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Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

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18
Jul16

De facto, ter saúde é ter tudo

alex

Já lá vai algum tempo desde a última vez que vos escrevi.

As duas semanas passadas em Portugal passaram a correr. Visitei família, amigos, andei de kaiake, apanhei um escaldão, fui andar de karts e fui feliz. Durante duas semanas fui saudável e feliz. Ao regressar para o UK, a felicidade e a saúde deterioraram um bocadinho.

Voltar ao trabalho não foi nada fácil, voltar à minha rotina aborrecida e pouco adequada a uma jovem de 20 anos não foi fácil. Não querendo ser mázinha, mas penso que este país, apesar de muita coisa boa que tem, rouba um bocadinho a saúde às pessoas por causa do tempo nada agradável.

Ando com tosses, espirros, dores de corpo e cabeça e hoje, inclusive, tive de chamar uma ambulância a casa porque estava a ver que me dava o badagaio. A verdade é que não cuido muito bem de mim, não tanto como devia.

Há refeições esquecidas, refeições pouco saudáveis e o ritmo de trabalho também não ajuda. Há consulta a marcar no médico para ver se ando, de facto, a brincar com a minha saúde.

Não há pior coisa, deixem-me que vos diga, do que se sentirem na merda de tão doentes que estão e de, apesar de terem cá os vossos amigos que cuidam bem de vocês e vos ajudam em tudo, vocês não conseguem não chorar porque não têm cá o colo da mãe.

Acho que é a pior coisa deste mundo, é estar doente e não poder ter a mãe do nosso lado a agarrar-nos a mão e a dizer que tudo vai ficar bem. 

Felizmente, não foi nada sério. Mas penso que foi um abre olhos para o estilo de vida que tenho andado a levar. Tenho de começar a tomar melhor conta de mim. 

Cada vez mais acredito que não há nada mais importante nesta vida do que ter saúde. O dinheiro, o amor, essas coisas são bastante banais comparadas com a nossa saúde...

Preciso de me cuidar. E de escrever mais. Ando a perder a prática e o amor à escrita.

Ando a perder muita coisa...mas não posso continuar a perder.

17
Jun16

Estou mesmo a precisar

alex

Parto para Portugal já esta terça-feira. Vou apanhar um voo bem cedo, e se tudo correr bem, aterro em terras lusas por volta do meio dia e meia.

Vou durante duas semanas e mal posso esperar. As coisas ultimamente têm andado complicadas no trabalho. Se dantes tinha dias bons e maus, como em tudo na vida, desde há um mês para cá que têm sido maioritariamente só dias maus naquela loja.

A situação de sermos promovidas a Sénior ainda está pendente mas já estamos a desempenhar funções do cargo desde que nos disseram que íamos ser promovidas. Sublinhando que, nunca pedimos nada a ninguém muito menos para sermos promovidas, eu e a R. já estamos um bocado cansadas e frustradas de andarmos a ser escravas daquela gente e de não recebermos mais por isso.

Porque a realidade é essa. Eu cá só fiquei contente por me irem promover porque o meu ordenado ia aumentar. Porque de resto o cargo não me traz quaisquer benefícios a não ser, se calhar, um melhoramente do meu currículo. Tirando isso, ser Sénior ou algo superior a assistente naquela loja só traz é dores de cabeça, corpo e alma.

Como se isso já não bastasse, e não andássemos nós a sentirmo-nos usadas e gozadas por aquela gente, aconteceu uma situação peculiar numa das overnights que tem levantado problemas desnecessários para toda a gente. Foi uma situação tão caricata e infantil, tão ao nível dos dramas pelos quais passávamos quando andávamos no ensino básico, que nem vale a pena gastar o meu tempo a descrever a situação.

Digo apenas que senti-me, de facto, de volta ao 8º ano enquanto que, na realidade, trabalho com pessoas mais velhas do que eu. Se a idade contasse... mas não. Parece que os adultos, por vezes, adoram regredir e comportar-se como autênticos pré-adolescentes e naquela loja, isso é o que não falta.

Com isto tudo, a minha relação e a da R. com algumas pessoas e managers daquela loja esfriou e o ambiente andou de cortar à faca durante umas semanas. Só melhorou agora mais para o fim pelo simples facto de que eu fiz muito teatro nos meus tempos de escola e comecei a agir como se já estivesse tudo bem, quando na verdade só me apetece mandá-los à merda umas quantas vezes ao dia.

Enfim... estou mesmo a necessitar de uma pausa daquela gente e daquela loja, que me anda a comer o juízo e a saúde. Mas o meu problema é que já estou confortável ali. É um local de trabalho que fica tão bem situado, a 15 minutos de casa e a 10 da uni, dentro de um centro comercial onde se tem tudo e, apesar de ter tido alguns problemas com certas pessoas na loja ultimamente, adoro a maioria do pessoal com quem trabalho.

E já é um trabalho que eu conheço, ao qual eu sou boa e do qual até gosto (às vezes).

Só espero que depois de regressar os ânimos já tenham acalmado e que, finalmente, me passem o contrato de Sénior para as mãos, para eu assinar.

Caso contrário vou ter mesmo de considerar uma mudança.... Mas até lá, vou passar duas semanas no meu país, na minha casa, com a minha família e amigos.

Planeio ir muito à praia, ver se ganho uma corzinha porque isto de viver em Londres significa virar prima afastada do fantasma Casper, comer muito, coisa que não tenho andado a fazer como deve ser, dormir muito, divertir-me muito e simplesmente relaxar.

Duas semanas de puro lazer...bem que mereço. Se vocês soubessem da missa à metade, iriam concordar comigo com toda a certeza.

05
Jun16

Até lá...

alex

A celebração dos 20 passou-se com uma matiné no cinema a ver Capitão América e depois, no domingo passado, a uma visita a Brighton. 

Já há algum tempo que queria visitar a cidade no sul de Londres onde o Pier e a praia são os spots mais famosos. Tenho a dizer que não desiludiu! Acho que foi um dos dias mais divertidos que já tive em toda a minha vida, andámos em todas as atracões, jogámos nas máquinas e perdemos muitas vezes (não consegui trazer para casa um peluche infelizmente), comemos, rimos, aproveitámos o sol e o calor maravilhosos que nos deram o prazer da sua companhia nesse dia e acho que não podia ter pedido por uma melhor celebração do dia dos meus anos.

Mas claro, a vida volta ao normal ao fim do dia e mais uma semana de trabalho começa. Este fim-de-semana foi um fim-de-semana perdido porque fiz overnights ontem e hoje e, sorte a minha, hoje teve um tempo maravilhoso e eu a dormi-las porque só cheguei a casa já passava das oito da manhã, toda partida de andar a mudar a loja toda.

O cansaço do trabalho começa a bater forte e a vontade de ir já amanhã para Portugal também... no entanto, já só faltam 16 dias para eu ter as minhas merecidas férias no meu país (engraçado, nunca pensei que fosse passar férias ao meu país...) e depois disso é trabalhar mais dois meses e no final desses dois meses... vou poder aproveitar mais 2 semanas de férias e visitar um dos meus destinos de sonho.

Mas mais sobre isso perto da data... Até lá e até Portugal, ainda vou sendo precisa por aqui.

15
Mar16

Chegará o dia

alex

A vida por aqui tem sido uma correria. Trabalhar 35 horas todas as semanas, escrever essays e fazer trabalhos de grupo para cada módulo que tenho, tentar não tropeçar no monte de roupa suja que tenho por lavar antes de fazer a mala para Portugal...

Não sei, sinceramente, como é que alguém leva este estilo de vida. Como é que alguém aguenta este ritmo de vida que não dá tempo para nada. Não há tempo para fazer refeições decentes, não há tempo para ter noites de sono decentes, não há tempo para ter um bocadinho de vida social ou para ter um dia em que me sinta aborrecida de não ter nada para fazer.

Os últimos dias aqui por terras de sua majestade têm sido dias solarengos, acreditem ou não. E a parte triste é que eu não os tenho conseguido aproveitar. Passo os meus dias ora enfiada naquele centro comercial, ora enfiada na uni nas aulas ou na biblioteca, ora em casa.

Este domingo que passou, fui trabalhar às sete da manhã e quando cheguei à universidade para fazer um trabalho, já eram duas da tarde, sentei-me um bocadinho à porta da biblioteca. Sentei-me naquele banco velho e meio podre, à espera da minha colega, e sentia o peso do mundo nos meus ombros. Com a correria toda, nem tinha tido tempo para sentir isso. O peso que carrego nos ombros. Sentada no banco, a receber um bocadinho de vitamina D, quase que deixei esse peso deitar-me completamente abaixo.

Com o sol a aquecer-me as pernas e a queimar-me a cara, o vento ainda frio a secar-me os lábios, quis desistir de tudo, apanhar um autocarro fosse para onde fosse e perder-me neste mundo. Quis levantar-me, dizer à minha colega que não ia fazer o trabalho, e ir embora. Para onde, não sabia. Não queria saber. Para qualquer sítio, qualquer lugar onde eu me pudesse sentar por cinco minutos e onde não sentisse o peso do mundo nos meus ombros.

Ás vezes é demasiado difícil. E por vezes, questiono-me se vai chegar o dia em que eu vou olhar para trás e dizer:

"Valeu a pena."

15
Fev16

And the award shall come to me if...

alex

Se eu conseguir sobreviver a esta semana sem:

- Chorar desalmadamente;

- Gritar com todas as pessoas que se aparecerem à minha frente;

- Arrancar cabelos (meus e dos outros);

- Mandar umas quantas pessoas a uns quantos sítios pouco simpáticos;

- Desistir da vida

Mereço um prémio.

Para a semana estás de férias Alexandra, para a semana estás de férias Alexandra, para a semana estás de férias....

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