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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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Something New

14
Fev15

Fiz as pazes com o cupido

alex

Já toda a gente sabe que o dia dos namorados é um dia consumista. Já todos sabemos que o amor deve ser celebrado todos os dias durante todo o ano e não só no dia 14 de Fevereiro.

Eu costumava ter um problema com o dia de hoje, admito. Não percebia a sua finalidade e para mim, era só mais uma desculpa para se correr às lojas a gastar dinheiro, para levar a mulher a quem não damos o devido valor durante o ano a um restaurante só para a calar e para ter uma desculpa para pôr fotos no Facebook e no Instagram e no Twitter e nessas soliciates todas com a hastag #ForeverTogether.

Só houve um ano em que fiz algo especial no dia dos namorados, mas só foi especial porque o fiz com a única pessoa que alguma vez amei na vida.

Acho que foi a partir desse ano que comecei a olhar para este dia de uma forma diferente. Sim, é um dia consumista e sim, o amor que nutrimos pelos outros é para ser demonstrado todos os dias.

Mas vamos lá a ver - não celebramos nós também, uma vez por ano, o nosso aniversário? E não é verdade que todos os dias o celebramos, de certa forma, ao estarmos vivos e a viver a nossa vida, seja de que forma for? Então sinceramente, não vejo qual o problema de termos um dia especial no calendário para celebrarmos o Amor.

Porque no fundo, é isso que se celebra no dia de hoje. Não quer dizer que tenhamos de ir a um restaurante fino, brindar com a nossa cara-metade. Não quer dizer que tenhamos de ter uma cara-metade.

Eu não a tenho, tenho a minha e já me chega! Este ano estou solteira e sinceramente, não me cai mal no estômago esse facto! Não é por isso que vou ficar na loja o dia todo a deprimir ou a dizer mal de todos os casalinhos por celebrarem algo que, no fundo, todos nós queremos - amor.

Celebrem com os vossos pais que são a maior prova de que o amor existe neste mundo; celebrem com as vossas amigas e amigos, que é o que eu vou fazer este ano (até vou sair mais cedo uhuhu); ou então não celebrem de todo como eu fiz durante muitos anos.

Mas não se tornem amargos como me acontecia a mim neste dia. Deixem que o Amor seja celebrado, porque vamos lá a ser honestos... faz algum mal haver um dia específico para se oferecer flores, bombons ou jantares a quem amamos?

Claro que o devemos fazer mais vezes durante o ano, afinal o Amor não é uma pilha dos chineses que só dura 24 horas (na maioria dos casos...).

Mas se formos bem a ver o calendário, há dias ditos especiais, que estão assinalados e que são muito mais estúpidos que o dia de hoje.

Celebrem o Amor - sempre, obviamente, mas deixem que ele tenha o seu dia especial no calendário, porque todos nós também o temos, seja o nosso aniversário, o Natal ou outra data especial qualquer!

27
Dez14

Uma década!

alex

Hoje a minha peste faz 10 anos. E eu só a vou ver lá para as 19h da noite.

MELHOR DIA DE SEMPRE!

Estou a brincar, como é óbvio. Apesar de ela ser dez vezes pior no dia de anos dela do que em qualquer outro dia do ano (Natal incluído, a criatura não se cala um bocadinho e anda pela casa literalmente aos saltos, a cantar e a falar que nem uma peixeira, nossa senhora!)

Ontem vira-se para a minha mãe e diz sem rodeios:

"Amanhã quero o meu quarto a brilhar! É os meus anos, por isso, vais levantar-te às seis da manhã para começares a arrumar o quarto mãe!"

Nós desatámos às gargalhadas. Só para vocês verem com o que é que nós temos de viver...e ainda dizem que ela é fofinha e carinhosa....pois.

A criatura completa hoje 10 anos e já tem esta personalidade que herdou não sei de quem. Mas a peste também sabe ser querida e carinhosa, quando quer. Se estiver para aí virada, aparece no meu quarto de surra e vem-se abraçar a mim, a dizer:

"Ai maninha, gosto tanto de ti!" - A minha reposta é sempre: "andaste a bater com a cabeça nas paredes ou algo do género?"

Se me vê a chorar, vem logo fazer-me festas e dizer na sua vozinha, com sotaque de sopa de massas (como eu lhe chamo na brincadeira, porque eu sei que ser sopinha de massas não é ter sotaque): "não chores mana, vai ficar tudo bem".

Também é uma grande melga e eu passo-me com ela mais vezes do que aquelas que consigo contar. Ora é porque ela chega a casa e quer comer mas recusa-se a lavar as mãos, ora é porque eu estou no computador e a criatura vai lá cuscar as minhas coisas, ora é porque apanha o meu telémovel em cima da cama e mete-se a brincar com ele, ora é porque leva coisas minhas "emprestadas" e depois nunca mais lhes ponho a vista em cima...enfim, podia escrever um livro com a lista de coisas que ela faz que me fazem saltar a tampa.

Agora deu para querer ser amiga dos meus amigos. Já pediu em amizade a uns quantos deles no facebook e fala com eles no chat como se nada fosse. Confesso que a isto, eu até acho piada!

Aliás, se há coisa que a minha peste faz para além de me pôr vermelha de raiva, é pôr-me vermelha de tanto rir. Ela é uma comédia. Porque é uma trapalhona, porque sai-se sempre com comentários dos quais nunca ninguém se lembraria de dizer e porque apesar de fazer hoje 10 anos, ainda é uma menina.

Se há crianças com 10 anos que já são um pouco mais maduras, a minha irmã não é uma delas. Mas ainda bem - quero que ela preserve durante o tempo que conseguir a essência de criança, porque ser adulta neste mundo é uma coisa muito cruel.

Outra coisa muito importante e curiosa que também passo a partilhar com vocês: para além de criatura, peste, chata e mana, um nome carinhoso que lhe chamo assim de vez em quando é....preparem-se porque vai doer...."amor".

É. Eu que odeio esse termo, eu que quase que vomito quando oiço outras pessoas (casais na sua maioria) a tratarem-se por "amor" e não pelos nomes, chamo "amor" à minha irmã.

Exemplo: Ela agora anda a chatear-me para eu lhe tirar umas 20 músicas da Violetta, da internet. E eu ontem disse-lhe: "epá tens de esperar amor, que a mana está sem computador" (é verdade, estou-vos a escrever de um computador que não é o meu...)

Mas sim. Eu que sou um bloco de gelo, que não sou conhecida por ser carinhosa, de vez em quando, sou uma querida para a minha peste e trato-a por "amor".

Eu culpo as bochechas fofinhas dela.

Parabéns então à minha peste chata que é a razão do meu sorriso e a razão do meu mau-humor, tudo num só dia, todos os dias desde 2004.

31
Out14

O (meu) Halloween

alex

Aqui em Portugal não somos os que mais festejam o Halloween. Temos o Carnaval e damos muito mais importância a essa festa. No entanto, fascinada pelas culturas para além da minha, sempre tive um grande fascínio por esta festa em especial. 

Lembro-me de ser mais pequena e de me mascarar sempre de bruxa (ser obcecada pela Sabrina também não ajudava). Há medida que fui crescendo deixei de me mascarar até porque não tinha razão para isso - o Halloween ou era passado na escola como um outro dia qualquer ou em casa com a família como se nada fosse.

Este ano, sem escola e sem família (durante o dia...calma!) não há razão para me mascarar. Mas isso não quer dizer que a vontade não esteja cá. Há dois anos ainda se organizou uma festa de Halloween e foi muito divertido....toda a comida era Halloween related e haviam pessoas que se esmeraram com os costumes.

Mas este ano parece que não vai haver festa nenhuma...e logo hoje, o meu corpo também não parece estar para aí virado (final do mês + ser mulher = o que já toda a gente sabe).

Por isso, e digo isto com muita pena acreditem, este meu Halloween vai ser passado aqui, na cama, com muita chávena de chá, muito Friends e um sorriso ocasional a relembrar todos os Halloween passados em que, ao contrário deste, me diverti.

 

 

13
Out14

Quero mais

alex

Já há muito tempo que não me divertia tanto como me diverti ontem.

Já há muito tempo que não ria tanto, com todo o corpo, como fiz ontem.

Já há muito tempo que não me sentia como senti ontem - cheia. E não foi de ter comido muito, porque ontem com a correria toda de preparar as coisas para o aniversário do cinquentão cá da casa, quase não toquei em comida alguma.

Quando eu digo cheia é cheia de alegria, de amor, de felicidade, de gratidão por ter uma família como a minha - e quando digo família não me refiro só à de sangue. Somos uma família enorme, uns de sangue e outros que como já estão connosco desde a altura das fraldas que apesar de não serem de sangue, é como se fossem.

Ontem o meu pai fez 50 anos e a malta reuniu-se toda cá em casa. Acho que foi uma noite como a que já não tinha há muito tempo...

Este último mês tem sido bastante solitário para mim. Está tudo na faculdade, tudo nas suas vidas e eu há um mês que ando por aqui, demasiado absorvida nas minhas histórias e nas minhas personagens fictícias para socializar como deve ser. Conto os dias para o dia 20 e já só faltam oito - tenho saído de casa, não me interpretem mal, não virei bicho do mato! Mas saio um dia ou outro com o P. ou com a D. e vou falando com a C. , que está fora do país e com quem eu me tenho dado mais do que com pessoas amigas que estão aqui na nossa cidade, e com a M. e os dias vão-se passando. Vou às consultas por causa das lentes de contacto (acabou este sábado o período de experimentação e hoje vou finalmente adquirir as definitivas), vou ao supermercado fazer as compras básicas para que quando os meus pais cheguem a casa não tenham de o fazer eles, vou brincando um bocado à Gata Borralheira e assim se passou um mês - solitário.

E só ontem me dei conta disto. Falei tanto e ri tanto que a minha boca ficou seca. Bebi tanta água antes de ir dormir por causa disso que passei a noite a levantar-me para ir à casa-de-banho. Mas estava a precisar tanto de uma reunião como a de ontem...com os nossos amigos e familiares, tudo a rir, a brincar, a relembrar momentos e histórias que ainda hoje nos trazem alegrias, a pôr-nos a par das vidas de cada um...Tinha tantas saudades!

Ontem fui feliz como já há algum tempo não o era. E nem o facto de ele fazer parte desta minha família disfuncional estragou a noite de ontem - pelo contrário, até ajudou. Porque dizem que o tempo cura todas as feridas, mas acho que não foi o tempo que curou esta ferida tão minha - fui eu. Aceitei finalmente que estava na altura de o largar e ontem foi como se ele fosse outra vez só mais um de nós.

Ontem senti-me uma sortuda, apesar de não terem sido os meus anos. Senti-me amada, senti que há pessoas que se preocupam comigo e com a minha vida e bem-estar. Senti-me....cheia.

Cheia de tudo o que é bom.

Quero mais.

15
Ago14

Dois!

alex

Acabada de escrever um post a descarregar a ponta de desilusão que sinto em relação a algo, lembrei-me de que hoje é dia 15 de Agosto. Fui aos posts, andei para trás na pequena seta cá em baixo até ao primeiro post deste blog.

15 de Agosto de 2012 - precisamente há dois anos atrás. Parece que foi numa outra vida.

Há dois anos atrás tinha eu dezasseis anos e carregava o mundo às costas. Sentia-me mais sozinha do que nunca, rodeada por uma multidão de pessoas. Atormentada por fantasmas que me punham doente - física e mentalmente. Na idade das parvoíces, como digo muitas vezes. Era uma miúda de dezasseis anos que não queria ser mãe da irmã mais nova - mas tinha de o ser porque o cenário era negro, tão negro que ela demorou a ver o feixe de luz que havia, bem lá no fundo desse negro todo.

Uma miúda que queria apenas ser aceite num seio que não era o mais saudável - mas ela só queria sentir que fazia parte de algo. Esquecer durante um bocado a vida que levava, viver uma outra completamente diferente. Quando criei este blogue há dois anos atrás, fi-lo porque sentia necessidade de mudar - só não sabia bem para o quê. Acabei por utilizar o blogue como a única porta de entrada para o meu verdadeiro eu. Fora deste mundo, era algo que nunca fui realmente - mas era-o porque tinha de o ser. Aqui podia ser eu - e até hoje isso mantém-se.

Passados dois anos, tudo mudou. Bati no fundo mais do que uma vez e isso fez-me ver a tal luz que me puxou de volta para cima. Aprendi com erros que jurei nunca mais cometer mas há quem diga "nunca digas nunca". Os meus amigos mudaram, a minha situação familiar mudou, a minha atitude para com a vida mudou... Tudo mudou. Menos a essência deste blogue.

Este blogue permanece, para mim, o que sempre foi: a única forma que tenho de ser eu e de o mostrar para quem o quiser ver (ler). Aqui escrevo sobre mim, sobre o mundo, sobre os outros; aqui posto textos longos que contam sempre uma história - inventada ou não. Este blogue está para mim como uma bengala está para um coxo - é o meu apoio, o meu suporte. E é verdade que em dois anos este blogue cresceu - graças a todos aqueles que aqui vêm e não fogem a sete pés ao lerem as palavras de uma moça muito esquisita!

Dois anos de Something New e a verdade é que... há sempre algo novo para adicionar a este espaço. Seja uma história, um desabafo, um comentário, uma opinião, um/a leitor/a, um/a amigo/a, um template ou uma imagem... há sempre algo mais e algo novo a acrescentar.

Peço desculpa a todos os que ainda têm paciência para ler as baboseiras que para aqui escrevo - vocês merecem um prémio! Mas agradeço-vos do fundo do meu coração, porque se comecei este blogue como uma menina de dezasseis anos perdida e sozinha num mundo que a assustava, agora sou uma pequena mulher, ainda meia perdida e ainda assustada...mas muito melhor acompanhada - por todos vocês.

HOJE É DIA DE FESTA, O MEU BEBÉ FAZ ANOS, UHUHUHUHU!

 

P.S: o texto mencionado logo no ínicio será postado amanhã. Só porque não podia deixar passar em branco esta data, como fiz o ano passado!

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