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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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01
Ago14

As cartas que não envio #4

alex

Quantas mais cartas terei eu de te escrever? Quantos mais selos irei eu comprar e deixar na gaveta da minha secretária, guardados? Quantos envelopes vou eu "roubar" ao meu pai, só para escrever a tua morada neles e colocar a carta que não te vou enviar, lá dentro?

Conheces aquele filme em que o gajo escreveu à gaja durante um ano, todos os dias? 365 cartas... é muito, se pensarmos nisso não é? Mas será que é justo medir os sentimentos desse homem e reduzi-los a um determinado número? Será que é justo fazer isso comigo mesma?

Achas que esse gajo, nessas 365 cartas, conseguiu encaixar todo o seu amor pela gaja? Eu não acho. Porque neste caso, eu sou esse gajo. E deixa-me que te diga - sem o dizer verdadeiramente, pois nunca irás receber isto - é impossível medir-se o amor de um ser humano pelo outro.

Não são 365 cartas, escritas todos os dias e enviadas todos os dias durante um ano, que vão conseguir provar que o amor se mede ou se quantifica.

O Amor não é escrever cartas todos os dias durante um ano inteiro, com palavras bonitas e recordações escritas e contadas de tempos que já lá vão. O Amor é escrever - sobre ele, para ele - para sempre, até a mão já não se mover, até a tinta da última caneta à face da terra esgotar, até já não haver mais folhas em branco para preencher.

É por isso que se diz que o Amor não escolhe idades; que a idade é só um número. Porque o Amor é muito mais do que um cinco, do que um oito, do que um dez ou do que um 365.

Sabes em matemática, quando te ensinam os Conjuntos Finitos e Infinitos? Bom, o Amor é isto:

 

 

Não sei o que me deu para incluir matemática nesta carta. Só estou a tentar explicar-te o meu ponto de vista. Nem sequer sei se a imagem representa correctamente aquilo que quero dizer, mas tu também não o saberás, visto que ainda és mais burro a matemática do que eu.

Mas sim... O Amor é isto. 

1,2,3,4,5,6,7 .... 365 cartas; dias. Que importa?

Só o número é que muda - o sentimento não.

21
Jul14

As cartas que não envio #3

alex

Estava um caco. Tinha chovido a potes nesse dia e eu não tinha levado o chapéu de chuva. Eu, sem chapéu de chuva em pleno Dezembro, consegues imaginar?

Estavas doente em casa, com febre, e o plano original era ir ter contigo depois das aulas para te fazer companhia e cuidar de ti. Mas os planos mudam. Quando cheguei à porta de tua casa (e só eu sei o que me custou a lá chegar, com aquela chuva toda!), já eu não sabia onde começavam as minhas lágrimas e onde acabavam as gotas de chuva que ainda escorriam pela minha cara.

Tinha sido um daqueles dias de cão sabes? Onde deixei os meus fantasmas levarem a melhor de mim. Quando abriste a porta, envergando umas calças de pijama azuis e uma t-shirt branca que trouxeste de uma das tuas visitas ao Brasil, as tuas bochechas rosadas da febre e o teu cabelo castanho claro um desalinho, foi como se me tivessem finalmente lançado a bóia que me iria ajudar a manter à tona quando as minhas forças para continuar a nadar cessassem.

Olhaste-me de alto a baixo e deves ter achado aquilo que todos acharam quando passei por eles a caminho da tua casa: Esta gaja é maluca. E vai apanhar uma pneumonia daquelas...

Só hoje, ao recordar aquele momento, é que me apercebo que me olhavas com nada mais do que amor estampado nos olhos.

Não me bombardeaste com perguntas. Agarras-te na minha mão fria e molhada e o teu toque quente quase que fez desaparecer o frio que se apoderara do meu corpo. Quase...

Não disseste nada enquanto me levaste para o teu quarto, enquanto me estendeste uma toalha para eu me secar, enquanto me deste umas calças de treino pretas tuas que faziam parecer que eu tinha uma fralda e me deste a tua sweatshirt favorita. Fechaste a porta do quarto depois de saíres, ainda sem uma palavra, para eu me poder trocar à vontade. Nesse aspecto, sempre foste um cavalheiro.

Quando fui ter contigo à sala, o meu cabelo curto, húmido e frisado apanhado no alto da cabeça, estavas a ver Friends. Quando me sentei, sorris-te.

Encostei a cabeça ao teu ombro e chorei. Chorei tanto que me doía a cara, a certo ponto. Chorei tanto que acho que os teus vizinhos acharam que me estavas a fazer mal. Chorei tanto que, a certa altura, tomaste a minha cara nas tua mãos, olhaste-me nos olhos e, por fim, falas-te:

-Pára. - A tua voz saiu rouca, por estares doente. A minha saiu fraca, por estar a chorar.

-Não consigo. - Mais lágrimas.

-Consegues sim. Estás esquecida de quem és?

-Acho que é por isso que n ão consigo parar de chorar. Acho que já não sei quem sou.

Agarraste nas minhas mãos e aqueceste-as nas tuas enquanto me dizias aquilo que eu precisava de ouvir e não necessariamente o que eu queria ouvir.

-Eu não sei o que desencadeou isto - Mais uma vez, olhaste-me de alto a baixo - mas eu sei quem tu és. TU és a rapariga que goza com as raparigas que vão ter com os namorados a chorar. És a rapariga que em vez de andar sem chapéu-de-chuva em pleno Dezembro, até no verão anda com ele, só para o caso. És a rapariga que dá saltinhos de alegria de cada vez que vê a série Friends a dar na TV. És a rapariga que não chora até deixar uma marca do tamanha da sua cara na minha t-shirt favorita.

Funguei. "Que atractivo", pensei eu depois do barulho esquisito que fiz.

-Talvez eu já não seja essa rapariga. Ou talvez eu nunca tenha sido e tenho andado este tempo todo a fingir. Eu já não sei. Não sei nada... - As lágrimas teimavam em não desaparecer.

-Bom, então ainda bem que eu sei. Pára de chorar, acalma-te e conta-me o que aconteceu.

Com alguma dificuldade em fazer a 1ª coisa e com alguma relutância em fazer a 2ª, lá o fiz. Ias tossindo e assoando-te pelo meio e às tantas já estava tão enervada com a tua tosse seca e com o teu ranho constante, que te preguei um estalo no braço. Já não chorava; já não tinha vontade de o fazer.

Tu riste-te e esfregaste o braço.

-Tu és esta rapariga. A que chora que nem uma Maria Madalena arrependida num momento e que no outro me está a bater porque a minha constipação a está a incomodar. És complexa, dramática, bruta e irritadiça.

-Obrigada! - Respondi em tom de sarcasmo.

- Cala-te que ainda não acabei. - Cruzei os braços e sacudi os lenços de papel (meus e teus) de cima do sofá para o chão. Depois, mais tarde, iria deitá-los no lixo. Abanas-te a cabeça de um lado para o outro com, um sorriso nos lábios, e continuas-te.

-És a rapariga que faz com que um nó se forme no meu estômago quando me apareces à porta de casa encharcada e a chorar. És a rapariga que fica nua no meu quarto sem eu lá estar. - Ri-me - És tu que fazes com que 39º de febre sejam nada. És tu a rapariga que eu não me importo de ter a manchar a minha t-shirt favorita. Mas és tu também que fazes a malta rir; que abraça e apoia os chorões; que grita e se revolta por coisas pelas quais mais ninguém grita ou se revolta; que chora mas que rapidamente limpa as lágrimas, levanta a cabeça e sorri. Está bem? Sorri. Levanta a cabeça e sorri. Nunca te esqueças que por muita merda que te possa cair em cima num dia, tens sempre motivos para sorrir. Só precisas de parar de chorar tempo o suficiente para pensar neles.

-Tenho um dees aqui mesmo à minha frente. - Digo, com um sorriso a espreitar-me nos lábios.

-É, eu sou o motivo do sorriso de muita gente. - Um sorriso matreiro e um olhar convencido.

-Quem disse que eu estava a falar de ti? - Funguei pela última vez - Estava a falar da minha série favorita, que está agora a dar na TV. - Um sorriso matreiro, desta vez, meu.

-Ah-ah! - A gargalhada era falsa, mas o sorriso não. Puxaste-me para ti, o teu braço sob o meu ombro, e apertaste-me contra ti, como se quisesses fundir os nossos corpos.

-Vamos lá pôr-te a sorrir então. - Carregaste no play e de repente, oiço a voz do Chandler a sair das colunas da televisão.

-Já puseste. - Sorri e olhei para cima, para encontrar os teus olhos castanhos. Depositas-te um leve beijo nos meus lábios e o frio que sentia esvaneceu-se por completo.

Assim como as lágrimas, a dor e a incerteza.

Agora aqui, a escrever-te, vejo-me a cair de novo na mesma incerteza que me levou a procurar conforto em ti nesse dia. Já parei de chorar e agora penso nos motivos para sorrir.

Só tu me vens à mente.

As lágrimas regressam. Afinal o teu conselho tem um defeito.

Tu.

Naquele dia, foste tu que acabas-te a cuidar de mim e não eu de ti, como tinha planeado.

Os planos mudam.

E os motivos que nos fazem sorrir também.

Levanto a cabeça e sorrio. Não interessa se tu já não és o motivo desse sorriso.

Ainda tenho razões para sorrir.

06
Jul14

As cartas que não envio #2

alex

Lembras-te daquele dia em que me vieste bater à porta e me levaste para longe? Aquele dia em que soube que não poderia estar com mais ninguém, ali naquele momento, sem ser contigo...lembras-te?

Estávamos em Novembro, se não me engano. Era o teu dia de folga mas eu não sabia. Só o soube depois mais tarde. Para mim, era só mais um dia a somar a tantos outros, onde acordei às seis e meia da manhã, me preparei, fui para a escola, sai da escola e vim para casa. Estava eu a remexer no frigorifico, a pensar no que raio ia fazer para o meu almoço, quando oiço a campainha. O meu pai não estava em casa nesse dia (acho que te tinha mencionado isso na noite anterior ao telefone) e eu estranhei quando ouvi o som estridente da campainha a tocar. Fui até ao intercomunicador e vi-te, a sorrir, a olhar para mim (bem, era mais para a câmara, mas tu percebes).

Imediatamente sorri para ti, apesar de não me conseguires ver. Abri-te a porta da rua e tu entras-te. Quando chegaste à porta de minha casa, cumprimentaste-me com o maior dos teus sorrisos.

"Vim-te buscar." - Disseste com a maior descontra, um sorriso matreiro a dançar-te nos lábios.

"Estás doido? Apareces aqui assim sem avisar? Não era suposto estares a trabalhar?"
"Hoje estou de folga. Vou-te levar a um sítio. Vai-te vestir, rápido!"  - Olhaste-me de alto e baixo e soltas-te uma gargalhada. Tinha vestido o pijama cor de rosa que era da minha mãe, com ovelhas por todos os lados. Corei ligeiramente.

Deixei-te entrar e foste para a sala enquanto eu troquei de roupa rapidamente no quarto.

"Onde vamos?" - Disse , já estávamos a entrar no teu carro.

"É surpresa!"
"Epa tu sabes que eu odeio surpresas!"
"Eu sei. É por isso que é surpresa. Porque tu odeias. E eu vivo para te atormentar, lembras-te?"

Lembro-me. Oh se me lembro...sinto-o; vivo-o, esse tormento, ainda hoje. Especialmente hoje.

Fomos o caminho todo a discutir. Eu, sempre de braços cruzados a exigir que me dissesses onde íamos e tu, sempre de sorriso matreiro nos lábios, dizendo que em breve eu iria descobrir.

Entretanto, comecei a reconhecer o caminho. Os braços descruzaram-se e as mãos pousei-as no colo. O coração começou a bater mais depressa, da excitação que estava a apoderar-se do meu corpo, e olhei para ti de olhos esbugalhados.

"És doido. Estamos em Novembro. Tens noção do tempo horrível que está aqui nesta altura do ano?"

"Não faz mal. A chuva ou o sol não mudam a essência deste sítio. Ou mudam?"

Não. Passámos a tableta que dizia "Ericeira" e eu desatei aos pulos, sentada.

"Não acredito... tu és doido."

Parámos e saímos do carro. Olhei à minha volta e sorri, qual criança de cinco anos numa loja repleta de doces. Olhei-te, por momentos, e ponderei as minhas opções. Podia mandar-me a ti e bater-te por me teres feito uma surpresa, algo que eu odeio, porque não gosto de não estar sob controlo. Podia fingir que estava amuada e passar a tarde toda a caminhar afastada de ti. Podia abraçar-te e agradecer-te.

Escolhi a terceira.

Lembras-te? Desse dia frio de Inverno em que me levaste a um dos meus sítios favoritos neste planeta? Passeámos pela Ericeira, fomos à casa de bolachas que eu tanto gosto, de onde trouxe um saco de bolachas de manteiga e canela, selados com cordel, mesmo à antiga. Lanchámos naquela pastelaria conhecida pelas suas bolas de berlim, pelos seus mil folhas e pelos seus travesseiros. E que bem que me soube aquele travesseiro de Sintra!

Caminhamos por aquelas ruas, tão minhas conhecidas, e fomos até à pequena praia, onde nos sentámos na areia fria. 

E naquele momento soube. Assim, como se fosse um dado adquirido sabes? Algo que não se consegue negar, esquivar ou fingir que não existe.

Naquele momento soube que te amava e que nunca iria amar ninguém assim, daquela forma.

Tão forte, tão segura, tão...real.

E enquanto contemplava o mar calmo e me aconchegava a ti, disse-te as palavras que sempre soube existirem, mas às quais nunca consegui dar significado. 

Lembras-te?

A primeira vez que disse que te amava. A primeira vez que o senti, tão fortemente e de forma tão arrebatadora, que tive de o dizer.

Lembras-te?

20
Jun14

As cartas que não envio

alex

Ainda penso muito em ti. Mentiria se dissesse o contrário. E mentir já eu minto todos os dias... a mim, a ti e aos outros. Por isso, perante esta folha branca de papel, não posso eu mentir.

Porque mentir através de palavras escritas é como um crime do qual não posso ser acusada. Não posso. Posso dizer que não penso em ti; que não me surges no pensamento quando estou a ler, a ver televisão, a ouvir música, a falar com alguém. Posso contar esta lengalenga a todos os que me rodeiam e a mim mesma. Mas não posso escrevê-lo aqui.

Porque seria mentira. E esta carta é a única via de eu poder ser honesta e verdadeira: comigo, contigo, connosco.

Não sei como se esquece alguém que está tão presente na nossa vida. Mas o objectivo também não é esse. O objectivo é deixar de te amar, não esquecer-te. Eu não te quero esquecer. Foste o primeiro a quem escrevi uma carta de amor. Lembras-te? Lembras-te, há oito anos atrás, quando recebeste aquela carta idiota; uma declaração de amor feita por mim, para ti. Assinei-a com as minhas iniciais: A.R

Como se tu não fosses saber de quem era... Nessa altura ainda era uma criança, ingénua...sabia lá eu o que era o amor. Achava-te piada, eras meu amigo, fazias-me rir e por isso pensei: é ele o amor da minha vida.

Só para veres que a minha memória não é assim tão má quanto isso. Há coisas que não se esquecem. E tu és uma delas. Mas eu também não te quero esquecer. Não...eu quero deixar de te amar.

Quero voltar a acordar sem ter aquela sensação de que andaste a passear-te pelos meus sonhos durante toda a noite. Quero poder estudar sem a minha mente divagar para longe; para ti. Quero poder ouvir a nossa música e não pensar nela como "a nossa música". Quero poder olhar-te nos olhos e não sentir aquele frio na barriga, aquele arrepio na espinha, aquele bater forte do coração que me deixa sem ar durante um nanossegundo.

Quero poder sentar-me contigo à mesa, em conjunto com as nossas famílias e amigos, e não ter de me esforçar para colar o olhar ao prato, só para que não me apanhes a olhar para ti de esguelha, a contemplar as tuas feições de menino, apesar de já não o seres.

Quero poder desprender-me de ti verdadeiramente. Quero parar de mentir: a mim, a ti e aos outros.

Mas acima de tudo, quero deixar de te amar. Mas se desde aquele dia, há oito anos atrás quando era uma mera menina, me convenci de que és tu o amor da minha vida, como é que agora convenço a jovem que sou, de que afinal não o és?

Como se deixa de amar alguém que amamos toda a nossa vida? Primeiro de uma forma infantil, inocente, ingénua. Depois de uma forma engraçada, adolescente, de risadas nervosas e faces coradas. Por último, de forma tão forte, tão sólida, tão arrebatadora, que ainda hoje me encontro a escrever-te.

Eu não sou assim. Lamechas, romântica...gaja. Tão gaja! Mas tu trazes ao de cima a minha "gaja" interior.

És o único.

És o amor da minha vida. Não posso mentir. Não enquanto preencho esta folha com palavras tão minhas e que nunca irão ser tuas.

Não posso mentir... nem posso esquecer. 

Mas será que posso deixar de (te) amar?

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