Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Something New

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

porque sempre que se fecha uma porta, abre-se uma janela

Something New

01
Mar19

Neste post quero (apenas) dizer...


alex

Desde a última vez que vos escrevi, quatro pessoas novas subscreveram ao blog. Nesse dia, estava no trabalho e lembro-me de receber emails com as notificações e pensar para mim "Mas o que será que aconteceu que de repente tenho estas pessoas todas a subscreveram ao blog? Será que publiquei alguma coisa e não me lembro?"

Mas não, de facto a última vez que publiquei algo foi no inicio do mês de Janeiro. Fiquei confusa, mas fiquei mais agradecida. E contudo não abri o blog durante mais um mês depois disso. Porque aconteceu tudo. Tudo o que podia acontecer (de mau) nestes últimos meses, tem acontecido. Dias depois de ter postado o texto a desejar um bom ano, fui para o hospital de emergência com uma possível apendicite. Acabou por não ser apendicite mas sim um quisto no ovário que rebentou e me causou dores que eu nunca antes tinha experienciado. Dois dias no hospital, muitas horas a jejum, muitos testes depois, vim para casa com menos uns quilos e uma constipação forte, porque os hospitais são terríveis, com todo o tipo de bactérias e doenças possíveis. Fiquei uma semana em casa, não pude ir a um dos concertos para o qual já tinha comprado bilhete, deprimi muito, quis ir para Portugal e a coisa passou-se. Desde aí, pequenas coisas têm vindo a acontecer, especialmente no trabalho. Recentemente, algo aconteceu que deixou a loja de pernas para o ar, comigo a trabalhar 10 dias de seguida sem folgas. Não quero entrar em detalhes porque é algo pessoal mas a verdade é que, este ano ainda só tem dois meses, connosco a entrar no seu terceiro hoje, e eu já estou exausta. Completamente sugada de qualquer tipo de boa energia, como pouco, durmo pouco e sorrio cada vez menos. Não queria de todo que este ano começasse desta forma contudo, há coisas que acontecem que estão fora do nosso controlo. 

Com isto dito, hoje lembrei-me do dia em que recebi 4 notificações do blog a dizer que tinha novos subscritores. Não me perguntem porquê, simplesmente veio-me à cabeça. E resolvi por bem espreitar o sítio (ainda cá está, uau!) e dizer, do fundo do meu coração, obrigada a todos aqueles que descobrem o blog (sabe-se lá como), lêem e subscrevem. Não percebo porque é que alguém subscreveria a um blog cuja "autora" publica muito esporadicamente e quando o faz parece que é só para pedir desculpa por não publicar com mais frequência ou para se queixar. Mas agradeço na mesma, muito.

Não farei promessas de publicar com mais frequência, especialmente agora que estamos a atravessar uma altura complicada na loja e a minha carga de trabalho duplicou, mas com certeza que continuarei a pedir desculpa por escrever pouco e queixar-me demais. Mas neste post, essencialmente, quero apenas dizer...

Obrigada. 

27
Out18

Dizia-lhe...


alex

"E é por isso que eu já fiz as pazes com o facto de não ter podido ir para Londres. Porque eu sei, eu acredito com todo o meu coração que daqui a um ou dois anos, eu vou lá estar. Eu vou conseguir lá chegar. Pode não ser hoje ou amanhã ou daqui a 3 meses, mas se há coisa em que acredito é que vou conseguir cumprir este meu sonho de ir a Londres, de estudar lá, de viver lá durante uns tempos."

 

Este excerto é de um post meu de há quatro anos atrás. Por norma, não leio os meus textos antigos, pelo simples facto de que este blog já existe desde 2012 e é-me penoso ler o que a Alexandra de 16, 17 anos escrevia por aqui nessa altura. Contudo, alguém comentou recentemente neste meu post, que é sobre as viagens de finalista, e eu já não me lembrando do conteúdo do texto, fui lê-lo para poder responder ao comentário.

Deparei-me com a menina que sonhava vir viver e estudar para Londres. Não sei se tenho a capacidade de conseguir descrever o tipo de gargalhada que soltei ao ler o excerto acima. Uma gargalhada de descrença, acima de tudo, porque já não me lembrava desta vontade enorme que outrora tive de vir para cá. Uma gargalhada de desilusão, porque não acredito que alguma vez fui assim tão ingénua. Uma gargalhada de tristeza, pela menina que viu o seu sonho realizado e quatro anos depois se apercebeu que os sonhos não passam disso e que a realidade é muito mais cruel.

Não voltaria atrás para dizer a esta criança para mudar de sonho e objectivo. Não lhe dizia que ela iria chorar mais do que rir se fosse para Londres. Não lhe dizia que ela ia passar muitas noites a não conseguir adormecer por causa do roncar do seu próprio estômago vazio. Não lhe ia dizer que ia ser usada pelas pessoas, abusada, rebaixada, mal tratada. Não lhe dizia que a iam mandar calar quando falasse na sua língua e que lhe iriam chamar todos os nomes xenófobos que ela poderia imaginar. Não lhe dizia que ia ter de dormir durante dois meses no chão de um quarto do tamanho de um armário com mais outras duas pessoas, ou que iria ter de morar 1 ano e meio numa casa cheia de bolor que lhe iria trazer complicações de saúde no futuro. Não lhe dizia que ia sentir tanta saudade do seu país, aquele que ela tanto esperava deixar para trás, que ao fim de quatro anos iria decidir voltar para ele.

Não lhe diria nada disto. Dizia-lhe que ia crescer, muito. Que iria conhecer pessoas maravilhosas que a iam ensinar muito ao longo do tempo. Dizia-lhe que nos primeiros dois Invernos ela ia odiar o frio, a chuva e o frio outra vez, mas que pelo terceiro já seria amiga do Inverno e até ansiaria pela sua chegada. Ia dizer-lhe que ia ter experiências que mais ninguém ia ter. Que ia rir muito com os amigos, poucos, mas amigos que iria fazer e com quem ia viver. Em como iriam passar muitos momentos difíceis mas que todos eles suportáveis porque se tinham uns aos outros. Que ia poder viajar de carro, de janelas baixas, música aos altos berros e sorriso nos lábios. Que iria ver muitos dos seus artistas favoritos ao vivo. Que iria viver muitos desgostos mas também muitas paixões. Dizia-lhe que iria conseguir ir de férias para um país muito longe e do qual gosta muito, não uma mas duas vezes! Dizia-lhe que apesar de hoje o sonho estar mais do que morto e enterrado, ficou algo muito mais valioso e melhor. Dizia-lhe que ela iria chegar a Londres apenas com um sonho e uns quantos euros no bolso e iria sair com muita experiência de vida, coração cheio e sentimento de missão cumprida. Dizia-lhe para vir.

Porque estes quatro anos deram-me de tudo. E quem ler isto pode até pensar que me vou já embora amanhã. Não vou. Mas escrever sobre o assunto ajuda-me a interiorizar a ideia e o sentimento de que, vai acontecer. A separação vai ser inevitável e quem sabe, se daqui a mais quatro anos não voltarei a escrever à Alexandra do passado, num contexto e num sítio completamente diferentes.

Espero que sim.

17
Jul18

Novo look


alex

Será que estou no blog certo? Perguntam-se vocês (possivelmente)... Sim, estão! Cansada do look simplista e "despido" do blog, decidi fazer algo diferente e como pessoa que muitas vezes anda de cabeça na lua, o tema que decidi adoptar para o blog foi o do espaço, estrelas, planetas, etc. Claro que, sempre em tons de azul e roxo, as minhas cores favoritas. Estava na altura de uma mudança de look aqui pelo blog, que não tem sido amado e apreciado como deve ser por mim, nos últimos tempos...

Com esta mudança de look pode ser que me sinta mais motivada a postar com mais frequência... e como sempre, eu sendo eu, gosto sempre de tentar something new!

11
Jun18

O amor à escrita (ou a falta dele)


alex

Penso que vos escrevo pela primeira vez em quatro meses, se as minhas contas estiverem correctas. Acho que esta foi a primeira vez que passei tanto tempo, pelo menos seguido, sem sequer pensar no blog, quanto mais escrever nele.

A minha relação com a escrita, ao longo dos últimos três anos, mudou imenso. Antes de mudar de país e antes de estudar Escrita Criativa, o meu amor pelas letras era tanto que, por vezes, não cabia na página. Era o meu refúgio, este blog. Escrever trazia-me conforto e ler os vossos comentários, muitos ou poucos, trazia-me uma sensação de paz à alma que ainda hoje, não consigo explicar. Não me lembro ao certo quando é que este amor pela escrita começou, mas já lá vão muitos anos, isso sei. Nas relações, sejam elas amorosas ou outro tipo qualquer, há sempre altos e baixos. Por vezes, se a relação já dura à muito tempo, podemos chegar a uma altura em que começamos a sentir que talvez o amor esteja a desaparecer. Se calhar encontrámos algo novo ao qual amar, ou então, pura e simplesmente, a relação já não funciona. A minha relação com a escrita é um bocado assim...especialmente nestes últimos três anos, o meu amor pela escrita mudou. Não consigo ainda dizer; admitir que desvaneceu, então prefiro dizer que mudou; alterou-se. Deixou de ser um amor e passou a ser uma obrigação, quase. Algo que eu antes fazia com prazer, sem pensar duas ou três ou quatro vezes antes de o fazer, tornou-se numa tarefa penosa e que me trouxe muitas dores de cabeça.

Uma pessoa minha amiga, que canta e toca e é super talentosa, disse-me agora à pouco tempo que quando as pessoas criativas são limitadas e obrigadas a dirigir a sua criatividade exclusivamente para o seu curso, que isso suga a criatividade toda delas e, por consequente, o amor que elas tinham à sua arte. Esta minha amiga desistiu do curso de música no final do primeiro ano dela. Acabou agora de gravar o seu primeiro EP com artistas britânicos de renome e escreve, todos os dias, canções para o futuro. Eu acabei este ano o meu curso de Escrita Criativa e Jornalismo e sinto-me...vazia. Vazia daquela paixão, daquela garra, daquela vontade que eu tinha há anos atrás. Escrever tornou-se numa tarefa penosa, como já disse, e agora associada a ela estão medos e inseguranças e até traumas que eu não tinha antes de fazer o meu curso.

Não consigo afirmar que já não gosto de escrever. Mas a verdade é que já não o faço. Já não escrevo e já não quero escrever mais. Durante estes três anos escrevi tanto...e no entanto é como se não tivesse escrito nada. Tenho tanto guardado dentro de mim mas já não tenho forma de o expressar. Nunca me considerei uma bela escritora, poetisa, J.K. Rowling...mas tinha amor à minha arte e não tinha receio dela. Agora tenho um medo de escrever que nem vos conto. Escrever este texto está a ser muito complicado...as minhas mãos tremem, a minha mente está cheia de coisas por dizer, coisas por explicar, novidades para contar... e no entanto tenho um nó na garganta e os olhos a arder. 

Não conseguem acreditar? Eu também não... Sempre pensei que o amor da minha vida era a escrita. Lembro-me de o dizer e de o escrever vezes sem conta. Não sei quando é que as coisas mudaram. Mas mudaram e não sei como recuperar aquilo que fui perdendo, pouco a pouco, ao longo destes anos. Ter feito este curso destruiu-me. Não só como escritora, mas também como pessoa. Não trago nada de bom dele. Custa admitir esta merda, depois de três anos passados a estudar, três anos que me trouxeram uma dívida enorme para a vida inteira. Custa mesmo. Mas a verdade está aqui, agora, para quem ainda estiver ai, do outro lado, a ver, a ler. Não vos culpo se já não estiverem. Se tiverem desistido de mim, tal como eu desisti de mim mesma.

Chego ao fim deste percurso convencida de que, se calhar, isto não é mesmo para mim. Se calhar não era para ser. E se não é para ser não será. Tentei forçar-me, ao longo deste tempo todo, a vir aqui, a manter aquela vontade acessa. Tentei o melhor que pude mas falhei e isso é claro. Acho que com este texto, quero pedir desculpa...não a vocês, mas a mim própria. À menina de quinze anos que começou este blog com a intenção de se tornar numa escritora famosa e bem sucedida, ou numa jornalista de renome.

A ela, peço desculpa. Falhei-te. Contudo, não consigo virar costas a isto por completo. Não consigo simplesmente admitir que já não gosto de escrever e não consigo dizer que vou deixar de o fazer, para sempre. Talvez agora que acabei o curso, com tempo, aquele amor que outrora eu nutria pela arte de escrever regresse. Devagar, quem sabe, talvez. Apesar de tudo, não consigo largar por completo. No último ano larguei tanta coisa...deixei tanta coisa e tanta pessoa para trás que, por essa razão, penso não ser capaz de largar isto por completo. Ainda aqui estou. Apesar de tudo o que acabei de escrever, ainda aqui vim e ainda escrevi este texto. Talvez seja teimosia, o não querer abdicar também disto, deste espaço, deste bocado de mim, como tenho vindo a abdicar de tanta outra coisa no último ano.

Talvez seja teimosia...ou talvez seja amor.

11
Jan17

Já foi!


alex

Passou o Natal, passou o ano novo e cá estamos, no ano 2017!

Se tivesse que definir o ano de 2016, diria que não foi o pior que já vivi, mas podia ter dado mais de si. Não tanto a nível pessoal mas mais a nível mundial. A nível pessoal, diria que foi um bom ano. Visitei um dos sítios que queria imenso visitar, a Coreia do Sul, conheci e explorei novos sítios, tive um dos melhores aniversários da minha vida, em Brigthon, com amigos que considero família, poupei dinheiro, fui a casa no Natal e conclui com sucesso o primeiro ano da uni.

Para 2017, os planos já são vários. Viajar mais, aproveitar mais as minhas folgas e dar mais atenção à familia e amigos que estão em Portugal e que por vezes são um pouco negligenciados. Quero também investir mais tempo no blog, coisa que já não estou a fazer bem porque já estamos na segunda semana do ano e este é o meu primeiro post de 2017.

Mas tudo se faz com vontade e eu espero tê-la este ano. Acho que é o que quero mais para este ano: vontade.

 

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D