto muito).

Disse-o e não sei se fiz bem ou mal porque a Vida é nada mais nada menos do que uma enorme incerteza - ninguém sabe o dia de amanhã.

Mas saiu-me. Ela estava a ver as fotos dela com o nosso primo em Londres e eu virei-me e disse:

"Eu este ano vou para Londres".

Só me apercebi do que me saiu da boca quando ela olhou para mim com um sorriso de orelha a orelha e perguntou:

"A sério, já te candidatas-te?"

Foi estranho, dizê-lo em voz alta com tanta certeza. Tenho andando a dizê-lo na minha cabeça desde o início do mês mas é diferente dizê-lo em voz alta, a outra pessoa. Claro que os meus pais sabem, mas não falamos muito sobre isso - prefiro assim porque já sei que se falarmos, eles vão começar a encher-me a cabeça de dúvidas (legitimas, admito) e eu dispenso.

A candidatura já foi, o curso é Escrita Criativa e Jornalismo e a universidade é a Middlesex. Agora, lá para o final de Fevereiro, inicio de Março chega a resposta por parte da Universidade, depois em meados de Abril é fazer o exame IELTS e ter uma classificação de 6.0 (no mínimo) e aí sim, as coisas vão começar a tornar-se muito mais reais.

Eu vou para Londres.

Este ano.

Em Agosto.

Espero eu.

12
Ago14

Sim! - Ao amor


alex

Hoje, no trabalho, estávamos a falar sobre casamentos. Depois, uma das senhoras que lá trabalha que já não é nova e que é solteira, vira-se e diz:

"Eu cá não preciso de me casar para nada!"

E eu concordei com ela. Fui bombardeada com imensas perguntas sobre o assunto e isso deu ali pano para mangas. Ando a remoer nisto desde que cheguei a casa e há melhor terapia que vir aqui "vomitar" o que me vai na cabeça? Pois claro que não!

Nunca fui daquelas crianças que sonhava com o seu príncipe encantado, com o seu vestido longo e de princesa branco, com o sítio onde ia casar, etc. Não sou religiosa, apesar de ter sido baptizada (o que até hoje critico, porque como bebé não tive poder de escolha e se pudesse escolhia não ter sido) mas isso é outra história. Como não sou católica ou crente ou outra coisa qualquer, jamais me casaria pela igreja - isso é um facto adquirido desde que tenho cabeça para pensar neste tipo de coisas.

Mas o casamento não é só pela igreja ou pelo lado religioso - tem também a haver com a parte legal e também com a parte simbólica de uma relação. O grande problema da nossa espécie é que queremos sempre mais. Nunca estamos bem com nada. Se temos um rebuçado, queremos esse e mais dois. Se namoramos com um rapaz há dez anos, queremos casar com ele porque é esse o patamar seguinte a alcançar, estipulado pela sociedade há já muitos anos. Mas eu acho que, para além de o casamento ser esse último passo a dar no que toca a uma relação e ao seu estatuto, o casamento é encarado como uma prova - do quê? Não sei bem ao certo, mas isso difere de pessoa para pessoa, de relação para relação. Na maioria dos casos diz-se que é uma prova de amor - eterno, seguro e real. Noutro casos é só uma forma de provar à família ou aos amigos que conseguimos agarrar aquele pedaço de carne - aquele já é meu e de mais ninguém ahah!

Bom, eu sou daquelas pessoas com ideias muito fixas - quando meto uma coisa na cabeça, é muito complicado eu mudar de ideias. Mas isso não significa que não respeite ou até que não perceba as pessoas que defendem o casamento, que apoiam e que querem casar-se.

Só que eu não sou uma delas. Não me quero casar - nem pela igreja, nem pelo registo. E hoje disseram-me, nessa tal conversa, que sou nova demais para dizer isto com tanta veemência e que quando encontrar o homem certo, vou mudar de ideias.

E eu respondi que se algum dia mudar de ideias, vai ser por mim e nunca por um homem - elas calaram-se. Eu cá, SE me casar, vai ser porque das duas uma: ou fiquei doida ou fiquei doida. Porque desde de pequena que não tenho esse desejo e, há medida que fui crescendo, fui aprendendo que para além de ser mais uma coisa religiosa do que outra coisa qualquer, o casamento é só um nome que se passa a dar a um casal depois de eles assinarem ambos um papel e enfiarem um anel no dedo um do outro. Não me interpretem mal, se me convidarem para um casamento, eu sou capaz de aparecer no copo-de-água (mas só porque adoro comida e música e dança e conviver) - mas não me vejo de véu na cabeça, vestido branco e bouquet nas mãos.

O casamento para mim é nada mais nada menos do que uma cerimónia e um rasbicar de papeís. Se eu amo alguém com todo o meu coração, sou tão comprometida com ele sem papéis, igrejas ou lengalengas de padres como com eles. Eu acho que há muito boa gente a casar-se só porque têm metido na cabeça que é assim que deve ser - é o passo seguinte numa relação sólida, boa e duradoura. Eu não estou de acordo. Conheço pessoas que estão juntas há anos e anos e que, nem ela teve de usar um vestido branco e assinar o nome numa data de papéis, nem ele teve de comprar um diamante e assinar outro monte de papéis. São felizes, vivem juntos, partilham uma vida, uma história, têm filhos e acima de tudo, amam-se. Isto já lá vão quase vinte anos... Perguntei-lhes uma vez se sentiam falta disso: da cerimónia, do vestido, dos votos ditos perante os familiares e amigos - do casamento. E eles responderam-me que não. Ela disse-me:

"Eu posso muito bem usar um vestido branco e dizer o que digo ao X todos os dias. Se formos a ver bem, todos os dias lhe digo os meus votos para com ele." E eu não duvido. Eu só gostava de saber qual é a razão que as pessoas que não ligam nenhuma à religião, não são crentes, praticantes e etc, têm para se irem casar pela igreja.

E pergunto-me qual é a razão daquelas que não o são e se casam só pelo civil. O que é que isso acrescenta a uma relação que seja já por si só, forte, sólida e duradoura? Eu não acho que o casamento seja uma bonita e grande prova de amor ou de confiança. "Ah mas depois e se um dia já não quiseres estar com essa pessoa? É só acordares, dizeres que queres acabar tudo e sais porta fora"

Se a relação for de amor, confiança e respeito, não é isso que acontece. E hoje em dia existe, vejam vocês bem, O DIVÓRCIO! Pois é! Está bem que demora mais tempo e implica uma série de outras coisas, mas eu penso que uma pessoa casada pode muito bem acordar um dia, decidir que não quer mais estar com aquela pessoa e sair porta fora - tal e qual como como uma pessoa que não esteja casada.

Funciona tudo à base da confiança e do respeito - para mim. Eu se respeito o meu parceiro, não vou simplesmente acordar um dia e sair de casa a dizer que já não quero mais nada com ele - OLHA E JÁ AGORA ATURA TU OS MIÚDOS, TAMBÉM ESTOU FARTA DELES! Não é assim... se eu tenho respeito pela pessoa que sempre esteve ao meu lado, falo com ela sobre o assunto, discutimo-lo como dois adultos e com o devido tempo e com as respectivas medidas, lá nos separamos. É como um divórcio mas sem dinheiros de rio a saírem do bolso e canetas a serem gastas.

Por isso, volto a dizer, o casamento para mim como símbolo de união, prova de amor, passo seguinte a dar, tradição, não faz sentido. Eu não preciso de ter o meu nome rubricado ao lado do do meu amado para lhe provar que o amo - há mil e uma outras coisas que posso fazer para o provar. Eu não preciso de ter um anel no dedo e de fazê-lo usar um também só para poder tirá-lo do mercado e dizer às outras mulheres todas: "ESTE É MEU, NÃO TOCA!" e não preciso de um estatuto atribuído para ter confiança na pessoa com quem estou - "ai meu deus, será que ele, homem casado anda a trair a mulher? QUE ESCÂNDALO!". Casados ou não, há sempre quem traia - é preciso é ter confiança na pessoa e amá-la o suficiente para saber que com ou sem anel, ela não vai trair. (Se trair, o mais certo é que também o fizesse se fossem casados, portanto...)

É por isso que não me quero casar. O casamento para mim é só um monte de tradições, rótulos e estereótipos todos acumulados num, ao qual abanamos a cabeça e dizemos que sim só porque achamos que é o próximo passo ou a última coisa a fazer depois de estarmos numa relação amorosa já há algum tempo.

Mas deixem-me fazer aqui esta pergunta: E se não houver próximo passo ou última coisa? E se, pura e simplesmente, duas pessoas que se amam muito, se respeitam, que confiam uma na outra e partilham as suas vidas, não se casarem? Vão deixar de o fazer porque não se casaram?

E se essas mesmas pessoas casarem? Vão deixar de se amar, de se respeitar, de confiar e partilhar as suas vidas uma com a outra?

Sim, pode acontecer, tanto num caso como no outro. Porque não é o casamento que muda alguma coisa - são as pessoas que mudam, quer estejam casadas ou não. A vida muda, as circunstâncias mudam e quer estejam unidos pela igreja, pelo civil ou por união de facto, a verdade é que o amor é incerto. E não é o casar ou o não casar que vai mudar isso... - outra vez digo: DIVÓRCIO.

Eu não preciso de um homem que se ajoelhe e me pergunte se eu quero casar com ele.

Eu não preciso de um vestido branco, um padre ou um altar. Não preciso de um anel, do meu nome e do dele num pedaço de papel. Só preciso de um homem que me ame, me respeite e me faça feliz para o resto da vida.

Não preciso de ser/estar casada para ter isso.

14
Jun14

Irrita-me


alex

Mais uma vez me perguntaram o que eu vou fazer depois dos exames. 

Mais uma vez recebi um esbugalhar de olhos e um franzir de testa. 

Mais uma vez respondi com completa honestidade, porque eu sou assim: eu consigo mentir quando quero, mas não sou boa a faze-lo. Por isso, só me resta ser honesta. E fui. Respondi aquilo que tenho respondido e que tem causado comichões a certas pessoas.

"Não é uma certeza, porque nada nesta vida o é, mas pretendo procurar trabalho. Já enviei currículos para alguns sítios, já me inscrevi em dois lugares para ir trabalhar no mês de Agosto, vou procurar trabalho. É isso que vou fazer quando acabar os exames. Ou isso, ou vou passar duas semanas à terra dos meus avós, ainda tenho de decidir." - Adicionei, só para aligeirar o ambiente, ao ver que a rapariga estava a torcer tanto o nariz, que eu julguei que ela o fosse partir.

"Então e não vais para a faculdade?" - Pergunta ela como se eu lhe tivesse acabado de dizer que me vou juntar a uma ceita.

"Este ano não. Preciso de dinheiro. Para o ano." - Respostas curtas e secas, porque a cara dela me estava a irritar.

"Então mas não podes trabalhar de dia e estudar à noite?" - Aperto a mão no colo e faço força para estar quieta, no meu lugar.

"Não. Prefiro parar este ano e arranjar um trabalho, não penso conseguir fazer as duas coisas ao mesmo tempo, estudar e trabalhar. Eventualmente, uma iria sobrepor-se à outra, e para ser honesta, seria o trabalho."

"Pois, eu percebo... Mas e então e para o ano? Vais para a faculdade?"

"O plano é esse." - Debati um bocado sobre se devia ou não contar-lhe do programa OK Estudante, mas como ela é boa rapariga (apesar de no momento me estar a chagar os nervos), resolvi partilhar com ela. 

"Ah...fazes bem." - Disse ela no final, com dúvida e pena a pairar sobre si.

Apeteceu-me agarrar no garfo e espetar-lho no olho. Eu gosto dela, a prima dos meus primos. É uma miúda simpática e divertida, inteligente e gosta de correr, como eu. Mas naquela noite incomodou-me profundamente a maneira como olhou para mim.

Como se me dissesse: Estás perdida. Tenho mesmo pena de ti...

Penas têm as galinhas. E eu vou esfregar na cara desta gente toda, daqui a um ano, aquilo que consegui alcançar.

Vou estar onde quero e vou pensar em todas estas pessoas que duvidam de mim hoje e que olham para mim com pena, ao contar-lhes o meu plano. É certa que a vida nem sempre corre como planeado, mas eu vou trabalhar e esforçar-me para conseguir alcançar este meu objectivo.

Esperem e vejam.

E depois, veremos quem é que vai olhar para mim com ar de pena nas trombas.

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